quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O Corvo (2012)

Título no Brasil: O Corvo
Título Original: The Raven
Ano de Produção: 2012
País: Estados Unidos
Estúdio: Intrepid Pictures
Direção: James McTeigue
Roteiro: Ben Livingston, Hannah Shakespeare
Elenco: John Cusack, Luke Evans, Alice Eve, Brendan Gleeson
  
Sinopse:
Edgar Allan Poe (John Cusack) é um escritor maldito. Embora seja extremamente talentoso, criador de uma obra sem igual, ele não consegue sobreviver apenas com seus textos. Pior do que isso, logo se vê envolvido numa rede de mortes que supostamente estariam sendo inspiradas em seus próprios escritos macabros. Sondando o mundo dos mortos em sua obra, em crônicas de terror, logo se torna suspeito de ser o autor de todos os crimes. Filme indicado ao World Soundtrack Awards.

Comentários:
Edgar Allan Poe foi um dos primeiros escritores americanos que tentaram viver exclusivamente de seus escritos. O verbo "tentar" aqui não foi usado em vão, uma vez que sua vida foi muito dura nesse aspecto. Tentando sobreviver dos salários miseráveis que eram pagos pelos jornais da época, Poe tentou viver com dignidade, mas quase nunca conseguiu. Chegou a passar fome junto de sua família. Seus textos eram brilhantes, reconhecidos pela crítica e público, mas isso nunca traduziu-se em retorno financeiro. Além disso Poe teve uma vida errática - mudando sempre de emprego, de cidade, tentando sobreviver da melhor forma possível. Infelizmente sua vida estava destinada a ser trágica. Sua jovem esposa contraiu tuberculose (uma doença terrível, sem cura naqueles tempos) e essa sucessão de revezes na vida acabou custando ao homem Poe mais do que ele poderia suportar. Foi encontrado praticamente congelado nas ruas de Baltimore, delirando, falando frases sem nexo e morreu alguns dias depois. Uma vida assim merecia pelo menos um filme respeitoso, um produção digna do grande escritor que ele foi em vida. Ao invés disso gastaram tempo e dinheiro nesse "O Corvo" que de respeitoso não tem nada, não passando de uma bobagem comercial dessas que infestam as telas do mercado todas as semanas. Não se enganem. A verniz intelectual de se misturar aspectos da vida pessoal de Edgar Allan Poe com situações tiradas de algumas de suas obras não passa de uma enganação. "O Corvo" é um blockbuster disfarçado. Nisso se assemelha demais com a nova franquia Sherlock Holmes, se utilizando de elementos famosos da literatura clássica para vender pipoca em shopping center. Isso é o que acontece quando a cultura verdadeira é utilizada para vender subcultura em ritmo industrial. Não há sutileza, não há grandes momentos no filme, tudo se resume em apenas usar o nome do famoso escritor para tornar comercialmente viável uma produção que nunca diz a que veio, que nunca deixa claro quais são seus reais propósitos. Fiquei especialmente chateado porque o próprio personagem Poe do filme em praticamente nada lembra do escritor real, esse sim um gênio. Não consigo imaginar nada mais oportunista do que se aproveitar da fama de Poe apenas para vender sabão em pó como aqui. Lamentável.

Pablo Aluísio.

O Corvo
Lançado em 2012, O Corvo (The Raven), dirigido por James McTeigue, é um suspense policial com elementos de terror gótico estrelado por John Cusack, que interpreta o escritor Edgar Allan Poe. O elenco também conta com Luke Evans, Alice Eve, Brendan Gleeson e Oliver Jackson-Cohen. Ambientado em Baltimore, em 1849, nos últimos dias da vida de Poe, o filme parte de uma premissa fictícia que mistura acontecimentos históricos e referências à literatura macabra do autor. Quando uma mãe e sua filha são encontradas brutalmente assassinadas, o detetive Emmett Fields (Luke Evans) percebe que o crime reproduz detalhes de uma história escrita por Poe. Novos assassinatos, igualmente inspirados em contos do escritor, levam a polícia a procurar sua ajuda para identificar o criminoso. A investigação se transforma em uma disputa intelectual e macabra, na qual o assassino utiliza as obras literárias como inspiração para encenar crimes cada vez mais elaborados. Quando Emily Hamilton (Alice Eve), a noiva de Poe, é sequestrada, o escritor passa a enfrentar uma corrida contra o tempo para salvá-la. Com cenários sombrios, figurinos de época e referências a obras como O Poço e o Pêndulo e Os Assassinatos da Rua Morgue, a produção procura transformar o universo literário de Poe em um thriller de investigação, embora sua trama seja uma criação ficcional, e não uma reconstituição fiel da biografia do escritor. 

A recepção crítica de O Corvo foi predominantemente negativa quando o filme chegou aos cinemas. No Los Angeles Times, a crítica Betsy Sharkey considerou que a produção não conseguia corresponder às próprias ambições góticas, observando que faltavam ao roteiro a tensão e a inventividade que tornaram as histórias de Poe tão influentes. Sharkey, entretanto, elogiou a direção de arte, os figurinos e a recriação visual da Baltimore do século XIX, além de destacar o desempenho de Luke Evans como um dos pontos fortes do elenco. No Chicago Sun-Times, Roger Ebert demonstrou decepção com a interpretação de John Cusack: embora reconhecesse que a escolha do ator inicialmente parecia promissora, considerou que o roteiro apresentava um Poe excessivamente melodramático, distante da complexidade intelectual e psicológica do escritor histórico. A crítica também apontou dificuldades para conciliar a investigação policial com os elementos biográficos e literários da narrativa. Essas avaliações refletiram uma insatisfação recorrente entre os críticos: a ideia de transformar o próprio Poe em protagonista de um mistério inspirado em suas obras era atraente, mas sua execução não alcançava a originalidade esperada. 

Na revista Variety, Leslie Felperin resumiu sua avaliação em uma frase contundente: “The Raven is a squawking, silly picture that never takes flight” — em tradução livre, um filme espalhafatoso e tolo que nunca consegue alçar voo. A crítica apontava problemas na construção dramática e na tentativa de transformar referências literárias em um thriller convencional. A revista britânica Time Out também foi severa, considerando que, apesar da atmosfera visual sombria e de algumas cenas de morte inventivas, o roteiro perdia força à medida que a história avançava e chegava a uma conclusão pouco convincente. Em contrapartida, houve avaliações mais moderadas. James Berardinelli, do ReelViews, reconheceu o apelo da ambientação histórica e o ritmo razoável da narrativa, embora tenha considerado decepcionante a resolução do mistério. Já Peter Bradshaw, do The Guardian, observou que o filme perdia fôlego nos minutos finais, mas reconheceu alguns momentos de suspense e uma atuação razoável de Cusack. O conjunto das críticas demonstrou que a produção possuía elementos capazes de despertar interesse entre admiradores do terror gótico e da literatura policial, mas tropeçava na tentativa de combinar fidelidade ao espírito de Poe, violência gráfica e entretenimento comercial. 

Com orçamento estimado em 26 milhões de dólares, O Corvo arrecadou aproximadamente 29,7 milhões mundialmente, segundo os números compilados pelo Box Office Mojo, resultado modesto para uma produção desse porte e que não representa, por si só, o lucro efetivo do estúdio, considerando também os custos de distribuição e divulgação. A recepção também permaneceu desfavorável ao longo dos anos: o Rotten Tomatoes registra aproximadamente 21% de aprovação da crítica, evidenciando a dificuldade do filme em conquistar reconhecimento entre os especialistas. 

Ainda assim, a obra conserva certo interesse por sua proposta de transformar Edgar Allan Poe em personagem de uma investigação criminal construída a partir de seus próprios contos. John Cusack oferece uma interpretação estilizada do escritor, enquanto a fotografia escura e os cenários históricos ajudam a estabelecer uma atmosfera apropriada ao universo macabro da narrativa. Atualmente, O Corvo é lembrado sobretudo como uma curiosidade cinematográfica que combina ficção histórica, mistério e horror literário, sem alcançar a força artística das melhores adaptações das obras de Poe. Sua premissa continua interessante, mas o filme é geralmente considerado uma oportunidade parcialmente desperdiçada de explorar a vida e a imaginação de um dos autores mais importantes da literatura gótica.

Erick Steve. 

Amaldiçoados

Título no Brasil: Amaldiçoados
Título Original: Cursed
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Elenco: Christina Ricci, Jesse Eisenberg, Portia de Rossi, Kristina Anapau, Daniel Edward Mora, Jesse Eisenberg

Sinopse:
Um lobisomem solto em Los Angeles muda a vida de três jovens adultos que, depois de serem atacados pela besta, descobrem que devem matá-la para evitar se tornarem lobisomens. Filme indicado ao MTV Movie + TV Awards.

Comentários:
Tanto Wes Craven, o diretor desse filme, como o roteirista Kevin Williamson são craques do gênero cinematográfico terror. Só que aqui eles fizeram um filme meio fraco, misturando lobisomens e adolescentes. Eu particulermente penso que filmes de horror nunca podem ser pops demais, pois se isso acontece perde totalmente o foco e o objetivo, que é justamente o de dar medo no público espectador. De qualquer forma o filme deve ser conhecido. Vou mais longe, qualquer fita de terror, por mais fraca que seja, que tenha a assinatura do grande e saudoso Wes Craven, merece ser assistida. Só não vá com grandes expectativas. O filme é bem mais ou menos e não passa disso. Assista e tente se divertir, apenas isso, nada mais.

Pablo Aluísio.

Amaldiçoados
Lançado nos Estados Unidos em 25 de fevereiro de 2005, Cursed (Amaldiçoados), dirigido por Wes Craven e escrito por Kevin Williamson, é um filme de terror com elementos de comédia que procura renovar a mitologia dos lobisomens para uma nova geração. A produção reuniu novamente Craven e Williamson, a dupla responsável pelo sucesso da franquia Pânico, e contou com Christina Ricci, Jesse Eisenberg, Joshua Jackson e Judy Greer no elenco. A trama acompanha Ellie Hudson (Ricci), uma jovem que trabalha em Los Angeles, e seu irmão adolescente Jimmy (Eisenberg). Após sofrerem um acidente de carro nas colinas de Hollywood, os dois são atacados por uma criatura misteriosa e acabam feridos. Logo, começam a perceber mudanças inquietantes em seus corpos, acompanhadas pelo desenvolvimento de sentidos aguçados, força incomum e impulsos violentos. Ao descobrirem que foram atacados por um lobisomem, Ellie e Jimmy precisam investigar a identidade da criatura e encontrar uma maneira de interromper a maldição antes de perderem o controle sobre sua própria natureza. Com a intenção de combinar terror, humor, sátira da cultura das celebridades e conflitos típicos da juventude, Craven procurou atualizar o folclore dos lobisomens em uma narrativa ambientada na indústria do entretenimento de Hollywood. Entretanto, a produção enfrentou problemas graves, incluindo refilmagens, mudanças de roteiro, substituições no elenco e a eliminação de grande parte do material originalmente filmado, circunstâncias que influenciaram profundamente o resultado final. 

A recepção crítica na época do lançamento foi amplamente desfavorável, sobretudo em razão do roteiro, dos efeitos visuais e da dificuldade de equilibrar o terror com a comédia. No The New York Times, Dana Stevens observou que o filme não era suficientemente ruim para provocar indignação, mas fazia o espectador rir nas cenas em que deveria sentir medo e revirar os olhos nos momentos destinados ao humor. A crítica apontava, assim, um dos principais problemas da produção: a incapacidade de estabelecer um tom consistente. Na revista Variety, Robert Koehler considerou que os momentos ambientados no universo adolescente pareciam cenas descartadas de Pânico, criticando a falta de originalidade e a utilização de fórmulas já conhecidas do cinema de terror. Koehler, entretanto, destacou Jesse Eisenberg, cujo timing cômico ajudava a tornar algumas sequências mais interessantes. Já o Los Angeles Times, em crítica assinada por Kevin Crust, considerou que a combinação entre as sensibilidades de Craven e Williamson não funcionava satisfatoriamente. Embora reconhecesse alguns momentos de suspense, Crust criticou os efeitos digitais pouco convincentes e a sensação de que a produção havia sido enfraquecida pelas alterações realizadas durante as filmagens. 

A revista britânica Time Out, em uma avaliação retrospectiva, apresentou uma visão um pouco mais equilibrada. Reconheceu que a produção conturbada não havia destruído completamente o filme e elogiou a dinâmica entre Christina Ricci e Jesse Eisenberg, além de algumas situações que exploram com humor os impulsos animalescos dos personagens. Por outro lado, criticou as transformações digitais pouco convincentes e o desfecho excessivamente prolongado. A BBC, em sua resenha de 2005, foi igualmente moderada: Paul Arendt avaliou o longa com três estrelas em cinco e resumiu sua opinião afirmando que Cursed não era Pânico, mas oferecia ao menos um grito de susto razoável. Essa recepção contrastou com a avaliação do San Francisco Chronicle, que classificou a produção como um trabalho de terceira categoria, criticando o roteiro fraco, os efeitos baratos e a ausência de sustos genuínos. As diferenças entre essas opiniões mostram que, embora alguns críticos tenham identificado diversão e potencial na proposta, a maioria considerou que o resultado ficava muito aquém dos trabalhos anteriores de Craven e Williamson. 

Com orçamento estimado em 35 a 38 milhões de dólares, Cursed arrecadou aproximadamente 29,6 milhões mundialmente, ficando abaixo do valor investido na produção e tornando-se um fracasso comercial quando considerados os custos adicionais de distribuição e divulgação. A avaliação crítica também permanece negativa: o Rotten Tomatoes registra apenas 16% de aprovação entre os críticos consultados, enquanto o Metacritic atribui ao filme uma pontuação de 31 em 100. 

Apesar disso, a produção adquiriu certo interesse retrospectivo entre admiradores do terror dos anos 2000, especialmente por sua história de bastidores, marcada pela interferência do estúdio, pelas refilmagens e pela redução do conteúdo originalmente planejado para obter uma classificação indicativa mais branda. A participação de Christina Ricci e Jesse Eisenberg, antes de fases importantes de suas carreiras, também contribui para o interesse atual pelo longa. Hoje, Cursed é geralmente lembrado como uma oportunidade desperdiçada de reunir novamente a criatividade de Wes Craven e Kevin Williamson, mas também como uma curiosidade do cinema de terror comercial daquele período, cuja produção problemática acabou se tornando tão comentada quanto o próprio filme.

Erick Steve. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Resident Evil (2026)

Título no Brasil: Resident Evil
Título Original: Resident Evil
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures / Constantin Film
Direção: Zach Cregger
Roteiro: Zach Cregger e Shay Hatten
Elenco: Austin Abrams, Zach Cherry, Kali Reis, Paul Walter Hauser, Johnno Wilson e Will Merrick.

Sinopse: 
Bryan é um entregador de medicamentos que leva uma vida aparentemente comum até receber uma missão que o coloca diante de uma situação extremamente perigosa. Enviado para entregar uma encomenda a um hospital remoto, ele chega ao local justamente quando uma terrível epidemia começa a se espalhar. O que deveria ser apenas mais uma entrega transforma-se em uma luta desesperada pela sobrevivência. Cercado por criaturas mutantes e por pessoas contaminadas, Bryan precisa encontrar uma maneira de atravessar uma noite de caos e escapar com vida. Sem ser um soldado ou um agente especialmente treinado, ele é obrigado a improvisar e utilizar tudo o que possui para enfrentar a ameaça. Enquanto tenta compreender o que aconteceu naquele lugar, descobre que o surto pode estar relacionado a acontecimentos muito maiores do que imaginava. A história acompanha sua corrida contra o tempo em um ambiente cada vez mais perigoso, recuperando o clima de horror e sobrevivência associado aos jogos da série.

Comentários: 
Resident Evil marca uma nova tentativa de levar a famosa franquia dos videogames para o cinema, mas apresenta uma história completamente diferente da série protagonizada por Milla Jovovich. Zach Cregger, diretor de Barbarian e Weapons, assumiu a direção e também escreveu o roteiro ao lado de Shay Hatten. A proposta é retornar ao horror de sobrevivência, privilegiando uma experiência mais próxima da tensão e da vulnerabilidade presentes nos jogos. Austin Abrams interpreta Bryan, o protagonista que se vê inesperadamente envolvido no surto, enquanto Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser completam o elenco principal. O filme foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 18 de setembro de 2026, com classificação R devido à violência sangrenta, gore e linguagem. Com cerca de 1 hora e 34 minutos de duração, a produção também foi filmada para exibição em IMAX. A Sony descreve o longa como uma reinvenção da franquia, com uma história inédita e uma noite de sobrevivência marcada pelo caos.

A recepção crítica foi surpreendentemente positiva e marcou uma mudança em relação às adaptações cinematográficas anteriores. O Rotten Tomatoes registra atualmente 96% de aprovação da crítica, com mais de 280 avaliações, destacando principalmente a atmosfera de terror, o ritmo e a maneira como Cregger transforma elementos típicos dos videogames em uma experiência cinematográfica. A publicação também aponta que o humor de Austin Abrams ajuda a equilibrar os momentos mais assustadores da história. O filme também teve uma boa recepção junto ao público, com 91% de aprovação na mesma plataforma. Comercialmente, a produção já ultrapassou US$ 100 milhões na bilheteria norte-americana, demonstrando que a franquia continua atraindo espectadores. Resident Evil representa, portanto, uma ruptura significativa com os seis filmes anteriores, abandonando Alice e sua história para apresentar um novo protagonista e uma abordagem mais próxima do horror. Mesmo utilizando o nome e o universo da franquia, o longa procura funcionar como uma nova porta de entrada para o público e como uma adaptação mais diretamente inspirada na sensação de jogar um survival horror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City

Título no Brasil: Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City
Título Original: Resident Evil: Welcome to Raccoon City
Ano de Lançamento: 2021
País: Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido
Estúdio: Constantin Film 
Direção: Johannes Roberts
Roteiro: Johannes Roberts
Elenco: Kaya Scodelario, Hannah John-Kamen, Robbie Amell, Tom Hopper, Avan Jogia, Donal Logue, Neal McDonough, Lily Gao e Marina Mazepa.

Sinopse: 
Em 1998, Raccoon City é uma cidade em decadência depois que a poderosa Umbrella Corporation abandona suas instalações na região. Claire Redfield retorna à cidade para investigar os acontecimentos envolvendo a empresa e tentar descobrir a verdade sobre o desaparecimento de várias pessoas. Seu irmão, Chris Redfield, trabalha como policial e integra a equipe dos S.T.A.R.S., que recebe a missão de investigar acontecimentos estranhos na propriedade Spencer. Enquanto isso, Jill Valentine e Albert Wesker também são envolvidos na investigação. Aos poucos, os personagens descobrem que os experimentos realizados pela Umbrella Corporation provocaram uma terrível catástrofe. O vírus liberado nas instalações começa a transformar pessoas em criaturas violentas e ameaça toda a população. Claire, Chris, Jill, Wesker e Leon S. Kennedy precisam atravessar uma cidade tomada pelo caos enquanto procuram uma maneira de sobreviver. A investigação leva os personagens à Mansão Spencer e aos laboratórios subterrâneos da Umbrella, onde eles descobrem a verdadeira dimensão do desastre.

Comentários: 
Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City representa uma tentativa de reiniciar no cinema a franquia baseada nos famosos jogos da Capcom. Diferentemente dos seis filmes protagonizados por Milla Jovovich, esta produção abandona a personagem Alice e procura adaptar diretamente elementos dos dois primeiros jogos da série. Johannes Roberts escreveu e dirigiu o filme com a intenção de aproximá-lo do clima de horror e sobrevivência dos videogames. Kaya Scodelario interpreta Claire Redfield, enquanto Robbie Amell assume o papel de Chris Redfield. Hannah John-Kamen interpreta Jill Valentine, Tom Hopper vive Albert Wesker e Avan Jogia aparece como Leon S. Kennedy. Donal Logue e Neal McDonough também participam como o chefe Brian Irons e o cientista William Birkin, respectivamente. A produção recria ambientes bastante conhecidos pelos jogadores, principalmente a Mansão Spencer, a delegacia de Raccoon City e os laboratórios da Umbrella. Com 107 minutos de duração, o filme estreou em novembro de 2021 e recebeu classificação R nos Estados Unidos.

A recepção crítica foi bastante dividida, com elogios principalmente à tentativa de ser mais fiel aos jogos, mas críticas ao roteiro, aos efeitos visuais e a algumas escolhas do elenco. O filme teve orçamento estimado em US$ 25 milhões e arrecadou aproximadamente US$ 41,9 milhões mundialmente, resultado considerado insuficiente para estabelecer uma nova série cinematográfica. Apesar do desempenho comercial modesto, a produção ganhou atenção entre os fãs por recuperar personagens, locais e situações diretamente reconhecíveis dos primeiros jogos. A combinação da Mansão Spencer com a delegacia de Raccoon City cria uma atmosfera mais próxima do horror de sobrevivência que marcou a franquia nos videogames. A presença de criaturas como os zumbis, cães infectados e outras experiências da Umbrella também reforça essa ligação. O filme acabou funcionando como um reboot independente, mas não recebeu uma continuação imediata. Atualmente, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City permanece como uma curiosa tentativa de aproximar os filmes dos jogos originais, especialmente por apresentar novamente personagens como Claire, Chris, Jill, Leon e Wesker.

Erick Steve.

Resident Evil 6: O Capítulo Final

Título no Brasil: Resident Evil 6: O Capítulo Final
Título Original: Resident Evil: The Final Chapter
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos, Alemanha e Canadá
Estúdio: Constantin Film 
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Iain Glen, Shawn Roberts, Ruby Rose, Eoin Macken, William Levy, Fraser James, Rola, Lee Joon-gi e Ever Anderson.

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 5: Retribuição, Alice retorna a Raccoon City para participar da batalha definitiva contra a Umbrella Corporation. A humanidade está praticamente à beira da extinção, e o T-vírus continua transformando sobreviventes em zumbis e outras criaturas monstruosas. Alice descobre que existe uma última chance de impedir a destruição completa da humanidade: voltar ao local onde tudo começou, o complexo subterrâneo conhecido como Colmeia. Antes de chegar lá, porém, ela precisa atravessar uma cidade devastada e enfrentar hordas de criaturas, armadilhas e soldados da Umbrella. Ao lado de Claire Redfield e de outros sobreviventes, Alice descobre novos segredos sobre a origem do vírus e sobre sua própria história. A batalha também coloca novamente frente a frente Alice e o Dr. Alexander Isaacs, um dos principais responsáveis pelo desastre. Durante a missão, Alice começa a descobrir verdades sobre seu passado que mudam completamente aquilo que acreditava saber sobre si mesma. A luta final dentro da Colmeia se transforma, assim, não apenas em uma batalha pela sobrevivência, mas também na conclusão da guerra iniciada no primeiro filme.

Comentários: 
Resident Evil 6: O Capítulo Final encerra a série de filmes protagonizada por Milla Jovovich como Alice e marca o retorno de Paul W. S. Anderson à direção. A produção procura reunir elementos apresentados ao longo dos cinco filmes anteriores e levar a história novamente ao lugar onde tudo começou. Milla Jovovich retorna ao papel principal, enquanto Ali Larter ganha grande importância como Claire Redfield. Iain Glen volta como Dr. Isaacs, e Shawn Roberts retorna como Albert Wesker. Entre as novidades estão Ruby Rose, Eoin Macken e William Levy, além de Ever Anderson, filha de Milla Jovovich e Paul W. S. Anderson, interpretando a jovem Alicia Marcus e a Rainha Vermelha. O filme foi rodado principalmente na África do Sul e utiliza uma fotografia escura e movimentada, característica da franquia. Com aproximadamente 107 minutos de duração, a produção aposta principalmente em ação, horror, perseguições e batalhas contra zumbis e criaturas mutantes. Embora tenha sido lançado no Japão em dezembro de 2016, sua estreia nos Estados Unidos ocorreu em janeiro de 2017.

A recepção crítica continuou dividida, mas o filme teve um desempenho comercial muito expressivo. No Rotten Tomatoes, The Final Chapter registra atualmente 39% de aprovação da crítica, e o consenso considera que o filme pode parecer caótico para quem não acompanha a franquia, embora ofereça uma conclusão bastante movimentada para os fãs. Comercialmente, porém, foi um grande sucesso: arrecadou aproximadamente US$ 312,2 milhões em todo o mundo, diante de um orçamento estimado em US$ 40 milhões, tornando-se o filme de maior bilheteria da série de Alice. A produção também procura finalmente explicar alguns dos grandes mistérios da franquia e revelar a verdadeira ligação de Alice com Alicia Marcus, a origem do vírus e a Umbrella Corporation. Mesmo recebendo críticas principalmente pelo excesso de ação e pela montagem acelerada, o longa conseguiu entregar ao público uma conclusão definitiva para a história iniciada em 2002. Com isso, Resident Evil: O Capítulo Final encerrou uma das franquias cinematográficas de terror e ação mais duradouras do século XXI e deixou Alice como uma das personagens femininas mais reconhecidas do gênero.

Erick Steve. 

Resident Evil 5: Retribuição

Título no Brasil: Resident Evil 5: Retribuição
Título Original: Resident Evil: Retribution
Ano de Lançamento: 2012
País: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá e França
Estúdio: Constantin Film 
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Sienna Guillory, Kevin Durand, Li Bingbing, Johann Urb, Boris Kodjoe, Shawn Roberts, Colin Salmon, Aryana Engineer e Oded Fehr.

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 4: Recomeço, Alice é capturada pela Umbrella Corporation e levada para uma gigantesca instalação subterrânea localizada em uma região gelada. O complexo funciona como um enorme laboratório destinado a testar o vírus T e estudar diferentes situações de infecção. Durante os experimentos, Alice descobre que várias versões clonadas dela e de outras pessoas foram utilizadas pela Umbrella em experiências para reproduzir diferentes cenários de contaminação. Quando consegue escapar, ela encontra antigos aliados e personagens conhecidos, entre eles Ada Wong, Leon Kennedy, Barry Burton e Luther West. Enquanto tenta compreender o que está acontecendo, Alice precisa enfrentar hordas de zumbis, criaturas mutantes e soldados controlados pela organização. Entre os inimigos está Jill Valentine, que agora está sob o controle da Umbrella e se transforma em uma perigosa adversária. A missão de Alice passa a ser escapar da instalação e chegar à superfície para impedir que a humanidade seja definitivamente destruída.

Comentários: 
Resident Evil 5: Retribuição é o quinto filme da franquia protagonizada por Milla Jovovich e novamente foi escrito e dirigido por Paul W. S. Anderson. A produção aposta ainda mais nas grandes sequências de ação e nos efeitos visuais, utilizando cenários futuristas, criaturas mutantes, tiroteios e combates em larga escala. Um dos principais atrativos para os fãs dos videogames foi a introdução de personagens importantes da série que ainda não haviam aparecido no cinema, como Leon S. Kennedy, Ada Wong e Barry Burton. Michelle Rodriguez também retorna em um papel diferente, participando da história como uma das versões utilizadas nos experimentos da Umbrella. Sienna Guillory retorna como Jill Valentine, agora controlada pela organização e transformada em uma das principais adversárias de Alice. O filme foi lançado em 14 de setembro de 2012, com aproximadamente 96 minutos de duração, e recebeu versões em 2D, 3D e IMAX 3D. O orçamento foi estimado em US$ 65 milhões.

A recepção crítica foi bastante negativa, principalmente em relação ao roteiro e ao desenvolvimento dos personagens, embora as cenas de ação, o 3D e os efeitos visuais tenham recebido alguns elogios. O Rotten Tomatoes registra atualmente 28% de aprovação entre os críticos, com o consenso apontando que o filme oferece cenas de ação estilizadas, mas pouco além disso. Apesar das críticas, Retribuição teve excelente desempenho comercial, arrecadando aproximadamente US$ 240 milhões em todo o mundo e mantendo a franquia como uma das séries de terror e ação mais lucrativas daquele período. A produção também serviu para aproximar ainda mais os filmes dos videogames, principalmente pela inclusão de Leon, Ada e Barry. Visualmente, o filme procura funcionar como uma grande atração de ação, com perseguições e lutas coreografadas em ambientes criados para os experimentos da Umbrella. Mesmo com suas limitações narrativas, Resident Evil 5: Retribuição é importante dentro da série por preparar diretamente os acontecimentos de Resident Evil 6: O Capítulo Final e ampliar a escala da batalha de Alice contra a Umbrella Corporation

Erick Steve. 

Resident Evil 4: Recomeço

Título no Brasil: Resident Evil 4: Recomeço
Título Original: Resident Evil: Afterlife
Ano de Lançamento: 2010
País: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Canadá
Estúdio: Constantin Film / Davis Films / Impact Pictures
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller, Kim Coates, Shawn Roberts, Boris Kodjoe, Spencer Locke, Sergio Peris-Mencheta, Sienna Guillory e Ray Olubowale.

Sinopse: 
Em um mundo devastado pelo vírus T, que transformou grande parte da população em criaturas agressivas, Alice continua sua luta contra a Umbrella Corporation e procura sobreviventes espalhados pelo planeta. Depois de atacar uma instalação da Umbrella em Tóquio, ela parte para Los Angeles, onde acredita existir um local seguro chamado Arcadia. Ao chegar à cidade, porém, descobre que o lugar está praticamente destruído e tomado por milhares de mortos-vivos. Alice encontra um pequeno grupo de sobreviventes refugiado em uma prisão abandonada, entre eles Claire Redfield, que perdeu parte da memória, e Luther West, responsável pela liderança do grupo. Pouco depois, Alice descobre que Chris Redfield, irmão de Claire e antigo prisioneiro, também está no local. Juntos, eles precisam enfrentar hordas de zumbis e uma criatura gigantesca conhecida como o Carrasco. Enquanto procuram uma maneira de escapar, percebem que a suposta Arcadia pode esconder informações importantes sobre os planos da Umbrella. Alice então decide continuar sua batalha contra Albert Wesker, o poderoso dirigente da organização, enquanto tenta proteger os sobreviventes que encontrou.

Comentários: 
Resident Evil 4: Recomeço é o quarto filme da franquia cinematográfica baseada livremente nos jogos da Capcom e marcou o retorno de Paul W. S. Anderson à direção, depois de ter escrito os capítulos anteriores. A produção também representou uma mudança visual importante, pois foi o primeiro filme da série a ser filmado em 3D. Milla Jovovich retorna como Alice, agora ainda mais experiente na luta contra a Umbrella, enquanto Ali Larter ganha maior importância como Claire Redfield. Uma das principais novidades foi a introdução de Chris Redfield, interpretado por Wentworth Miller, personagem central da série de videogames que até então não havia aparecido nos filmes. Boris Kodjoe também se destaca como Luther West, líder dos sobreviventes refugiados na prisão. O longa aposta principalmente em ação, tiroteios, criaturas monstruosas e sequências elaboradas de combate, aproximando-se visualmente de alguns elementos dos jogos. A fotografia de Glen MacPherson e o uso do 3D foram importantes para criar uma experiência mais espetacular e grandiosa. Com aproximadamente 97 minutos de duração, o filme chegou aos cinemas americanos em 10 de setembro de 2010 e ao Brasil em 17 de setembro.

A recepção crítica continuou bastante negativa, repetindo a divisão existente nos capítulos anteriores, embora o público tenha demonstrado grande interesse pela produção. No Rotten Tomatoes, o filme apresenta atualmente apenas 21% de aprovação da crítica, com avaliações que criticaram principalmente o roteiro, os personagens e a dependência excessiva das sequências de ação. Por outro lado, o filme obteve um excelente resultado comercial e arrecadou aproximadamente US$ 300 milhões mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos financeiros da franquia naquele momento. A história também foi importante por introduzir Chris Redfield no universo cinematográfico e por aproximar ainda mais os filmes de alguns elementos visuais e personagens conhecidos dos videogames. As cenas envolvendo o Carrasco e o combate contra os zumbis dentro da prisão estão entre as sequências mais lembradas pelos fãs. Mesmo com suas limitações, Resident Evil 4: Recomeço ajudou a revitalizar a franquia depois de A Extinção e estabeleceu as bases para os filmes seguintes. Para os admiradores de Milla Jovovich e da série de ação e terror, permanece como um dos capítulos mais populares da saga cinematográfica.

Erick Steve. 

Resident Evil 3: A Extinção

Título no Brasil: Resident Evil 3: A Extinção
Título Original: Resident Evil: Extinction
Ano de Lançamento: 2007
País: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Canadá
Estúdio: Constantin Film / Impact Pictures / Davis Films / Screen Gems
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Oded Fehr, Ali Larter, Iain Glen, Ashanti, Mike Epps, Spencer Locke, Christopher Egan, Matthew Marsden, Linden Ashby e Jason O'Mara

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 2: Apocalipse, o vírus T se espalhou por grande parte do mundo, transformando cidades inteiras em territórios devastados e dominados por zumbis. Alice continua sendo perseguida pela Umbrella Corporation, que utiliza seu DNA em experiências destinadas a compreender e controlar os efeitos do vírus. Enquanto isso, um grupo de sobreviventes liderado por Claire Redfield atravessa o deserto de Nevada em busca de segurança e recursos. Alice reencontra antigos companheiros, entre eles Carlos Olivera e L.J., e decide juntar-se ao grupo durante a viagem. A situação se torna ainda mais perigosa quando milhares de infectados chegam à região de Las Vegas, transformando a cidade em um enorme campo de batalha. Paralelamente, o cientista Dr. Isaacs conduz experiências cada vez mais perigosas, criando seres mutantes e clones de Alice. Aos poucos, Alice descobre que seus próprios poderes foram ampliados pelos experimentos realizados pela Umbrella. Determinada a enfrentar a organização, ela decide utilizar essas habilidades para proteger os sobreviventes e tentar abrir caminho para um futuro em um mundo praticamente destruído.

Comentários: 
Resident Evil 3: A Extinção é o terceiro filme da franquia cinematográfica inspirada nos jogos da Capcom e apresenta uma mudança importante em relação aos dois capítulos anteriores. Em vez de concentrar a história em Raccoon City, a produção amplia o cenário para um mundo pós-apocalíptico dominado por desertos, cidades abandonadas e grandes grupos de zumbis. Russell Mulcahy assumiu a direção e apostou em um ritmo mais acelerado, com perseguições, tiroteios e sequências de ação de grande escala. Milla Jovovich retorna como Alice, agora transformada em uma personagem ainda mais poderosa devido aos experimentos da Umbrella Corporation. Ali Larter estreia na série como Claire Redfield, enquanto Oded Fehr volta a interpretar Carlos Olivera. Iain Glen também ganha destaque como o cientista Dr. Isaacs, responsável por algumas das experiências mais perigosas da história. As filmagens foram realizadas principalmente no México, cujas paisagens ajudaram a criar o ambiente desértico e devastado do longa. A produção teve orçamento estimado em aproximadamente US$ 45 milhões e chegou aos cinemas americanos em setembro de 2007.

A recepção crítica de Resident Evil 3: A Extinção foi bastante dividida, mas o filme conseguiu manter o sucesso comercial da franquia. Muitos críticos consideraram o roteiro simples e destacaram a dependência das cenas de ação, enquanto outros reconheceram que o filme oferece entretenimento eficiente para os admiradores da série. A presença de Ali Larter como Claire Redfield foi bem recebida pelos fãs dos jogos, e as cenas envolvendo Las Vegas destruída tornaram-se algumas das imagens mais marcantes da produção. O filme também ampliou a mitologia da série ao mostrar que o desastre provocado pelo vírus T já havia alcançado uma escala mundial. Comercialmente, arrecadou cerca de US$ 147 milhões em todo o mundo, confirmando o interesse do público pela franquia. Outro aspecto importante foi a evolução de Alice, que passou de sobrevivente a uma espécie de arma biológica criada pela própria Umbrella. Embora não tenha recebido grande reconhecimento artístico, Resident Evil 3: A Extinção consolidou a série de filmes e preparou o caminho para as continuações posteriores. Hoje, permanece como um dos capítulos mais conhecidos da franquia cinematográfica e como uma produção característica do cinema de ação e terror da década de 2000.

Erick Steve. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Monstro: A História de Lizzie Borden

Título no Brasil: Monstro: A História de Lizzie Borden
Título Original: Monster: The Lizzie Borden Story
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Prospect Films / Ryan Murphy Television
Direção: Max Winkler e Sarah Adina Smith
Roteiro: Ian Brennan
Elenco: Ella Beatty, Vicky Krieps, Charlie Hunnam, Rebecca Hall, Billie Lourd, Jessica Barden, Sarah Paulson e Joey Pollari.

Sinopse: 
A quarta história da antologia Monstro acompanha Lizzie Borden, uma jovem pertencente a uma rica família da Nova Inglaterra durante a era vitoriana. Presa em uma casa marcada por repressão, conflitos familiares e crueldade, Lizzie encontra uma inesperada companhia na nova criada Bridget Sullivan, conhecida como Maggie. A aproximação entre as duas faz com que Lizzie comece a imaginar uma vida diferente daquela que lhe foi imposta. Ao mesmo tempo, os problemas dentro da família Borden tornam-se cada vez mais graves e alimentam sentimentos de revolta e desejo de vingança. A história conduz aos acontecimentos de 1892, quando Andrew e Abby Borden são assassinados com golpes de machado em sua residência, em Fall River, Massachusetts. Lizzie torna-se a principal suspeita e posteriormente é levada a julgamento. A série também amplia sua narrativa para explorar o legado deixado pelo caso e a transformação de Lizzie em uma das figuras criminosas mais famosas da história americana.

Comentários: 
Monstro: A História de Lizzie Borden é a quarta produção da antologia criada por Ryan Murphy e Ian Brennan e apresenta uma diferença importante em relação às temporadas anteriores: pela primeira vez, a história central é protagonizada por uma mulher. Ella Beatty interpreta Lizzie em seu primeiro grande papel televisivo, enquanto Vicky Krieps interpreta Bridget Sullivan, Charlie Hunnam vive Andrew Borden e Rebecca Hall interpreta Abby Borden. A série possui oito episódios, todos lançados na Netflix em 17 de setembro de 2026. Max Winkler dirigiu seis episódios e Sarah Adina Smith comandou os outros dois. A produção procura combinar drama histórico, crime, terror e humor sombrio, utilizando elementos reais do caso Borden junto com acontecimentos dramatizados para desenvolver a narrativa. A Netflix descreve a produção como uma história sobre uma jovem presa em um ambiente familiar cruel que acaba envolvida em um dos crimes mais famosos dos Estados Unidos.

A recepção crítica inicial foi bastante variada. A Variety e outros veículos destacaram o interesse da produção em explorar a situação das mulheres no século XIX e a maneira como a série procura interpretar o fenômeno da chamada “ira feminina”. O diretor Max Winkler afirmou que a produção foi concebida como uma comédia muito sombria, enquanto a série também utiliza cenas violentas, elementos de terror e situações deliberadamente exageradas. O The Guardian, porém, fez uma avaliação bastante crítica, considerando que a produção privilegia o choque e o sensacionalismo em detrimento de um estudo histórico mais profundo. A série também introduz figuras como Elizabeth Báthory e Aileen Wuornos, estabelecendo ligações temáticas entre diferentes mulheres associadas à violência ao longo da história. Nem todos esses elementos possuem base histórica: a própria Netflix observa, por exemplo, que não existe evidência de que Aileen Wuornos tivesse interesse real no caso Borden. Apesar das liberdades dramáticas, a produção procura apresentar novas interpretações para uma história que continua cercada de dúvidas e que nunca teve seus crimes definitivamente solucionados.

Erick Steve. 

Lizzie

Lizzie
Esse é um filme bem sórdido. Já começa com uma cena de crime. Um homem rico, próspero nos negócios, é encontrado morto na sua sala de estar. O crime choca pela violência. Ele foi morto a golpes de machado na cabeça. O quadro é horrível, com sangue em todas as paredes, móveis, etc. Sua esposa também foi assassinada. Ela está no quarto de cima, também em uma cena de extrema brutalidade. Quem poderia ter cometido crimes tão horrendos? A partir desse ponto o roteiro começa um longo flashback, retroagindo no tempo seis meses.

A historia do filme, que é baseada em fatos reais, aconteceu no final do século XIX, na Nova Inglaterra. A jovem Lizzie Borden (Chloë Sevigny) é a filha do homem assassinado no começo do filme. Ela não se encaixa bem no modelo de uma mulher de sua época. Gosta de ler e de poesia, tem um temperamento mais introvertido e não parece se importar em se casar e ter filhos, como mandava a etiqueta social daqueles tempos. Isso claro cria uma tensão cada vez maior com o pai.

A chegada de uma nova empregada doméstica chamada Bridget Sullivan (Kristen Stewart) acirra ainda mais as tensões. O patrão quer abusar dela sexualmente, o que choca Lizzie. As duas acabam se tornando próximas, amigas, iniciando um relacionamento com claro teor homoerótico também. Assim as coisas vão de mal a pior até o trágico desfecho. Só que o roteiro joga com o suspense, deixando sempre em aberto a identidade do verdadeiro assassino ou assassina. Só nos momentos finais tudo é revelado ao espectador. Gostei dessa produção. Tem um bom roteiro que consegue manter o interesse. Além disso o contexto histórico repressivo é bem mais aproveitado pelo clima sufocante de crime e castigo que logo se impõe entre todos os personagens. É um filme até frio, algo que acabou sendo necessário pois seu enredo passou muito longe de ser um conto de fadas.

Lizzie (Estados Unidos, 2018) Direção: Craig William Macneill / Roteiro: Bryce Kass / Elenco: Chloë Sevigny, Kristen Stewart, Jeff Perry, Fiona Shaw, Jamey Sheridan / Sinopse: No século XIX um homem rico e influente é encontrado morto de uma forma bastante violenta. Para solucionar o caso sua história é recontada, fazendo um retorno no tempo para compreender melhor as razões do crime. Filme indicado no Sundance Film Festival na categoria de Melhor Filme - Drama (Júri Popular).

Pablo Aluísio.