sexta-feira, 26 de junho de 2026

Olhos Famintos: Renascimento

Olhos Famintos: Renascimento
Esse é o quarto filme da franquia Olhos Famintos. Como se sabe, esse monstro aparece de 23 em 23 anos. E quando ressurge, caça durante 23 dias. Caça seres humanos, é claro. Agora ele está de volta e encontra um festival de fãs de contos e filmes de terror. Todo mundo vestido com cosplay de monstros. Assim, ele poderia até mesmo andar no meio daquela gente, sem ser percebido. É claro que o roteiro tira uma boa casquinha desse tipo de situação. E é feito até mesmo um prêmio para os participantes. O vencedor vai passar uma noite na velha casa abandonada, onde no passado essa mesma criatura matou sem piedade. Já deu para perceber para onde o roteiro vai, não é mesmo? A mesma fórmula de sempre, o que não é necessariamente negativo. Jovens indo para o abate para esta criatura alada que parece ser uma mistura de vampiro com gárgula medieval. 

Eu até gosto desses filmes da linha Olhos Famintos. Eu sou da opinião que filmes com monstros sempre devem existir. Faz parte da história do cinema. Basta lembrar dos monstros clássicos da Universal. Esse tipo de filme não pode deixar de ser lançado. É uma tradição cinematográfica. E esses filmes de Olhos Famintos são bem realizados. Entregam tudo que os fãs de terror querem ver nesse tipo de produção. Um monstro com design legal, bem realizado e bem feito. Jovens sem muita perspectiva sendo devorados pelo bichano. E o suspense, que geralmente é bem construído. Para um Olhos Famintos 4, não está nada mal.

Olhos Famintos: Renascimento (Jeepers Creepers: Reborn, Estados Unidos, 2022) Direção: Timo Vuorensola / Roteiro: Sean-Michael Argo / Elenco: Sydney Craven, Imran Adams, Jarreau Benjamin / Sinopse: A criatura alada ressurge das trevas. Ele está na Louisiana, onde um festival de fãs de filmes de terror está celebrando uma noite de halloween. O prato está servido à mesa. E ele está faminto, pois está há 23 anos sem devorar seres humanos.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 6

Título no Brasil: Jogos Mortais 6
Título Original: Saw VI
Ano de Produção: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate, Twisted Pictures
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge

Sinopse:
Após negar a cobertura de um seguro de plano de saúde, um paciente morre de câncer. O agente de seguros acaba sendo levado para uma nova rodada de jogos mortais comandadas pelo psicopata Jigsaw. Porém como isso seria possível já que ele supostamente estaria morto há anos?

Comentários:
Sexto exemplar da série de filmes de terror de sucesso "Jogos Mortais". É incrível como os produtores dessa franquia nem se importam mais pelo fato de que Jigsaw está morto! Afinal os roteiristas sempre dão um jeito. Aqui temos não apenas um seguidor, mas vários deles. Todos seguindo os metódos do criador. Nesse tipo de filme o enredo só se sustenta mesmo pela criatividade que os jogos são bolados. Nesse temos além das máquinas que torturam as pobres vítimas, uma verdadeira roleta russa humana com seis pessoas amarradas em um tipo de carrossel macabro. O corretor de seguros, que foi indiretamente responsável pela própria morte de Jigsaw no passado, tem que escolher salvar apenas duas delas ou caso se recuse a isso, todas morrerão. E assim vão se desenvolvendo os jogos em um verdadeiro banho de sangue com muito gore, algo que certamente agradará aos fãs dos filmes anteriores. E para quem gosta do trabalho do ator Tobin Bell aqui vai uma boa notícia: ele tem várias cenas, todas em flashback. Afinal seu pesonagem está morto... mas continua a causar estragos entre os vivos.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 5

Título no Brasil: Jogos Mortais 5
Título Original: Saw V
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: David Hackl
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Scott Patterson, Costas Mandylor, Tobin Bell, Betsy Russell, Meagan Good
  
Sinopse:
Depois de muito tempo finalmente os policiais que passaram anos perseguindo o psicopata Jigsaw (Tobin Bell) se tranquilizam sobre seu paradeiro, pois não restam mais dúvidas, ele realmente está morto. Seus jogos mortais porém parecem seguir em frente! Quem seria o responsável por isso? Teria Jigsaw deixando um herdeiro ou um insano admirador para dar continuidade ao seu legado de terror, sadismo e violência?

Comentários:
Mais saturado do que nunca a franquia Saw (Jogos Mortais) seguiu em frente. Nesse quinto filme não há muito mais a celebrar. A fórmula, completamente desgastada, já não funcionava mais. Aqui a tônica foge apenas um pouquinho do convencional pois o roteiro procura se concentrar em saber e desvendar a imensa rede de traições e conspirações envolvendo os próprios tiras que acabaram com Jigsaw. Quem acaba se dando muito mal é justamente o agente Strahm (Scott Patterson) que de repente acorda e se dá conta que está encurralado em um dos jogos mortais de Jigsaw, com a cabeça presa em um artefato de tortura que mais parece ter saído da idade média. Uma caixa selada que começa a encher de água - algo realmente assustador! Essa armadilha de cabeça, vamos colocar assim, causou muita preocupação no ator Scott Patterson que estava apreensivo com um pequeno acidente que aconteceu quando a estavam usando em um teste na pré-produção. Depois com coragem resolveu encarar o desafio e dispensou o uso de dublês, para surpresa do diretor. Curiosamente essa armadilha foi inspirada no escritor Edgar Allan Poe que em seus macabros escritos descreveu um objeto de tortura bem semelhante. Por fim os roteiristas resolveram colocar um pequeno detalhe que poucos perceberam. São cinco os envolvidos nos jogos, justamente para celebrar o quinto filme da série. No geral eu não considero um bom filme da franquia. A falta de novas ideias, os velhos clichês e as mesmas situações - com pequenas inovações - não salvam o filme de ser apenas mais um caça-níquel do estúdio. O velho Jigsaw já deveria ter se aposentado, vamos convir. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 4

Título no Brasil: Jogos Mortais 4
Título Original: Saw IV
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Scott Patterson, Costas Mandylor
  
Sinopse:
Dois agentes do FBI são designados para ajudar o detetive Hoffman (Costas Mandylor) a descobrir os próximos passos do psicopata assassino Jigsaw. Um policial está morto e todos querem colocar as mãos no criminoso infame. O problema é que o próprio comandante da corporação, Rigg (Lyriq Bent), acaba sendo sequestrado. Assim os policiais só terão 90 minutos para salvar sua vida em um novo jogo mortal. Filme vencedor do Golden Trailer Awards na categoria Filmes de Terror.

Comentários:
Em relação à franquia de terror "Saw" não há muitas novidades de uma sequência para outra. O primeiro filme acabou determinando praticamente o roteiro de todos os demais, com pequenas e pontuais alterações. Basicamente a estrutura desses roteiros seguem a mesma premissa básica, um grupo de pessoas, jovens em sua preferência, que acabam caindo em jogos mortais elaborados e montados por Jigsaw (Tobin Bell), ou melhor dizendo John Kramer. Ele é um psicopata que transforma a tortura e a morte sangrenta em uma verdadeira obra de arte macabra. O problema é que Jigsaw está morto e a série lucrativa de filmes não, o que dá margem a mais e mais armadilhas pelo meio do caminho. De qualquer maneira o diretor Darren Lynn Bousman acabou sendo um dos mais constantes dentro da série (ele dirigiu as sequências de números 2, 3 e 4) o que de certa forma deu uma coesão ao que vinha se desenrolando dentro da franquia. Além disso caprichou nos ambientes onde os jogos se desenvolvem, com uma bonita e bem elaborada manipulação de cores fortes nos ambientes onde tudo acontece. Fora isso essa quarta continuação segue na média do que vinha sendo apresentado a cada ano. Pelo visto Jigsaw não parecia mesmo disposto a dar adeus.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Backrooms: Um Não-Lugar

Título no Brasil: Backrooms: Um Não-Lugar
Título Original: Backrooms
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24, Atomic Monster
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik e Kane Parsons
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

Sinopse:
Inspirado na famosa lenda urbana digital que surgiu na internet em 2019, Backrooms: Um Não-Lugar acompanha a misteriosa descoberta de um portal para uma dimensão paralela formada por corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e espaços que desafiam toda lógica conhecida. Quando um homem desaparece dentro desse labirinto impossível, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, decide atravessar o portal para encontrá-lo. Conforme avança pelos chamados "Backrooms", ela se depara com ambientes cada vez mais perturbadores, criaturas estranhas e manifestações ligadas às memórias e traumas daqueles que ficaram presos naquele lugar. O que começa como uma missão de resgate transforma-se em uma jornada psicológica pela própria natureza da realidade.

Comentários:
Backrooms: Um Não-Lugar foi um dos filmes de terror mais comentados de 2026 por levar ao cinema uma das creepypastas mais famosas da internet. A produção também chamou atenção pelo fato de ser dirigida por Kane Parsons, criador da série de vídeos que popularizou o conceito dos Backrooms no YouTube quando ainda era adolescente. A crítica americana recebeu o filme de maneira bastante favorável, elogiando principalmente sua atmosfera opressiva e a capacidade de transformar um conceito abstrato em uma experiência cinematográfica envolvente. Diversas análises destacaram que o longa evita depender de sustos fáceis e prefere construir uma sensação constante de desconforto psicológico. O portal espanhol MeriStation descreveu a obra como uma das experiências mais inquietantes do ano, ressaltando a recriação visual dos corredores infinitos que tornaram o fenômeno famoso na internet. O portal brasileiro CinePOP afirmou que o filme combina terror, ficção científica e suspense em uma jornada interdimensional perturbadora. Muitos críticos também elogiaram o trabalho de fotografia e design de produção, que transformam espaços aparentemente comuns em cenários profundamente ameaçadores.

Entre os fãs de terror, a recepção foi ainda mais entusiasmada. Em discussões no Reddit, muitos espectadores relataram que o filme consegue transmitir uma sensação genuína de ansiedade e claustrofobia, algo raro no terror contemporâneo. Alguns comentários destacaram que a experiência funciona melhor justamente por não explicar todos os mistérios do universo apresentado, preservando o sentimento de estranheza que tornou os Backrooms tão populares online. A crítica especializada também observou que o filme representa um marco cultural interessante: talvez seja a primeira grande produção de Hollywood baseada diretamente em um mito nascido da cultura digital moderna. Comercialmente, o longa tornou-se um enorme sucesso, arrecadando muito mais do que seu orçamento relativamente modesto e consolidando Kane Parsons como um dos jovens cineastas mais promissores do gênero. Embora alguns críticos tenham considerado o final excessivamente ambíguo, o consenso geral foi de que Backrooms: Um Não-Lugar conseguiu algo raro: transformar uma simples imagem viral da internet em um filme de terror inteligente, atmosférico e memorável.

Erick Steve. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Pânico 7

Título no Brasil: Pânico 7
Título Original: Scream 7
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass 
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Guy Busick
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Joel McHale, Mark Consuelos, Celeste O'Connor.

Sinopse:
Trinta anos após os acontecimentos do filme original, Sidney Prescott tenta levar uma vida tranquila longe dos horrores que a perseguiram durante décadas. Porém, quando um novo Ghostface surge e passa a ameaçar sua família, especialmente sua filha Tatum, Sidney é obrigada a enfrentar novamente os fantasmas de seu passado. Enquanto novos assassinatos acontecem, antigas conexões com os crimes históricos de Woodsboro voltam à tona, levando a protagonista a uma batalha final contra uma ameaça que parece conhecer cada detalhe de sua vida.

Comentários:
Pânico 7 chegou aos cinemas cercado por polêmicas e expectativas elevadas. A produção marcou a estreia de Kevin Williamson — roteirista do filme original de 1996 — na direção de um longa da franquia. A volta de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott foi amplamente celebrada pela imprensa, sendo considerada por muitos críticos o principal atrativo da produção. O portal Rotten Tomatoes resumiu parte do consenso inicial afirmando que o filme é um thriller eficiente e brutal, sustentado principalmente pela atuação de Campbell, embora excessivamente dependente da nostalgia e de fórmulas já conhecidas. O jornal The Guardian destacou que o longa possui uma abertura forte e algumas mortes criativas, mas observou que a narrativa acaba se tornando excessivamente complicada e dependente de fan service. Muitos críticos elogiaram a trilha sonora, o retorno de personagens clássicos e algumas sequências de suspense, especialmente aquelas envolvendo a família de Sidney.

Entretanto, a recepção crítica geral foi uma das mais divididas de toda a história da franquia. O site RogerEbert.com publicou uma das análises mais duras, classificando o filme como o capítulo mais fraco da série e criticando sua falta de inovação e de impacto emocional. A revista Forbes observou que o filme recebeu uma das menores avaliações críticas da franquia, refletindo a controvérsia gerada durante sua produção e lançamento. O New York Post chegou a descrevê-lo como o pior capítulo dos trinta anos da saga, criticando especialmente o roteiro e a revelação do novo Ghostface. Apesar disso, parte do público reagiu de forma mais positiva, valorizando o retorno ao foco em Sidney Prescott e a abordagem mais madura dos temas relacionados a trauma e sobrevivência. Em comunidades de fãs, surgiram debates intensos: alguns consideraram o filme uma despedida digna para a protagonista, enquanto outros lamentaram a ausência de personagens importantes da fase mais recente da franquia. Comercialmente, o longa teve uma boa estreia e demonstrou que a marca Pânico continua forte junto ao público, mesmo enfrentando uma das recepções críticas mais controversas de sua história.

Erick Steve. 

Pânico VI

Título no Brasil: Pânico VI
Título Original: Scream VI
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass Media Group
Direção: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Jenna Ortega, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Courteney Cox, Hayden Panettiere, Dermot Mulroney

Sinopse:
Após sobreviverem aos acontecimentos de Woodsboro, Sam Carpenter, Tara Carpenter e seus amigos tentam reconstruir suas vidas em Nova York. Porém, a mudança de cidade não é suficiente para escapar do passado. Um novo Ghostface surge mais violento e ousado do que nunca, espalhando terror pelas ruas, becos e estações de metrô da metrópole americana. Enquanto os assassinatos se multiplicam, os sobreviventes percebem que o assassino possui um conhecimento profundo dos crimes anteriores e parece determinado a destruir todos os legados ligados à história de Ghostface. Em meio à perseguição, antigas alianças são testadas e novos segredos vêm à tona.

Comentários:
Pânico VI foi recebido de forma bastante positiva pela crítica americana e consolidou a nova fase da franquia iniciada em 2022. A revista Variety elogiou a decisão de transferir a ação para Nova York, observando que a mudança proporcionou novas possibilidades para as cenas de suspense e perseguição. O jornal The New York Times destacou que o filme consegue ampliar a escala da franquia sem perder a sensação de ameaça pessoal que sempre caracterizou os melhores capítulos da série. Muitos críticos também elogiaram a direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, especialmente pela criação de sequências tensas, como a famosa cena do metrô durante o Halloween, frequentemente citada como uma das melhores da franquia. O consenso registrado pelo Rotten Tomatoes apontou que o longa oferece “mais sangue, mais suspense e uma energia renovada”, mantendo viva a fórmula criada por Wes Craven. A atuação de Jenna Ortega foi particularmente celebrada, com vários críticos considerando-a uma das grandes protagonistas do terror contemporâneo.

Apesar dos elogios, alguns veículos observaram que o filme sacrifica parte do mistério em favor da ação. O site RogerEbert.com comentou que Pânico VI funciona melhor como thriller de sobrevivência do que como história de detetive, embora reconheça sua enorme capacidade de entretenimento. Já o The Hollywood Reporter destacou que a produção abraça plenamente seu papel de blockbuster de terror moderno, oferecendo cenas cada vez mais ambiciosas e violentas. Entre os fãs, a recepção foi extremamente calorosa, especialmente pela forma como o filme homenageia capítulos anteriores da franquia sem depender excessivamente da nostalgia. Comercialmente, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da série nos Estados Unidos, demonstrando que a franquia continuava relevante quase três décadas após seu início. Hoje, Pânico VI é frequentemente citado como uma das melhores sequências da saga, elogiado por sua atmosfera urbana, ritmo intenso e capacidade de renovar a fórmula sem abandonar as raízes que transformaram Ghostface em um dos ícones do cinema de terror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Pânico (Pânico 5)

Título no Brasil: Pânico (Pânico 5)
Título Original: Scream
Ano de Lançamento: 2022
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass Media Group
Direção: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Jenna Ortega, Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Jack Quaid, Marley Shelton

Sinopse:
Vinte e cinco anos após os assassinatos que chocaram Woodsboro, um novo Ghostface surge para aterrorizar a cidade. A jovem Sam Carpenter retorna ao local depois que sua irmã Tara é brutalmente atacada. Conforme novos crimes acontecem, antigos sobreviventes dos massacres anteriores — Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley — voltam a se envolver na investigação. Enquanto o assassino parece ter ligações com os eventos do passado, uma nova geração de personagens descobre que os segredos enterrados em Woodsboro continuam produzindo consequências mortais. A trama mistura suspense, nostalgia e comentários sobre a cultura moderna dos fãs de franquias cinematográficas.

Comentários:
O quinto filme da franquia foi recebido de forma bastante positiva pela crítica americana e representou um desafio enorme: continuar a série sem a direção de Wes Craven, falecido em 2015. O consenso dos críticos reunido pelo Rotten Tomatoes destacou que o filme consegue preservar a tradição metalinguística da série e renovar a fórmula com surpreendente eficiência. A revista Variety observou que a produção transforma a própria discussão sobre fan service em parte da narrativa, enquanto diversas análises elogiaram a forma como o roteiro satiriza o conceito de "requel" — mistura de reboot e sequência. O crítico Brian Tallerico, do RogerEbert.com, destacou que o filme atualiza a conversa iniciada em 1996 para a era do Reddit, das redes sociais e dos fandoms digitais, conseguindo encontrar uma voz própria sem abandonar o legado da franquia. Muitos críticos também elogiaram as atuações de Jenna Ortega e Melissa Barrera, consideradas peças fundamentais para a transição da série para uma nova geração.

Embora tenha recebido elogios pela energia e pelo respeito ao material original, o filme também gerou críticas. O Hollywood Reporter considerou que a produção exagerava em sua autoconsciência, reduzindo parte do impacto dos sustos. Já a revista Vanity Fair argumentou que o excesso de referências aos filmes anteriores prejudicava o desenvolvimento dos novos personagens. Mesmo assim, a recepção do público foi bastante favorável, com índices de aprovação superiores aos de várias sequências anteriores da série. Em fóruns de fãs e comunidades online, muitos espectadores consideraram o longa o melhor capítulo desde Pânico 2, elogiando especialmente a combinação de mistério, humor e violência característica da franquia. Comercialmente, o filme foi um sucesso expressivo, arrecadando mais de US$ 130 milhões em todo o mundo e revitalizando a série para uma nova fase. Hoje, Pânico (2022) é amplamente visto como uma das continuações mais bem-sucedidas da franquia e uma homenagem respeitosa ao legado deixado por Wes Craven.

Erick Steve. 

Pânico 4

Título no Brasil: Pânico 4
Título Original: Scream 4
Ano de Lançamento: 2011
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts, Hayden Panettiere, Rory Culkin, Alison Brie

Sinopse:
Onze anos após os acontecimentos de Pânico 3, Sidney Prescott retorna à cidade de Woodsboro durante a turnê de lançamento de seu livro autobiográfico. Sua visita coincide com o surgimento de uma nova série de assassinatos cometidos por Ghostface. Enquanto antigos sobreviventes e uma nova geração de adolescentes se tornam alvos do assassino, Sidney, Gale e Dewey precisam enfrentar mais uma vez o terror que marcou suas vidas. A investigação revela conexões inesperadas entre os crimes atuais e o passado da cidade, culminando em uma das revelações mais surpreendentes de toda a franquia.

Comentários:
O retorno da franquia após mais de uma década gerou enorme expectativa entre os fãs de terror. A crítica americana recebeu Pânico 4 de forma geralmente favorável, embora sem o entusiasmo reservado ao filme original. A revista Variety observou que o longa entregava boa parte do que o público esperava, ainda que nem sempre com a mesma criatividade dos melhores capítulos da série. O jornal Los Angeles Times elogiou especialmente as cenas de assassinato, o humor ácido e as referências inteligentes à cultura do terror moderno. Muitos críticos destacaram a forma como o roteiro atualizou a fórmula da franquia para a era das redes sociais, dos vídeos virais e da busca obsessiva por fama instantânea. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes apontou que, embora a série já demonstrasse sinais de envelhecimento, o filme representava uma clara melhora em relação a Pânico 3, graças ao retorno do humor metalinguístico e de cenas de suspense mais eficazes.

Com o passar dos anos, a reputação de Pânico 4 cresceu significativamente. Na época do lançamento, alguns críticos consideraram que o excesso de autorreferências enfraquecia parte do suspense, enquanto outros elogiaram justamente a sátira ao culto da celebridade e à cultura digital. Em retrospectivas recentes, muitos fãs e analistas passaram a enxergar o filme como uma das entradas mais inteligentes da série, especialmente por sua crítica à fama obtida através da internet e por seu desfecho ousado. Discussões em comunidades de fãs frequentemente apontam que o longa foi subestimado em seu lançamento e que sua temática se tornou ainda mais relevante com o crescimento das redes sociais na década seguinte. A atuação de Emma Roberts recebeu elogios crescentes ao longo dos anos, e muitos críticos modernos consideram a identidade do assassino uma das melhores revelações da franquia. Além disso, o filme ganhou importância histórica por ter sido o último longa dirigido por Wes Craven antes de sua morte em 2015. Hoje, Pânico 4 é frequentemente citado como uma das produções mais influentes do terror dos anos 2010 e como uma ponte entre a trilogia clássica e a nova fase da série.

Erick Steve.

Pânico 3

Título no Brasil: Pânico 3
Título Original: Scream 3
Ano de Lançamento: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Ehren Kruger
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Parker Posey, Patrick Dempsey, Liev Schreiber

Sinopse:
Em Pânico 3, uma nova onda de assassinatos começa a ocorrer durante a produção de Stab 3, filme baseado nos crimes ocorridos em Woodsboro. Os atores que interpretam os personagens da história original passam a ser mortos na mesma ordem prevista pelo roteiro. Enquanto isso, Sidney Prescott vive isolada, tentando superar os traumas do passado. Quando os assassinatos se aproximam novamente de seu círculo de amigos, ela é forçada a sair do esconderijo para enfrentar mais uma vez o assassino mascarado conhecido como Ghostface. A investigação acaba revelando segredos ocultos sobre a família de Sidney e ligações inesperadas com os acontecimentos dos filmes anteriores.

Comentários:
Pânico 3 encerrou a trilogia original criada por Wes Craven e Kevin Williamson, embora tenha sido recebido de forma mais dividida pela crítica do que seus antecessores. A revista Variety classificou o filme como um encerramento “habilidoso e satisfatório” para a série, elogiando sua capacidade de amarrar as pontas soltas da trama e concluir a história iniciada em 1996. O Los Angeles Times destacou que a produção conseguia ser ao mesmo tempo assustadora e divertida, preservando parte do humor metalinguístico que tornou a franquia famosa. Por outro lado, alguns críticos sentiram falta da originalidade dos dois primeiros filmes. A mudança de roteirista, com a saída de Kevin Williamson, foi frequentemente apontada como um dos fatores que alteraram o tom da série. Ainda assim, a atuação de Parker Posey recebeu elogios quase unânimes, sendo considerada por muitos críticos o elemento mais divertido do longa.

Com o passar dos anos, a reputação de Pânico 3 melhorou consideravelmente entre os fãs da franquia. Na época do lançamento, o crítico Roger Ebert considerou o filme menos inspirado que os anteriores, descrevendo-o como uma sucessão de ironias e sustos previsíveis, além de afirmar que a fórmula já demonstrava sinais de desgaste. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes também apontou que a produção recorria a fórmulas que a própria série havia satirizado anteriormente. Entretanto, análises mais recentes passaram a valorizar aspectos antes subestimados, especialmente a crítica aos bastidores de Hollywood, aos abusos de poder na indústria cinematográfica e ao caráter metalinguístico da narrativa. Muitos fãs consideram que o filme estava à frente de seu tempo ao abordar temas que se tornariam amplamente discutidos anos depois. Embora raramente seja apontado como o melhor da franquia, Pânico 3 consolidou-se como um capítulo importante da saga Ghostface, funcionando como uma despedida digna da trilogia original e mantendo o estilo inteligente e autorreferente que transformou a série em um marco do terror moderno.

Erick Steve.