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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Um Sonho de Liberdade

Título no Brasil: Um Sonho de Liberdade
Título Original: The Shawshank Redemption
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont
Elenco: Tim Robbins, Morgan Freeman, Bob Gunton

Sinopse:
Andy Dufresne (Tim Robbins) é um mestre em finanças que, acusado de ter cometido um duplo assassinato, é condenado a pena de prisão perpétua numa penitenciária em Shawshank, na Flórida, durante os anos 1940. O lugar é dominado por guardas violentos e diretores corruptos. Logo ele se torna amigo e próximo de outro prisioneiro, Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman). Aos poucos Andy começa a trazer alguns benefícios para os presos em troca de favores ao corrupto diretor Samuel Norton (Bob Gunton). A liberdade porém se torna cada vez mais distante.

Comentários:
Baseado no conto "Rita Hayworth and Shawshank Redemption" de Stephen King, esse é seguramente uma das melhores adaptações para o cinema do mestre do terror. O enredo é profundamente humano e conta com maravilhosas interpretações de Tim Robbins e Morgan Freeman, o que me faz arriscar a dizer que sem dúvida é o melhor trabalho de ambos até os dias de hoje. O interessante nesse texto de Stephen King é que ele, pela primeira vez em muitos anos, resolveu mudar o foco de suas estórias, dando dessa vez prioridade em desenvolver psicologicamente todos os seus personagens em um nível que nunca foi comum em seus outros livros. O resultado é realmente excepcional, uma obra prima absoluta da sétima arte durante os anos 1990. Sucesso de público e crítica o filme recebeu sete indicações ao Oscar, inclusive Melhor Filme, Ator (para o sempre digno Morgan Freeman), fotografia e roteiro adaptado (para o próprio diretor Frank Darabont, que foi injustamente esquecido na categoria de Melhor Direção). Também foi indicado ao Globo de Ouro em diversas outras categorias, incluindo Melhor roteiro e ator (novamente para Darabont e Freeman). Em suma, "Um Sonho de Liberdade" é aquele tipo de filme que não fica datado nunca, soando tão inovador e belo como se tivesse sido lançado ontem nos cinemas. Se ainda não viu não perca mais tempo, é uma obra essencial para todo e qualquer cinéfilo que se preze.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Seven

Seven
Filmes sobre psicopatas geralmente costumam ser muito bons, principalmente quando o roteiro explora a mente desses assassinos de forma inteligente e original. É uma longa tradição em Hollywood a produção desse tipo de filme, basta lembrar do clássico “Psicose” do mestre Hitchcock para entender bem esse aspecto. Aqui em “Seven – Os Sete Crimes Capitais” temos um exemplo mais recente de uma obra cinematográfica que aborda o tema de forma maravilhosamente bem executada. Embora conte em seu elenco com um jovem Brad Pitt a verdade pura e simples é que a grande estrela de “Seven” é seu roteiro muito bem trabalhado e estruturado. Na trama um serial killer mata suas vítimas com requintes de crueldade, tentando reviver nas mortes os chamados sete pecados capitais, a saber: Luxúria, Gula, Preguiça, Ira, Inveja, Cobiça e Vaidade. Em cada assassinato o psicopata deixa sua marca, numa clara tentativa de punir suas vitimas por serem pecadores desses sete pecados capitais.

Para investigar as mortes é designada uma dupla de policiais, formada pelo veterano tenente William Somerset (Morgan Freeman) e pelo novato detetive David Mills (Brad Pitt), jovem e explosivo tira com sede de novas experiências. O roteiro, muito bem escrito, explora um dos tipos de serial killers mais interessantes que existem para a dramaturgia, os chamados “assassinos religiosos” que geralmente encontram base para seus crimes em textos litúrgicos, onde imprimem uma interpretação mais do que pessoal ao que lêem nesses livros. A direção de arte é um dos grandes trunfos de “Seven” pois todas as cenas dos crimes mais parecem quadros macabros da mente do assassino. No fundo é apenas uma das várias assinaturas que o cineasta David Fincher vai deixando pelo caminho. Um dos últimos diretores realmente autorais do cinema americano da atualidade, Fincher faria sua obra prima alguns anos depois em “Clube da Luta”. Assim fica a recomendação de “Seven” um filme inteligente e perturbador nas medidas certas. Grande momento do chamado filão de filmes sobre assassinos em série.

Seven – Os Sete Crimes Capitais (Se7en, Estados Unidos, 1995) Direção: David Fincher / Roteiro: Andrew Kevin Walker / Elenco: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow / Sinopse: Assassino em Série começa a executar suas vítimas usando como modelo os sete pecados capitais. Cada um dos crimes procura reproduzir as sete infrações religiosas. Para descobrir a autoria dos assassinatos dois policiais, um veterano e um novato, entram em campo.

Pablo Aluísio.