quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City

Título no Brasil: Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City
Título Original: Resident Evil: Welcome to Raccoon City
Ano de Lançamento: 2021
País: Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido
Estúdio: Constantin Film 
Direção: Johannes Roberts
Roteiro: Johannes Roberts
Elenco: Kaya Scodelario, Hannah John-Kamen, Robbie Amell, Tom Hopper, Avan Jogia, Donal Logue, Neal McDonough, Lily Gao e Marina Mazepa.

Sinopse: 
Em 1998, Raccoon City é uma cidade em decadência depois que a poderosa Umbrella Corporation abandona suas instalações na região. Claire Redfield retorna à cidade para investigar os acontecimentos envolvendo a empresa e tentar descobrir a verdade sobre o desaparecimento de várias pessoas. Seu irmão, Chris Redfield, trabalha como policial e integra a equipe dos S.T.A.R.S., que recebe a missão de investigar acontecimentos estranhos na propriedade Spencer. Enquanto isso, Jill Valentine e Albert Wesker também são envolvidos na investigação. Aos poucos, os personagens descobrem que os experimentos realizados pela Umbrella Corporation provocaram uma terrível catástrofe. O vírus liberado nas instalações começa a transformar pessoas em criaturas violentas e ameaça toda a população. Claire, Chris, Jill, Wesker e Leon S. Kennedy precisam atravessar uma cidade tomada pelo caos enquanto procuram uma maneira de sobreviver. A investigação leva os personagens à Mansão Spencer e aos laboratórios subterrâneos da Umbrella, onde eles descobrem a verdadeira dimensão do desastre.

Comentários: 
Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City representa uma tentativa de reiniciar no cinema a franquia baseada nos famosos jogos da Capcom. Diferentemente dos seis filmes protagonizados por Milla Jovovich, esta produção abandona a personagem Alice e procura adaptar diretamente elementos dos dois primeiros jogos da série. Johannes Roberts escreveu e dirigiu o filme com a intenção de aproximá-lo do clima de horror e sobrevivência dos videogames. Kaya Scodelario interpreta Claire Redfield, enquanto Robbie Amell assume o papel de Chris Redfield. Hannah John-Kamen interpreta Jill Valentine, Tom Hopper vive Albert Wesker e Avan Jogia aparece como Leon S. Kennedy. Donal Logue e Neal McDonough também participam como o chefe Brian Irons e o cientista William Birkin, respectivamente. A produção recria ambientes bastante conhecidos pelos jogadores, principalmente a Mansão Spencer, a delegacia de Raccoon City e os laboratórios da Umbrella. Com 107 minutos de duração, o filme estreou em novembro de 2021 e recebeu classificação R nos Estados Unidos.

A recepção crítica foi bastante dividida, com elogios principalmente à tentativa de ser mais fiel aos jogos, mas críticas ao roteiro, aos efeitos visuais e a algumas escolhas do elenco. O filme teve orçamento estimado em US$ 25 milhões e arrecadou aproximadamente US$ 41,9 milhões mundialmente, resultado considerado insuficiente para estabelecer uma nova série cinematográfica. Apesar do desempenho comercial modesto, a produção ganhou atenção entre os fãs por recuperar personagens, locais e situações diretamente reconhecíveis dos primeiros jogos. A combinação da Mansão Spencer com a delegacia de Raccoon City cria uma atmosfera mais próxima do horror de sobrevivência que marcou a franquia nos videogames. A presença de criaturas como os zumbis, cães infectados e outras experiências da Umbrella também reforça essa ligação. O filme acabou funcionando como um reboot independente, mas não recebeu uma continuação imediata. Atualmente, Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City permanece como uma curiosa tentativa de aproximar os filmes dos jogos originais, especialmente por apresentar novamente personagens como Claire, Chris, Jill, Leon e Wesker.

Erick Steve.

Resident Evil 6: O Capítulo Final

Título no Brasil: Resident Evil 6: O Capítulo Final
Título Original: Resident Evil: The Final Chapter
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos, Alemanha e Canadá
Estúdio: Constantin Film 
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Iain Glen, Shawn Roberts, Ruby Rose, Eoin Macken, William Levy, Fraser James, Rola, Lee Joon-gi e Ever Anderson.

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 5: Retribuição, Alice retorna a Raccoon City para participar da batalha definitiva contra a Umbrella Corporation. A humanidade está praticamente à beira da extinção, e o T-vírus continua transformando sobreviventes em zumbis e outras criaturas monstruosas. Alice descobre que existe uma última chance de impedir a destruição completa da humanidade: voltar ao local onde tudo começou, o complexo subterrâneo conhecido como Colmeia. Antes de chegar lá, porém, ela precisa atravessar uma cidade devastada e enfrentar hordas de criaturas, armadilhas e soldados da Umbrella. Ao lado de Claire Redfield e de outros sobreviventes, Alice descobre novos segredos sobre a origem do vírus e sobre sua própria história. A batalha também coloca novamente frente a frente Alice e o Dr. Alexander Isaacs, um dos principais responsáveis pelo desastre. Durante a missão, Alice começa a descobrir verdades sobre seu passado que mudam completamente aquilo que acreditava saber sobre si mesma. A luta final dentro da Colmeia se transforma, assim, não apenas em uma batalha pela sobrevivência, mas também na conclusão da guerra iniciada no primeiro filme.

Comentários: 
Resident Evil 6: O Capítulo Final encerra a série de filmes protagonizada por Milla Jovovich como Alice e marca o retorno de Paul W. S. Anderson à direção. A produção procura reunir elementos apresentados ao longo dos cinco filmes anteriores e levar a história novamente ao lugar onde tudo começou. Milla Jovovich retorna ao papel principal, enquanto Ali Larter ganha grande importância como Claire Redfield. Iain Glen volta como Dr. Isaacs, e Shawn Roberts retorna como Albert Wesker. Entre as novidades estão Ruby Rose, Eoin Macken e William Levy, além de Ever Anderson, filha de Milla Jovovich e Paul W. S. Anderson, interpretando a jovem Alicia Marcus e a Rainha Vermelha. O filme foi rodado principalmente na África do Sul e utiliza uma fotografia escura e movimentada, característica da franquia. Com aproximadamente 107 minutos de duração, a produção aposta principalmente em ação, horror, perseguições e batalhas contra zumbis e criaturas mutantes. Embora tenha sido lançado no Japão em dezembro de 2016, sua estreia nos Estados Unidos ocorreu em janeiro de 2017.

A recepção crítica continuou dividida, mas o filme teve um desempenho comercial muito expressivo. No Rotten Tomatoes, The Final Chapter registra atualmente 39% de aprovação da crítica, e o consenso considera que o filme pode parecer caótico para quem não acompanha a franquia, embora ofereça uma conclusão bastante movimentada para os fãs. Comercialmente, porém, foi um grande sucesso: arrecadou aproximadamente US$ 312,2 milhões em todo o mundo, diante de um orçamento estimado em US$ 40 milhões, tornando-se o filme de maior bilheteria da série de Alice. A produção também procura finalmente explicar alguns dos grandes mistérios da franquia e revelar a verdadeira ligação de Alice com Alicia Marcus, a origem do vírus e a Umbrella Corporation. Mesmo recebendo críticas principalmente pelo excesso de ação e pela montagem acelerada, o longa conseguiu entregar ao público uma conclusão definitiva para a história iniciada em 2002. Com isso, Resident Evil: O Capítulo Final encerrou uma das franquias cinematográficas de terror e ação mais duradouras do século XXI e deixou Alice como uma das personagens femininas mais reconhecidas do gênero.

Erick Steve. 

Resident Evil 5: Retribuição

Título no Brasil: Resident Evil 5: Retribuição
Título Original: Resident Evil: Retribution
Ano de Lançamento: 2012
País: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá e França
Estúdio: Constantin Film 
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Sienna Guillory, Kevin Durand, Li Bingbing, Johann Urb, Boris Kodjoe, Shawn Roberts, Colin Salmon, Aryana Engineer e Oded Fehr.

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 4: Recomeço, Alice é capturada pela Umbrella Corporation e levada para uma gigantesca instalação subterrânea localizada em uma região gelada. O complexo funciona como um enorme laboratório destinado a testar o vírus T e estudar diferentes situações de infecção. Durante os experimentos, Alice descobre que várias versões clonadas dela e de outras pessoas foram utilizadas pela Umbrella em experiências para reproduzir diferentes cenários de contaminação. Quando consegue escapar, ela encontra antigos aliados e personagens conhecidos, entre eles Ada Wong, Leon Kennedy, Barry Burton e Luther West. Enquanto tenta compreender o que está acontecendo, Alice precisa enfrentar hordas de zumbis, criaturas mutantes e soldados controlados pela organização. Entre os inimigos está Jill Valentine, que agora está sob o controle da Umbrella e se transforma em uma perigosa adversária. A missão de Alice passa a ser escapar da instalação e chegar à superfície para impedir que a humanidade seja definitivamente destruída.

Comentários: 
Resident Evil 5: Retribuição é o quinto filme da franquia protagonizada por Milla Jovovich e novamente foi escrito e dirigido por Paul W. S. Anderson. A produção aposta ainda mais nas grandes sequências de ação e nos efeitos visuais, utilizando cenários futuristas, criaturas mutantes, tiroteios e combates em larga escala. Um dos principais atrativos para os fãs dos videogames foi a introdução de personagens importantes da série que ainda não haviam aparecido no cinema, como Leon S. Kennedy, Ada Wong e Barry Burton. Michelle Rodriguez também retorna em um papel diferente, participando da história como uma das versões utilizadas nos experimentos da Umbrella. Sienna Guillory retorna como Jill Valentine, agora controlada pela organização e transformada em uma das principais adversárias de Alice. O filme foi lançado em 14 de setembro de 2012, com aproximadamente 96 minutos de duração, e recebeu versões em 2D, 3D e IMAX 3D. O orçamento foi estimado em US$ 65 milhões.

A recepção crítica foi bastante negativa, principalmente em relação ao roteiro e ao desenvolvimento dos personagens, embora as cenas de ação, o 3D e os efeitos visuais tenham recebido alguns elogios. O Rotten Tomatoes registra atualmente 28% de aprovação entre os críticos, com o consenso apontando que o filme oferece cenas de ação estilizadas, mas pouco além disso. Apesar das críticas, Retribuição teve excelente desempenho comercial, arrecadando aproximadamente US$ 240 milhões em todo o mundo e mantendo a franquia como uma das séries de terror e ação mais lucrativas daquele período. A produção também serviu para aproximar ainda mais os filmes dos videogames, principalmente pela inclusão de Leon, Ada e Barry. Visualmente, o filme procura funcionar como uma grande atração de ação, com perseguições e lutas coreografadas em ambientes criados para os experimentos da Umbrella. Mesmo com suas limitações narrativas, Resident Evil 5: Retribuição é importante dentro da série por preparar diretamente os acontecimentos de Resident Evil 6: O Capítulo Final e ampliar a escala da batalha de Alice contra a Umbrella Corporation

Erick Steve. 

Resident Evil 4: Recomeço

Título no Brasil: Resident Evil 4: Recomeço
Título Original: Resident Evil: Afterlife
Ano de Lançamento: 2010
País: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Canadá
Estúdio: Constantin Film / Davis Films / Impact Pictures
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller, Kim Coates, Shawn Roberts, Boris Kodjoe, Spencer Locke, Sergio Peris-Mencheta, Sienna Guillory e Ray Olubowale.

Sinopse: 
Em um mundo devastado pelo vírus T, que transformou grande parte da população em criaturas agressivas, Alice continua sua luta contra a Umbrella Corporation e procura sobreviventes espalhados pelo planeta. Depois de atacar uma instalação da Umbrella em Tóquio, ela parte para Los Angeles, onde acredita existir um local seguro chamado Arcadia. Ao chegar à cidade, porém, descobre que o lugar está praticamente destruído e tomado por milhares de mortos-vivos. Alice encontra um pequeno grupo de sobreviventes refugiado em uma prisão abandonada, entre eles Claire Redfield, que perdeu parte da memória, e Luther West, responsável pela liderança do grupo. Pouco depois, Alice descobre que Chris Redfield, irmão de Claire e antigo prisioneiro, também está no local. Juntos, eles precisam enfrentar hordas de zumbis e uma criatura gigantesca conhecida como o Carrasco. Enquanto procuram uma maneira de escapar, percebem que a suposta Arcadia pode esconder informações importantes sobre os planos da Umbrella. Alice então decide continuar sua batalha contra Albert Wesker, o poderoso dirigente da organização, enquanto tenta proteger os sobreviventes que encontrou.

Comentários: 
Resident Evil 4: Recomeço é o quarto filme da franquia cinematográfica baseada livremente nos jogos da Capcom e marcou o retorno de Paul W. S. Anderson à direção, depois de ter escrito os capítulos anteriores. A produção também representou uma mudança visual importante, pois foi o primeiro filme da série a ser filmado em 3D. Milla Jovovich retorna como Alice, agora ainda mais experiente na luta contra a Umbrella, enquanto Ali Larter ganha maior importância como Claire Redfield. Uma das principais novidades foi a introdução de Chris Redfield, interpretado por Wentworth Miller, personagem central da série de videogames que até então não havia aparecido nos filmes. Boris Kodjoe também se destaca como Luther West, líder dos sobreviventes refugiados na prisão. O longa aposta principalmente em ação, tiroteios, criaturas monstruosas e sequências elaboradas de combate, aproximando-se visualmente de alguns elementos dos jogos. A fotografia de Glen MacPherson e o uso do 3D foram importantes para criar uma experiência mais espetacular e grandiosa. Com aproximadamente 97 minutos de duração, o filme chegou aos cinemas americanos em 10 de setembro de 2010 e ao Brasil em 17 de setembro.

A recepção crítica continuou bastante negativa, repetindo a divisão existente nos capítulos anteriores, embora o público tenha demonstrado grande interesse pela produção. No Rotten Tomatoes, o filme apresenta atualmente apenas 21% de aprovação da crítica, com avaliações que criticaram principalmente o roteiro, os personagens e a dependência excessiva das sequências de ação. Por outro lado, o filme obteve um excelente resultado comercial e arrecadou aproximadamente US$ 300 milhões mundialmente, tornando-se um dos maiores sucessos financeiros da franquia naquele momento. A história também foi importante por introduzir Chris Redfield no universo cinematográfico e por aproximar ainda mais os filmes de alguns elementos visuais e personagens conhecidos dos videogames. As cenas envolvendo o Carrasco e o combate contra os zumbis dentro da prisão estão entre as sequências mais lembradas pelos fãs. Mesmo com suas limitações, Resident Evil 4: Recomeço ajudou a revitalizar a franquia depois de A Extinção e estabeleceu as bases para os filmes seguintes. Para os admiradores de Milla Jovovich e da série de ação e terror, permanece como um dos capítulos mais populares da saga cinematográfica.

Erick Steve. 

Resident Evil 3: A Extinção

Título no Brasil: Resident Evil 3: A Extinção
Título Original: Resident Evil: Extinction
Ano de Lançamento: 2007
País: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Canadá
Estúdio: Constantin Film / Impact Pictures / Davis Films / Screen Gems
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Oded Fehr, Ali Larter, Iain Glen, Ashanti, Mike Epps, Spencer Locke, Christopher Egan, Matthew Marsden, Linden Ashby e Jason O'Mara

Sinopse: 
Depois dos acontecimentos de Resident Evil 2: Apocalipse, o vírus T se espalhou por grande parte do mundo, transformando cidades inteiras em territórios devastados e dominados por zumbis. Alice continua sendo perseguida pela Umbrella Corporation, que utiliza seu DNA em experiências destinadas a compreender e controlar os efeitos do vírus. Enquanto isso, um grupo de sobreviventes liderado por Claire Redfield atravessa o deserto de Nevada em busca de segurança e recursos. Alice reencontra antigos companheiros, entre eles Carlos Olivera e L.J., e decide juntar-se ao grupo durante a viagem. A situação se torna ainda mais perigosa quando milhares de infectados chegam à região de Las Vegas, transformando a cidade em um enorme campo de batalha. Paralelamente, o cientista Dr. Isaacs conduz experiências cada vez mais perigosas, criando seres mutantes e clones de Alice. Aos poucos, Alice descobre que seus próprios poderes foram ampliados pelos experimentos realizados pela Umbrella. Determinada a enfrentar a organização, ela decide utilizar essas habilidades para proteger os sobreviventes e tentar abrir caminho para um futuro em um mundo praticamente destruído.

Comentários: 
Resident Evil 3: A Extinção é o terceiro filme da franquia cinematográfica inspirada nos jogos da Capcom e apresenta uma mudança importante em relação aos dois capítulos anteriores. Em vez de concentrar a história em Raccoon City, a produção amplia o cenário para um mundo pós-apocalíptico dominado por desertos, cidades abandonadas e grandes grupos de zumbis. Russell Mulcahy assumiu a direção e apostou em um ritmo mais acelerado, com perseguições, tiroteios e sequências de ação de grande escala. Milla Jovovich retorna como Alice, agora transformada em uma personagem ainda mais poderosa devido aos experimentos da Umbrella Corporation. Ali Larter estreia na série como Claire Redfield, enquanto Oded Fehr volta a interpretar Carlos Olivera. Iain Glen também ganha destaque como o cientista Dr. Isaacs, responsável por algumas das experiências mais perigosas da história. As filmagens foram realizadas principalmente no México, cujas paisagens ajudaram a criar o ambiente desértico e devastado do longa. A produção teve orçamento estimado em aproximadamente US$ 45 milhões e chegou aos cinemas americanos em setembro de 2007.

A recepção crítica de Resident Evil 3: A Extinção foi bastante dividida, mas o filme conseguiu manter o sucesso comercial da franquia. Muitos críticos consideraram o roteiro simples e destacaram a dependência das cenas de ação, enquanto outros reconheceram que o filme oferece entretenimento eficiente para os admiradores da série. A presença de Ali Larter como Claire Redfield foi bem recebida pelos fãs dos jogos, e as cenas envolvendo Las Vegas destruída tornaram-se algumas das imagens mais marcantes da produção. O filme também ampliou a mitologia da série ao mostrar que o desastre provocado pelo vírus T já havia alcançado uma escala mundial. Comercialmente, arrecadou cerca de US$ 147 milhões em todo o mundo, confirmando o interesse do público pela franquia. Outro aspecto importante foi a evolução de Alice, que passou de sobrevivente a uma espécie de arma biológica criada pela própria Umbrella. Embora não tenha recebido grande reconhecimento artístico, Resident Evil 3: A Extinção consolidou a série de filmes e preparou o caminho para as continuações posteriores. Hoje, permanece como um dos capítulos mais conhecidos da franquia cinematográfica e como uma produção característica do cinema de ação e terror da década de 2000.

Erick Steve. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Monstro: A História de Lizzie Borden

Título no Brasil: Monstro: A História de Lizzie Borden
Título Original: Monster: The Lizzie Borden Story
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Prospect Films / Ryan Murphy Television
Direção: Max Winkler e Sarah Adina Smith
Roteiro: Ian Brennan
Elenco: Ella Beatty, Vicky Krieps, Charlie Hunnam, Rebecca Hall, Billie Lourd, Jessica Barden, Sarah Paulson e Joey Pollari.

Sinopse: 
A quarta história da antologia Monstro acompanha Lizzie Borden, uma jovem pertencente a uma rica família da Nova Inglaterra durante a era vitoriana. Presa em uma casa marcada por repressão, conflitos familiares e crueldade, Lizzie encontra uma inesperada companhia na nova criada Bridget Sullivan, conhecida como Maggie. A aproximação entre as duas faz com que Lizzie comece a imaginar uma vida diferente daquela que lhe foi imposta. Ao mesmo tempo, os problemas dentro da família Borden tornam-se cada vez mais graves e alimentam sentimentos de revolta e desejo de vingança. A história conduz aos acontecimentos de 1892, quando Andrew e Abby Borden são assassinados com golpes de machado em sua residência, em Fall River, Massachusetts. Lizzie torna-se a principal suspeita e posteriormente é levada a julgamento. A série também amplia sua narrativa para explorar o legado deixado pelo caso e a transformação de Lizzie em uma das figuras criminosas mais famosas da história americana.

Comentários: 
Monstro: A História de Lizzie Borden é a quarta produção da antologia criada por Ryan Murphy e Ian Brennan e apresenta uma diferença importante em relação às temporadas anteriores: pela primeira vez, a história central é protagonizada por uma mulher. Ella Beatty interpreta Lizzie em seu primeiro grande papel televisivo, enquanto Vicky Krieps interpreta Bridget Sullivan, Charlie Hunnam vive Andrew Borden e Rebecca Hall interpreta Abby Borden. A série possui oito episódios, todos lançados na Netflix em 17 de setembro de 2026. Max Winkler dirigiu seis episódios e Sarah Adina Smith comandou os outros dois. A produção procura combinar drama histórico, crime, terror e humor sombrio, utilizando elementos reais do caso Borden junto com acontecimentos dramatizados para desenvolver a narrativa. A Netflix descreve a produção como uma história sobre uma jovem presa em um ambiente familiar cruel que acaba envolvida em um dos crimes mais famosos dos Estados Unidos.

A recepção crítica inicial foi bastante variada. A Variety e outros veículos destacaram o interesse da produção em explorar a situação das mulheres no século XIX e a maneira como a série procura interpretar o fenômeno da chamada “ira feminina”. O diretor Max Winkler afirmou que a produção foi concebida como uma comédia muito sombria, enquanto a série também utiliza cenas violentas, elementos de terror e situações deliberadamente exageradas. O The Guardian, porém, fez uma avaliação bastante crítica, considerando que a produção privilegia o choque e o sensacionalismo em detrimento de um estudo histórico mais profundo. A série também introduz figuras como Elizabeth Báthory e Aileen Wuornos, estabelecendo ligações temáticas entre diferentes mulheres associadas à violência ao longo da história. Nem todos esses elementos possuem base histórica: a própria Netflix observa, por exemplo, que não existe evidência de que Aileen Wuornos tivesse interesse real no caso Borden. Apesar das liberdades dramáticas, a produção procura apresentar novas interpretações para uma história que continua cercada de dúvidas e que nunca teve seus crimes definitivamente solucionados.

Erick Steve. 

Lizzie

Lizzie
Esse é um filme bem sórdido. Já começa com uma cena de crime. Um homem rico, próspero nos negócios, é encontrado morto na sua sala de estar. O crime choca pela violência. Ele foi morto a golpes de machado na cabeça. O quadro é horrível, com sangue em todas as paredes, móveis, etc. Sua esposa também foi assassinada. Ela está no quarto de cima, também em uma cena de extrema brutalidade. Quem poderia ter cometido crimes tão horrendos? A partir desse ponto o roteiro começa um longo flashback, retroagindo no tempo seis meses.

A historia do filme, que é baseada em fatos reais, aconteceu no final do século XIX, na Nova Inglaterra. A jovem Lizzie Borden (Chloë Sevigny) é a filha do homem assassinado no começo do filme. Ela não se encaixa bem no modelo de uma mulher de sua época. Gosta de ler e de poesia, tem um temperamento mais introvertido e não parece se importar em se casar e ter filhos, como mandava a etiqueta social daqueles tempos. Isso claro cria uma tensão cada vez maior com o pai.

A chegada de uma nova empregada doméstica chamada Bridget Sullivan (Kristen Stewart) acirra ainda mais as tensões. O patrão quer abusar dela sexualmente, o que choca Lizzie. As duas acabam se tornando próximas, amigas, iniciando um relacionamento com claro teor homoerótico também. Assim as coisas vão de mal a pior até o trágico desfecho. Só que o roteiro joga com o suspense, deixando sempre em aberto a identidade do verdadeiro assassino ou assassina. Só nos momentos finais tudo é revelado ao espectador. Gostei dessa produção. Tem um bom roteiro que consegue manter o interesse. Além disso o contexto histórico repressivo é bem mais aproveitado pelo clima sufocante de crime e castigo que logo se impõe entre todos os personagens. É um filme até frio, algo que acabou sendo necessário pois seu enredo passou muito longe de ser um conto de fadas.

Lizzie (Estados Unidos, 2018) Direção: Craig William Macneill / Roteiro: Bryce Kass / Elenco: Chloë Sevigny, Kristen Stewart, Jeff Perry, Fiona Shaw, Jamey Sheridan / Sinopse: No século XIX um homem rico e influente é encontrado morto de uma forma bastante violenta. Para solucionar o caso sua história é recontada, fazendo um retorno no tempo para compreender melhor as razões do crime. Filme indicado no Sundance Film Festival na categoria de Melhor Filme - Drama (Júri Popular).

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A Condessa

A Condessa
 Bathory (Julie Delpy) é uma condessa húngara que se torna obcecada por beleza e juventude. Tentando a todo modo permanecer sempre jovial e bonita ela começa a se tornar ávida por sangue humano pois acredita ser esse um excelente modo de se manter sempre jovem e bela. Em sua mente perturbada nada seria mais rejuvenescedor do que tomar um grande banho de sangue humano em sua banheira imperial, hábito que logo cultivaria com frequência em seu castelo isolado. Em busca de mais e mais sangue de jovens donzelas ela começa a assassinar jovens criadas de seu próprio quadro de serviçais. Não satisfeita e sem ter mais a quem matar entre sua criadagem, ela começa a sumir com jovens nobres da sociedade. O fato logo chega aos ouvidos do Rei que alarmado envia um nobre de alta estirpe para investigar o caso. Por mais bizarra e surreal que pareça a história da Condessa Bathory esse foi um fato real acontecido no século XVI na chamada Europa Central. Seus crimes se tornaram famosos pois estima-se que a nobre tenha levado à morte mais de 600 jovens mulheres que viviam em seu feudo. O filme é bem fiel aos acontecimentos porém há relatos de que a Condessa real foi ainda mais sanguinária do que a mostrada na tela. Muitos livros históricos afirmam que ela na realidade sofria de uma grave doença mental que a fazia sentir enorme prazer em ver outras pessoas sendo torturadas e mortas ao seu lado. Ela mantinha um calabouço de torturas onde promovia mortes horríveis a todas as jovens que conseguia capturar.

Sua história macabra inspirou várias lendas ao longo dos séculos, inclusive o próprio Drácula dos livros de ficção. Bram Stoker ficou particularmente interessado na sede de sangue da Condessa e por isso trouxe ao seu monstro vampiro a necessidade de sempre se alimentar de sangue humano. Anos depois do sucesso do livro de Stoker a própria nobre húngara recebeu o título de "Condessa Drácula" numa fina ironia do destino. Ao mesmo tempo em que influenciou a criação do personagem foi batizada pelo nome do mais famoso vampiro da história. O elenco em cena está bem inspirado, principalmente William Hurt dando show de interpretação no papel do nobre Gyorgy Thurzo. Em uma época em que a nobreza estava acima da lei ele teve a sensatez de encarcerar a psicótica Condessa em seu castelo até o fim de sua vida. Já Julie Delpy está perfeita como a desequilibrada Erzebet Bathory, uma mulher completamente obcecada pela beleza e juventude eternas que apaixonada por um homem bem mais jovem do que ela não mede esforços para consumar essa relação. A produção é um projeto pessoal de Julie Delpy que não apenas estrelou o filme como também dirigiu e escreveu seu roteiro. O resultado é de excelente nível. Um filme que mostra que a despeito de toda a nossa cultura e civilização ainda existe em certas pessoas uma perversidade intrínseca, que não consegue ser detida. Assista "A Condessa" e conheça um pouco mais sobre o lado mais macabro da alma humana.

A Condessa (The Countess, Estados Unidos, França, Alemanha, 2009) Direção: Julie Delpy / Roteiro: Julie Delpy / Elenco: Julie Delpy, William Hurt, Daniel Brühl, Anamaria Marinca / Sinopse: Erzebet Bathory (Julie Delpy) é uma condessa húngara que se torna obcecada por beleza e juventude. Tentando a todo modo permanecer sempre jovial e bonita ela começa a se tornar ávida por sangue humano pois acredita ser esse um excelente modo de se manter sempre jovem e bela. Em sua mente perturbada nada seria mais rejuvenescedor do que tomar um grande banho de sangue humano em sua banheira imperial, hábito que logo cultivaria com frequência em seu castelo isolado. Em busca de mais e mais sangue de jovens donzelas ela começa a assassinar jovens criadas de seu próprio quadro de serviçais.

Pablo Aluísio.

Romasanta - A Casa da Besta

Título no Brasil: Romasanta - A Casa da Besta
Título Original: Romasanta
Ano de Produção: 2004
País: Espanha, Inglaterra
Estúdio: Fantastic Factory (Filmax)
Direção: Paco Plaza
Roteiro: Alfredo Conde, Elena Serra
Elenco: Julian Sands, Elsa Pataky, John Sharian, Maru Valdivielso
  
Sinopse:
Corpos mutilados são encontrados na zona rural de uma região remota da Espanha no século XIX. Após investigações a polícia chega até Manuel Romasanta (Julian Sands) que afirma não ter culpa pelas mortes. Embora ele esconda parte da verdade não estaria mentindo pois por causa de uma maldição se transforma em um lobisomem em noites de lua cheia, sendo o monstro o verdadeiro culpado pelas mortes em série. Filme indicado nas categorias de Melhor Direção e Melhor Edição no Barcelona Film Awards.

Comentários:
"Romasanta" é mais um filme que tem como tema a antiga mitologia dos lobisomens (para alguns essa lenda seria na verdade parte do folclore de inúmeros países, inclusive o Brasil). Ao longo dos anos essa criatura tem sido tema de inúmeros filmes, alguns deles considerados clássicos hoje em dia. Infelizmente esse parece ser um passado remoto já que atualmente os Licantropos andam sofrendo um bocado nas telas. É uma sucessão sem fim de filmes bem ruins. De todos os monstros clássicos, os lobisomens são os que mais sofrem com produções pobres, roteiros medíocres, maquiagens capengas etc. Virou um nicho bem lucrativo no meio da produção trash de filmes de terror. Só de antemão me lembro de alguns filmes bem ruins enfocando eles, como por exemplo, "Skinwalkers", "Wolvesbayne" entre outros. Nada valendo a pena. Esse "Romasanta" tenta trazer algo de novo ao estilo. Primeiramente é importante citar que o filme foi baseado num fato real ocorrido na Espanha há 200 anos. Houve um serial killer chamado Manuel Romasanta que foi preso e virou objeto de estudo (que acabaria levando a catalogação da doença chamada Licantropia). Ele justificou seus crimes afirmando que se transformava em um lobo. Claro que isso era apenas um distúrbio psicológico já que ele obviamente não virava um lobo. O fato histórico é curioso e mantém o interesse, mas o filme equivocadamente abraça o realismo fantástico, colocando Romasanta como um lobisomem de fato, real. E ai está o grande problema do filme. Se tivesse mantido os pés no chão, apenas retratando o caso de um ponto de vista racional e historicamente correto o filme seria muito mais relevante e interessante. Do jeito que ficou apelou para o sensacionalismo e perdeu pontos. "Romasanta" tem uma produção modesta, problemas de roteiro, mas mesmo assim consegue manter o interesse. Não é dos melhores filmes sobre o tema, mas também não é dos piores. Para quem gosta de conhecer histórias de serial killers do passado pode até mesmo se tornar informativo.

Pablo Aluísio.

Colega de Quarto

Colega de Quarto
Jovem estudante (Laighton Messter) se torna obcecada por sua colega de quarto (Minka Kelly) e começa a interferir de forma violenta em sua vida pessoal. O filme não é tão ruim como eu esperava. Tem coisas boas em um roteiro simples, tipicamente escrito para produções B de suspense. As duas atrizes, Minka Kelly e Leighton Meester, são estrelinhas da tv e não fizeram muito feio. A Leighton já desfila sua cara de "gatinha malvada" no seriado teen "Gossip Girl" e por isso ela de certa forma apenas repetiu os biquinhos e caras de malvadinha do seriado. Já a Minka Kelly faz a garota normal da dupla. Sobrou ponta até para outra estrelinha, Nina Dobrev de The Vampire Diaries.

Completando o elenco um presente para os fãs de Titanic, a presença de Billy Zane, fazendo o papel de um professor de moda que ora aparenta ser gay, ora parece ser "pegador". Um personagem divertido. Enfim, o filme não é nenhuma maravilha do gênero suspense, tem clichês a torta e a direita (até cena de ataque de psicopata no chuveiro como em Psicose tem) e cara de produção que vai parar direto em DVD mesmo, mas consegue manter o interesse por causa do elenco de gatinhas com olhos de mangá! É um "Greek encontra Pânico" no final das contas. Para os que gostam de seriados americanos não deixa de ser no mínimo curioso.

Colega de Quarto (The Roommate, Estados Unidos, 2011) Direção: Christian E. Christiansen / Roteiro: Sonny Mallhi, Nick Bylsma / Elenco: Minka Kelly, Leighton Meester, Cam Gigandet / Jovem estudante (Laighton Messter) se torna obcecada por sua colega de quarto (Minka Kelly) e começa a interferir de forma violenta em sua vida pessoal.

Pablo Aluísio.