sexta-feira, 24 de julho de 2026

A Morte do Demônio: Em Chamas

A Morte do Demônio: Em Chamas
A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn) foi lançado nos cinemas em 9 de julho de 2026 (no Brasil), dirigido por Sébastien Vaniček, que também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard. Produzido por Sam Raimi, Rob Tapert e Bruce Campbell, o filme representa o sexto longa-metragem da franquia Evil Dead. O elenco principal reúne Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar e Erroll Shand. A história acompanha Alice, uma jovem viúva que, após perder o marido, busca conforto na casa isolada de seus sogros. O reencontro familiar rapidamente se transforma em um pesadelo quando uma força demoníaca ligada ao Necronomicon começa a possuir os presentes, transformando um a um em terríveis Deadites. Presa na propriedade e cercada por criaturas violentas, Alice precisa lutar desesperadamente para sobreviver, descobrindo que os votos matrimoniais feitos em vida continuam tendo consequências mesmo após a morte.

Quando estreou, A Morte do Demônio: Em Chamas recebeu uma recepção crítica predominantemente positiva, especialmente entre os fãs do horror extremo. Diversos críticos elogiaram a direção de Sébastien Vaniček por preservar o espírito sangrento da franquia criada por Sam Raimi. As primeiras avaliações destacaram a criatividade das sequências de violência, o clima claustrofóbico da casa isolada e a intensidade da atuação de Souheila Yacoub. Algumas análises, entretanto, apontaram que o roteiro segue uma estrutura relativamente previsível e prioriza o espetáculo gore em detrimento do desenvolvimento dos personagens. Ainda assim, o consenso foi de que o filme entrega exatamente aquilo que os admiradores da série esperam: terror sobrenatural, muito sangue, humor macabro e cenas de impacto visual.

Por ter sido lançado recentemente, A Morte do Demônio: Em Chamas ainda não participou da principal temporada de premiações do cinema. No entanto, o trabalho de maquiagem prática, efeitos especiais e caracterização dos Deadites já vem sendo bastante elogiado. Muitos críticos destacaram que Vaniček conseguiu imprimir sua própria identidade ao universo da franquia sem abandonar os elementos clássicos introduzidos por Sam Raimi. A violência gráfica, considerada uma das mais intensas de toda a série, também chamou atenção da imprensa especializada. Entre os fãs, a recepção inicial foi bastante favorável, com muitos considerando o longa um digno sucessor de A Morte do Demônio: A Ascensão (2023) e um dos capítulos mais brutais da franquia.

Do ponto de vista comercial, A Morte do Demônio: Em Chamas teve um bom início nas bilheterias. Produzido com um orçamento estimado em US$ 20 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 29,5 milhões em seus primeiros dias de exibição mundial, incluindo cerca de US$ 18,1 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Como ainda está em cartaz, esses números continuam crescendo. O público respondeu positivamente à proposta do longa, principalmente os fãs da franquia, elogiando sua atmosfera opressiva, os efeitos práticos e a fidelidade ao estilo ultraviolento que caracteriza a série desde 1981. O desempenho inicial reforçou a confiança do estúdio na continuidade da franquia.

Por ser um lançamento de 2026, ainda é cedo para avaliar seu legado definitivo. Entretanto, A Morte do Demônio: Em Chamas demonstra potencial para consolidar uma nova fase da franquia iniciada por Sam Raimi. A mudança para uma história centrada em uma reunião familiar transformada em massacre demoníaco oferece uma abordagem diferente das produções anteriores, mantendo o equilíbrio entre horror sobrenatural e violência gráfica. O bom desempenho inicial e a recepção favorável dos fãs já alimentam expectativas para os próximos capítulos da série, incluindo o projeto Evil Dead Wrath, anunciado como a continuação da nova fase da franquia.

A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn, Nova Zelândia / Estados Unidos / Canadá, 2026) Direção: Sébastien Vaniček / Roteiro: Sébastien Vaniček e Florent Bernard / Elenco: Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar e Erroll Shand / Sinopse: Após a morte do marido, uma jovem procura refúgio junto à família dele em uma casa isolada, mas uma antiga força demoníaca desperta e transforma o reencontro em uma desesperada luta pela sobrevivência contra os terríveis Deadites.

Erick Steve. 

A Morte do Demônio: A Ascensão

A Morte do Demônio: A Ascensão 
A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise) foi lançado em 21 de abril de 2023, dirigido e roteirizado por Lee Cronin, com produção de Sam Raimi, Bruce Campbell e Rob Tapert, criadores da franquia original. O elenco principal reúne Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher e Mia Challis. Diferentemente dos filmes anteriores, que se passavam em uma cabana isolada na floresta, esta produção transfere a ação para um antigo prédio de apartamentos em Los Angeles prestes a ser demolido. A história acompanha Beth, que visita sua irmã Ellie e seus três filhos. Após um terremoto revelar uma câmara subterrânea, um dos jovens encontra o Necronomicon, o lendário Livro dos Mortos. A leitura de antigos registros desperta forças demoníacas que possuem Ellie, iniciando uma violenta luta pela sobrevivência. O filme combina horror sobrenatural, violência extrema e o humor macabro característico da franquia, modernizando sua ambientação sem abandonar os elementos clássicos da série.

Quando estreou, A Morte do Demônio: A Ascensão recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. A revista Variety afirmou que Lee Cronin entregou uma abordagem "imaginativamente assustadora" para a mitologia da franquia, elogiando sua capacidade de preservar o espírito criado por Sam Raimi enquanto introduzia novas ideias. O The Guardian descreveu o filme como "um sólido novo capítulo" da série, destacando sua violência inventiva e a tensão constante, embora observasse que a produção não deixava um impacto emocional tão duradouro quanto alguns de seus antecessores. A maioria dos críticos também elogiou a mudança da tradicional cabana na floresta para um ambiente urbano claustrofóbico, que trouxe novas possibilidades para o terror. A interpretação de Alyssa Sutherland como Ellie possuída foi apontada como um dos maiores destaques, tornando-se uma das personagens mais memoráveis da franquia. O consenso da crítica foi de que o filme revitalizou a série sem perder sua identidade.

A produção não recebeu indicações ao Oscar, algo comum para filmes de horror, mas conquistou amplo reconhecimento entre críticos especializados e fãs do gênero. No Rotten Tomatoes, o longa estreou com excelente aprovação da crítica, alcançando o selo Certified Fresh, enquanto muitos veículos elogiaram a combinação de violência gráfica, humor sombrio e criatividade visual. O Time Out concedeu quatro estrelas ao filme, destacando que ele encontrava "uma maneira deliciosamente sangrenta de revitalizar a franquia". Muitos especialistas também ressaltaram o excelente trabalho de maquiagem prática, efeitos especiais e design sonoro. Com o passar do tempo, A Morte do Demônio: A Ascensão passou a ser considerado um dos melhores capítulos da franquia desde a trilogia original de Sam Raimi, consolidando Lee Cronin como um dos novos nomes de destaque do cinema de horror.

Do ponto de vista comercial, A Morte do Demônio: A Ascensão foi um grande sucesso. Inicialmente planejado como um lançamento exclusivo para streaming, o filme acabou recebendo distribuição nos cinemas devido à confiança da Warner Bros. em seu potencial. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 19 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 147 milhões nas bilheterias mundiais, sendo US$ 67,2 milhões nos Estados Unidos e US$ 79,9 milhões no mercado internacional. Tornou-se, na época, o maior sucesso comercial da história da franquia Evil Dead. O público respondeu de forma bastante positiva, elogiando a intensidade do horror, a criatividade das cenas de violência e a atuação de Alyssa Sutherland. O excelente desempenho também garantiu a continuidade da franquia com novos projetos cinematográficos.

Hoje, A Morte do Demônio: A Ascensão é considerado um dos melhores filmes de terror da década de 2020 e um dos capítulos mais fortes da franquia iniciada em 1981. Muitos fãs o colocam ao lado de Uma Noite Alucinante (The Evil Dead) e do remake de 2013 entre os pontos altos da série. A mudança para um cenário urbano, a atuação memorável de Alyssa Sutherland e a direção segura de Lee Cronin são frequentemente apontadas como seus maiores méritos. Além disso, o filme demonstrou que a franquia continua relevante mais de quarenta anos após sua criação, abrindo caminho para novas histórias ambientadas no universo do Necronomicon. Seu sucesso de crítica e público consolidou A Morte do Demônio: A Ascensão como um dos grandes clássicos modernos do horror sobrenatural.

A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise, Irlanda / Estados Unidos / Nova Zelândia, 2023) Direção: Lee Cronin / Roteiro: Lee Cronin, baseado nos personagens e conceitos criados por Sam Raimi / Elenco: Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher e Mia Challis / Sinopse: Após a descoberta do Livro dos Mortos em um edifício de apartamentos, uma família passa a ser perseguida por demônios que transformam um reencontro entre irmãs em uma desesperada batalha pela sobrevivência.

Erick Steve. 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Resident Evil 2 - Apocalipse

Título no Brasil: Resident Evil 2 - Apocalipse
Título Original: Resident Evil: Apocalypse
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Constantin Film Ltd., Impact Pictures
Direção: Alexander Witt
Roteiro: Paul W.S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Eric Mabius

Sinopse:
O vírus que transforma seres humanos normais em zumbis está fora de controle em Raccoon City. O resultado é trágico, milhões são contaminados e a humanidade caminha para um desastre de proporções globais. A empresa Umbrella então resolve colocar em prática novos experimentos, transformando Alice (Milla Jovovich) em uma aberração genética, pronta para enfrentar os mortos-vivos que cruzarem seu caminho. Com as alterações genética ela se torna mais forte, sensível aos menores detalhes e extremamente habilidosa em técnicas de combate. A guerra pela sobrevivência está prestes a começar.

Comentários:
Segundo filme da franquia "Resident Evil". Como o primeiro filme fez um sucesso digno de grandes orçamentos a produção dessa segunda parte ganhou bastante em termos de efeitos visuais, cenários e figurinos. É sem dúvida bem superior ao original nesse aspecto. Milla Jovovich continua tão bela como inexpressiva como atriz, o que não fará a menor diferença para os fãs de "Resident Evil" que desejam mesmo é ver o desfile de zumbis sendo trucidados pela heroína improvável (atire a primeira pedra quem nunca achou esquisito uma gata dessas baixando a porrada em um bando de monstros comedores de cérebros!). O destaque vai para as criaturas digitais como aquelas que atacam dentro da igreja, da fuga desesperada da população tentando fugir da cidade infectada e da destruição do prédio onde Milla Jovovich dá uma de Bruce Willis em "Duro de Matar" ao descer do edíficio em chamas. Cinema pop zumbi de qualidade certamente.

Pablo Aluísio.

Resident Evil: O Hóspede Maldito

Resident Evil: O Hóspede Maldito 
Esse é o primeiro filme da franquia. Engraçado, nunca consegui levar essa série de filmes muito à sério, em época nenhuma. Quando o filme saiu em vídeo no Brasil ainda gastei meu dinheiro para conferir, afinal muita gente estava falando sobre ele. Pessoalmente tinha ficado com um pé atrás por vários motivos. O primeiro deles por puro preconceito (admito!). Afinal nunca havia assistido um filme baseado em games que fosse bom! Bastava saber que era baseado em vídeogame para muitas vezes desistir de assistir. Além disso a "atriz" Milla Jovovich nem era considerada uma atriz de verdade. Era uma modelo que começava a fazer carreira no cinema. Coisas diferentes Então tinha assim um filme que não era bem um filme, mas um game, e uma atriz que não bem uma atriz, mas uma modelo ucraniana. Complicado.

Mesmo assim resolvi locar o filme em um daqueles pacotes do tipo alugue 5 filmes e pague 4 (quem lembra disso?). Pois é, no fim de semana você acabava levando um desses para completar o pacote. Depois de conferir vi que meus preconceitos em relação ao filme tinham sido parcialmente comprovados. O roteiro era muito derivativo, aquela velha coisa de zumbis sedentos atrás de cérebros. Para mudar um pouco inseriram um universo high tech na estorinha, com uma empresa multinacional malvada. Outro preconceito que se cumpriu foi com a Milla Jovovich. Ela realmente não era boa atriz. Com papel muito físico (correl pula, salta, luta, etc) ela até conseguiu disfarçar sua falta de talento, enganando muita gente, mas comigo não colou. Essa coisa de modelos tentando ser atrizes... já conhecemos bem essa história. O que salva o filme da pura perda de tempo são seus efeitos especiais, todos ótimos para a época. Fora isso, nada que George Romero já não tivesse feito antes e com muito mais talento e originalidade.

Resident Evil: O Hóspede Maldito (Resident Evil, Estados Unidos, 2002) Direção: Paul W.S. Anderson / Roteiro:  Paul W.S. Anderson / Elenco: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Ryan McCluskey / Sinopse: Após um apocalipse zumbi poucos são os sobreviventes. A maioria da humanidade foi infectada por um vírus mortal, que transformou todos em mortos-vivos. Por trás de tudo parece existir interesses corporativos de uma grande empresa.

Pablo Aluísio.

Ultravioleta

Título no Brasil: Ultravioleta
Título Original: Ultraviolet
Ano de Produção: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Kurt Wimmer
Roteiro: Kurt Wimmer
Elenco: Milla Jovovich, Cameron Bright, Nick Chinlund, Sebastien Andrieu, William Fichtner, Ryan Martin

Sinopse:
No final do século XXI uma super raça de seres humanos é criada com o objetivo de dominar toda a humanidade. O aparecimento de uma criança pode colocar fim a toda essa raça. E esse menino passa a ser protegido pela guerreira Violet Song Jat (Milla Jovovich).

Comentários:
O filme tem uma estética visual excelente. Os efeitos digitais e tudo mais formam um conjunto dos mais belos aos olhos do espectador. A direção de arte também é de primeira linha. Pena que a criação de todo esse futuro não se sustenta em um bom roteiro. Esse é derivativo demais, aquela velha coisa sobre o surgimento de um predestinado, uma espécie de Messias do futuro. E esse é representado pelo garoto que a protagonista precisa proteger. A modelo Milla Jovovich teve muita sorte na carreira. Além de estrelar a franquia "Resident Evil" ela ainda fez filmes secundários como essa ficção de ação. Isso trouxe uma carreira estável para ela. Coisa que muitas atrizes talentosas não conseguiram. Bela como mulher, fraca como atriz, não consegue convencer em cena. Não que isso venha fazer muita diferença em um filme como esse.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Silent Hill – Revelação 3D

Silent Hill – Revelação 3D
Silent Hill virou franquia, quem diria. O primeiro filme me agradou bastante principalmente pela direção de arte primorosa que realmente jogava o espectador em um universo único, bizarro, sem definição. Apesar das críticas que sofreu achei um filme de terror realmente interessante, nada condizente com o que diziam dele em resenhas raivosas. Agora com o sucesso de filmes em 3D os produtores voltam à tona lançando “Sillent Hill – Revelação 3D”. Seguindo os passos de “Massacre da Serra Elétrica 3D” o filme tenta pegar carona nessa nova moda de Hollywood que investe em filmes de terror em terceira dimensão. Afinal se deu certo uma vez provavelmente dará certo de novo. Na trama acompanhamos Heather Mason (Adelaide Clemens) e seu eterno inferno pessoal. Ela tenta fugir das forças inexplicáveis que rondam sua vida. Sem compreender do que se trata tenta de alguma forma se livrar delas. A coisa piora ainda mais quando se pai desaparece sem explicação nenhuma.

Em busca de respostas acaba retornando ao universo de pesadelos e delírios que a atormentam desde quando era uma simples garotinha. Como se pode perceber em termos gerais o enredo segue os passos do primeiro filme, o que não é de se espantar já que se trata de uma adaptação do famoso game de terror japonês. É o tipo de produto que se destaca mais pelo estilo e visual do que propriamente por aspectos como roteiro, direção ou atuação. De certa maneira me lembra até de outro clássico de terror, “Hellraiser”, pois ambos possuem um estilo único, com personagens que parecem nascer dentro de um universo próprio e singular, sem qualquer semelhança com qualquer outro filme do gênero. A boa notícia é que o “Silent Hill – Revelação” tenta manter a qualidade do primeiro filme, embora seja levemente inferior. A produção também faz bom uso do 3D o que certamente vai agradar aos fãs dessa técnica. Se é fã dos games e do mundo de “Silent Hill” não deixe de assistir.

Silent Hill - Revelação (Silent Hill: Revelation 3D, Estados Unidos, 2012) Direção: Michael J. Bassett / Roteiro: Michael J. Bassett / Elenco: Adelaide Clemens, Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Sean Bean, Radha Mitchell / Sinopse: Garota em busca do paradeiro de seu pai acaba dentro do universo aterrorizante e bizarro de Silent Hill.

Pablo Aluísio.

Terror em Silent Hill

Terror em Silent Hill
Filme de terror que acabou dando origem a uma nova franquia no cinema, para surpresa de muita gente que não colocava muito fé na produção. Como é baseado em um game popular toda a trama soa até bem simples. Veja que enredo básico. Uma mãe sai em uma busca desesperada do paradeiro de sua filha desaparecida, dentro dos limites de uma cidade estranha e desolada, chamada Silent Hill. Conforme ela entra naquele lugar escuro, sombrio e com névoa eterna, ela vai encontrando seres e criaturas bem esquisitas que definitivamente não parecem ser desse mundo. Provavelmente ele atravessou a cortina que separa o universo dos vidos, da dos mortos. O problema é que são entidades perigosas, que habitam as trevas. Sair viva de lá vai ser um grande desafio. "Terror em Silent Hill" é aquele tipo de filme em que você não deve se preocupar muito em termos de roteiro, atuação ou direção. O que vale aqui realmente é agradar aos fãs do jogo de terror e isso, em razão das péssimas adaptações feitas nos últimos anos, era um desafio e tanto a se superar.

Falando sinceramente praticamente quase todos os filmes baseados em games foram ruins. Poucos se salvaram. A boa notícia é que o diretor Christophe Gans conseguiu superar essa barreira. Ele obviamente passou longe de criar uma obra prima do terror, mas em compensação realizou um filme correto, equilibrado, que conta (bem) seu enredo de forma simples e sem exageros desnecessários. Quem diria que isso tudo iria resultar em bom cinema? Agora, o que se sobressai mesmo em "Silent Hill" é a sua maravilhosa direção de arte, figurinos e maquiagem. A sucessão de monstros que desfilam na tela realmente impressiona pela originalidade. São seres bizarros, disformes, sem paralelo. Some-se a isso um filme curto, eficiente e bem feito e você certamente terá um bom divertimento pela frente. "Terror em Silent Hill" é angustiante na medida certa e funciona muito bem para quem deseja ter alguns bons sustos. Vale a recomendação. 

Terror em Silent Hill (Silent Hill, Estados Unidos, 2006) Direção: Christophe Gans / Roteiro: Roger Avary / Elenco: Radha Mitchell, Laurie Holden, Sean Bean / Sinopse: O filme conta a história da trajetória de uma mãe desesperada em encontrar sua filha desaparecida em uma cidade abandonada e sinistra. Filme baseado e adaptado do famoso jogo de vídeogame. Indicado ao prêmio do Fangoria Chainsaw Awards em cinco categorias, entre elas Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Especiais.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A Mulher de Preto

A Mulher de Preto
A Hammer era uma produtora muito famosa nos anos 50 e 60 por causa de seus filmes de terror. Recentemente assisti alguns clássicos deles, como os filmes de Drácula estrelados por Christopher Lee. Aqui encontramos todos os ingredientes que fizeram a fama do estúdio inglês: muito clima, portas rangendo, sombras e sustos, muitos sustos. A premissa dessa estória inclusive tem muito a ver com o próprio Drácula. Tal como acontece no famoso livro de Bram Stoker, aqui temos um advogado chegando a uma antiga casa isolada para acertar certos problemas jurídicos. Claro que no caso de "A Mulher de Preto" não existem vampiros mas sim fantasmas e assombrações. De qualquer forma a estrutura de ambas as estórias são bem semelhantes. Algumas críticas andam reclamando do ator Daniel Ratcliffe no filme afirmando que ele é muito jovem para interpretar o personagem do advogado mas penso que devemos dar um desconto ao rapaz pois ele já demonstrou que é bastante esforçado e quer criar agora uma carreira independente e longe de Harry Potter (que o consagrou e que seguramente vai lhe assombrar até o fim de seus dias como ator).

O roteiro de "A Mulher de Preto" é bem simples, a maior parte dele se passa numa casa isolada e escura, localizada numa ilha, por isso a direção de arte tinha que ser caprichada - e é. Não é simples recriar com eficiência mansões mal assombradas pois ou ficam mal feitas ou falsas demais. Aqui gostei bastante do resultado pois foi bem convincente a ambientação. Não vou criticar o filme por causa de seus clichês - sim ele tem vários clichês. Isso porque é baseado em uma obra relativamente recente escrita por Susan Hill e o que se vê na tela é de certa forma proposital mesmo, uma homenagem ou uma tentativa de recriar os antigos e tradicionais filmes de terror. Textos assim, feitos com essa intenção, geralmente trazem de volta fórmulas que já foram usadas muitas e muitas vezes no cinema, por isso não importa muito que reapareçam aqui - aliás essa parece ter sido a intenção dos roteiristas. No saldo final, apesar de alguns deslizes, gostei do resultado. É um filme de terror atual com cara de velho e como gosto da cultura vintage esse aqui certamente me agradou. Em tempos de gore levar alguns sustos como os que surgem aqui são mais do que bem vindos. A velha tradição de sombras e sustos caiu muito bem. Recomendo.

A Mulher de Preto (The Woman in Black, Inglaterra, 2012) Direção de James Watkins / Roteiro de Jane Goldman baseado no romance de Susan Hill / Elenco: Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Lucy May Barker, Emma Shorey / Sinopse: Jovem advogado (Daniel Radcliffe) é enviado para remota cidade com o objetivo de realizar um inventário de uma antiga casa há muito abandonada.

Pablo Aluísio.

30 Dias de Noite II

30 Dias de Noite II
Tudo muito fraco, tudo muito pobre, produção feia, atores ruins e roteiro banal. Eu até que gostei de "30 Dias de Noite", mas essa sua sequência é realmente indefensável. O grande charme do filme original era a ambientação em uma cidade do Alaska que ficaria 30 dias sem ver a luz do sol. Um prato cheio para o ataque de um grupo de vampiros sanguinários e vorazes. Certamente aquela situação era bem interessante. Porém, para minha decepção, tiraram esse ótimo clima soturno nessa continuação! O que resta depois de uma ideia tão equivocada como essa? Para piorar o que já era bem ruim os roteiristas resolveram escrever uma péssima estória que se desenvolve na ensolarada Califórnia!!! Existe algo mais fora do clima de vampiros do que as praias da Califórnia? Claro que não!

A razão dessa estupidez é até fácil de entender. Sem orçamento  para produzir algo melhor os produtores filmaram tudo no quintal mesmo - em Los Angeles, a pior cidade do mundo para se realizar um filme de vampiros. Para piorar o que já era bem ruim colocaram uma péssima atriz para fazer um péssimo personagem: a rainha vampira, que tem sob comando um "ninho" de seres da noite. Ela quer a todo custo transportar os vampiros de navio para o Alaska, obviamente visando com isso atacar outra cidade como vimos no primeiro filme. Pura bobagem. Não recomendo a ninguém, nem a fãs de quadrinhos, nem a fãs de vampiros e nem muito menos a admiradores de efeitos especiais (a produção é bem fraca nesse sentido, pois não se gastou muito nas cenas, resultando tudo em uma decepção). Enfim, acho que é o fim da franquia. "30 Dias de Noite 2" é ruim de doer, com ou sem caninos salientes.

30 Dias de Noite 2 (30 Days of Night: Dark Days, Estados Unidos, 2010) Direção: Ben Ketai / Roteiro: Steve Niles, Ben Ketai / Elenco: Kiele Sanchez, Rhys Coiro, Diora Baird / Sinopse: Vampiros sedentos de sangue levam o terror a Los Angeles e depois seguem rumo ao Alaska para nova carnificina.

Pablo Aluísio. 

[REC]

[REC]
Jovem repórter e seu cameraman fazem uma reportagem sobre a rotina dos bombeiros quando esses são chamados a um conjunto de apartamentos onde vizinhos ouvem gritos no andar superior. Ao investigar o ocorrido descobrem algo bem mais sinistro. [REC] segue os passos da estética de "A Bruxa de Blair", ou seja, é um falso documentário ou como os americanos gostam de chamar um "Mockumentary". Para quem odiou "Bruxa de Blair" é sofrido saber mas parece que a ideia deu frutos e hoje vários filmes seguem os passos do filme pioneiro. O resultado já sabemos: câmera na mão, gritos, correria, imagens desfocadas ou balançadas e ritmo alucinante. Tudo com cheiro de amadorismo para trazer uma verniz de "realidade". De certa forma os filmes que seguem o estilo "Mockumentary" bebem diretamente da fonte dos chamados reality shows da TV - a ideia é imitar os reality shows na forma de mostrar ou contar ao espectador a estória. [REC] tem um parentesco bem próximo também dos filmes de Romero, até porque deve-se reconhecer que qualquer filme que mostre mortos vivos vai de uma forma ou outra copiar as obras do mestre de terror.

Do ponto de vista originalidade [REC] não traz grandes surpresas. O filme é curtinho - para não saturar - e se concentra basicamente em criar uma situação e explorar ela ao máximo tentando com sua suposta veracidade criar medo no espectador. Nesse aspecto achei que a criação do enredo foi bem melhor do que seu desenvolvimento. A atriz Manuela Velasco que interpreta a jornalista consegue nos passar mesmo a sensação de que é uma quase amadora na profissão. Curiosamente seu cameraman jamais aparece mesmo quando a câmera cai no chão ou ele fica sem controle dela. De resto destaco apenas duas boas cenas na produção: a primeira quando as pessoas que estão em quarentena no prédio descobrem a "velha" no andar de cima e a segunda quando finalmente chegam no apartamento que vai revelar grande parte da trama (embora muita coisa fique mesmo no ar, sem explicação). De maneira em geral [REC] procura inovar de alguma forma no velho tema mortos vivos. Consegue apenas em termos, caindo muitas vezes na banalidade. Vale assistir pelo menos uma vez para conhecer e é só.

[REC] (REC, Espanha, 2007) Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza / Roteiro: Jaume Balagueró, Paco Plaza, / Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge-Yamam Serrano ; Sinopse: Jovem repórter e seu cameraman fazem uma reportagem sobre a rotina dos bombeiros quando esses são chamados a um conjunto de apartamentos onde vizinhos ouvem gritos no andar superior. Ao investigar o ocorrido descobrem algo bem mais sinistro do que poderiam imaginar.

Pablo Aluísio.