sábado, 28 de fevereiro de 2026

Sexta-feira 13 - Parte 6

Título no Brasil: Sexta-feira 13 - Parte 6 - Jason Vive
Título Original: Jason Lives - Friday the 13th Part VI
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Tom McLoughlin
Roteiro: Tom McLoughlin
Elenco: Thom Mathews, Jennifer Cooke, David Kagen

Sinopse:
Tommy Jarvis (Thom Mathews) vai ao cemitério para se livrar de uma vez por todas do corpo do serial killer Jason Voorhees (C.J. Graham), mas ao invés disso vez acaba inadvertidamente o trazendo de volta à vida! O assassino de milhares de jovens inocentes estava de volta. Agora Jason quer vingança, e Tommy deverá derrotá-lo de uma vez por todas. Indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor coleção em DVD / Blu-Ray.

Comentários:
Certa vez li uma crítica sobre o personagem Jason Voorhees dizendo que ele era o psicopata mais sem graça do cinema. Isso porque ele não passava de um assassino com um facão matando um bando de jovens em todos os filmes da franquia "Friday the 13th". Para piorar parecia imortal pois nunca morria, apesar de ser esfaqueado, baleado, decapitado e tudo mais que você possa imaginar. Certamente após um tempo Jason ficou mesmo completamente ridículo. A Paramount porém não queria perder sua lucratividade e por essa razão tomou um dos poucos caminhos que ainda restavam para o personagem, se auto satirizar. "Jason Lives - Friday the 13th Part VI" segue a linha violenta dos demais filmes mas pela primeira vez se dá ao luxo de rir de si próprio. Talvez por essa razão tenha sido elogiado em seu lançamento, encontrando o sucesso no mercado de VHS, onde se tornou um campeão de locações. Provavelmente o público já estava cansado de pagar entradas de cinemas para ver Jason, mas ele ainda valia o preço de uma locação no fim de semana. Assim no final das contas o humor (mesmo que negro) salvou a fita da irrelevância completa. Até hoje o filme é considerado um dos melhores da franquia. Se ainda não conhece dê uma chance a mais para Jason e sua incrível sede de sangue.

Pablo Aluísio.

A Hora do Pesadelo 6

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo 6 - O Pesadelo Final
Título Original: Freddy's Dead - The Final Nightmare
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Rachel Talalay
Roteiro: Rachel Talalay
Elenco: Robert Englund, Lisa Zane, Shon Greenblatt, Lezlie Deane, Ricky Dean Logan, Breckin Meyer

Sinopse:
O psicótico Freddy Krueger retorna mais uma vez para rondar os pesadelos do último adolescente sobrevivente de Springwood e de uma mulher cuja conexão pessoal com Krueger pode significar sua perdição.

Comentários:
Também conhecido como "A Morte de Freddy", esse sexto filme fez a mesma coisa que aconteceu com o Superman nos quadrinhos. Fácil de entender essa comparação. Nos quadrinhos as edições do Superman vendiam cada vez menos a cada ano. Então os editores tiveram a ideia de explorar "A morte do Superman". E assim o personagem voltou a vender bem nas bancas. Com Freddy Krueger aconteceu a mesma coisa. Seus filmes iam apresentando bilheterias cada vez piores com o tempo. Então os produtores decidiram matar o personagem para ver se dava certo, para que o público dos filmes de terror voltassem a ter interesse por ele. Não deu muito certo. O filme não apresentou boa bilheteria e a decisão de transformar os últimos 15 minutos do filme em 3D não foi uma boa ideia. Numa época em que o 3D ainda era muito primitivo, com aqueles óculos de papel, com lentes de plástico azul e vermelha, ninguém conseguia ver nada no cinema. Um desastre. Assim esse sexto filme realmente afundou a franquia. Numa ironia poética, realmente causou a morte de Freddy por vários anos no cinema. Nenhum produtor queria mais financiar novos filmes dessa franquia.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Socorro!

Socorro!
O filme Send Help (Send Help) foi lançado nos cinemas em 30 de janeiro de 2026, após estrear mundialmente no TCL Chinese Theatre em Los Angeles em 21 de janeiro de 2026. Dirigido pelo veterano de cinema Sam Raimi, conhecido por mesclar horror, humor e ação ao longo de sua carreira, e escrito por Damian Shannon e Mark Swift, o longa traz uma abordagem de survival horror com elementos de comédia sombria. O elenco principal é liderado por Rachel McAdams, que interpreta a estrategista corporativa Linda Liddle, e Dylan O'Brien como seu chefe Bradley Preston, além de Edyll Ismail, Xavier Samuel, Chris Pang e Dennis Haysbert em papéis de apoio. A história parte do ponto crítico em que um acidente de avião em um voo corporativo deixa apenas Linda e Bradley como sobreviventes em uma ilha deserta, forçando-os a confrontar antigos ressentimentos e disputas enquanto lutam pela sobrevivência nesse ambiente hostil.

Ao ser lançado, Send Help recebeu críticas majoritariamente positivas, com muitos críticos elogiando o equilíbrio entre horror visceral, comédia negra e tensão psicológica. Segundo agregadores, o filme foi classificado como “Certified Fresh” com pontuação alta entre críticos, destacando a capacidade de Raimi em misturar elementos de suspense, humor e violência de forma eficiente. Alguns comentários críticos ressaltaram que a performance de Rachel McAdams se sobressai ao transformar a protagonista num personagem complexo e imprevisível, enquanto outros elogiaram o contraste entre a dinâmica de poder no escritório e a luta pela sobrevivência em condições extremas. Ainda assim, houve observações de que certos elementos de horror mais gráficos e mudanças de tom podem parecer exagerados ou inconsistentes para alguns espectadores.

Publicações americanas também destacaram a premissa original e a execução cinematográfica da narrativa. A crítica da Reuters destacou que o filme combina cenas intensas e humor negro com a assinatura visual e temática de Raimi, transformando o embate psicológico entre personagem numa experiência visceral e divertida. Já críticos internacionais, como o do The Guardian, comentaram que, embora o longa tenha momentos promissores na sátira e no desenvolvimento inicial da história, os elementos de horror mais exagerados acabaram por tornar algumas partes menos convincentes, ainda que McAdams tenha sido elogiada por sua atuação sólida.

No aspecto comercial, Send Help apresentou um desempenho sólido nas bilheterias. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 83 milhões mundialmente, demonstrando forte retorno financeiro para um thriller de horror com comédia sombria em 2026. Esse desempenho incluiu estreias robustas em seu fim de semana de abertura nos Estados Unidos e Canadá, onde liderou as bilheterias presentes, além de resultados positivos no mercado internacional.

Atualmente, Send Help é visto como um trabalho que representa o retorno de Sam Raimi ao gênero que o consagrou, misturando horror, humor e tensão psicológica com grande eficácia. A obra é frequentemente citada como um dos filmes de suspense mais originais do início de 2026, por seu enfoque nas dinâmicas de poder, conflito e sobrevivência humana em situações extremas. A química entre o elenco e a direção estilisticamente ousada também são frequentemente elogiadas em revisões contemporâneas, e o filme ganhou popularidade tanto entre fãs de horror quanto entre críticos que apreciam sua abordagem única.

Socorro! (Send Help, Estados Unidos, 2026) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Damian Shannon e Mark Swift / Elenco: Rachel McAdams, Dylan O’Brien, Edyll Ismail, Xavier Samuel, Chris Pang, Dennis Haysbert / Sinopse: Após sobreviverem a um acidente de avião, dois colegas de trabalho com uma relação conflituosa precisam cooperar — e confrontar seus próprios demônios — enquanto lutam para sobreviver em uma ilha deserta.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pânico 7

Pânico 7
Pânico 7 (Scream 7) é o sétimo capítulo oficial da franquia de terror slasher Scream, programado para estrear nos cinemas em 26 de fevereiro de 2026 no Brasil e 27 de fevereiro de 2026 nos Estados Unidos. A direção fica a cargo de Kevin Williamson, criador da saga e autor dos primeiros roteiros, assumindo também o posto de diretor pela primeira vez na série. O elenco traz o retorno de Neve Campbell como Sidney Prescott, agora vivendo uma vida mais tranquila longe do passado sangrento, mas forçada a enfrentar seus traumas quando um novo assassino Ghostface volta a atacar. Também retornam nomes icônicos como Courteney Cox como Gale Weathers e David Arquette como Dewey Riley, ao lado de integrantes mais recentes e novos personagens que se unem à luta contra o legado de sangue. O ponto de partida da história gira em torno da família de Sidney, que se torna alvo das novas ameaças do assassino mascarado, estabelecendo tensão emocional e terror iminente sem revelar o desfecho macabro da narrativa.

Antes mesmo da estreia, Pânico 7 gerou grande antecipação tanto do público quanto da crítica, em parte devido à expectativa pelo retorno de personagens clássicos e à mudança criativa que marca a entrada de Williamson na direção. Notícias recentes destacam que o filme poderá contar com retornos inesperados de personagens antigos, incluindo aqueles que haviam morrido em filmes anteriores, criando um clima de surpresa e mistério entre os fãs. Isso alimentou debates em artigos como o publicado pelo GamesRadar, que afirma que o filme está posicionado para ter a maior abertura de fim de semana da franquia diante do entusiasmo dos fãs e pré-vendas fortes.

Críticos especializados observaram que a produção busca equilibrar elementos clássicos do terror slasher com uma exploração mais emocional do legado de Sidney Prescott, agora encarando não apenas assassinatos brutais, mas também suas consequências psicológicas e familiares. Comentários prévios ao lançamento ressaltam que alguns retornos no elenco — como de atores que interpretaram antagonistas antigos — podem ampliar o alcance narrativo do filme.

Como filme de 2026, Pânico 7 ainda não tem avaliações completas de público e crítica no momento, mas a recepção antecipada indica grande interesse e expectativas elevadas, especialmente considerando o jeito como a franquia celebra seu 30 º aniversário e revisita seus temas centrais. A cobertura recente sugere que, mesmo com polêmica em torno de mudanças nos bastidores, o projeto está sendo encarado como uma tentativa de fechar ou renovar aspectos importantes da saga.

No aspecto comercial, apesar de ainda não ter números definitivos de bilheteria (visto que a estreia ocorre em fevereiro de 2026), Pânico 7 já demonstra forte potencial de arrecadação e engajamento global, baseado no histórico da franquia e na movimentação antecipada do público. Especialistas em cinema já apontaram projeções robustas de abertura e amplo interesse de mercado, sinais típicos de um lançamento mainstream de sucesso.

Com o filme agora oficialmente estreando, Pânico 7 deverá acrescentar novos capítulos à mitologia de Sidney Prescott e do icônico assassino Ghostface — um fenômeno do terror moderno cuja influência cultural já se estende por décadas. A expectativa dos fãs é tanto por homenagear as raízes da franquia quanto por explorar novos caminhos narrativos dentro do gênero slasher.

Pânico 7 (Scream 7, Estados Unidos, 2026) Direção: Kevin Williamson / Roteiro: Kevin Williamson e Guy Busick (história de James Vanderbilt e Guy Busick) / Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, Mason Gooding, Jasmin Savoy Brown, Isabel May, Joel McHale, Mckenna Grace, Anna Camp / Sinopse: Num novo ciclo de assassinatos inspirados por Ghostface, uma sobrevivente lendária é forçada a confrontar seus piores traumas ao proteger sua família enquanto desenterra terrores antigos e modernos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Lobisomem

Lobisomem 
Antes de mais nada me desagra muito o título desse filme! Ora, esse é o título original do filme clássico e depois de seu remake, aquele bom filme com Anthony Hopkins. Então ter esse filme mais uma vez com o mesmo título, aliás bem genérico, me soa como mero oportunismo comercial. Dito isso, vamos ao filme. Na história temos um protagonista que no passado precisou enfrentar uma situação perigosa ao lado do pai numa floresta. Eles foram cercados e quase atacados por uma misteriosa criatura. Um lobisomem. Os anos passam e aquele garotinho agora é um homem, casado, pai de uma filhinha adorável. Quando seu velho pai é dado como desaparecido e morto, ele então retorna para sua antiga casa paterna para tomar posse de sua herança. Algo que vai se revelar a pior decisão de sua vida. 

A mesma casa, isolada no meio da floresta, causa medo. E não é para menos. Naqueles bosques ao redor há mesmo uma criatura, um lobisomem à solta. Quando essa ataca a família do protagonista ele a defende do monstro. Na luta é ferido, mordido. Bom, se você já assistiu a algum filme de lobisomem na vida já sabe o que isso significa. Ele está condenado a também virar esse tipo de besta, meio homem, meio lobo. Agora é sua família que corre enorme risco e não por uma ameaça externa, mas por sua própria presença dentro da casa. As cartas estão na mesa.

Em geral temos um bom filme aqui. Não é excepcional em nenhum momento, mas conta bem sua história de terror. O visual dos lobisomens vai decepcionar parte do público. Após décadas de filmes com esses monstros, explorando os mais diversos tipos de maquiagem e design, os desse filme vão mesmo soar meio genéricos, até comuns. Uma deformação aqui, outra acolá. Apenas um homem deformado com grandes dentes. Nada mais. Inovador mesmo apenas a visão do Lobisomem, visto de um ponto de vista subjetivo do monstro. Essa parte ficou bem legal! De qualquer forma o saldo final é positivo. Eu gostei do que assisti e recomendo aos fãs de terror cinematográfico. 

Lobisomem (Wolf Man, Estados Unidos, 2025) Direção: Leigh Whannell / Roteiro: Leigh Whannell, Corbett Tuck / Elenco: Christopher Abbott, Julia Garner, Matilda Firth / Sinopse: Homem tenta salvar sua família do ataque de uma criatura monstruosa no meio da floresta, mas acaba se ferindo. Em pouco tempo ele próprio começa a se transformar no mestmo tipo de monstro, colocando em perigo a vida de sua esposa e sua pequena filha. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O Ritual

O Ritual
Acabei de chegar do cinema onde fui assistir esse "O Ritual". Minhas expectativas eram bem otimistas e devo confessar que elas foram plenamente satisfeitas. Aqui está um caso raro de filme que trata sobre o tema exorcismo de forma adulta, sem exageros ou palhaçadas (como o recente "O Último Exorcismo"). O roteiro escrito a partir do livro de Matt Baglio é sutil, muito inteligente e trata a batalha entre fé e ceticismo de uma forma muito bem elaborada. Fiquei o filme inteiro concentrado e interessado, o que não é muito habitual em filmes recentes de terror. O que torna tudo especial aqui é justamente o fato dos dois envolvidos no ritual de exorcismo (o padre Lucas - interpretado com raro brilhantismo por Anthony Hopkins - e seu aprendiz Michael Kovak) terem tidos ambos crises de fé. Se fossem religiosos plenamente convencidos de sua fé o filme perderia grande parte de seu interesse. 

Muito se disse que o filme não tem cenas fortes de exorcismo. Isso é verdade apenas em parte. Achei a cena final muito bem escrita (e interpretada) e sinceramente me causou muito mais impacto do que aqueles montes de efeitos especiais gratuitos que estamos acostumados a ver. Tudo é tratado em um plano bem mais imaginativo (e eficiente). Isso porque grande parte do duelo é travado em um nível muito mais intelectual e teológico (embora cenas de alto impacto físico também estejam presentes). A direção de Mikael Håfström é discreta, mas firme. Seu trabalho me animou tanto que pretendo ver em breve seu filme anterior (Conspiração Xangai). Enfim, "O Ritual" é sem dúvida um filme muito bom, acima da média. 

O Ritual (The Rite, Estados Unidos, 2011) Direção: Mikael Håfström / Roteiro: Michael Petroni baseado no livro de Matt Baglio / Elenco: Anthony Hopkins, Alice Braga, Ciarán Hinds, Rutger Hauer, Chris Marquette, Toby Jones, Franco Nero, Torrey DeVitto / Sinopse: Um seminarista chamado Michael Kovak (Colin O’Donoghue) tem sérias dúvidas sobre sua própria fé até encontrar-se com o Padre Lucas (Anthony Hopkins), um dos sacerdotes autorizados pelo Vaticano para a prática do exorcismo.  

Pablo Aluísio.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os Estranhos: Caçada Noturna

Os Estranhos: Caçada Noturna
Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night) foi lançado em 9 de março de 2018, dirigido por Johannes Roberts e estrelado por Bailee Madison, Lewis Pullman, Christina Hendricks e Martin Henderson. Continuação independente do filme de 2008, o longa acompanha uma família que viaja durante a noite para um parque de trailers isolado, onde pretende resolver tensões pessoais antes de uma mudança importante. O ponto de partida da narrativa surge quando o local aparentemente vazio revela a presença dos misteriosos invasores mascarados, que passam a perseguir os visitantes de forma implacável. A partir desse encontro, o filme desenvolve uma sucessão de confrontos tensos e perseguições estilizadas, explorando medo, sobrevivência e desintegração familiar sob extrema pressão, sem antecipar os acontecimentos finais.

No momento do lançamento, Os Estranhos: Caçada Noturna recebeu uma reação crítica mista. O The New York Times observou que o filme abandonava parte do minimalismo psicológico do original em favor de uma abordagem mais visual e musical, destacando o uso marcante de canções pop dos anos 1980 para criar contraste com a violência. Já o Los Angeles Times reconheceu a eficiência de certas sequências de suspense, especialmente nas cenas ambientadas em espaços abertos iluminados por neon, embora tenha apontado fragilidades no desenvolvimento dramático dos personagens.

A revista Variety descreveu o longa como um slasher estilizado e consciente de suas referências, comparando sua atmosfera a clássicos do terror oitentista. O The New Yorker comentou que, apesar de menos perturbador que o primeiro filme, a continuação possuía energia visual e senso de ritmo capazes de manter a tensão. Parte da crítica considerou a mudança de tom uma perda de profundidade, enquanto outra parte valorizou o caráter assumidamente cinematográfico e pop. O consenso geral permaneceu dividido, oscilando entre apreciação estética e críticas ao roteiro.

No campo comercial, Os Estranhos: Caçada Noturna apresentou desempenho sólido para o gênero de terror. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 5 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 24 milhões mundialmente. Embora inferior ao sucesso do original, o resultado foi considerado financeiramente positivo devido ao baixo custo de produção. O desempenho confirmou a viabilidade contínua da franquia dentro do mercado de terror de médio porte, especialmente entre fãs de slasher contemporâneo.

Com o passar do tempo, o filme passou por reavaliação moderadamente favorável, sobretudo entre admiradores do terror estilizado. Muitos críticos contemporâneos destacam a famosa sequência na piscina iluminada por luzes coloridas como um momento visualmente icônico do horror recente. A trilha sonora nostálgica e a direção visual mais assumida também ganharam reconhecimento, ainda que o longa continue sendo visto como inferior ao impacto psicológico do primeiro capítulo. Hoje, mantém status de sequência cult dentro do terror moderno.

Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night, Estados Unidos, 2018) Direção: Johannes Roberts / Roteiro: Ben Ketai (baseado nos personagens criados por Bryan Bertino) / Elenco: Bailee Madison, Lewis Pullman, Christina Hendricks, Martin Henderson, Damian Maffei, Emma Bellomy / Sinopse: Durante uma parada em um parque de trailers isolado, uma família torna-se alvo de perseguidores mascarados e precisa lutar pela sobrevivência em uma noite marcada por terror e violência.

Erick Steve. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Os Estranhos

Os Estranhos
Os Estranhos (The Strangers) foi lançado em 30 de maio de 2008, dirigido por Bryan Bertino e estrelado por Liv Tyler e Scott Speedman, com participações de Gemma Ward, Kip Weeks e Laura Margolis. Inserido no subgênero do terror de invasão domiciliar, o filme acompanha um casal que se refugia em uma casa isolada após uma noite emocionalmente difícil. O ponto de partida da narrativa ocorre quando batidas misteriosas à porta iniciam uma sequência de acontecimentos perturbadores, revelando a presença de figuras mascaradas que passam a cercar a residência. A partir desse momento, o longa constrói uma atmosfera crescente de medo, silêncio e vulnerabilidade, explorando a sensação de ameaça constante e imprevisível. A história se desenvolve de forma minimalista e claustrofóbica, concentrando-se na experiência psicológica das vítimas sem antecipar os desdobramentos finais do confronto.

No momento de seu lançamento, Os Estranhos recebeu uma reação crítica mista, com elogios ao clima de tensão e críticas à simplicidade narrativa. O The New York Times destacou a eficácia do suspense construído a partir do silêncio e da espera, observando que o filme era “perturbador justamente por sua aparente banalidade”. O jornal ressaltou ainda a atuação contida de Liv Tyler, capaz de transmitir medo genuíno sem recorrer a excessos melodramáticos. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de Bryan Bertino por privilegiar atmosfera em vez de sustos fáceis, embora tenha apontado limitações no desenvolvimento dramático dos personagens.

A revista Variety classificou o longa como “um exercício de tensão eficiente e cruel”, enfatizando que sua força residia na sensação de realismo e na ausência de explicações reconfortantes. O The New Yorker observou que o filme parecia interessado em provocar desconforto existencial mais do que entretenimento convencional, ainda que isso resultasse em narrativa deliberadamente simples. Parte da crítica considerou o minimalismo uma qualidade essencial, enquanto outra parte viu nisso uma limitação estrutural. O consenso geral permaneceu dividido, mas reconhecendo a capacidade do filme de gerar medo intenso com poucos elementos.

No aspecto comercial, Os Estranhos foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 9 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 52 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 80 milhões mundialmente. O forte retorno financeiro demonstrou a viabilidade comercial de produções de terror de baixo custo baseadas em atmosfera e conceito simples. O desempenho também consolidou Bryan Bertino como novo nome do gênero e abriu caminho para continuações e expansão da marca anos depois.

Com o passar do tempo, Os Estranhos conquistou status de terror cult moderno, sendo frequentemente citado entre os filmes mais perturbadores dos anos 2000. Críticos contemporâneos tendem a valorizar ainda mais sua abordagem minimalista, a sensação de realismo cruel e a ausência de explicações sobrenaturais ou morais claras. A obra passou a ser estudada como exemplo eficaz de horror baseado em vulnerabilidade cotidiana e violência aleatória. Mesmo divisivo, o filme mantém forte reputação entre fãs do gênero e influência perceptível em produções posteriores de invasão domiciliar.

Os Estranhos (The Strangers, Estados Unidos, 2008) Direção: Bryan Bertino / Roteiro: Bryan Bertino / Elenco: Liv Tyler, Scott Speedman, Gemma Ward, Kip Weeks, Laura Margolis, Glenn Howerton / Sinopse: Um casal isolado em uma casa de campo passa a ser aterrorizado por invasores mascarados que transformam uma noite comum em uma experiência extrema de medo e sobrevivência.

Erick Steve. 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Novos Filmes de Terror

No início de janeiro de 2026, o cinema de terror já começou forte, trazendo títulos que misturam horror tradicional e elementos de sobrevivência assustadora. Entre os lançamentos mais marcantes está Primate, um filme que mistura terror com suspense de sobrevivência, em que um animal aparentemente dócil se transforma em ameaça mortal e desencadeia um pesadelo para um grupo de personagens isolados numa ilha americana. A presença de um cenário natural e selvagem amplia o medo visceral do desconhecido e coloca o espectador frente a frente com a ideia de que a natureza pode se tornar inimiga. Esse lançamento marcou uma tendência do gênero para explorar conflitos humanos em ambientes extremos, combinando o terror físico com tensões emocionais. Logo após, 28 Years Later: The Bone Temple continuou a franquia pós-apocalíptica iniciada em filmes anteriores, aprofundando um mundo devastado por vírus e violência. Esta sequência apostou em ação e horror, reforçando como franquias longas ainda conseguem reinventar o medo. O impacto desses filmes no público foi notável, inaugurando o ano com obras que equilibram suspense e terror visceral. A escolha de temáticas variadas já sinaliza a pluralidade do gênero neste início de 2026. Esta fase inicial prova que o horror continua se renovando.

Ainda em janeiro, outros lançamentos ganharam atenção, mesmo que em plataformas de vídeo sob demanda (VOD) ou festivais independentes. Um exemplo é Iron Lung, adaptação do famoso jogo de terror, que trouxe uma atmosfera claustrofóbica em um cenário pós-apocalíptico submarino, onde o protagonista luta contra forças desconhecidas. A proposta de terror sci-fi, unindo elementos de sobrevivência e psicose, agradou fãs de narrativas mais densas e isoladas. Outro título que também circulou foi Send Help, produzido por Sam Raimi, que mistura terror com humor negro enquanto personagens tentam sobreviver em um ambiente hostil após um acidente. Essas obras, embora não tenham tido grande estreia teatral, refletem a força do terror no mercado digital e alternativas de lançamento. Muitos desses filmes exploram a sensação de impotência em ambientes controlados ou isolados. Em janeiro, a variedade de abordagens — desde horror animal até medo psicológico e isolamento — mostrou que o início do ano não deixou a desejar para os aficionados do gênero. A recepção online também teve papel importante na disseminação desses títulos.

Já em fevereiro de 2026, o gênero aterrorizou as grandes telas com títulos de franquias consagradas e novas propostas. Um dos filmes mais aguardados foi The Strangers: Chapter 3, que encerrou a trilogia com uma conclusão sangrenta e atmosférica, trazendo de volta os antagonistas mascarados e sua violência perturbadora. Essa sequência reafirmou a popularidade de filmes de terror que apostam em figuras icônicas e perseguições implacáveis, agradando fãs do estilo slasher clássico. Outro lançamento impactante foi Cold Storage, que combinou horror com elementos de sci-fi e comédia negra ao apresentar um organismo perigoso que escapa em um ambiente aparentemente seguro e causa caos entre os personagens. Esses dois lançamentos representaram o terror mais visceral e enérgico do início de fevereiro. O público foi atraído tanto pela continuidade de universos já conhecidos quanto por novas histórias capazes de misturar gêneros. A crítica também notou como essas produções apostam em sustos intensos e tramas dinâmicas. Assim, fevereiro começou assertivo em trazer terror para os cinemas.

Outro grande destaque de fevereiro foi Whistle, um filme que estreia nos cinemas no começo do mês e explora o medo sobrenatural através de um artefato antigo — o chamado “aztec death whistle” — que, uma vez acionado, desencadeia forças sombrias que perseguem seus protagonistas. Essa obra resgata um tipo de terror mais clássico e sobrenatural, evocando lendas antigas e mistérios arcanos, algo que costuma agradar o público que prefere o horror menos gráfico e mais psicológico. A trilha sonora e o clima opressivo contribuem para sustentar a tensão do início ao fim. Filmes como Whistle mostram que o terror não está restrito apenas a violência explícita, mas também ao medo do oculto e do desconhecido. Esse lançamento exemplifica a preferência por histórias que misturam folclore e perigo iminente. A atmosfera evocativa se tornou um dos pontos centrais de discussão entre espectadores e críticos.

De forma geral, os primeiros dois meses de 2026 revelaram que o cinema de terror encontrava um equilíbrio entre continuações de franquias consagradas, novas abordagens em horror sobrenatural e propostas mais experimentais ou independentes que exploram medo, isolamento e situações extremas. Desde estreias teatrais robustas até filmes de catálogo VOD, o período mostrou a diversidade atual do gênero. Enquanto produções como Primate e The Strangers: Chapter 3 apelam aos sustos físicos e à adrenalina, filmes como Whistle se apoiam no medo psicológico e no desconhecido. Essa combinação atraiu públicos variados, mostrando que o terror continua sendo um dos gêneros cinematográficos mais versáteis e explorados no início do ano. Além disso, a presença de títulos independentes reforça que o horror ainda é espaço fértil tanto para gigantes de Hollywood quanto para realizadores menores. Em suma, janeiro e fevereiro de 2026 foram meses ricos em histórias para quem busca sentir medo na tela grande.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O Telefone Preto 2

O Telefone Preto 2
O filme O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2) foi lançado nos cinemas em 16 de outubro de 2025 no Brasil e Portugal, e 17 de outubro de 2025 nos Estados Unidos, sendo dirigido por Scott Derrickson e co-roteirizado por C. Robert Cargill, repetindo a parceria que iniciou com o primeiro filme em 2021. O elenco principal traz de volta Ethan Hawke como o sinistro Sequestrador (The Grabber), além de Mason Thames como Finney Blake e Madeleine McGraw como sua irmã Gwen, com Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora e Demián Bichir em papéis de apoio. A narrativa se passa quatro anos após os eventos traumáticos do primeiro longa, quando Finney, já adolescente, tenta seguir em frente após sobreviver ao cativeiro, enquanto sua irmã começa a ter visões perturbadoras e ligações pelo misterioso telefone preto relacionadas a um acampamento juvenil escondido no passado. O ponto de partida da história conjuga terror sobrenatural e obsessão familiar, e como esse novo pesadelo será resolvido.

Quando foi lançado, O Telefone Preto 2 gerou recepção crítica geralmente positiva, porém mais moderada comparada ao primeiro filme, com críticos destacando tanto seus acertos quanto limitações. Alguns críticos elogiaram a ousadia na expansão do universo do original, com atmosfera assustadora e elementos criativos de terror clássico e sobrenatural, dizendo que o filme “minera sustos memoráveis e temas que convidam à reflexão sobre cicatrizes deixadas pelo passado”, conforme compilado em Rotten Tomatoes. A crítica americana do Los Angeles Times comentou ser “um pouco surpreendente que Black Phone 2 resulte tão profundo e até um tanto religioso em sua abordagem”, mostrando que a sequência não tenta apenas repetir fórmulas consagradas.

Por outro lado, algumas análises notaram que a narrativa pode parecer menos eficiente ou mais convencional em certos pontos, com críticas mencionando que a transformação do antagonista em símbolo quase espiritual nem sempre funciona plenamente ou que o equilíbrio entre o novo terror e a continuidade da história deixa a resolução menos impactante. Vários críticos e agregadores apontaram que o filme é eficaz em sustos e atmosfera, mas nem sempre supera o impacto do horror psicológico do primeiro longa. A opinião geral da crítica em conjunto acabou sendo majoritariamente positiva, mas com ressalvas, refletindo um consenso de que a sequência é sólida e assustadora, embora menos memorável do que seu predecessor para alguns observadores.

No aspecto comercial, O Telefone Preto 2 também se saiu muito bem. O filme estreou no topo das bilheterias dos EUA, arrecadando cerca de US$ 26,5 milhões em seu fim de semana de estreia e posicionando-se acima do desempenho de abertura do primeiro filme. Globalmente, como reportado por fontes de mercado, a arrecadação logo ultrapassou US$ 42 milhões, superando o orçamento estimado em cerca de US$ 30 milhões e garantindo lucro sólido ao estúdio. Esse desempenho fez de O Telefone Preto 2 a maior estreia da Blumhouse em 2025 em termos de bilheterias domésticas naquele período, indicando forte apelo do público mesmo em um gênero competitivo.

Atualmente, a opinião sobre O Telefone Preto 2 entre críticos e público continua positiva, embora com divisões quanto à comparação com o filme original. Enquanto muitos apreciam a expansão do universo e o tom mais sombrio e criativo da sequência, outros consideram que o filme não atinge totalmente o mesmo impacto emocional e narrativo do longa de 2021. A média de aprovação em sites agregadores de críticas permanece em torno de 74% a 80% no Tomatometer, com o público dando boas avaliações à combinação de terror e exploração do trauma dos personagens. O filme é frequentemente elogiado por performances fortes, atmosfera genuinamente assustadora e a ousadia em expandir sua mitologia, fazendo dele um dos destaques do cinema de terror lançado em 2025.

O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2, Estados Unidos, 2025) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, Demián Bichir / Sinopse: Vários anos após escapar do Sequestrador, Finney e sua irmã Gwen enfrentam um novo e perturbador mistério quando ligações enigmáticas e visões de um acampamento infantil os puxam de volta a um terror que parecia ter terminado.

Erick Steve.