quarta-feira, 6 de maio de 2026
Cemitério Maldito
Título Original: Pet Sematary
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Mary Lambert
Roteiro: Stephen King
Elenco: Dale Midkiff, Denise Crosby, Fred Gwynne
Sinopse:
Pai de família tem que consolar seu pequeno filho após a morte do animal de estimação da família. Seguindo os passos de uma antiga lenda que afirma que todo animal enterrado em um velho cemitério de índios retorna à vida ele leva o cãozinho para lá. O problema é que o animal realmente retorna mas como um ser horrível, em decomposição. Depois disso algo inesperado volta a ocorrer com a família mas a vítima é seu próprio filho. E agora? Terá coragem de levar seu filho morto para o cemitério de animais?
Comentários:
Vem remake novo por aí. Esse aqui tive a oportunidade de assistir no cinema que inclusive hoje em dia não existe mais, virou uma loja de sapatos - que pena! Pois bem, como todos sabemos o texto é do sempre ótimo Stephen King. Como sempre ele foca em uma típica família americana do meio oeste que acaba entrando em contato com eventos fantásticos. No caso o tal Pet Cemitery (ou Cemitério de animais de estimação, muito comuns nos Estados Unidos). O ator Dale Midkiff que faz o pai de família que toma uma decisão muito errada tinha acabado de fazer Elvis Presley na versão do livro "Elvis e Eu" na TV (essa série chegou a ser exibida várias vezes no SBT). O clima do filme em si é dos melhores. King prepara bem seu suspense, criando todo um clima, familiarizando sem pressa todos os personagens para o público que está acompanhado tudo. Na época que o filme foi realizado não havia ainda efeitos digitais e tudo é baseado em maquiagem (muito bem feita por sinal) e efeitos em animatronics. Confesso que sempre gostei muito mais da primeira parte do filme, quando os acontecimentos vão sendo preparados para o terrível grand finale. Em seu lançamento houve quem criticasse por colocar uma criança como um terrível ser do mal mas Stephen King está realmente acima desse tipo de coisa. Hoje em dia "Cemitério Maldito" é um pequeno clássico da obra de King e mostra que não envelheceu. Nem era preciso remake para dizer a verdade. Prefira sempre conhecer esse original.
Pablo Aluísio.
Despertar dos Mortos
Despertar dos MortosA produção também não é das melhores. A Hammer aqui preferiu deixar os efeitos digitais de lado para se concentrar apenas em jogos de luzes e sombras e uso de maquiagem mais artesanal (ao estilo Ketchup). Nada de errado com essa decisão o problema é que o filme realmente falha na criação do suspense e no clima do terror. O roteiro não consegue causar medo em momento algum e a produção simples como é, ajuda ainda mais a tornar tudo muito banal, batido, sem impacto. Além disso usar crianças como seres sobrenaturais já está mais do que saturado nos filmes do gênero. Os japoneses, por exemplo, já usaram e abusaram desse artifício e tudo soa a prato requentado mesmo. As mortes também são fracas, algumas risíveis e nada é marcante. Em resumo mais uma produção B de terror que não consegue assustar nem criancinha. Se até a Hammer, com toda a sua tradição, não consegue mais nos surpreender então a coisa realmente anda feia no mundo dos filmes de terror. No fundo quem anda precisando despertar do mundo dos mortos mesmo é o próprio gênero, atualmente em franca decadência!
Despertar dos Mortos (Wake Wood, Inglaterra, 2011) Direção: David Keating / Roteiro: David, Brendan McCarthy / Elenco: Aidan Gillen, Eva Birthistle, Timothy Spal / Sinopse: Um jovem casal se vê diante da maior tragédia de suas vidas quando sua pequena filhinha é atacada e morta por um cão feroz. Desesperados acabam descobrindo que os moradores locais cultuam um estranho ritual que consegue por apenas 3 dias trazer de volta à vida aqueles que já morreram. O problema é que não conseguem seguir á risca todos as regras dessa ressurreição o que trará consequências graves para todos os envolvidos.
Pablo Aluísio.
sábado, 2 de maio de 2026
It: Capítulo Dois
Com isso o segundo filme ficou mesmo longo, não tinha outra saída. Porem cada um desses momentos não é gratuito. O uso de vários flashbacks também foi criticado de forma indevida. Essa é a estrutura do livro, com passagens do passado e presente se intercalando. É uma ferramenta narrativa do próprio Stephen King que os roteiristas utilizaram também aqui. Ficou adequado. A edição é inteligente, mesclando em uma só sequência com passado e presente, tudo feito de forma bem eficaz. O resultado final me agradou bastante. O roteiro brinca até com o fato de que muitos criticam os finais dos livros de Stephen King. Ele inclusive está no filme, numa ponta, como um vendedor de coisas velhas. Pois bem, há que tenha odiado o final, achando simplista demais como os personagens deram fim ao Pennywise. Na minha opinião tudo foi válido e tem seu lugar no filme. A luta entre o palhaço e os protagonistas é no fundo psicológica e uma solução dessa natureza seria o mais adequado para o desfecho do enredo. Do jeito que ficou me agradou bastante. E se você gosta mesmo de Stephen King, então o filme se torna essencial.
It: Capítulo Dois (It Chapter Two, Estados Unidos, 2019) Direção: Andy Muschietti / Roteiro: Gary Dauberman / Elenco: Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Hader, Bill Skarsgård / Sinopse: Vinte e sete anos após os acontecimentos do primeiro filme o palhaço Pennywise está de volta. Crianças começam a desaparecer novamente. Com isso os garotos do primeiro filme (agora todos adultos) resolvem se unir mais uma vez para acabar com as monstruosidades do palhaço.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
It: A Coisa
E assim se desenvolve o filme. Muitas pessoas que assistiram a "It - A Coisa" chamaram a atenção para o fato dessa produção se parecer bastante com um filme dos anos 80. Ora, o livro foi publicado originalmente em 1986, então obviamente é sim um produto dos anos 80. Inclusive poderíamos até mesmo defini-lo como uma espécie de "Goonies encontra Pennywise" sem perder muita a essência da estória. No mais é importante dizer que apesar desse novo filme ser muito bom, ele ainda deixa bastante a desejar se formos compará-lo ao livro de King. Os roteiristas não apenas usaram somente uma parte do enredo como também cortaram bastante em relação aos próprios personagens, pois King os definiu com muito mais conteúdo em suas páginas. Era algo normal e previsível de acontecer. Seria impossível mesmo levar um livro de mil páginas para um longa metragem sem ter que cortar muita coisa. De qualquer maneira, mesmo com essas mudanças, não se engane, pois esse "It - A Coisa" é seguramente um dos melhores filmes de terror do ano.
It: A Coisa (It, Estados Unidos, 2017) Direção: Andy Muschietti / Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, baseados no best seller escrito por Stephen King / Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard / Sinopse: Um grupo de garotos descobre que uma estranha criatura sobrenatural está aterrorizando sua cidade nos anos 80. Eles a chamam simplesmente de "It" (a coisa). Essa entidade que veio diretamente do inferno parece se alimentar do medo alheio, assumindo as mais diversas formas para espalhar o horror. Filme vencedor do Golden Trailer Awards na categoria de Melhor Trailer do ano - Filme de Terror.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Maldição da Múmia
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Jogos Mortais 3
Título Original: Saw III
Ano de Produção: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Twisted Pictures, Evolution Entertainment
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Leigh Whannell, James Wan
Elenco: Tobin Bell, Shawnee Smith, Angus Macfadyen
Sinopse:
Jeff (Angus Macfadyen) é um homem angustiado após perder sua família em um terrível acidente de carro. Ele se torna obcecado em vingar a morte de seus parentes contra o motorista irresponsável que as causou. O Dr. Lynn Denlon (Bahar Soomekh) por sua vez tem sérios problemas em seu casamento. Frustrado, se torna um homem à beira da insanidade. Ambos se tornam alvos da psicótica Amanda (Shawnee Smith), uma admiradora de Jigsaw. Jeff é colocado em um jogo mortal de vida e morte e o Dr. Denlon é levado para um armazém abandonado onde precisa manter John Kramer - Jigsaw - vivo acima de tudo! Um colar explosivo é colocado em seu pescoço, ligado aos aparelhos que mantém Kramer vivo. O artefato será acionado caso Jigsaw morra. E que os jogos comecem...
Comentários:
Terceiro exemplar da franquia de grande sucesso "Saw". É a tal coisa, um filme como esse, com orçamento até modesto (custou meros 10 milhões de dólares) se torna facilmente lucrativo por causa da força do nome comercial dos filmes envolvendo o famoso Jigsaw (um dos melhores personagens de filmes de terror e suspense surgidos nos últimos anos, não há como negar). O interessante é que já nessa terceira parte já vamos percebendo uma certa saturação em seu argumento. Fruto provavelmente dos problemas de saúde enfrentados pelo John Kramer - Jigsaw. Um dos erros de roteiro dessa saga em minha opinião veio justamente disso. Jigsaw saiu de circulação cedo demais, fazendo com que os roteiros tivessem que se utilizar de "admiradores" do psicopata como a própria Amanda, que vemos aqui. Mesmo assim ainda conseguimos ter, apesar dos pesares, um bom produto em mãos. Não é nenhuma obra prima mas vale como elo de ligação entre as películas com a marca "Saw".
Pablo Aluísio.
sábado, 25 de abril de 2026
Alien - A Ressurreição
Assim os roteiristas avançaram no tempo. A história desse quarto filme se passa 200 anos depois da morte de Ripley. A solução foi encontrada na engenharia genética. Através de gotas de sangue de Ripley eles conseguem criar uma clone, só que igualmente contaminada com o sangue alienígena. A companhia não tinha exatamente a intenção de trazer Ripley de volta, mas sim o DNA do alien, uma arma biológica que poderia ser usada em campo de batalha. O "soldado" perfeito. Por isso quando o filme começa os personagens estão em uma nave militar. O Alien já foi trazido de volta à vida. Está preso em um laboratório. Como se trata de uma Rainha-Mãe ela logo dará origem a uma nova linhagem de criaturas.
Para alimentar os monstros um grupo de mercenários é contratado. Sua missão é trazer cobaias humanas vivas para serem devoradas pelos aliens. Esses mercenários são interpretados por novos atores dentro do universo da série de filmes, contando com gente como Ron Perlman e Winona Ryder, essa última no melhor estilo replicante de "Blade Runner", uma máquina com consciência, que deseja destruir qualquer vestígio desses aliens. Já a atriz Sigourney Weaver interpreta a clone número 8 de Ripley. É uma personagem mais sombria, que fica entre sua humanidade e seu código genético alien. Aliás a atriz só concordou em voltar para a franquia após receber um cachê milionário. Também acabou se tornando produtora executiva. O filme, como disse, ficou melhor nessa revisão. Gostei e me diverti. Talvez na época em que vi pela primeira vez a enxurrada de críticas negativas tenham influenciado para pior minha opinião. Hoje já revejo tudo com mais boa vontade. Com isso a diversão de fato ficou garantida.
Alien - A Ressurreição (Alien Resurrection, Estados Unidos, 1997) Direçao: Jean-Pierre Jeunet / Roteiro: Joss Whedon / Elenco: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Dominique Pinon, Ron Perlman / Sinopse: A companhia espacial consegue produzir um clone da Tenente Ripley, 200 anos após sua morte. A intenção é trazer de volta à vida também o alien que infectava seu organismo. A experiência de retorno é um sucesso, mas tudo logo sai do controle quando as criaturas conseguem fugir do laboratório de uma nave espacial onde os experimentos estão sendo realizados.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
O Enigma de Outro Mundo
quinta-feira, 16 de abril de 2026
A Dança dos Vampiros
O roteiro é pura cultura pop. Provavelmente esse seja o filme mais diferenciado da filmografia de Roman Polanski pois ele não quis nada com o cinema mais cult e de arte, optando pela pura diversão pipoca. No geral é um terror em tom de comédia, com excelentes sequências de bom humor. O personagem do professor Abronsius é bem caricato e não ficaria deslocado em um filme de Jerry Lewis, por exemplo. O ator que o interpreta, Jack MacGowran, hoje é pouco lembrado (ele faleceu em 1973), mas tinha grande talento e uma longa carreira quando foi contratado por Polanski para atuar nesse filme. Em termos de atuação ele é o destaque absoluto do filme. Além dele destaco no elenco a presença da atriz Sharon Tate. Uma mulher linda que teve um caso com Polanski e que estava esperando um filho dele quando foi brutalmente assassinada pelo bando de psicopatas drogados comandados por Charles Manson dois anos depois que atuou nesse filme. Uma coisa terrível. Enfim, "A Dança dos Vampiros" ainda mantém seu charme nostálgico original, embora deva reconhecer que nessa segunda revisão já não me diverti tanto como na primeira vez que o vi. Provavelmente isso tenha acontecido porque afinal de contas não tenho mais 14 anos de idade.
A Dança dos Vampiros (Dance of the Vampires, Inglaterra, Estados Unidos, 1967) Direção: Roman Polanski / Roteiro: Gérard Brach, Roman Polanski / Elenco: Jack MacGowran, Roman Polanski, Sharon Tate, Ferdy Mayne, Alfie Bass, Terry Downes / Sinopse: Em busca de provas que os vampiros são reais e realmente existem, o professor Abronsius (Jack MacGowran) e seu assistente Alfred (Polanski) viajam até o leste europeu. Ao chegaram numa pequena vila descobrem que há um castelo na região, onde habita uma figura sinistra chamada Conde von Krolock (Ferdy Mayne). Segunda lendas ele seria um vampiro que sequestra donzelas das pequeninas vilas vizinhas. O tipo ideal para provar a teoria do velho e atrapalhado professor.
Pablo Aluísio.
domingo, 12 de abril de 2026
O Abominável Homem das Neves
Título Original: The Abominable Snowman
Ano de Produção: 1957
País: Inglaterra
Estúdio: Clarion Films, Hammer Films
Direção: Val Guest
Roteiro: Nigel Kneale
Elenco: Peter Cushing, Forrest Tucker, Maureen Connell
Sinopse:
O Dr. Rollason (Peter Cushing) é um cientista que vai até o Himalaia para estudar plantas raras da região do Tibete. Ele procura entender os segredos da natureza de um dos lugares mais inóspitos do planeta. Quando o caçador Tom Friend (Forrest Tucker) chega também por lá para uma expedição nos picos gelados das montanhas o Dr. Rollason resolve aceitar o convite para seguir com eles na escalada. O que o pesquisador não sabe é que Friend almeja encontrar o mitológico Yeti, conhecido como Abominável Homem das Neves, um primata gigante e ainda desconhecido da ciência que supostamente vive nas neves eternas daquele lugar desconhecido do homem.
Comentários:
Também conhecido como "O Monstro do Himalaia" esse filme mostra porque os estúdios ingleses da Hammer são tão cultuados até hoje em dia. O filme é muito bom, sob qualquer ponto de vista que se analise. Inicialmente o espectador pode pensar que tudo não passa de um filme sobre monstros, mas o roteirista Nigel Kneale reservou algumas surpresas. Para os anos 50 o filme traz uma curiosa mensagem ecológica fazendo um curioso paralelo entre o homo sapiens (o ser humano moderno) e aquela espécie primata ainda desconhecida, provavelmente o elo perdido da evolução da humanidade. Contribui muito para isso o muito bem escrito personagem interpretado por Peter Cushing. Como cientista ele está acima de tudo interessado em desvendar esses caminhos perdidos da teoria da evolução de Darwin, o que lhe faz logo ter um confronto de ideias com Friend (Tucker), o líder da expedição, que só pensa em capturar o Yeti para lucrar com ele. Em suma, o primeiro está ali pela ciência e o outro apenas pelo aspecto comercial que poderia lhe trazer ao prender em jaulas um animal tão raro como aquele. Para criar o clima adequado o cineasta Val Guest joga com a sutileza e o suspense. Nada de banalizar a figura da criatura. Ela permanece nas sombras até os dois últimos minutos finais, quando a mensagem do roteiro muda radicalmente levando o espectador para uma reflexão maior sobre sua existência. Pode parecer pretensioso demais, mas o fato é que "The Abominable Snowman" é muito mais do que um mero filme de monstros dos anos 50. Basta ser um pouco mais inteligente e perspicaz para entender isso. Mesmo após tantas décadas de seu lançamento o filme seguramente segue sendo o melhor sobre o tema. Muito bom, merece aplausos. A Hammer era realmente diferenciada nesse aspecto. Assista e comprove você mesmo.
Pablo Aluísio.








