quarta-feira, 1 de abril de 2026

Força Diabólica

Título no Brasil: Força Diabólica
Título Original: The Tingler
Ano de Lançamento: 1959
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: William Castle
Roteiro: Robb White
Elenco: Vincent Price, Judith Evelyn, Darryl Hickman, Patricia Cutts, Philip Coolidge, Pamela Lincoln

Sinopse:
O Dr. Warren Chapin é um patologista que estuda os efeitos do medo no corpo humano. Ele descobre a existência de uma criatura parasitária que se desenvolve na coluna vertebral das pessoas quando elas sentem medo extremo, chamada “Tingler”. A única forma de impedir que a criatura mate seu hospedeiro é gritar. Obcecado por sua descoberta, Chapin passa a realizar experimentos cada vez mais perigosos, até que a criatura escapa e começa a causar terror fora do laboratório. O filme mistura horror com elementos científicos e um toque de suspense psicológico.

Comentários:
Lançado em 1959, The Tingler tornou-se famoso não apenas por sua história, mas também pelas inovações promocionais de William Castle. O diretor utilizou o recurso chamado “Percepto”, que instalava dispositivos vibratórios em algumas poltronas de cinema para assustar o público durante certas cenas, criando uma experiência imersiva inédita. A crítica da época, como a revista Variety, reconheceu o caráter criativo do filme, embora considerasse a trama mais curiosa do que realmente assustadora. Com orçamento modesto, o filme foi um sucesso comercial, impulsionado por sua campanha publicitária inovadora. Ao longo dos anos, Força Diabólica tornou-se um clássico cult do terror clássico, lembrado tanto pela atuação icônica de Vincent Price quanto pela ousadia de suas ideias. Hoje, é visto como um exemplo marcante do cinema de horror dos anos 1950 e da criatividade no marketing cinematográfico

Erick Steve. 

domingo, 29 de março de 2026

King Kong (1976)

King Kong (1976)
Para muitos quando se fala no "King Kong original" o que lhe vem na cabeça é justamente essa versão dos anos 70. Também pudera, o verdadeiro filme original sobre o gorila gigante é da década de 30, quando esses nem eram nascidos. Esse também é o meu caso. O primeiro filme com o personagem King Kong que assisti foi justamente esse. É uma produção do famoso produtor Dino De Laurentiis feito em parceria com a Paramount Pictures. Dino havia comprado os direitos do gorilão dois anos antes. Inicialmente ele pensou em rodar um filme em Roma, mas com o interesse dos americanos ele resolveu produzir o filme em Hollywood mesmo. Embora King Kong tivesse sido explorado em uma série de filmes japoneses (ao estilo trash), De Laurentiis queria uma produção classe A, para ser lançado no natal daquele ano.

Para modernizar a história tudo foi mudado, mantendo-se apenas as linhas básicas da trama. No primeiro filme tudo se passava na década de 30 (algo que seria mantido por Peter Jackson anos depois em sua versão), mas aqui o enredo se passa na atualidade. Kong não enfrenta mais aviões antigos, da I Guerra Mundial (os teco-tecos nostálgicos), mas sim aviões modernos. Ele também não sobe no Empire State, mas sim no World Trade Center (as torres gêmeas que seriam destruídas em 11 de setembro). O elenco também tinha atrativos. Jeff Bridges, ainda bem jovem e com cabelão, chamava a atenção, porém quem roubava a cena era mesmo a loira Jessica Lange, no auge de sua beleza. Suas cenas sensuais até hoje chamam a atenção. No final o diretor John Guillermin realmente fez um belo trabalho. Haveria ainda uma continuação, já nos anos 80, mas dessa é melhor esquecer.

King Kong (King Kong, Estados Unidos, 1976)  Direção: John Guillermin / Roteiro: James Ashmore Creelman, Ruth Rose / Elenco: Jeff Bridges, Charles Grodin, Jessica Lange / Sinopse: Um grupo avançado acaba descobrindo numa ilha remota do pacífico um monstro, um gorila gigante chamado King Kong. Eles então resolvem levá-lo de volta à civilização para explorar economicamente suas aparições públicas, mas tudo acaba saindo do controle, levando caos e destruição a Nova Iorque. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhores Efeitos Especiais (Carlo Rambaldi, Glen Robinson e Frank Van der Veer). Também indicado nas categorias de Melhor Fotografia (Richard H. Kline) e Melhor Som. Vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz (Jessica Lange).

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de março de 2026

Olhos Famintos 3

Olhos Famintos 3
O primeiro filme dessa franquia de terror "Jeepers Creepers" até que tinha seu charme. Uma criatura que mais se parecia com um espantalho de plantações de milho, que ganhava vida e saía matando a esmo numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Era o típico filme de monstro, onde ele era colocado nas sombras, no meio da noite, quase nunca surgindo explicitamente. Isso criava um suspense até bem interessante, mesmo que não fugisse muito do clichê desse tipo de produção. Nesse terceiro filme tudo que era bom no filme original se perde. Colocaram o monstro para atacar em plena luz do dia, se mostrando em demasia, em cenas pouco originais, nada inovadoras. Ele também agora dirige uma velha caminhonete, toda turbinada e cheia de armadilhas mortais. Todos que tentam entrar ou escapar dessa máquina da morte de quatro rodas acaba se dando muito mal.

A produção foi bancada em parte pelo canal Syfy, que diga-se de passagem se especializou nos piores filmes de terror e suspense da atualidade. Basta lembrar daquelas inúmeras produções com tubarões que são uma verdadeira vergonha alheia. Assim nem a presença do diretor e roteirista Victor Salva (que praticamente criou sozinho essa franquia) consegue melhorar as coisas. O saldo é bem negativo. O filme consegue ser pior do que o segundo, que ficava muito resumido ao ataque da criatura a um ônibus escolar. Esse aqui tem uma trama mais diversificada, mas nada que vá salvá-lo da categoria de filme ruim.

Olhos Famintos 3 (Jeepers Creepers 3, Estados Unidos, 2017) Direção: Victor Salva / Roteiro: Victor Salva / Elenco: Stan Shaw, Gabrielle Haugh, Brandon Smith / Sinopse: A cada 23 anos uma estranha criatura alada, proveniente das fossas infernais, volta à Terra, para espalhar terror e morte numa pequena cidade rural do meio oeste americano. Agora está de volta, dirigindo uma verdadeira máquina de terror.

Pablo Aluísio.

Sexta-Feira 13 - Parte 7 - A Matança Continua

Título no Brasil: Sexta-Feira 13 Parte 7 - A Matança Continua
Título Original: Friday the 13th Part VII The New Blood
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: John Carl Buechler
Roteiro: Daryl Haney, Manuel Fidello
Elenco: Jennifer Banko, John Otrin, Susan Blu
  
Sinopse:
O psicopata Jason Voorhees (Kane Hodder) retorna à ativa por causa dos poderes psíquicos de uma jovem com uma incrível capacidade sobrenatural. Agora, livre daquilo que o impedia de matar, Jason está de volta ao parque abandonado de Crystal Lake para novas mortes de jovens desavisados que andam pela região. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Lançamento em DVD / Blu-Ray.

Comentários:
O que fazer de novo após seis filmes onde Jason sofreu todos os tipos de tentativas de morte? Ele foi baleado, esfaqueado, afogado, esganado e enforcado! Acha pouco? Depois do filme 6 muitos pensavam que Jason finalmente iria se despedir de suas matanças nas telas, mas estavam todos enganados! A solução para ressuscitar Jason foi usar o personagem de um jovem com poderes especiais, algo tão incrível que seria capaz até mesmo de trazer de volta o velho e doente Jason, agora... pasmem... revitalizado em sua sede de mortes em série. Eu confesso que até gosto desse filme, isso porque os roteiristas procuraram sair da mesmice. Se não foram tão criativos como se esperava pelo menos fizeram algo um pouquinho mais diferente do habitual. O diretor John Carl Buechler era especializado em efeitos especiais e dirigiu poucos filmes, nenhum deles digno de nota.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 25 de março de 2026

A Freira 2

Título no Brasil: A Freira 2
Título Original: The Nun II
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Michael Chaves
Roteiro: Ian Goldberg, Richard Naing
Elenco: Taissa Farmiga, Jonas Bloquet, Storm Reid, Anna Popplewell, Bonnie Aarons, Katelyn Rose Downey

Sinopse:
Ambientado em 1956, na França, o filme acompanha uma série de assassinatos misteriosos ligados a uma presença demoníaca. A irmã Irene, que já teve um encontro aterrorizante com a entidade conhecida como Valak, é mais uma vez chamada para investigar os acontecimentos. Ao lado de aliados, ela descobre que a força maligna está se espalhando e assumindo novas formas, ameaçando inocentes em diferentes locais. Conforme a investigação avança, Irene precisa enfrentar seus medos e aprofundar sua fé para deter o demônio antes que ele cause ainda mais destruição.

Comentários:
No lançamento em 2023, The Nun II recebeu críticas mistas. O jornal The New York Times apontou que o filme segue a fórmula já estabelecida do universo de The Conjuring, enquanto a revista Variety destacou a atmosfera sombria e algumas sequências de suspense bem construídas. A atuação de Taissa Farmiga foi novamente elogiada por trazer consistência à personagem. Comercialmente, o filme foi um sucesso, arrecadando mais de 260 milhões de dólares mundialmente, reforçando a força da franquia de terror. Hoje, A Freira 2 é visto como uma continuação sólida dentro do universo Invocação do Mal, mantendo o interesse do público e expandindo a mitologia do demônio Valak. Apesar das críticas divididas, o filme consolidou ainda mais a popularidade da série entre fãs de terror contemporâneo.

Erick Steve. 

quinta-feira, 19 de março de 2026

O Massacre da Serra Elétrica 3D

O Massacre da Serra Elétrica 3D
Novo filme da franquia “Texas Chainsaw Massacre”, agora em terceira dimensão. Antes de qualquer coisa é interessante esclarecer que sempre fui fã dessa série sangrenta de filmes. Leatherface é um ícone dos filmes de terror. Baseado no famoso serial killer americano Ed Gein, o personagem é um dos mais conhecidos e cultuados matadores do cinema americano. Sua imagem com a máscara feita de restos humanos e uma serra elétrica pronta para dilacerar corpos já faz parte da cultura pop. O filme começa mostrando em uma bem feita montagem dos acontecimentos que antecedem a estória narrada aqui. A família Sawyer é encurralada em sua casa de fazenda por moradores da cidade indignados com o massacre supostamente feito pelo jovem Leatherface. Usando de seu instrumento de morte preferido (a serra elétrica) ele havia dizimado um grupo de jovens que se atreveram cruzar seu caminho. Para vingar a morte deles um grupo de caipiras beberrões cerca a propriedade, tocando fogo em tudo. Praticamente ninguém sai vivo do local. 

Os anos se passam e a última Sawyer morre, deixando sua propriedade para a neta. Ela é Heather Miller (Alexandra Daddario) que nem sabia de seu parentesco com a famosa família de assassinos uma vez que fora adotada após os trágicos acontecimentos. Sem pensar muito ela se reúne a um grupo de amigos e vão para o Texas para conhecer a propriedade que herdara. Chegando lá encontra uma bela casa no mais puro estilo sulista. Muito feliz com a generosa herança ela mal sabe o perigo que corre, pois nos porões da residência se encontra uma surpresa nada agradável para ela e seus amigos. “O Massacre da Serra Elétrica 3D” mantém o nível de violência dos filmes anteriores, ou seja, esteja preparado para ver muito sangue correndo pela tela. Decapitações, desmembramentos de braços e pernas também estão no menu. O uso do 3D é bem curioso, pois em vários momentos Leatherface literalmente joga sua serra elétrica em direção à câmera. Muita gente certamente vai se abaixar nos cinemas nesse momento. A atriz Alexandra Daddario é linda, uma bela garota de cabelos pretos e olhos azuis. Uma beldade certamente. Leatherface continua o mesmo perturbado de sempre, colecionando corpos humanos por onde passa. É um bom filme sanguinário que certamente vai agradar aos fãs desse tipo de produção. O fato de ter havido uma preocupação maior em ir em frente, inovando no enredo, é louvável. Penso que certamente vai agradar aos admiradores dos filmes de terror mais violentos. Não deixe de assistir.

O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua (Texas Chainsaw 3D, Estados Unidos, 2013) Direção: John Luessenhop / Roteiro: Adam Marcus, Debra Sullivan / Elenco: Alexandra Daddario, Trey Songz, Scott Eastwood / Sinopse: Heather (Alexandra Daddario) se torna a única herdeira da propriedade da famosa família de assassinos Sawyer. Assim decide viajar até o Texas com um grupo de amigos para tomar posse do local. Chegando lá ela acaba tendo uma surpresa nada agradável.

Pablo Aluísio

quarta-feira, 18 de março de 2026

Terrifier

Título no Brasil: Terrifier
Título Original: Terrifier
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Dark Age Cinema
Direção: Damien Leone
Roteiro: Damien Leone
Elenco: Jenna Kanell, Samantha Scaffidi, David Howard Thornton, Catherine Corcoran, Pooya Mohseni, Matt McAllister

Sinopse:
Na noite de Halloween, duas amigas, Tara e Dawn, cruzam o caminho de uma figura sinistra vestida de palhaço, conhecida como Art the Clown. Inicialmente, ele parece apenas um sujeito estranho, mas rapidamente revela sua natureza extremamente violenta e sádica. Após segui-las até uma pizzaria e, posteriormente, até um prédio abandonado, Art inicia uma série de ataques brutais e imprevisíveis. Sem qualquer explicação para suas motivações, o assassino transforma a noite em um pesadelo sangrento, perseguindo suas vítimas com criatividade macabra e crueldade extrema. O filme aposta em uma atmosfera simples, porém intensa, centrada na violência gráfica e no terror psicológico.

Comentários:
Quando foi lançado, Terrifier chamou atenção principalmente pelo seu estilo de terror independente e pela violência explícita, que dividiu a crítica. Alguns veículos, como a revista Variety, destacaram o compromisso do filme com o terror visceral e prático, especialmente os efeitos especiais feitos sem o uso excessivo de computação gráfica. Por outro lado, críticos apontaram a narrativa simples e a ausência de desenvolvimento mais profundo dos personagens. Apesar de sua produção de baixo orçamento, o filme encontrou um público fiel e cresceu significativamente em popularidade através do boca a boca e do mercado de streaming. O personagem Art the Clown, interpretado por David Howard Thornton, tornou-se rapidamente um ícone moderno do cinema de terror. Com o sucesso, o filme deu origem a uma franquia, incluindo Terrifier 2 (2022), que ampliou ainda mais a base de fãs. Hoje, Terrifier é considerado um exemplo marcante do terror independente contemporâneo e um dos responsáveis por revitalizar o subgênero slasher com uma abordagem mais extrema e gráfica.

Erick Steve. 

domingo, 15 de março de 2026

30 Dias de Noite

Título no Brasil: 30 Dias de Noite
Título Original: 30 Days of Night
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: David Slade
Roteiro: Steve Niles, Stuart Beattie
Elenco: Josh Hartnett, Melissa George, Danny Huston
  
Sinopse:
Adaptação dos quadrinhos escrito por Ben Templesmith e Steve Niles (que também assina o roteiro), o filme "30 Dias de Noite" mostra o cotidiano da pequena cidadezinha de Barrow, no Alasca. Em uma região extremamente fria e isolada do mundo, que durante o inverno não se vê a luz do sol, ficando toda a vila imersa em uma noite de 30 dias, que parece eterna. Um cenário perfeito para o ataque de um grupo de vampiros sedentos por sangue humano. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Filme de Terror.

Comentários:
"30 Days of Night" é um filme visceral! Não há outra definição para essa fita extremamente violenta que vai diretamente ao ponto. Temos aqui uma cidadezinha do Alaska que fica submersa nas trevas da noite por 30 dias seguidos. O lugar isolado e indefeso logo se torna o alvo perfeito para um ninho de vampiros violentos, sádicos e insanos. O enredo assim pode até parecer simplório demais, diria até simplista, mas não se engane, se trata mesmo de um ótimo filme de terror com muito sangue e vísceras por todos os lados. Não há nada de sensual ou romântico nesses vampiros, eles são monstros ao velho estilo, e não estão nada dispostos a interagir com os seres humanos que são encarados apenas como alimento e nada mais. O visual gótico, o ótimo cenário congelado e desolador e uma fotografia muito bem realizada (graças ao talentoso Jo Willems) tornaram o filme cult com o tempo. A maquiagem e os efeitos especiais são também os ideais, bem realizados, nunca tomando o lugar da trama, se adequando muito bem às cenas. O clima de desespero e violência logo se impõe. De certa maneira esse roteiro era quase uma resposta para a romantização que vinha sendo feita em cima dos vampiros no mundo do cinema e quadrinhos. Esses aqui certamente não estão interessados em paixões humanas e nem em relacionamentos. Eles querem se banhar no sangue alheio, matando o maior número possível de humanos que encontrarem pelo caminho. O curioso de tudo é que o diretor David Slade, que havia chamado a atenção da indústria pelo ótimo suspense "Menina Má.Com", acabou sendo estigmatizado depois de dirigir em 2010 o filme "A Saga Crepúsculo: Eclipse", justamente o extremo oposto do que propunha nesse violento "30 Dias de Noite". Pois é, ninguém é perfeito.

Pablo Aluísio .

quarta-feira, 11 de março de 2026

Pecadores

Título no Brasil: Pecadores
Título Original: Sinners
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Proximity Media
Direção: Ryan Coogler
Roteiro: Ryan Coogler
Elenco: Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Miles Caton, Jack O'Connell, Wunmi Mosaku, Delroy Lindo

Sinopse:
Ambientado em 1932, no sul dos Estados Unidos durante o período das leis de segregação racial, o filme acompanha dois irmãos gêmeos com passado criminoso que retornam à sua cidade natal no Mississippi tentando recomeçar a vida. Ambos são interpretados por Michael B. Jordan em um papel duplo. Ao tentar abrir um clube musical para a comunidade local, eles acabam se deparando com uma força sobrenatural que ameaça toda a região. Misturando elementos de terror, drama histórico e música blues, a narrativa explora a luta pela sobrevivência em meio ao racismo da época e ao surgimento de uma presença maligna que transforma a cidade em um cenário de horror. Conforme a ameaça cresce, os irmãos precisam enfrentar tanto seus pecados do passado quanto um inimigo que parece impossível de derrotar.

Comentários:
Desde seu lançamento em 2025, Sinners recebeu aclamação quase unânime da crítica. Publicações como The New Yorker, The Hollywood Reporter e The Guardian elogiaram a direção ambiciosa de Ryan Coogler e a atuação intensa de Michael B. Jordan, destacando também a mistura incomum de terror sobrenatural, drama histórico e musical inspirado no blues. O filme foi amplamente elogiado por sua estética visual e pela forma como conecta elementos do folclore e da música afro-americana à narrativa de horror. Entre o público, o filme também foi um grande sucesso comercial, arrecadando mais de 370 milhões de dólares mundialmente com um orçamento estimado entre 90 e 100 milhões. Além disso, tornou-se um fenômeno na temporada de premiações, recebendo 16 indicações ao Oscar, um recorde histórico para um único filme. A produção já é considerada como uma das mais importantes da década de 2020 no cinema americano, tanto pelo sucesso de crítica quanto pela ousadia estética e temática. A parceria entre Ryan Coogler e Michael B. Jordan, iniciada em filmes como Creed e Black Panther, atingiu aqui um de seus pontos mais altos, consolidando o longa como um marco contemporâneo do cinema de gênero e da narrativa afro-americana no cinema mainstream.

Erick Steve. 

domingo, 8 de março de 2026

Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 
O filme Blade Runner 2049, dirigido por Denis Villeneuve, foi lançado em 6 de outubro de 2017 nos Estados Unidos e trouxe um elenco liderado por Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Jared Leto, Robin Wright e Sylvia Hoeks. O longa é uma continuação direta de Blade Runner, clássico dirigido por Ridley Scott em 1982 e inspirado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick. A história se passa trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme e acompanha K, um blade runner replicante que trabalha para o Departamento de Polícia de Los Angeles caçando modelos antigos de androides ilegais. Durante uma missão aparentemente rotineira, K descobre um segredo enterrado há décadas que pode alterar completamente o equilíbrio entre humanos e replicantes. A investigação o leva a procurar Rick Deckard, o lendário blade runner desaparecido há anos. Conforme a trama se desenvolve, o filme explora questões profundas sobre identidade, memória, consciência e o que realmente significa ser humano. O enredo mantém a atmosfera melancólica e filosófica do original, mas expande significativamente o universo visual e narrativo. Com cenários grandiosos e fotografia impressionante, o filme apresenta um futuro decadente dominado por corporações e tecnologia avançada. Assim, Blade Runner 2049 se posiciona tanto como uma continuação respeitosa quanto como uma obra independente de ficção científica.

Quando foi lançado, Blade Runner 2049 recebeu uma recepção crítica extremamente positiva, sendo considerado por muitos jornalistas culturais como uma das raras sequências capazes de honrar um clássico do cinema. O jornal The New York Times elogiou a ambição artística do projeto e afirmou que o filme era “uma experiência hipnótica de ficção científica que privilegia atmosfera e reflexão em vez de ação convencional”. Já o Los Angeles Times destacou a direção de Denis Villeneuve e a cinematografia impressionante, descrevendo o longa como “uma continuação visualmente deslumbrante que expande o universo do original com inteligência e reverência”. A revista Variety também elogiou o ritmo contemplativo do filme e sua estética sofisticada, afirmando que ele “eleva o padrão das grandes produções de ficção científica contemporâneas”. Muitos críticos ressaltaram a coragem do estúdio em produzir um blockbuster de ritmo lento e temática filosófica. O desempenho de Ryan Gosling foi amplamente elogiado por sua atuação contida e melancólica. Ao mesmo tempo, o retorno de Harrison Ford ao papel de Deckard foi recebido com entusiasmo pelos fãs da obra original. A crítica em geral considerou o filme uma obra visualmente impressionante e intelectualmente ambiciosa.

A recepção crítica continuou muito positiva nas semanas seguintes ao lançamento, com diversas publicações especializadas classificando o filme como uma das melhores produções de ficção científica da década. A revista The New Yorker descreveu o longa como “um espetáculo futurista que consegue ser ao mesmo tempo épico e profundamente introspectivo”. Muitos críticos também destacaram a cinematografia de Roger Deakins, considerada uma das mais impressionantes do cinema moderno. Deakins acabou vencendo o Oscar de Melhor Fotografia, após várias indicações anteriores sem vitória. No total, o filme recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo categorias técnicas importantes. A produção venceu duas estatuetas: Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais, consolidando sua reputação como uma obra tecnicamente extraordinária. Diversas associações de críticos também premiaram o filme por sua direção de arte e trilha sonora. Muitos comentaristas observaram que a sequência conseguiu preservar o espírito filosófico do filme original enquanto introduzia novos temas e personagens. A combinação entre espetáculo visual e profundidade temática foi frequentemente citada como um dos maiores méritos do filme. Dessa forma, Blade Runner 2049 rapidamente se tornou uma referência moderna dentro do gênero da ficção científica.

Apesar do enorme prestígio crítico, o desempenho comercial do filme foi mais modesto do que o esperado pelos estúdios. O orçamento de produção foi estimado em cerca de 150 a 185 milhões de dólares, tornando o projeto uma das produções mais caras do ano. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou aproximadamente 92 milhões de dólares, enquanto o total mundial ficou em torno de 260 milhões de dólares. Embora esses números sejam respeitáveis, muitos analistas da indústria consideraram o resultado abaixo do necessário para transformar o filme em um grande sucesso financeiro. Parte do público achou o ritmo do longa mais lento e contemplativo do que o de blockbusters tradicionais. Ainda assim, o filme encontrou uma base fiel de admiradores que apreciaram sua estética sofisticada e sua abordagem filosófica. Muitos espectadores elogiaram a experiência visual nos cinemas, especialmente em telas IMAX. Com o passar do tempo, o filme ganhou nova popularidade através do mercado doméstico e do streaming. Assim, mesmo sem alcançar números gigantescos nas bilheterias, Blade Runner 2049 conquistou forte respeito entre cinéfilos e fãs de ficção científica.

Nos anos seguintes ao lançamento, Blade Runner 2049 passou a ser cada vez mais reconhecido como um dos grandes filmes de ficção científica do século XXI. Muitos críticos o consideram hoje uma sequência rara que conseguiu não apenas respeitar o original, mas também expandir seu universo de maneira significativa. A direção de Denis Villeneuve é frequentemente citada como exemplo de como conduzir grandes produções autorais dentro do cinema comercial. A fotografia de Roger Deakins se tornou referência estética para diversos filmes posteriores. O design de produção e a ambientação futurista também influenciaram inúmeras obras de ficção científica contemporâneas. Entre fãs do gênero, o filme ganhou status de cult moderno, sendo constantemente revisitado e analisado em discussões sobre filosofia, inteligência artificial e identidade humana. Muitos espectadores também passaram a apreciar mais o ritmo contemplativo da narrativa com o passar dos anos. Dessa forma, o filme consolidou uma reputação muito mais forte do que seu desempenho inicial de bilheteria poderia sugerir. Atualmente, ele é frequentemente citado em listas dos melhores filmes da década de 2010. Assim, Blade Runner 2049 acabou se tornando uma obra cada vez mais valorizada com o tempo.

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, Estados Unidos/Reino Unido/Canadá, 2017) Direção: Denis Villeneuve / Roteiro: Hampton Fancher e Michael Green, baseado nos personagens inspirados no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick / Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Jared Leto, Robin Wright e Sylvia Hoeks / Sinopse: Em um futuro distópico, um blade runner replicante descobre um segredo capaz de mudar a relação entre humanos e androides, levando-o a buscar um antigo caçador de replicantes desaparecido que pode revelar a verdade por trás desse mistério.

Erick Steve.