domingo, 8 de fevereiro de 2026

Novos Filmes de Terror

No início de janeiro de 2026, o cinema de terror já começou forte, trazendo títulos que misturam horror tradicional e elementos de sobrevivência assustadora. Entre os lançamentos mais marcantes está Primate, um filme que mistura terror com suspense de sobrevivência, em que um animal aparentemente dócil se transforma em ameaça mortal e desencadeia um pesadelo para um grupo de personagens isolados numa ilha americana. A presença de um cenário natural e selvagem amplia o medo visceral do desconhecido e coloca o espectador frente a frente com a ideia de que a natureza pode se tornar inimiga. Esse lançamento marcou uma tendência do gênero para explorar conflitos humanos em ambientes extremos, combinando o terror físico com tensões emocionais. Logo após, 28 Years Later: The Bone Temple continuou a franquia pós-apocalíptica iniciada em filmes anteriores, aprofundando um mundo devastado por vírus e violência. Esta sequência apostou em ação e horror, reforçando como franquias longas ainda conseguem reinventar o medo. O impacto desses filmes no público foi notável, inaugurando o ano com obras que equilibram suspense e terror visceral. A escolha de temáticas variadas já sinaliza a pluralidade do gênero neste início de 2026. Esta fase inicial prova que o horror continua se renovando.

Ainda em janeiro, outros lançamentos ganharam atenção, mesmo que em plataformas de vídeo sob demanda (VOD) ou festivais independentes. Um exemplo é Iron Lung, adaptação do famoso jogo de terror, que trouxe uma atmosfera claustrofóbica em um cenário pós-apocalíptico submarino, onde o protagonista luta contra forças desconhecidas. A proposta de terror sci-fi, unindo elementos de sobrevivência e psicose, agradou fãs de narrativas mais densas e isoladas. Outro título que também circulou foi Send Help, produzido por Sam Raimi, que mistura terror com humor negro enquanto personagens tentam sobreviver em um ambiente hostil após um acidente. Essas obras, embora não tenham tido grande estreia teatral, refletem a força do terror no mercado digital e alternativas de lançamento. Muitos desses filmes exploram a sensação de impotência em ambientes controlados ou isolados. Em janeiro, a variedade de abordagens — desde horror animal até medo psicológico e isolamento — mostrou que o início do ano não deixou a desejar para os aficionados do gênero. A recepção online também teve papel importante na disseminação desses títulos.

Já em fevereiro de 2026, o gênero aterrorizou as grandes telas com títulos de franquias consagradas e novas propostas. Um dos filmes mais aguardados foi The Strangers: Chapter 3, que encerrou a trilogia com uma conclusão sangrenta e atmosférica, trazendo de volta os antagonistas mascarados e sua violência perturbadora. Essa sequência reafirmou a popularidade de filmes de terror que apostam em figuras icônicas e perseguições implacáveis, agradando fãs do estilo slasher clássico. Outro lançamento impactante foi Cold Storage, que combinou horror com elementos de sci-fi e comédia negra ao apresentar um organismo perigoso que escapa em um ambiente aparentemente seguro e causa caos entre os personagens. Esses dois lançamentos representaram o terror mais visceral e enérgico do início de fevereiro. O público foi atraído tanto pela continuidade de universos já conhecidos quanto por novas histórias capazes de misturar gêneros. A crítica também notou como essas produções apostam em sustos intensos e tramas dinâmicas. Assim, fevereiro começou assertivo em trazer terror para os cinemas.

Outro grande destaque de fevereiro foi Whistle, um filme que estreia nos cinemas no começo do mês e explora o medo sobrenatural através de um artefato antigo — o chamado “aztec death whistle” — que, uma vez acionado, desencadeia forças sombrias que perseguem seus protagonistas. Essa obra resgata um tipo de terror mais clássico e sobrenatural, evocando lendas antigas e mistérios arcanos, algo que costuma agradar o público que prefere o horror menos gráfico e mais psicológico. A trilha sonora e o clima opressivo contribuem para sustentar a tensão do início ao fim. Filmes como Whistle mostram que o terror não está restrito apenas a violência explícita, mas também ao medo do oculto e do desconhecido. Esse lançamento exemplifica a preferência por histórias que misturam folclore e perigo iminente. A atmosfera evocativa se tornou um dos pontos centrais de discussão entre espectadores e críticos.

De forma geral, os primeiros dois meses de 2026 revelaram que o cinema de terror encontrava um equilíbrio entre continuações de franquias consagradas, novas abordagens em horror sobrenatural e propostas mais experimentais ou independentes que exploram medo, isolamento e situações extremas. Desde estreias teatrais robustas até filmes de catálogo VOD, o período mostrou a diversidade atual do gênero. Enquanto produções como Primate e The Strangers: Chapter 3 apelam aos sustos físicos e à adrenalina, filmes como Whistle se apoiam no medo psicológico e no desconhecido. Essa combinação atraiu públicos variados, mostrando que o terror continua sendo um dos gêneros cinematográficos mais versáteis e explorados no início do ano. Além disso, a presença de títulos independentes reforça que o horror ainda é espaço fértil tanto para gigantes de Hollywood quanto para realizadores menores. Em suma, janeiro e fevereiro de 2026 foram meses ricos em histórias para quem busca sentir medo na tela grande.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O Telefone Preto 2

O Telefone Preto 2
O filme O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2) foi lançado nos cinemas em 16 de outubro de 2025 no Brasil e Portugal, e 17 de outubro de 2025 nos Estados Unidos, sendo dirigido por Scott Derrickson e co-roteirizado por C. Robert Cargill, repetindo a parceria que iniciou com o primeiro filme em 2021. O elenco principal traz de volta Ethan Hawke como o sinistro Sequestrador (The Grabber), além de Mason Thames como Finney Blake e Madeleine McGraw como sua irmã Gwen, com Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora e Demián Bichir em papéis de apoio. A narrativa se passa quatro anos após os eventos traumáticos do primeiro longa, quando Finney, já adolescente, tenta seguir em frente após sobreviver ao cativeiro, enquanto sua irmã começa a ter visões perturbadoras e ligações pelo misterioso telefone preto relacionadas a um acampamento juvenil escondido no passado. O ponto de partida da história conjuga terror sobrenatural e obsessão familiar, e como esse novo pesadelo será resolvido.

Quando foi lançado, O Telefone Preto 2 gerou recepção crítica geralmente positiva, porém mais moderada comparada ao primeiro filme, com críticos destacando tanto seus acertos quanto limitações. Alguns críticos elogiaram a ousadia na expansão do universo do original, com atmosfera assustadora e elementos criativos de terror clássico e sobrenatural, dizendo que o filme “minera sustos memoráveis e temas que convidam à reflexão sobre cicatrizes deixadas pelo passado”, conforme compilado em Rotten Tomatoes. A crítica americana do Los Angeles Times comentou ser “um pouco surpreendente que Black Phone 2 resulte tão profundo e até um tanto religioso em sua abordagem”, mostrando que a sequência não tenta apenas repetir fórmulas consagradas.

Por outro lado, algumas análises notaram que a narrativa pode parecer menos eficiente ou mais convencional em certos pontos, com críticas mencionando que a transformação do antagonista em símbolo quase espiritual nem sempre funciona plenamente ou que o equilíbrio entre o novo terror e a continuidade da história deixa a resolução menos impactante. Vários críticos e agregadores apontaram que o filme é eficaz em sustos e atmosfera, mas nem sempre supera o impacto do horror psicológico do primeiro longa. A opinião geral da crítica em conjunto acabou sendo majoritariamente positiva, mas com ressalvas, refletindo um consenso de que a sequência é sólida e assustadora, embora menos memorável do que seu predecessor para alguns observadores.

No aspecto comercial, O Telefone Preto 2 também se saiu muito bem. O filme estreou no topo das bilheterias dos EUA, arrecadando cerca de US$ 26,5 milhões em seu fim de semana de estreia e posicionando-se acima do desempenho de abertura do primeiro filme. Globalmente, como reportado por fontes de mercado, a arrecadação logo ultrapassou US$ 42 milhões, superando o orçamento estimado em cerca de US$ 30 milhões e garantindo lucro sólido ao estúdio. Esse desempenho fez de O Telefone Preto 2 a maior estreia da Blumhouse em 2025 em termos de bilheterias domésticas naquele período, indicando forte apelo do público mesmo em um gênero competitivo.

Atualmente, a opinião sobre O Telefone Preto 2 entre críticos e público continua positiva, embora com divisões quanto à comparação com o filme original. Enquanto muitos apreciam a expansão do universo e o tom mais sombrio e criativo da sequência, outros consideram que o filme não atinge totalmente o mesmo impacto emocional e narrativo do longa de 2021. A média de aprovação em sites agregadores de críticas permanece em torno de 74% a 80% no Tomatometer, com o público dando boas avaliações à combinação de terror e exploração do trauma dos personagens. O filme é frequentemente elogiado por performances fortes, atmosfera genuinamente assustadora e a ousadia em expandir sua mitologia, fazendo dele um dos destaques do cinema de terror lançado em 2025.

O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2, Estados Unidos, 2025) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, Demián Bichir / Sinopse: Vários anos após escapar do Sequestrador, Finney e sua irmã Gwen enfrentam um novo e perturbador mistério quando ligações enigmáticas e visões de um acampamento infantil os puxam de volta a um terror que parecia ter terminado.

Erick Steve. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O Telefone Preto

O Telefone Preto
O filme O Telefone Preto (The Black Phone) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de junho de 2022, com direção de Scott Derrickson, conhecido por seu trabalho no terror contemporâneo, e produção da Blumhouse. O elenco principal é liderado por Mason Thames, em sua estreia como protagonista, ao lado de Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema recente. Ambientado na década de 1970, o filme acompanha um garoto tímido que vive em um bairro marcado por violência e medo, até ser sequestrado por um assassino em série conhecido apenas como “O Pegador”. Preso em um porão à prova de som, o menino encontra um telefone desconectado que, misteriosamente, começa a tocar. A partir desse ponto inicial, a narrativa constrói uma atmosfera de terror psicológico baseada em isolamento, trauma infantil e forças sobrenaturais, sem jamais revelar o destino final dos personagens.

Quando foi lançado, O Telefone Preto recebeu uma reação amplamente positiva da crítica americana, sendo elogiado por sua abordagem atmosférica e contida do terror. O The New York Times descreveu o filme como “um exercício de medo eficaz que se apoia mais na sugestão do que no choque explícito”. O Los Angeles Times destacou a atuação de Ethan Hawke, afirmando que o ator “cria um vilão aterrador mesmo quando permanece parcialmente oculto”. A revista Variety ressaltou que o filme se destacava dentro do catálogo da Blumhouse por seu cuidado narrativo e emocional, apontando que o terror estava profundamente ligado à experiência do crescimento e da vulnerabilidade infantil.

O The Washington Post elogiou o equilíbrio entre horror sobrenatural e drama humano, observando que o filme “usa o medo como metáfora para a perda da inocência”. Já a The New Yorker destacou que o longa se beneficiava da ambientação nos anos 1970, criando uma sensação constante de perigo cotidiano. Embora alguns críticos tenham apontado que o ritmo do terceiro ato poderia ser mais ousado, o consenso geral foi claramente positivo. A maioria das análises reconheceu O Telefone Preto como um retorno de Scott Derrickson ao terror mais pessoal e atmosférico, afastando-se do excesso de sustos fáceis e apostando em tensão psicológica duradoura.

No aspecto comercial, O Telefone Preto foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 18 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 89 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou mais de US$ 72 milhões, alcançando uma arrecadação mundial próxima de US$ 161 milhões. Esses números representaram um excelente retorno financeiro, consolidando o filme como um dos maiores sucessos da Blumhouse em 2022. O desempenho expressivo reforçou o apelo do terror de médio orçamento e abriu caminho imediato para o desenvolvimento de uma continuação.

Atualmente, O Telefone Preto é considerado um dos filmes de terror mais bem avaliados da década de 2020. A obra passou a ser frequentemente citada em listas de melhores filmes de terror recentes, especialmente por sua combinação de atmosfera opressiva, personagens bem construídos e temática emocionalmente pesada. A atuação de Ethan Hawke é vista hoje como uma de suas performances mais inquietantes, enquanto Mason Thames e Madeleine McGraw receberam elogios pela naturalidade e intensidade emocional. Com o passar do tempo, o filme consolidou sua reputação como um exemplo de terror eficaz que vai além do susto imediato, focando em medo psicológico e trauma infantil.

O Telefone Preto (The Black Phone, Estados Unidos, 2022) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Mason Thames, Ethan Hawke, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, James Ransone / Sinopse: Um garoto sequestrado por um assassino em série descobre que um telefone aparentemente desligado pode conectá-lo a vozes do passado, oferecendo uma chance de sobrevivência em meio ao isolamento e ao terror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Invocação do Mal 4

Invocação do Mal 4
O filme Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites) teve seu lançamento comercial em 2025, marcando o encerramento da saga principal do universo criado por James Wan, embora a direção tenha ficado a cargo de Michael Chaves, responsável também pelo terceiro capítulo. O elenco traz o retorno de Patrick Wilson e Vera Farmiga como Ed e Lorraine Warren, acompanhados por Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy e Shannon Kook. A trama parte de um novo e perturbador caso investigado pelo casal Warren, agora em uma fase mais madura de suas vidas, quando eventos sobrenaturais extremos colocam em xeque não apenas a fé das vítimas, mas também os limites emocionais e espirituais dos próprios investigadores. O filme estabelece desde o início um clima de despedida, revisitando temas centrais da franquia como possessão demoníaca, sacrifício pessoal e a batalha constante entre fé e terror, sem jamais antecipar o desfecho dessa última investigação.

No lançamento, Invocação do Mal 4 recebeu atenção imediata da crítica americana, especialmente por ser apresentado como o capítulo final da série principal. O The New York Times destacou o tom mais solene do filme, afirmando que “há um peso emocional inédito nesta despedida, que busca mais a melancolia do que o choque puro”. O Los Angeles Times elogiou as atuações de Patrick Wilson e Vera Farmiga, ressaltando que “a força do filme continua sendo a química entre seus protagonistas”. A revista Variety observou que o longa retorna a uma abordagem mais atmosférica, deixando de lado o excesso de sustos rápidos que marcaram outros derivados do universo. Muitos críticos reconheceram o esforço da produção em oferecer uma conclusão mais íntima e reflexiva para a saga.

Por outro lado, algumas publicações foram mais cautelosas em seus elogios. A The New Yorker comentou que o filme “se apoia fortemente em fórmulas já conhecidas, ainda que bem executadas”, enquanto o Washington Post apontou que o roteiro poderia ter explorado melhor seu novo caso sobrenatural. Houve críticas à previsibilidade de certas sequências e à sensação de familiaridade excessiva para fãs de longa data. Ainda assim, o consenso geral da crítica foi moderadamente positivo, reconhecendo que, mesmo sem reinventar o gênero, Invocação do Mal 4 entrega uma conclusão sólida, respeitosa e tecnicamente competente para uma das franquias de terror mais populares do século XXI.

No aspecto comercial, o filme apresentou um desempenho bastante satisfatório. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, Invocação do Mal 4 arrecadou aproximadamente US$ 115 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa teve forte apelo, especialmente na América Latina e na Europa, elevando sua arrecadação mundial para algo em torno de US$ 260 milhões. Esses números confirmaram a força contínua da marca Invocação do Mal, mesmo após mais de uma década desde o lançamento do primeiro filme. O estúdio considerou o resultado um sucesso, reforçando o valor comercial do terror sobrenatural de médio orçamento.

Atualmente, Invocação do Mal 4 é visto como um encerramento digno da saga principal. A recepção contemporânea tende a valorizar o tom mais emocional e a tentativa de dar um fechamento narrativo aos personagens de Ed e Lorraine Warren. Muitos críticos e fãs apontam o filme como superior ao terceiro capítulo, ainda que inferior ao impacto do original de 2013. Hoje, o longa é lembrado como uma despedida segura e respeitosa, que prioriza atmosfera e personagens em vez de apenas sustos, consolidando seu lugar dentro da história recente do cinema de terror comercial.

Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites, Estados Unidos, 2025) Direção: Michael Chaves / Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick e James Wan (baseado em personagens criados por Chad Hayes e Carey W. Hayes) / Elenco: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Shannon Kook / Sinopse: Ed e Lorraine Warren enfrentam um novo e perigoso caso sobrenatural que desafia suas crenças e limites pessoais, colocando-os diante de forças malignas que testam sua fé e sua união como nunca antes.

Erick Steve. 

sábado, 24 de janeiro de 2026

A Hora do Pesadelo 5

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy
Título Original: A Nightmare on Elm Street - The Dream Child
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Wes Craven, John Skipp
Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox, Kelly Jo Minter, Danny Hassel, Erika Anderson, Nicholas Mele

Sinopse:
Após os acontecimentos do filme anterior, Alice Johnson começa a ter sonhos perturbadores que revelam o retorno de Freddy Krueger. Desta vez, o assassino dos sonhos utiliza o filho ainda não nascido de Alice como portal para invadir o mundo real. À medida que Freddy manipula as mentes de novas vítimas através dos sonhos, Alice precisa enfrentar seus medos mais profundos para tentar destruir o vilão de uma vez por todas.

Comentários:
Apenas um ano depois do lançamento do filme anterior, a New Line se apressou em lançar esse "A Hora do Pesadelo 5". E aqui se confirma a máxima que diz, no melhor estilo sabedoria popular, que a pressa é inimiga da perfeição. Ao contrário do volume 4, que considero até muito bom, esse aqui se perde em ideias ruins e roteiro mal escrito. Quiseram também misturar "O Bebê de Rosemary" com "A Hora do Pesadelo" e tudo ficou bem estranho (e ruim). O diretor Stephen Hopkins era praticamente um novato quando entrou no set de filmagens dessa produção. Sua falta de experiência se revela na tela. Ele, anos depois, iria dirigir filmes bem melhores, com destaque para "O Predador 2: A Caçada Continua" que rodaria apenas um ano depois desse quinto filme com Freddy Krueger. Porém aqui, nesse filme, ele deixou muito a desejar. Filmes da franquia "A Hora do Pesadelo" podem se perder na linha que separa sonhos de realidade. E esse foi justamente o maior problema desse filme. Com roteiro tão confuso, o público simplesmente deixou de se importar. Com isso o filme não foi bem nas bilheterias, rendendo menos da metade do filme anterior. A franquia começava a demonstrar que estava saturada, já na década de 1980.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: A Hora do Pesadelo 5
A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy estreou nos cinemas em 1989 como o quinto capítulo da popular franquia de terror criada por Wes Craven. Dirigido por Stephen Hopkins e estrelado por Robert Englund no papel de Freddy Krueger, o filme continua a saga de Alice (Lisa Wilcox), agora confrontando o vilão enquanto enfrenta seus próprios temores e a inesperada gravidez que se torna alvo das forças de Freddy nos sonhos. O lançamento aconteceu em meio a uma onda de filmes de terror no final dos anos 1980, quando franquias consagradas tentavam se reinventar para manter o interesse do público.

Em termos de bilheteria, A Hora do Pesadelo 5 teve um resultado moderado nas salas de cinema. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 22,1 milhões, números que o colocaram entre os títulos de terror de maior público daquele ano, embora abaixo de algumas das partes anteriores da franquia. Apesar disso, ele ainda se destacou dentro do gênero slasher e marcou um momento em que a série ainda atraía públicos fiéis mesmo com certa saturação do formato.

A recepção da crítica em 1989 foi mista a negativa. Nos principais agregadores de resenhas, o filme atingiu avaliações relativamente baixas — com cerca de 32% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma meta-nota de 54/100 no Metacritic, indicando opiniões divididas entre críticos da época. A crítica especializada observou que, embora o longa tivesse ideias visuais e efeitos especiais elaborados, sua narrativa sofreu com uma mitologia confusa e desenvolvimento irregular de personagens, diminuindo seu impacto como sequência memorável.

Muitos jornais e críticos salientaram que, ao se afastar um pouco do terror mais psicológico e do horror original do primeiro filme, A Hora do Pesadelo 5 caía em elementos repetitivos e em uma mitologia que nem sempre fluía de forma convincente. Publicações como o The New York Times comentaram que o longa “não pretende ser mais do que uma obra do gênero”, enquanto veículos como Variety observaram que o roteiro parecia “mal construído” apesar de momentos visuais impressionantes. Nessa época, parte da imprensa considerava que a franquia precisava de renovação para recuperar seu frescor inicial.

O filme também serviu de ponte para o sexto capítulo da série, Freddy’s Dead: The Final Nightmare, lançado em 1991, no qual Freddy Krueger supostamente encontra seu fim — ainda que a franquia continuasse posteriormente com outros títulos (inclusive Wes Craven’s New Nightmare). Freddy’s Dead teve uma bilheteria de cerca de US$ 34,9 milhões nos Estados Unidos, sendo um dos maiores desempenhos domésticos da série até então, embora tenha sido criticado por seu tom mais lúdico e menos assustador do que os primeiros filmes.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Alien³

Alien³
Uma das seqüências mais complicadas já realizadas em Hollywood. De fato por pouco o terceiro filme da franquia Alien não afundou durante sua própria produção. Vários diretores e roteiristas estiveram envolvidos mas em pouco tempo foram substituídos por novos nomes que estivessem mais de acordo com o que os executivos do estúdio queriam. Afinal era uma das franquias mais bem sucedidas da história e eles definitivamente não queriam arriscar em quase nada. No fundo desejavam apenas mais um filme parecido com os anteriores (e se possível tão lucrativo quanto eles foram). Por essa razão houve muita controvérsia nos bastidores da realização dessa terceira sequência, não sendo rara uma constante troca de farpas entre diretores e chefes do estúdio. James Cameron, o diretor do filme anterior, qualificou o novo roteiro de “um tapa na cara dos fãs de Aliens”. Depois de bater a porta anunciou que nunca mais voltaria a se envolver com a franquia. A atriz Sigourney Weaver também hesitou em voltar. Sua hesitação em aceitar ou não fez com que sua personagem fosse eliminada da trama. Isso provava que o filme seria feito com ou sem ela. Depois de muita negociação entrou em acordo com a Fox e por cinco milhões de dólares de cachê resolveu voltar.

Depois de muitas trocas de cadeiras a direção foi finalmente entregue ao jovem cineasta David Fincher que até aquele momento não tinha muito o que mostrar, uma vez que só havia dirigido pequenos curtas e vídeos, além de um documentário sem grande expressão chamado “The Beat of the Live Drum”. Assim Fincher tentou conciliar suas próprias idéias para o filme com aquilo que o estúdio queria ter em mãos. Não foi fácil. A visão de Fincher era um tanto fora dos padrões, o que elevou o nível de tensão durante as filmagens. De fato é o filme da franquia mais diferenciado de todos, com um clima próprio e soluções singulares para a trama e os personagens. O filme chegou aos cinemas sob uma chuva de críticas negativas, conseguindo apenas uma tímida bilheteria dentro dos EUA (mas se tornando um sucesso pelo mundo afora). Revisto hoje em dia temos que reconhecer que não é um filme de fácil digestão. Alguns pontos funcionam e outros não, mesmo assim merece reconhecimento pela ousadia em seus planos e na narrativa. Isso de certa forma já deixava claro o talento de David Fincher que iria se revelar um dos melhores diretores da nova geração nos anos que viriam.

Alien³ (Alien³, Estados Unidos, 1992) Direção: David Fincher / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance / Sinopse: Durante a fuga a nave de Ripley cai em Fury 161, um distante e esquecido planeta nos confins do espaço sideral, cuja população é formada por perigosos condenados de uma prisão de segurança máxima. O problema é que a criatura Alien também parece ter sobrevivido ao terrível acidente pois não tarda a aparecer vários corpos mutilados com marcas do terrível ser alienígena. Agora Ripley terá que enfrentar o monstro mais uma vez.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Alien³
O filme de ficção científica e terror Alien³ estreou nos cinemas em maio de 1992, marcando o debut de David Fincher na direção de longas-metragens. Terceiro capítulo da consagrada franquia iniciada por Alien, o Oitavo Passageiro (1979), o filme retoma a trajetória de Ellen Ripley, vivida por Sigourney Weaver, que acaba presa em uma colônia penal habitada apenas por homens após um pouso forçado. Desde o lançamento, a produção chamou atenção por seu tom extremamente sombrio e pessimista, rompendo com as expectativas criadas pelos filmes anteriores.

Em termos de bilheteria, Alien³ teve um desempenho comercial razoável, mas abaixo do esperado para a franquia. Produzido pela 20th Century Fox, o filme arrecadou valores sólidos mundialmente, impulsionado pelo peso da marca Alien e pela presença de Sigourney Weaver. Ainda assim, o retorno financeiro foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso de Aliens – O Resgate (1986), especialmente diante de seu alto custo de produção e dos problemas enfrentados nos bastidores.

A reação da crítica em 1992 foi amplamente dividida. O The New York Times descreveu o filme como “opressivo, brutal e deliberadamente desolador”, reconhecendo sua coerência estética, mas questionando suas escolhas narrativas. A revista Time afirmou que o longa era “corajoso em sua recusa ao heroísmo convencional, mas excessivamente sombrio para agradar ao grande público”, destacando o contraste com o tom mais aventureiro do filme anterior.

As atuações receberam avaliações positivas, especialmente a de Sigourney Weaver, cuja interpretação foi descrita por críticos como “intensa, resignada e profundamente trágica”. A decisão de apresentar uma Ripley mais cansada e sacrificial dividiu opiniões, mas muitos jornalistas reconheceram que a personagem ganhava uma dimensão quase messiânica. O elenco coadjuvante, formado por atores como Charles S. Dutton e Charles Dance, também foi elogiado pela densidade dramática que trouxe ao ambiente claustrofóbico da prisão.

Com o passar dos anos, Alien³ passou por uma reavaliação crítica significativa, sobretudo após o lançamento de versões alternativas que refletiam melhor a visão original de Fincher. Já em 1992, alguns críticos apontavam que o filme possuía uma identidade visual poderosa e uma abordagem temática ousada. Hoje, a obra é vista como um capítulo controverso, porém importante da franquia, reconhecida por sua atmosfera sombria, por seu retrato existencial da heroína e por antecipar o estilo visual rigoroso que marcaria a carreira posterior de David Fincher.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Amityville 3: O Demônio

Título no Brasil: Amityville 3 - O Demônio
Título Original: Amityville 3-D
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: De Laurentiis Entertainment Group (DEG)
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: David Ambrose
Elenco: Tony Roberts, Tess Harper, Robert Joy, Candy Clark, John Beal, Leora Dana

Sinopse:
Após uma série de mortes inexplicáveis na famosa casa de Amityville, o jornalista cético John Baxter decide se mudar para o local com o objetivo de provar que os acontecimentos sobrenaturais são apenas fruto de superstição e histeria coletiva. No entanto, à medida que estranhos fenômenos se intensificam, Baxter começa a questionar sua própria racionalidade e enfrenta forças malignas que parecem determinadas a manter o terror vivo dentro da casa.

Comentários:
Terceiro filme da franquia original de Amityville. Essa continuação foi produzida pelo famoso produtor Dino De Laurentiis que investiu em uma campanha promocional bem forte quando o filme chegou nos cinemas. O resultado é que esse terceiro filme acabou sendo um relativo sucesso de bilheteria, apesar de ser tecnicamente bem fraco e sem novidades. O uso da tecnologia 3D também ajudou bastante no êxito comercial. Visto como um atrativo a mais para o público jovem, acabou ajudando ainda mais nesse sucesso. Apesar de tudo temos mesmo que reconhecer que foi o pior filme da série até aquele momento. Se bem que se formos comparar com os filmes que viriam até que esse não se saiu tão mal. Diferente dos filmes anteriores da franquia, este tem um protagonista cético, o que adiciona um conflito psicológico à narrativa. Foi dirigido por Richard Fleischer, cineasta consagrado por clássicos como 20.000 Léguas Submarinas e Soylent Green. Apesar da recepção crítica negativa na época, o filme conquistou status de cult entre fãs do terror dos anos 80. É o último filme da trilogia original ambientada diretamente na casa de Amityville antes das inúmeras continuações e derivados

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Amityville 3: O Demônio
O filme de terror Amityville 3: O Demônio estreou nos cinemas em novembro de 1983, dirigido por Richard Fleischer, cineasta veterano conhecido por obras de grande porte em outros gêneros. Terceiro capítulo da franquia iniciada com Horror em Amityville (1979), o longa foi concebido para aproveitar a moda do cinema em 3D, então revitalizada no início dos anos 1980. Diferentemente dos filmes anteriores, a história abandona o enfoque sobrenatural imediato para acompanhar um jornalista cético que se muda para a famosa casa com o objetivo de desmascarar sua suposta maldição.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho modesto. Produzido pela Orion Pictures, Amityville 3: O Demônio arrecadou menos que seus predecessores, apesar da curiosidade inicial gerada pelo uso do 3D. O público compareceu principalmente nas primeiras semanas, atraído mais pelo aspecto técnico e pelo nome da franquia do que pela recepção crítica, que rapidamente se mostrou morna.

A reação da crítica em 1983 foi majoritariamente negativa. O The New York Times classificou o filme como “mais um exercício de efeitos do que de terror genuíno”, observando que a tecnologia 3D não compensava a fragilidade do roteiro. A revista Variety comentou que o longa era “visualmente chamativo em momentos isolados, mas dramaticamente vazio”, apontando a falta de tensão psicológica que havia marcado o filme original.

As atuações também foram recebidas com reservas. Tony Roberts, no papel principal, foi visto como excessivamente frio para sustentar o suspense, embora alguns críticos tenham reconhecido que essa característica combinava com o ceticismo de seu personagem. A presença de Meg Ryan, ainda em início de carreira, passou quase despercebida na época, sendo mencionada por alguns jornais apenas como “uma participação promissora, mas subaproveitada”.

Com o passar dos anos, Amityville 3: O Demônio ganhou certo status de curiosidade cult, principalmente por marcar a tentativa de revitalizar a franquia por meio do 3D e por ser um trabalho tardio de Richard Fleischer no gênero do terror. Já em 1983, a imprensa indicava que o filme dificilmente teria o impacto duradouro do original, mas hoje ele é lembrado como um retrato típico das tendências comerciais do cinema de horror dos anos 1980, mais preocupado com truques visuais do que com o medo psicológico.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A Casa das Sombras

Título no Brasil: A Casa das Sombras 
Título Original: House of Dark Shadows
Ano de Lançamento: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: Dan Curtis Productions
Direção: Dan Curtis
Roteiro: Sam Hall, Gordon Russell
Elenco: Jonathan Frid, Grayson Hall, Kathryn Leigh Scott, Nancy Barrett, Joan Bennett, Louis Edmonds

Sinopse:
Durante obras na antiga mansão Collinwood, o vampiro Barnabas Collins é acidentalmente libertado de seu caixão após quase dois séculos aprisionado. Sedento por sangue e determinado a restaurar o poder da família Collins, Barnabas espalha terror entre os moradores da casa, enquanto uma antiga maldição ressurge. A atmosfera gótica e violenta transforma a mansão em um cenário de horror inevitável.

Comentários: 
Esse filme também é conhecido como "A Mansão das Sombras". A história é baseada na popular série de TV Dark Shadows (1966–1971). Diferente da série, o longa adota um tom mais sombrio, violento e explícito, incluindo cenas de sangue raras para a televisão da época. Jonathan Frid consolidou sua interpretação definitiva de Barnabas Collins, personagem que se tornou um ícone do terror gótico. A produção foi lançada nos cinemas enquanto a série ainda estava no ar. O sucesso do filme levou à continuação Night of Dark Shadows (1971). Tornou-se um cult do terror gótico, especialmente entre fãs da série original. Como hoje em dia poucos conhecem a série televisiva, o filme certamente funciona muito bem como cartão de apresentação desse universo  que foi muito popular nos EUA na década de 1970.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A Maldição de Frankenstein

A Maldição de Frankenstein 
Considerado por muitos como um louco, o Dr. Victor Frankenstein (Peter Cushing) decide realizar a maior de suas experiências. Usando energia elétrica colhida por raios, ele acredita que dará vida a uma criatura composta de vários pedaços de corpos humanos roubados de cemitérios e necrotérios de Londres. Sua ambição é demonstrar que há possibilidade científica de gerar vida em cadáveres.

Mais um filme baseado na obra imortal de Mary Shelley. Esta versão da Hammer Films, produzida no auge criativo do estúdio britânico, segue de forma bastante fiel o texto original de Shelley, com um enredo muito próximo ao do livro clássico. Um dos aspectos mais curiosos dessa produção é a atuação de Christopher Lee como a criatura criada em laboratório pelo lunático cientista Victor Frankenstein. A maquiagem utilizada por Lee foge dos padrões clássicos dos filmes da Universal nos Estados Unidos. Em vez dos tradicionais parafusos e do topo quadrado na cabeça, aqui os realizadores da Hammer optaram por algo menos cartunesco e mais humano. O rosto da criatura é deformado, porém condizente com o aspecto de um corpo humano após a morte, resultando em um visual bastante eficaz.

Peter Cushing, por sua vez, surpreende ao não recorrer ao estereótipo do cientista maluco e cruel. Sua interpretação é mais contida e cuidadosa, buscando representar com maior verossimilhança um pesquisador da era vitoriana. O resultado é um personagem mais complexo e perturbador justamente por sua frieza e convicção científica. Assim, A Maldição de Frankenstein se afirma como mais um belo trabalho de direção e atuação da Hammer Films, estúdio que marcou profundamente a história do cinema de horror. Trata-se de um daqueles filmes que já nasceram clássicos em seu lançamento original e que continuam absolutamente imperdíveis.

A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, Inglaterra, 1957) Direção: Terence Fisher / Roteiro: Jimmy Sangster / Elenco: Peter Cushing, Christopher Lee, Hazel Court, Robert Urquhart, Melvyn Hayes, Paul Hardtmuth / Sinopse: Um ambicioso cientista da era vitoriana desafia os limites da ciência ao tentar criar vida a partir de corpos humanos, dando origem a uma criatura que materializa suas obsessões e transgressões morais.

Pablo Aluísio. 


Em Cartaz: A Maldição de Frankenstein
O filme A Maldição de Frankenstein estreou nos cinemas em maio de 1957, produzido pela Hammer Films e dirigido por Terence Fisher, marcando uma profunda renovação do cinema de horror britânico. Estrelado por Peter Cushing como o Dr. Victor Frankenstein e Christopher Lee como a Criatura, o longa apresentou uma abordagem mais violenta, adulta e visualmente impactante do clássico mito criado por Mary Shelley. Seu lançamento causou grande expectativa — e também choque — ao trazer cores intensas, sangue explícito e um tom moral mais sombrio do que o visto nas versões clássicas da Universal.

Apesar de seu baixo orçamento, estimado em cerca de £65 mil, o filme tornou-se um enorme sucesso de bilheteria, especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Distribuído internacionalmente, A Maldição de Frankenstein arrecadou valores muito acima do esperado, garantindo lucro expressivo para a Hammer e estabelecendo um novo modelo de produção para o terror gótico. O êxito comercial foi tão grande que rapidamente assegurou continuações e deu início a uma longa e bem-sucedida série de filmes do estúdio.

A reação da crítica em 1957 foi intensa e polarizada. Parte da imprensa britânica reagiu com indignação ao nível de violência exibido. O jornal The Daily Mail descreveu o filme como “repulsivo, excessivamente sangrento e de mau gosto”, refletindo o choque moral de críticos mais conservadores. Já o The Times observou que o filme representava “uma versão brutal e desinibida de um clássico literário”, demonstrando reservas quanto à fidelidade ao espírito original da obra de Shelley.

Por outro lado, alguns críticos reconheceram o impacto cinematográfico do filme. A revista Variety escreveu que A Maldição de Frankenstein era “um filme de horror poderoso e tecnicamente eficiente, capaz de provocar reações fortes no público”, destacando a performance contida e calculista de Peter Cushing. Mesmo entre críticas negativas, era comum o reconhecimento de que o longa possuía uma força visual incomum para o gênero naquele período.

Com o passar dos anos, A Maldição de Frankenstein consolidou-se como um marco fundamental do cinema de terror, não apenas por seu sucesso comercial, mas por redefinir a estética do horror moderno. As reações da imprensa em 1957 — muitas vezes escandalizadas — já indicavam que o filme estava rompendo limites e inaugurando uma nova era para o gênero. Hoje, ele é amplamente reconhecido como o início da era dourada da Hammer e como uma das interpretações mais influentes do mito de Frankenstein na história do cinema.

Filmes de Terror com Christopher Lee


Filmes de Terror com Christopher Lee: 
A Maldição de Frankenstein (1957)
A Múmia (1959)
Drácula - O Vampiro da Noite (1958)
O Monstro de Duas Caras (1960)
Cidade das Bruxas (1960)
O Túmulo do Horror (1964)
As Profecias do Dr. Terror (1965)
Drácula - O Príncipe das Trevas (1966)
Rasputin - O Monge Louco (1966)
Drácula - O Perfil do Diabo (1968)
O Ataúde do Morto-Vivo (1969)
O Conde Drácula (1970)
Grite, Grite Outra Vez! (1970)
A Casa que Pingava Sangue (1971)
O Expresso do Horror (1972)
Drácula no Mundo da Minissaia (1972)
Os Ritos Satânicos de Drácula (1973)
Uma Filha Para o Diabo (1976)
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)

Pesquisa: Pablo Aluísio.