sexta-feira, 10 de julho de 2026

Silent Hill – Revelação 3D

Silent Hill – Revelação 3D
Silent Hill virou franquia, quem diria. O primeiro filme me agradou bastante principalmente pela direção de arte primorosa que realmente jogava o espectador em um universo único, bizarro, sem definição. Apesar das críticas que sofreu achei um filme de terror realmente interessante, nada condizente com o que diziam dele em resenhas raivosas. Agora com o sucesso de filmes em 3D os produtores voltam à tona lançando “Sillent Hill – Revelação 3D”. Seguindo os passos de “Massacre da Serra Elétrica 3D” o filme tenta pegar carona nessa nova moda de Hollywood que investe em filmes de terror em terceira dimensão. Afinal se deu certo uma vez provavelmente dará certo de novo. Na trama acompanhamos Heather Mason (Adelaide Clemens) e seu eterno inferno pessoal. Ela tenta fugir das forças inexplicáveis que rondam sua vida. Sem compreender do que se trata tenta de alguma forma se livrar delas. A coisa piora ainda mais quando se pai desaparece sem explicação nenhuma.

Em busca de respostas acaba retornando ao universo de pesadelos e delírios que a atormentam desde quando era uma simples garotinha. Como se pode perceber em termos gerais o enredo segue os passos do primeiro filme, o que não é de se espantar já que se trata de uma adaptação do famoso game de terror japonês. É o tipo de produto que se destaca mais pelo estilo e visual do que propriamente por aspectos como roteiro, direção ou atuação. De certa maneira me lembra até de outro clássico de terror, “Hellraiser”, pois ambos possuem um estilo único, com personagens que parecem nascer dentro de um universo próprio e singular, sem qualquer semelhança com qualquer outro filme do gênero. A boa notícia é que o “Silent Hill – Revelação” tenta manter a qualidade do primeiro filme, embora seja levemente inferior. A produção também faz bom uso do 3D o que certamente vai agradar aos fãs dessa técnica. Se é fã dos games e do mundo de “Silent Hill” não deixe de assistir.

Silent Hill - Revelação (Silent Hill: Revelation 3D, Estados Unidos, 2012) Direção: Michael J. Bassett / Roteiro: Michael J. Bassett / Elenco: Adelaide Clemens, Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Sean Bean, Radha Mitchell / Sinopse: Garota em busca do paradeiro de seu pai acaba dentro do universo aterrorizante e bizarro de Silent Hill.

Pablo Aluísio.

Terror em Silent Hill

Terror em Silent Hill
Filme de terror que acabou dando origem a uma nova franquia no cinema, para surpresa de muita gente que não colocava muito fé na produção. Como é baseado em um game popular toda a trama soa até bem simples. Veja que enredo básico. Uma mãe sai em uma busca desesperada do paradeiro de sua filha desaparecida, dentro dos limites de uma cidade estranha e desolada, chamada Silent Hill. Conforme ela entra naquele lugar escuro, sombrio e com névoa eterna, ela vai encontrando seres e criaturas bem esquisitas que definitivamente não parecem ser desse mundo. Provavelmente ele atravessou a cortina que separa o universo dos vidos, da dos mortos. O problema é que são entidades perigosas, que habitam as trevas. Sair viva de lá vai ser um grande desafio. "Terror em Silent Hill" é aquele tipo de filme em que você não deve se preocupar muito em termos de roteiro, atuação ou direção. O que vale aqui realmente é agradar aos fãs do jogo de terror e isso, em razão das péssimas adaptações feitas nos últimos anos, era um desafio e tanto a se superar.

Falando sinceramente praticamente quase todos os filmes baseados em games foram ruins. Poucos se salvaram. A boa notícia é que o diretor Christophe Gans conseguiu superar essa barreira. Ele obviamente passou longe de criar uma obra prima do terror, mas em compensação realizou um filme correto, equilibrado, que conta (bem) seu enredo de forma simples e sem exageros desnecessários. Quem diria que isso tudo iria resultar em bom cinema? Agora, o que se sobressai mesmo em "Silent Hill" é a sua maravilhosa direção de arte, figurinos e maquiagem. A sucessão de monstros que desfilam na tela realmente impressiona pela originalidade. São seres bizarros, disformes, sem paralelo. Some-se a isso um filme curto, eficiente e bem feito e você certamente terá um bom divertimento pela frente. "Terror em Silent Hill" é angustiante na medida certa e funciona muito bem para quem deseja ter alguns bons sustos. Vale a recomendação. 

Terror em Silent Hill (Silent Hill, Estados Unidos, 2006) Direção: Christophe Gans / Roteiro: Roger Avary / Elenco: Radha Mitchell, Laurie Holden, Sean Bean / Sinopse: O filme conta a história da trajetória de uma mãe desesperada em encontrar sua filha desaparecida em uma cidade abandonada e sinistra. Filme baseado e adaptado do famoso jogo de vídeogame. Indicado ao prêmio do Fangoria Chainsaw Awards em cinco categorias, entre elas Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Especiais.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A Mulher de Preto

A Mulher de Preto
A Hammer era uma produtora muito famosa nos anos 50 e 60 por causa de seus filmes de terror. Recentemente assisti alguns clássicos deles, como os filmes de Drácula estrelados por Christopher Lee. Aqui encontramos todos os ingredientes que fizeram a fama do estúdio inglês: muito clima, portas rangendo, sombras e sustos, muitos sustos. A premissa dessa estória inclusive tem muito a ver com o próprio Drácula. Tal como acontece no famoso livro de Bram Stoker, aqui temos um advogado chegando a uma antiga casa isolada para acertar certos problemas jurídicos. Claro que no caso de "A Mulher de Preto" não existem vampiros mas sim fantasmas e assombrações. De qualquer forma a estrutura de ambas as estórias são bem semelhantes. Algumas críticas andam reclamando do ator Daniel Ratcliffe no filme afirmando que ele é muito jovem para interpretar o personagem do advogado mas penso que devemos dar um desconto ao rapaz pois ele já demonstrou que é bastante esforçado e quer criar agora uma carreira independente e longe de Harry Potter (que o consagrou e que seguramente vai lhe assombrar até o fim de seus dias como ator).

O roteiro de "A Mulher de Preto" é bem simples, a maior parte dele se passa numa casa isolada e escura, localizada numa ilha, por isso a direção de arte tinha que ser caprichada - e é. Não é simples recriar com eficiência mansões mal assombradas pois ou ficam mal feitas ou falsas demais. Aqui gostei bastante do resultado pois foi bem convincente a ambientação. Não vou criticar o filme por causa de seus clichês - sim ele tem vários clichês. Isso porque é baseado em uma obra relativamente recente escrita por Susan Hill e o que se vê na tela é de certa forma proposital mesmo, uma homenagem ou uma tentativa de recriar os antigos e tradicionais filmes de terror. Textos assim, feitos com essa intenção, geralmente trazem de volta fórmulas que já foram usadas muitas e muitas vezes no cinema, por isso não importa muito que reapareçam aqui - aliás essa parece ter sido a intenção dos roteiristas. No saldo final, apesar de alguns deslizes, gostei do resultado. É um filme de terror atual com cara de velho e como gosto da cultura vintage esse aqui certamente me agradou. Em tempos de gore levar alguns sustos como os que surgem aqui são mais do que bem vindos. A velha tradição de sombras e sustos caiu muito bem. Recomendo.

A Mulher de Preto (The Woman in Black, Inglaterra, 2012) Direção de James Watkins / Roteiro de Jane Goldman baseado no romance de Susan Hill / Elenco: Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Lucy May Barker, Emma Shorey / Sinopse: Jovem advogado (Daniel Radcliffe) é enviado para remota cidade com o objetivo de realizar um inventário de uma antiga casa há muito abandonada.

Pablo Aluísio.

30 Dias de Noite II

30 Dias de Noite II
Tudo muito fraco, tudo muito pobre, produção feia, atores ruins e roteiro banal. Eu até que gostei de "30 Dias de Noite", mas essa sua sequência é realmente indefensável. O grande charme do filme original era a ambientação em uma cidade do Alaska que ficaria 30 dias sem ver a luz do sol. Um prato cheio para o ataque de um grupo de vampiros sanguinários e vorazes. Certamente aquela situação era bem interessante. Porém, para minha decepção, tiraram esse ótimo clima soturno nessa continuação! O que resta depois de uma ideia tão equivocada como essa? Para piorar o que já era bem ruim os roteiristas resolveram escrever uma péssima estória que se desenvolve na ensolarada Califórnia!!! Existe algo mais fora do clima de vampiros do que as praias da Califórnia? Claro que não!

A razão dessa estupidez é até fácil de entender. Sem orçamento  para produzir algo melhor os produtores filmaram tudo no quintal mesmo - em Los Angeles, a pior cidade do mundo para se realizar um filme de vampiros. Para piorar o que já era bem ruim colocaram uma péssima atriz para fazer um péssimo personagem: a rainha vampira, que tem sob comando um "ninho" de seres da noite. Ela quer a todo custo transportar os vampiros de navio para o Alaska, obviamente visando com isso atacar outra cidade como vimos no primeiro filme. Pura bobagem. Não recomendo a ninguém, nem a fãs de quadrinhos, nem a fãs de vampiros e nem muito menos a admiradores de efeitos especiais (a produção é bem fraca nesse sentido, pois não se gastou muito nas cenas, resultando tudo em uma decepção). Enfim, acho que é o fim da franquia. "30 Dias de Noite 2" é ruim de doer, com ou sem caninos salientes.

30 Dias de Noite 2 (30 Days of Night: Dark Days, Estados Unidos, 2010) Direção: Ben Ketai / Roteiro: Steve Niles, Ben Ketai / Elenco: Kiele Sanchez, Rhys Coiro, Diora Baird / Sinopse: Vampiros sedentos de sangue levam o terror a Los Angeles e depois seguem rumo ao Alaska para nova carnificina.

Pablo Aluísio. 

[REC]

[REC]
Jovem repórter e seu cameraman fazem uma reportagem sobre a rotina dos bombeiros quando esses são chamados a um conjunto de apartamentos onde vizinhos ouvem gritos no andar superior. Ao investigar o ocorrido descobrem algo bem mais sinistro. [REC] segue os passos da estética de "A Bruxa de Blair", ou seja, é um falso documentário ou como os americanos gostam de chamar um "Mockumentary". Para quem odiou "Bruxa de Blair" é sofrido saber mas parece que a ideia deu frutos e hoje vários filmes seguem os passos do filme pioneiro. O resultado já sabemos: câmera na mão, gritos, correria, imagens desfocadas ou balançadas e ritmo alucinante. Tudo com cheiro de amadorismo para trazer uma verniz de "realidade". De certa forma os filmes que seguem o estilo "Mockumentary" bebem diretamente da fonte dos chamados reality shows da TV - a ideia é imitar os reality shows na forma de mostrar ou contar ao espectador a estória. [REC] tem um parentesco bem próximo também dos filmes de Romero, até porque deve-se reconhecer que qualquer filme que mostre mortos vivos vai de uma forma ou outra copiar as obras do mestre de terror.

Do ponto de vista originalidade [REC] não traz grandes surpresas. O filme é curtinho - para não saturar - e se concentra basicamente em criar uma situação e explorar ela ao máximo tentando com sua suposta veracidade criar medo no espectador. Nesse aspecto achei que a criação do enredo foi bem melhor do que seu desenvolvimento. A atriz Manuela Velasco que interpreta a jornalista consegue nos passar mesmo a sensação de que é uma quase amadora na profissão. Curiosamente seu cameraman jamais aparece mesmo quando a câmera cai no chão ou ele fica sem controle dela. De resto destaco apenas duas boas cenas na produção: a primeira quando as pessoas que estão em quarentena no prédio descobrem a "velha" no andar de cima e a segunda quando finalmente chegam no apartamento que vai revelar grande parte da trama (embora muita coisa fique mesmo no ar, sem explicação). De maneira em geral [REC] procura inovar de alguma forma no velho tema mortos vivos. Consegue apenas em termos, caindo muitas vezes na banalidade. Vale assistir pelo menos uma vez para conhecer e é só.

[REC] (REC, Espanha, 2007) Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza / Roteiro: Jaume Balagueró, Paco Plaza, / Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge-Yamam Serrano ; Sinopse: Jovem repórter e seu cameraman fazem uma reportagem sobre a rotina dos bombeiros quando esses são chamados a um conjunto de apartamentos onde vizinhos ouvem gritos no andar superior. Ao investigar o ocorrido descobrem algo bem mais sinistro do que poderiam imaginar.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Olhos Famintos: Renascimento

Olhos Famintos: Renascimento
Esse é o quarto filme da franquia Olhos Famintos. Como se sabe, esse monstro aparece de 23 em 23 anos. E quando ressurge, caça durante 23 dias. Caça seres humanos, é claro. Agora ele está de volta e encontra um festival de fãs de contos e filmes de terror. Todo mundo vestido com cosplay de monstros. Assim, ele poderia até mesmo andar no meio daquela gente, sem ser percebido. É claro que o roteiro tira uma boa casquinha desse tipo de situação. E é feito até mesmo um prêmio para os participantes. O vencedor vai passar uma noite na velha casa abandonada, onde no passado essa mesma criatura matou sem piedade. Já deu para perceber para onde o roteiro vai, não é mesmo? A mesma fórmula de sempre, o que não é necessariamente negativo. Jovens indo para o abate para esta criatura alada que parece ser uma mistura de vampiro com gárgula medieval. 

Eu até gosto desses filmes da linha Olhos Famintos. Eu sou da opinião que filmes com monstros sempre devem existir. Faz parte da história do cinema. Basta lembrar dos monstros clássicos da Universal. Esse tipo de filme não pode deixar de ser lançado. É uma tradição cinematográfica. E esses filmes de Olhos Famintos são bem realizados. Entregam tudo que os fãs de terror querem ver nesse tipo de produção. Um monstro com design legal, bem realizado e bem feito. Jovens sem muita perspectiva sendo devorados pelo bichano. E o suspense, que geralmente é bem construído. Para um Olhos Famintos 4, não está nada mal.

Olhos Famintos: Renascimento (Jeepers Creepers: Reborn, Estados Unidos, 2022) Direção: Timo Vuorensola / Roteiro: Sean-Michael Argo / Elenco: Sydney Craven, Imran Adams, Jarreau Benjamin / Sinopse: A criatura alada ressurge das trevas. Ele está na Louisiana, onde um festival de fãs de filmes de terror está celebrando uma noite de halloween. O prato está servido à mesa. E ele está faminto, pois está há 23 anos sem devorar seres humanos.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 6

Título no Brasil: Jogos Mortais 6
Título Original: Saw VI
Ano de Produção: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate, Twisted Pictures
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge

Sinopse:
Após negar a cobertura de um seguro de plano de saúde, um paciente morre de câncer. O agente de seguros acaba sendo levado para uma nova rodada de jogos mortais comandadas pelo psicopata Jigsaw. Porém como isso seria possível já que ele supostamente estaria morto há anos?

Comentários:
Sexto exemplar da série de filmes de terror de sucesso "Jogos Mortais". É incrível como os produtores dessa franquia nem se importam mais pelo fato de que Jigsaw está morto! Afinal os roteiristas sempre dão um jeito. Aqui temos não apenas um seguidor, mas vários deles. Todos seguindo os metódos do criador. Nesse tipo de filme o enredo só se sustenta mesmo pela criatividade que os jogos são bolados. Nesse temos além das máquinas que torturam as pobres vítimas, uma verdadeira roleta russa humana com seis pessoas amarradas em um tipo de carrossel macabro. O corretor de seguros, que foi indiretamente responsável pela própria morte de Jigsaw no passado, tem que escolher salvar apenas duas delas ou caso se recuse a isso, todas morrerão. E assim vão se desenvolvendo os jogos em um verdadeiro banho de sangue com muito gore, algo que certamente agradará aos fãs dos filmes anteriores. E para quem gosta do trabalho do ator Tobin Bell aqui vai uma boa notícia: ele tem várias cenas, todas em flashback. Afinal seu pesonagem está morto... mas continua a causar estragos entre os vivos.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 5

Título no Brasil: Jogos Mortais 5
Título Original: Saw V
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: David Hackl
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Scott Patterson, Costas Mandylor, Tobin Bell, Betsy Russell, Meagan Good
  
Sinopse:
Depois de muito tempo finalmente os policiais que passaram anos perseguindo o psicopata Jigsaw (Tobin Bell) se tranquilizam sobre seu paradeiro, pois não restam mais dúvidas, ele realmente está morto. Seus jogos mortais porém parecem seguir em frente! Quem seria o responsável por isso? Teria Jigsaw deixando um herdeiro ou um insano admirador para dar continuidade ao seu legado de terror, sadismo e violência?

Comentários:
Mais saturado do que nunca a franquia Saw (Jogos Mortais) seguiu em frente. Nesse quinto filme não há muito mais a celebrar. A fórmula, completamente desgastada, já não funcionava mais. Aqui a tônica foge apenas um pouquinho do convencional pois o roteiro procura se concentrar em saber e desvendar a imensa rede de traições e conspirações envolvendo os próprios tiras que acabaram com Jigsaw. Quem acaba se dando muito mal é justamente o agente Strahm (Scott Patterson) que de repente acorda e se dá conta que está encurralado em um dos jogos mortais de Jigsaw, com a cabeça presa em um artefato de tortura que mais parece ter saído da idade média. Uma caixa selada que começa a encher de água - algo realmente assustador! Essa armadilha de cabeça, vamos colocar assim, causou muita preocupação no ator Scott Patterson que estava apreensivo com um pequeno acidente que aconteceu quando a estavam usando em um teste na pré-produção. Depois com coragem resolveu encarar o desafio e dispensou o uso de dublês, para surpresa do diretor. Curiosamente essa armadilha foi inspirada no escritor Edgar Allan Poe que em seus macabros escritos descreveu um objeto de tortura bem semelhante. Por fim os roteiristas resolveram colocar um pequeno detalhe que poucos perceberam. São cinco os envolvidos nos jogos, justamente para celebrar o quinto filme da série. No geral eu não considero um bom filme da franquia. A falta de novas ideias, os velhos clichês e as mesmas situações - com pequenas inovações - não salvam o filme de ser apenas mais um caça-níquel do estúdio. O velho Jigsaw já deveria ter se aposentado, vamos convir. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 4

Título no Brasil: Jogos Mortais 4
Título Original: Saw IV
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Scott Patterson, Costas Mandylor
  
Sinopse:
Dois agentes do FBI são designados para ajudar o detetive Hoffman (Costas Mandylor) a descobrir os próximos passos do psicopata assassino Jigsaw. Um policial está morto e todos querem colocar as mãos no criminoso infame. O problema é que o próprio comandante da corporação, Rigg (Lyriq Bent), acaba sendo sequestrado. Assim os policiais só terão 90 minutos para salvar sua vida em um novo jogo mortal. Filme vencedor do Golden Trailer Awards na categoria Filmes de Terror.

Comentários:
Em relação à franquia de terror "Saw" não há muitas novidades de uma sequência para outra. O primeiro filme acabou determinando praticamente o roteiro de todos os demais, com pequenas e pontuais alterações. Basicamente a estrutura desses roteiros seguem a mesma premissa básica, um grupo de pessoas, jovens em sua preferência, que acabam caindo em jogos mortais elaborados e montados por Jigsaw (Tobin Bell), ou melhor dizendo John Kramer. Ele é um psicopata que transforma a tortura e a morte sangrenta em uma verdadeira obra de arte macabra. O problema é que Jigsaw está morto e a série lucrativa de filmes não, o que dá margem a mais e mais armadilhas pelo meio do caminho. De qualquer maneira o diretor Darren Lynn Bousman acabou sendo um dos mais constantes dentro da série (ele dirigiu as sequências de números 2, 3 e 4) o que de certa forma deu uma coesão ao que vinha se desenrolando dentro da franquia. Além disso caprichou nos ambientes onde os jogos se desenvolvem, com uma bonita e bem elaborada manipulação de cores fortes nos ambientes onde tudo acontece. Fora isso essa quarta continuação segue na média do que vinha sendo apresentado a cada ano. Pelo visto Jigsaw não parecia mesmo disposto a dar adeus.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Backrooms: Um Não-Lugar

Título no Brasil: Backrooms: Um Não-Lugar
Título Original: Backrooms
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24, Atomic Monster
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik e Kane Parsons
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

Sinopse:
Inspirado na famosa lenda urbana digital que surgiu na internet em 2019, Backrooms: Um Não-Lugar acompanha a misteriosa descoberta de um portal para uma dimensão paralela formada por corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e espaços que desafiam toda lógica conhecida. Quando um homem desaparece dentro desse labirinto impossível, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, decide atravessar o portal para encontrá-lo. Conforme avança pelos chamados "Backrooms", ela se depara com ambientes cada vez mais perturbadores, criaturas estranhas e manifestações ligadas às memórias e traumas daqueles que ficaram presos naquele lugar. O que começa como uma missão de resgate transforma-se em uma jornada psicológica pela própria natureza da realidade.

Comentários:
Backrooms: Um Não-Lugar foi um dos filmes de terror mais comentados de 2026 por levar ao cinema uma das creepypastas mais famosas da internet. A produção também chamou atenção pelo fato de ser dirigida por Kane Parsons, criador da série de vídeos que popularizou o conceito dos Backrooms no YouTube quando ainda era adolescente. A crítica americana recebeu o filme de maneira bastante favorável, elogiando principalmente sua atmosfera opressiva e a capacidade de transformar um conceito abstrato em uma experiência cinematográfica envolvente. Diversas análises destacaram que o longa evita depender de sustos fáceis e prefere construir uma sensação constante de desconforto psicológico. O portal espanhol MeriStation descreveu a obra como uma das experiências mais inquietantes do ano, ressaltando a recriação visual dos corredores infinitos que tornaram o fenômeno famoso na internet. O portal brasileiro CinePOP afirmou que o filme combina terror, ficção científica e suspense em uma jornada interdimensional perturbadora. Muitos críticos também elogiaram o trabalho de fotografia e design de produção, que transformam espaços aparentemente comuns em cenários profundamente ameaçadores.

Entre os fãs de terror, a recepção foi ainda mais entusiasmada. Em discussões no Reddit, muitos espectadores relataram que o filme consegue transmitir uma sensação genuína de ansiedade e claustrofobia, algo raro no terror contemporâneo. Alguns comentários destacaram que a experiência funciona melhor justamente por não explicar todos os mistérios do universo apresentado, preservando o sentimento de estranheza que tornou os Backrooms tão populares online. A crítica especializada também observou que o filme representa um marco cultural interessante: talvez seja a primeira grande produção de Hollywood baseada diretamente em um mito nascido da cultura digital moderna. Comercialmente, o longa tornou-se um enorme sucesso, arrecadando muito mais do que seu orçamento relativamente modesto e consolidando Kane Parsons como um dos jovens cineastas mais promissores do gênero. Embora alguns críticos tenham considerado o final excessivamente ambíguo, o consenso geral foi de que Backrooms: Um Não-Lugar conseguiu algo raro: transformar uma simples imagem viral da internet em um filme de terror inteligente, atmosférico e memorável.

Erick Steve.