quinta-feira, 19 de março de 2026

O Massacre da Serra Elétrica 3D

O Massacre da Serra Elétrica 3D
Novo filme da franquia “Texas Chainsaw Massacre”, agora em terceira dimensão. Antes de qualquer coisa é interessante esclarecer que sempre fui fã dessa série sangrenta de filmes. Leatherface é um ícone dos filmes de terror. Baseado no famoso serial killer americano Ed Gein, o personagem é um dos mais conhecidos e cultuados matadores do cinema americano. Sua imagem com a máscara feita de restos humanos e uma serra elétrica pronta para dilacerar corpos já faz parte da cultura pop. O filme começa mostrando em uma bem feita montagem dos acontecimentos que antecedem a estória narrada aqui. A família Sawyer é encurralada em sua casa de fazenda por moradores da cidade indignados com o massacre supostamente feito pelo jovem Leatherface. Usando de seu instrumento de morte preferido (a serra elétrica) ele havia dizimado um grupo de jovens que se atreveram cruzar seu caminho. Para vingar a morte deles um grupo de caipiras beberrões cerca a propriedade, tocando fogo em tudo. Praticamente ninguém sai vivo do local. 

Os anos se passam e a última Sawyer morre, deixando sua propriedade para a neta. Ela é Heather Miller (Alexandra Daddario) que nem sabia de seu parentesco com a famosa família de assassinos uma vez que fora adotada após os trágicos acontecimentos. Sem pensar muito ela se reúne a um grupo de amigos e vão para o Texas para conhecer a propriedade que herdara. Chegando lá encontra uma bela casa no mais puro estilo sulista. Muito feliz com a generosa herança ela mal sabe o perigo que corre, pois nos porões da residência se encontra uma surpresa nada agradável para ela e seus amigos. “O Massacre da Serra Elétrica 3D” mantém o nível de violência dos filmes anteriores, ou seja, esteja preparado para ver muito sangue correndo pela tela. Decapitações, desmembramentos de braços e pernas também estão no menu. O uso do 3D é bem curioso, pois em vários momentos Leatherface literalmente joga sua serra elétrica em direção à câmera. Muita gente certamente vai se abaixar nos cinemas nesse momento. A atriz Alexandra Daddario é linda, uma bela garota de cabelos pretos e olhos azuis. Uma beldade certamente. Leatherface continua o mesmo perturbado de sempre, colecionando corpos humanos por onde passa. É um bom filme sanguinário que certamente vai agradar aos fãs desse tipo de produção. O fato de ter havido uma preocupação maior em ir em frente, inovando no enredo, é louvável. Penso que certamente vai agradar aos admiradores dos filmes de terror mais violentos. Não deixe de assistir.

O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua (Texas Chainsaw 3D, Estados Unidos, 2013) Direção: John Luessenhop / Roteiro: Adam Marcus, Debra Sullivan / Elenco: Alexandra Daddario, Trey Songz, Scott Eastwood / Sinopse: Heather (Alexandra Daddario) se torna a única herdeira da propriedade da famosa família de assassinos Sawyer. Assim decide viajar até o Texas com um grupo de amigos para tomar posse do local. Chegando lá ela acaba tendo uma surpresa nada agradável.

Pablo Aluísio

quarta-feira, 18 de março de 2026

Terrifier

Título no Brasil: Terrifier
Título Original: Terrifier
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Dark Age Cinema
Direção: Damien Leone
Roteiro: Damien Leone
Elenco: Jenna Kanell, Samantha Scaffidi, David Howard Thornton, Catherine Corcoran, Pooya Mohseni, Matt McAllister

Sinopse:
Na noite de Halloween, duas amigas, Tara e Dawn, cruzam o caminho de uma figura sinistra vestida de palhaço, conhecida como Art the Clown. Inicialmente, ele parece apenas um sujeito estranho, mas rapidamente revela sua natureza extremamente violenta e sádica. Após segui-las até uma pizzaria e, posteriormente, até um prédio abandonado, Art inicia uma série de ataques brutais e imprevisíveis. Sem qualquer explicação para suas motivações, o assassino transforma a noite em um pesadelo sangrento, perseguindo suas vítimas com criatividade macabra e crueldade extrema. O filme aposta em uma atmosfera simples, porém intensa, centrada na violência gráfica e no terror psicológico.

Comentários:
Quando foi lançado, Terrifier chamou atenção principalmente pelo seu estilo de terror independente e pela violência explícita, que dividiu a crítica. Alguns veículos, como a revista Variety, destacaram o compromisso do filme com o terror visceral e prático, especialmente os efeitos especiais feitos sem o uso excessivo de computação gráfica. Por outro lado, críticos apontaram a narrativa simples e a ausência de desenvolvimento mais profundo dos personagens. Apesar de sua produção de baixo orçamento, o filme encontrou um público fiel e cresceu significativamente em popularidade através do boca a boca e do mercado de streaming. O personagem Art the Clown, interpretado por David Howard Thornton, tornou-se rapidamente um ícone moderno do cinema de terror. Com o sucesso, o filme deu origem a uma franquia, incluindo Terrifier 2 (2022), que ampliou ainda mais a base de fãs. Hoje, Terrifier é considerado um exemplo marcante do terror independente contemporâneo e um dos responsáveis por revitalizar o subgênero slasher com uma abordagem mais extrema e gráfica.

Erick Steve. 

domingo, 15 de março de 2026

30 Dias de Noite

Título no Brasil: 30 Dias de Noite
Título Original: 30 Days of Night
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: David Slade
Roteiro: Steve Niles, Stuart Beattie
Elenco: Josh Hartnett, Melissa George, Danny Huston
  
Sinopse:
Adaptação dos quadrinhos escrito por Ben Templesmith e Steve Niles (que também assina o roteiro), o filme "30 Dias de Noite" mostra o cotidiano da pequena cidadezinha de Barrow, no Alasca. Em uma região extremamente fria e isolada do mundo, que durante o inverno não se vê a luz do sol, ficando toda a vila imersa em uma noite de 30 dias, que parece eterna. Um cenário perfeito para o ataque de um grupo de vampiros sedentos por sangue humano. Filme indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Filme de Terror.

Comentários:
"30 Days of Night" é um filme visceral! Não há outra definição para essa fita extremamente violenta que vai diretamente ao ponto. Temos aqui uma cidadezinha do Alaska que fica submersa nas trevas da noite por 30 dias seguidos. O lugar isolado e indefeso logo se torna o alvo perfeito para um ninho de vampiros violentos, sádicos e insanos. O enredo assim pode até parecer simplório demais, diria até simplista, mas não se engane, se trata mesmo de um ótimo filme de terror com muito sangue e vísceras por todos os lados. Não há nada de sensual ou romântico nesses vampiros, eles são monstros ao velho estilo, e não estão nada dispostos a interagir com os seres humanos que são encarados apenas como alimento e nada mais. O visual gótico, o ótimo cenário congelado e desolador e uma fotografia muito bem realizada (graças ao talentoso Jo Willems) tornaram o filme cult com o tempo. A maquiagem e os efeitos especiais são também os ideais, bem realizados, nunca tomando o lugar da trama, se adequando muito bem às cenas. O clima de desespero e violência logo se impõe. De certa maneira esse roteiro era quase uma resposta para a romantização que vinha sendo feita em cima dos vampiros no mundo do cinema e quadrinhos. Esses aqui certamente não estão interessados em paixões humanas e nem em relacionamentos. Eles querem se banhar no sangue alheio, matando o maior número possível de humanos que encontrarem pelo caminho. O curioso de tudo é que o diretor David Slade, que havia chamado a atenção da indústria pelo ótimo suspense "Menina Má.Com", acabou sendo estigmatizado depois de dirigir em 2010 o filme "A Saga Crepúsculo: Eclipse", justamente o extremo oposto do que propunha nesse violento "30 Dias de Noite". Pois é, ninguém é perfeito.

Pablo Aluísio .

quarta-feira, 11 de março de 2026

Pecadores

Título no Brasil: Pecadores
Título Original: Sinners
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Proximity Media
Direção: Ryan Coogler
Roteiro: Ryan Coogler
Elenco: Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Miles Caton, Jack O'Connell, Wunmi Mosaku, Delroy Lindo

Sinopse:
Ambientado em 1932, no sul dos Estados Unidos durante o período das leis de segregação racial, o filme acompanha dois irmãos gêmeos com passado criminoso que retornam à sua cidade natal no Mississippi tentando recomeçar a vida. Ambos são interpretados por Michael B. Jordan em um papel duplo. Ao tentar abrir um clube musical para a comunidade local, eles acabam se deparando com uma força sobrenatural que ameaça toda a região. Misturando elementos de terror, drama histórico e música blues, a narrativa explora a luta pela sobrevivência em meio ao racismo da época e ao surgimento de uma presença maligna que transforma a cidade em um cenário de horror. Conforme a ameaça cresce, os irmãos precisam enfrentar tanto seus pecados do passado quanto um inimigo que parece impossível de derrotar.

Comentários:
Desde seu lançamento em 2025, Sinners recebeu aclamação quase unânime da crítica. Publicações como The New Yorker, The Hollywood Reporter e The Guardian elogiaram a direção ambiciosa de Ryan Coogler e a atuação intensa de Michael B. Jordan, destacando também a mistura incomum de terror sobrenatural, drama histórico e musical inspirado no blues. O filme foi amplamente elogiado por sua estética visual e pela forma como conecta elementos do folclore e da música afro-americana à narrativa de horror. Entre o público, o filme também foi um grande sucesso comercial, arrecadando mais de 370 milhões de dólares mundialmente com um orçamento estimado entre 90 e 100 milhões. Além disso, tornou-se um fenômeno na temporada de premiações, recebendo 16 indicações ao Oscar, um recorde histórico para um único filme. A produção já é considerada como uma das mais importantes da década de 2020 no cinema americano, tanto pelo sucesso de crítica quanto pela ousadia estética e temática. A parceria entre Ryan Coogler e Michael B. Jordan, iniciada em filmes como Creed e Black Panther, atingiu aqui um de seus pontos mais altos, consolidando o longa como um marco contemporâneo do cinema de gênero e da narrativa afro-americana no cinema mainstream.

Erick Steve. 

domingo, 8 de março de 2026

Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 
O filme Blade Runner 2049, dirigido por Denis Villeneuve, foi lançado em 6 de outubro de 2017 nos Estados Unidos e trouxe um elenco liderado por Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Jared Leto, Robin Wright e Sylvia Hoeks. O longa é uma continuação direta de Blade Runner, clássico dirigido por Ridley Scott em 1982 e inspirado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick. A história se passa trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme e acompanha K, um blade runner replicante que trabalha para o Departamento de Polícia de Los Angeles caçando modelos antigos de androides ilegais. Durante uma missão aparentemente rotineira, K descobre um segredo enterrado há décadas que pode alterar completamente o equilíbrio entre humanos e replicantes. A investigação o leva a procurar Rick Deckard, o lendário blade runner desaparecido há anos. Conforme a trama se desenvolve, o filme explora questões profundas sobre identidade, memória, consciência e o que realmente significa ser humano. O enredo mantém a atmosfera melancólica e filosófica do original, mas expande significativamente o universo visual e narrativo. Com cenários grandiosos e fotografia impressionante, o filme apresenta um futuro decadente dominado por corporações e tecnologia avançada. Assim, Blade Runner 2049 se posiciona tanto como uma continuação respeitosa quanto como uma obra independente de ficção científica.

Quando foi lançado, Blade Runner 2049 recebeu uma recepção crítica extremamente positiva, sendo considerado por muitos jornalistas culturais como uma das raras sequências capazes de honrar um clássico do cinema. O jornal The New York Times elogiou a ambição artística do projeto e afirmou que o filme era “uma experiência hipnótica de ficção científica que privilegia atmosfera e reflexão em vez de ação convencional”. Já o Los Angeles Times destacou a direção de Denis Villeneuve e a cinematografia impressionante, descrevendo o longa como “uma continuação visualmente deslumbrante que expande o universo do original com inteligência e reverência”. A revista Variety também elogiou o ritmo contemplativo do filme e sua estética sofisticada, afirmando que ele “eleva o padrão das grandes produções de ficção científica contemporâneas”. Muitos críticos ressaltaram a coragem do estúdio em produzir um blockbuster de ritmo lento e temática filosófica. O desempenho de Ryan Gosling foi amplamente elogiado por sua atuação contida e melancólica. Ao mesmo tempo, o retorno de Harrison Ford ao papel de Deckard foi recebido com entusiasmo pelos fãs da obra original. A crítica em geral considerou o filme uma obra visualmente impressionante e intelectualmente ambiciosa.

A recepção crítica continuou muito positiva nas semanas seguintes ao lançamento, com diversas publicações especializadas classificando o filme como uma das melhores produções de ficção científica da década. A revista The New Yorker descreveu o longa como “um espetáculo futurista que consegue ser ao mesmo tempo épico e profundamente introspectivo”. Muitos críticos também destacaram a cinematografia de Roger Deakins, considerada uma das mais impressionantes do cinema moderno. Deakins acabou vencendo o Oscar de Melhor Fotografia, após várias indicações anteriores sem vitória. No total, o filme recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo categorias técnicas importantes. A produção venceu duas estatuetas: Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais, consolidando sua reputação como uma obra tecnicamente extraordinária. Diversas associações de críticos também premiaram o filme por sua direção de arte e trilha sonora. Muitos comentaristas observaram que a sequência conseguiu preservar o espírito filosófico do filme original enquanto introduzia novos temas e personagens. A combinação entre espetáculo visual e profundidade temática foi frequentemente citada como um dos maiores méritos do filme. Dessa forma, Blade Runner 2049 rapidamente se tornou uma referência moderna dentro do gênero da ficção científica.

Apesar do enorme prestígio crítico, o desempenho comercial do filme foi mais modesto do que o esperado pelos estúdios. O orçamento de produção foi estimado em cerca de 150 a 185 milhões de dólares, tornando o projeto uma das produções mais caras do ano. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou aproximadamente 92 milhões de dólares, enquanto o total mundial ficou em torno de 260 milhões de dólares. Embora esses números sejam respeitáveis, muitos analistas da indústria consideraram o resultado abaixo do necessário para transformar o filme em um grande sucesso financeiro. Parte do público achou o ritmo do longa mais lento e contemplativo do que o de blockbusters tradicionais. Ainda assim, o filme encontrou uma base fiel de admiradores que apreciaram sua estética sofisticada e sua abordagem filosófica. Muitos espectadores elogiaram a experiência visual nos cinemas, especialmente em telas IMAX. Com o passar do tempo, o filme ganhou nova popularidade através do mercado doméstico e do streaming. Assim, mesmo sem alcançar números gigantescos nas bilheterias, Blade Runner 2049 conquistou forte respeito entre cinéfilos e fãs de ficção científica.

Nos anos seguintes ao lançamento, Blade Runner 2049 passou a ser cada vez mais reconhecido como um dos grandes filmes de ficção científica do século XXI. Muitos críticos o consideram hoje uma sequência rara que conseguiu não apenas respeitar o original, mas também expandir seu universo de maneira significativa. A direção de Denis Villeneuve é frequentemente citada como exemplo de como conduzir grandes produções autorais dentro do cinema comercial. A fotografia de Roger Deakins se tornou referência estética para diversos filmes posteriores. O design de produção e a ambientação futurista também influenciaram inúmeras obras de ficção científica contemporâneas. Entre fãs do gênero, o filme ganhou status de cult moderno, sendo constantemente revisitado e analisado em discussões sobre filosofia, inteligência artificial e identidade humana. Muitos espectadores também passaram a apreciar mais o ritmo contemplativo da narrativa com o passar dos anos. Dessa forma, o filme consolidou uma reputação muito mais forte do que seu desempenho inicial de bilheteria poderia sugerir. Atualmente, ele é frequentemente citado em listas dos melhores filmes da década de 2010. Assim, Blade Runner 2049 acabou se tornando uma obra cada vez mais valorizada com o tempo.

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, Estados Unidos/Reino Unido/Canadá, 2017) Direção: Denis Villeneuve / Roteiro: Hampton Fancher e Michael Green, baseado nos personagens inspirados no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick / Elenco: Ryan Gosling, Harrison Ford, Ana de Armas, Jared Leto, Robin Wright e Sylvia Hoeks / Sinopse: Em um futuro distópico, um blade runner replicante descobre um segredo capaz de mudar a relação entre humanos e androides, levando-o a buscar um antigo caçador de replicantes desaparecido que pode revelar a verdade por trás desse mistério.

Erick Steve. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Força Sinistra

Força Sinistra
Na década de 1980 com o sucesso de Steven Spielberg e seu cinema de aventura e fantasia os demais estúdios procuraram inovar em suas produções. “Força Sinistra” seguia a linha dos filmes de terror da época, seguindo os passos da franquia Alien ao misturar terror e ficção. E tinha um diretor que havia trabalhado com Spielberg antes. A diferença básica era que os alienígenas desse filme não eram criaturas com sangue de ácido e natureza predatória. Na verdade eram vampiros espaciais, seres que precisavam sugar a força vital de outros seres vivos para sobreviverem. Ao invés dos monstros de Aliens eles surgiam como homens e mulheres normais que usavam de seu poder de sedução para capturar suas presas. “Força Sinistra” tinha um roteiro enxuto, sem perda de tempo ou preocupação maior em desenvolver os personagens em cena. Na realidade os seres espaciais eram completamente sem profundidade e estavam ali apenas para se alimentar dos humanos distraídos que lhe apareciam pela frente. Também pudera já que o roteiro havia sido escrito em cima de uma obra de ficção puramente pulp fiction chamada “The Space Vampires” de autoria do inglês Colin Wilson.

O diretor de “Força Sinistra” era o cineasta Tobe Hooper, que havia dirigido o grande sucesso “Poltergeist” dois anos antes. Seu nome na direção garantiu a exibição do filme nos cinemas brasileiros onde conquistou até que uma boa performance de público mas não de crítica. Os críticos brasileiros reclamaram bastante da falta de desenvolvimento dos personagens, da banalidade das situações de terror e suspense e até mesmo da nudez excessivamente explorada da atriz que interpretava uma das vampiras vindas do espaço (ela surgia o tempo todo nua, devorando suas vítimas). É curioso que em plena ditadura militar os censores não tenham implicado mais com o filme por causa disso. “Laranja Mecânica”, por exemplo, foi censurado e perseguido no Brasil por anos mas “Força Sinistra” que tinha muito mais nudez e violência escapou, sendo liberado para maiores de 16 anos. Apesar das críticas o filme conseguiu arrancar uma indicação ao Prêmio Saturno de Melhor filme de terror de 1986, uma indicação que atribuo muito mais ao prestigio do diretor Tobe Hooper e do roteirista Dan O´Bannon, do que por seus méritos cinematográficos. Mesmo assim fica a dica: “Força Sinistra” que mostra os vampiros como eles eram na década de 80: espaciais, sensuais e vorazes.  

Força Sinistra (Lifeforce, Estados Unidos, 1985) Direção: Tobe Hooper / Roteiro: Dan O'Bannon, Don Jakoby, Michael Armstrong, Olaf Pooley / Elenco: Steve Railsback, Peter Firth, Frank Finlay, Mathilda May, Patrick Stewart / Sinopse: Nave especial que segue o cometa Halley é explorada por astronautas americanos que descobrem três corpos em estado vegetativo. Com a finalidade de estudar essas novas formas de vida os corpos são levados para o planeta Terra o que se revelará uma péssima idéia pois se tratam de vampiros espaciais que sugam a força vital de suas vitimas.

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Sexta-feira 13 - Parte 6

Título no Brasil: Sexta-feira 13 - Parte 6 - Jason Vive
Título Original: Jason Lives - Friday the 13th Part VI
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Tom McLoughlin
Roteiro: Tom McLoughlin
Elenco: Thom Mathews, Jennifer Cooke, David Kagen

Sinopse:
Tommy Jarvis (Thom Mathews) vai ao cemitério para se livrar de uma vez por todas do corpo do serial killer Jason Voorhees (C.J. Graham), mas ao invés disso vez acaba inadvertidamente o trazendo de volta à vida! O assassino de milhares de jovens inocentes estava de volta. Agora Jason quer vingança, e Tommy deverá derrotá-lo de uma vez por todas. Indicado ao prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor coleção em DVD / Blu-Ray.

Comentários:
Certa vez li uma crítica sobre o personagem Jason Voorhees dizendo que ele era o psicopata mais sem graça do cinema. Isso porque ele não passava de um assassino com um facão matando um bando de jovens em todos os filmes da franquia "Friday the 13th". Para piorar parecia imortal pois nunca morria, apesar de ser esfaqueado, baleado, decapitado e tudo mais que você possa imaginar. Certamente após um tempo Jason ficou mesmo completamente ridículo. A Paramount porém não queria perder sua lucratividade e por essa razão tomou um dos poucos caminhos que ainda restavam para o personagem, se auto satirizar. "Jason Lives - Friday the 13th Part VI" segue a linha violenta dos demais filmes mas pela primeira vez se dá ao luxo de rir de si próprio. Talvez por essa razão tenha sido elogiado em seu lançamento, encontrando o sucesso no mercado de VHS, onde se tornou um campeão de locações. Provavelmente o público já estava cansado de pagar entradas de cinemas para ver Jason, mas ele ainda valia o preço de uma locação no fim de semana. Assim no final das contas o humor (mesmo que negro) salvou a fita da irrelevância completa. Até hoje o filme é considerado um dos melhores da franquia. Se ainda não conhece dê uma chance a mais para Jason e sua incrível sede de sangue.

Pablo Aluísio.

A Hora do Pesadelo 6

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo 6 - O Pesadelo Final
Título Original: Freddy's Dead - The Final Nightmare
Ano de Produção: 1991
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Rachel Talalay
Roteiro: Rachel Talalay
Elenco: Robert Englund, Lisa Zane, Shon Greenblatt, Lezlie Deane, Ricky Dean Logan, Breckin Meyer

Sinopse:
O psicótico Freddy Krueger retorna mais uma vez para rondar os pesadelos do último adolescente sobrevivente de Springwood e de uma mulher cuja conexão pessoal com Krueger pode significar sua perdição.

Comentários:
Também conhecido como "A Morte de Freddy", esse sexto filme fez a mesma coisa que aconteceu com o Superman nos quadrinhos. Fácil de entender essa comparação. Nos quadrinhos as edições do Superman vendiam cada vez menos a cada ano. Então os editores tiveram a ideia de explorar "A morte do Superman". E assim o personagem voltou a vender bem nas bancas. Com Freddy Krueger aconteceu a mesma coisa. Seus filmes iam apresentando bilheterias cada vez piores com o tempo. Então os produtores decidiram matar o personagem para ver se dava certo, para que o público dos filmes de terror voltassem a ter interesse por ele. Não deu muito certo. O filme não apresentou boa bilheteria e a decisão de transformar os últimos 15 minutos do filme em 3D não foi uma boa ideia. Numa época em que o 3D ainda era muito primitivo, com aqueles óculos de papel, com lentes de plástico azul e vermelha, ninguém conseguia ver nada no cinema. Um desastre. Assim esse sexto filme realmente afundou a franquia. Numa ironia poética, realmente causou a morte de Freddy por vários anos no cinema. Nenhum produtor queria mais financiar novos filmes dessa franquia.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Socorro!

Socorro!
O filme Send Help (Send Help) foi lançado nos cinemas em 30 de janeiro de 2026, após estrear mundialmente no TCL Chinese Theatre em Los Angeles em 21 de janeiro de 2026. Dirigido pelo veterano de cinema Sam Raimi, conhecido por mesclar horror, humor e ação ao longo de sua carreira, e escrito por Damian Shannon e Mark Swift, o longa traz uma abordagem de survival horror com elementos de comédia sombria. O elenco principal é liderado por Rachel McAdams, que interpreta a estrategista corporativa Linda Liddle, e Dylan O'Brien como seu chefe Bradley Preston, além de Edyll Ismail, Xavier Samuel, Chris Pang e Dennis Haysbert em papéis de apoio. A história parte do ponto crítico em que um acidente de avião em um voo corporativo deixa apenas Linda e Bradley como sobreviventes em uma ilha deserta, forçando-os a confrontar antigos ressentimentos e disputas enquanto lutam pela sobrevivência nesse ambiente hostil.

Ao ser lançado, Send Help recebeu críticas majoritariamente positivas, com muitos críticos elogiando o equilíbrio entre horror visceral, comédia negra e tensão psicológica. Segundo agregadores, o filme foi classificado como “Certified Fresh” com pontuação alta entre críticos, destacando a capacidade de Raimi em misturar elementos de suspense, humor e violência de forma eficiente. Alguns comentários críticos ressaltaram que a performance de Rachel McAdams se sobressai ao transformar a protagonista num personagem complexo e imprevisível, enquanto outros elogiaram o contraste entre a dinâmica de poder no escritório e a luta pela sobrevivência em condições extremas. Ainda assim, houve observações de que certos elementos de horror mais gráficos e mudanças de tom podem parecer exagerados ou inconsistentes para alguns espectadores.

Publicações americanas também destacaram a premissa original e a execução cinematográfica da narrativa. A crítica da Reuters destacou que o filme combina cenas intensas e humor negro com a assinatura visual e temática de Raimi, transformando o embate psicológico entre personagem numa experiência visceral e divertida. Já críticos internacionais, como o do The Guardian, comentaram que, embora o longa tenha momentos promissores na sátira e no desenvolvimento inicial da história, os elementos de horror mais exagerados acabaram por tornar algumas partes menos convincentes, ainda que McAdams tenha sido elogiada por sua atuação sólida.

No aspecto comercial, Send Help apresentou um desempenho sólido nas bilheterias. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 83 milhões mundialmente, demonstrando forte retorno financeiro para um thriller de horror com comédia sombria em 2026. Esse desempenho incluiu estreias robustas em seu fim de semana de abertura nos Estados Unidos e Canadá, onde liderou as bilheterias presentes, além de resultados positivos no mercado internacional.

Atualmente, Send Help é visto como um trabalho que representa o retorno de Sam Raimi ao gênero que o consagrou, misturando horror, humor e tensão psicológica com grande eficácia. A obra é frequentemente citada como um dos filmes de suspense mais originais do início de 2026, por seu enfoque nas dinâmicas de poder, conflito e sobrevivência humana em situações extremas. A química entre o elenco e a direção estilisticamente ousada também são frequentemente elogiadas em revisões contemporâneas, e o filme ganhou popularidade tanto entre fãs de horror quanto entre críticos que apreciam sua abordagem única.

Socorro! (Send Help, Estados Unidos, 2026) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Damian Shannon e Mark Swift / Elenco: Rachel McAdams, Dylan O’Brien, Edyll Ismail, Xavier Samuel, Chris Pang, Dennis Haysbert / Sinopse: Após sobreviverem a um acidente de avião, dois colegas de trabalho com uma relação conflituosa precisam cooperar — e confrontar seus próprios demônios — enquanto lutam para sobreviver em uma ilha deserta.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pânico 7

Pânico 7
Pânico 7 (Scream 7) é o sétimo capítulo oficial da franquia de terror slasher Scream, programado para estrear nos cinemas em 26 de fevereiro de 2026 no Brasil e 27 de fevereiro de 2026 nos Estados Unidos. A direção fica a cargo de Kevin Williamson, criador da saga e autor dos primeiros roteiros, assumindo também o posto de diretor pela primeira vez na série. O elenco traz o retorno de Neve Campbell como Sidney Prescott, agora vivendo uma vida mais tranquila longe do passado sangrento, mas forçada a enfrentar seus traumas quando um novo assassino Ghostface volta a atacar. Também retornam nomes icônicos como Courteney Cox como Gale Weathers e David Arquette como Dewey Riley, ao lado de integrantes mais recentes e novos personagens que se unem à luta contra o legado de sangue. O ponto de partida da história gira em torno da família de Sidney, que se torna alvo das novas ameaças do assassino mascarado, estabelecendo tensão emocional e terror iminente sem revelar o desfecho macabro da narrativa.

Antes mesmo da estreia, Pânico 7 gerou grande antecipação tanto do público quanto da crítica, em parte devido à expectativa pelo retorno de personagens clássicos e à mudança criativa que marca a entrada de Williamson na direção. Notícias recentes destacam que o filme poderá contar com retornos inesperados de personagens antigos, incluindo aqueles que haviam morrido em filmes anteriores, criando um clima de surpresa e mistério entre os fãs. Isso alimentou debates em artigos como o publicado pelo GamesRadar, que afirma que o filme está posicionado para ter a maior abertura de fim de semana da franquia diante do entusiasmo dos fãs e pré-vendas fortes.

Críticos especializados observaram que a produção busca equilibrar elementos clássicos do terror slasher com uma exploração mais emocional do legado de Sidney Prescott, agora encarando não apenas assassinatos brutais, mas também suas consequências psicológicas e familiares. Comentários prévios ao lançamento ressaltam que alguns retornos no elenco — como de atores que interpretaram antagonistas antigos — podem ampliar o alcance narrativo do filme.

Como filme de 2026, Pânico 7 ainda não tem avaliações completas de público e crítica no momento, mas a recepção antecipada indica grande interesse e expectativas elevadas, especialmente considerando o jeito como a franquia celebra seu 30 º aniversário e revisita seus temas centrais. A cobertura recente sugere que, mesmo com polêmica em torno de mudanças nos bastidores, o projeto está sendo encarado como uma tentativa de fechar ou renovar aspectos importantes da saga.

No aspecto comercial, apesar de ainda não ter números definitivos de bilheteria (visto que a estreia ocorre em fevereiro de 2026), Pânico 7 já demonstra forte potencial de arrecadação e engajamento global, baseado no histórico da franquia e na movimentação antecipada do público. Especialistas em cinema já apontaram projeções robustas de abertura e amplo interesse de mercado, sinais típicos de um lançamento mainstream de sucesso.

Com o filme agora oficialmente estreando, Pânico 7 deverá acrescentar novos capítulos à mitologia de Sidney Prescott e do icônico assassino Ghostface — um fenômeno do terror moderno cuja influência cultural já se estende por décadas. A expectativa dos fãs é tanto por homenagear as raízes da franquia quanto por explorar novos caminhos narrativos dentro do gênero slasher.

Pânico 7 (Scream 7, Estados Unidos, 2026) Direção: Kevin Williamson / Roteiro: Kevin Williamson e Guy Busick (história de James Vanderbilt e Guy Busick) / Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, Mason Gooding, Jasmin Savoy Brown, Isabel May, Joel McHale, Mckenna Grace, Anna Camp / Sinopse: Num novo ciclo de assassinatos inspirados por Ghostface, uma sobrevivente lendária é forçada a confrontar seus piores traumas ao proteger sua família enquanto desenterra terrores antigos e modernos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Lobisomem

Lobisomem 
Antes de mais nada me desagra muito o título desse filme! Ora, esse é o título original do filme clássico e depois de seu remake, aquele bom filme com Anthony Hopkins. Então ter esse filme mais uma vez com o mesmo título, aliás bem genérico, me soa como mero oportunismo comercial. Dito isso, vamos ao filme. Na história temos um protagonista que no passado precisou enfrentar uma situação perigosa ao lado do pai numa floresta. Eles foram cercados e quase atacados por uma misteriosa criatura. Um lobisomem. Os anos passam e aquele garotinho agora é um homem, casado, pai de uma filhinha adorável. Quando seu velho pai é dado como desaparecido e morto, ele então retorna para sua antiga casa paterna para tomar posse de sua herança. Algo que vai se revelar a pior decisão de sua vida. 

A mesma casa, isolada no meio da floresta, causa medo. E não é para menos. Naqueles bosques ao redor há mesmo uma criatura, um lobisomem à solta. Quando essa ataca a família do protagonista ele a defende do monstro. Na luta é ferido, mordido. Bom, se você já assistiu a algum filme de lobisomem na vida já sabe o que isso significa. Ele está condenado a também virar esse tipo de besta, meio homem, meio lobo. Agora é sua família que corre enorme risco e não por uma ameaça externa, mas por sua própria presença dentro da casa. As cartas estão na mesa.

Em geral temos um bom filme aqui. Não é excepcional em nenhum momento, mas conta bem sua história de terror. O visual dos lobisomens vai decepcionar parte do público. Após décadas de filmes com esses monstros, explorando os mais diversos tipos de maquiagem e design, os desse filme vão mesmo soar meio genéricos, até comuns. Uma deformação aqui, outra acolá. Apenas um homem deformado com grandes dentes. Nada mais. Inovador mesmo apenas a visão do Lobisomem, visto de um ponto de vista subjetivo do monstro. Essa parte ficou bem legal! De qualquer forma o saldo final é positivo. Eu gostei do que assisti e recomendo aos fãs de terror cinematográfico. 

Lobisomem (Wolf Man, Estados Unidos, 2025) Direção: Leigh Whannell / Roteiro: Leigh Whannell, Corbett Tuck / Elenco: Christopher Abbott, Julia Garner, Matilda Firth / Sinopse: Homem tenta salvar sua família do ataque de uma criatura monstruosa no meio da floresta, mas acaba se ferindo. Em pouco tempo ele próprio começa a se transformar no mestmo tipo de monstro, colocando em perigo a vida de sua esposa e sua pequena filha. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O Ritual

O Ritual
Acabei de chegar do cinema onde fui assistir esse "O Ritual". Minhas expectativas eram bem otimistas e devo confessar que elas foram plenamente satisfeitas. Aqui está um caso raro de filme que trata sobre o tema exorcismo de forma adulta, sem exageros ou palhaçadas (como o recente "O Último Exorcismo"). O roteiro escrito a partir do livro de Matt Baglio é sutil, muito inteligente e trata a batalha entre fé e ceticismo de uma forma muito bem elaborada. Fiquei o filme inteiro concentrado e interessado, o que não é muito habitual em filmes recentes de terror. O que torna tudo especial aqui é justamente o fato dos dois envolvidos no ritual de exorcismo (o padre Lucas - interpretado com raro brilhantismo por Anthony Hopkins - e seu aprendiz Michael Kovak) terem tidos ambos crises de fé. Se fossem religiosos plenamente convencidos de sua fé o filme perderia grande parte de seu interesse. 

Muito se disse que o filme não tem cenas fortes de exorcismo. Isso é verdade apenas em parte. Achei a cena final muito bem escrita (e interpretada) e sinceramente me causou muito mais impacto do que aqueles montes de efeitos especiais gratuitos que estamos acostumados a ver. Tudo é tratado em um plano bem mais imaginativo (e eficiente). Isso porque grande parte do duelo é travado em um nível muito mais intelectual e teológico (embora cenas de alto impacto físico também estejam presentes). A direção de Mikael Håfström é discreta, mas firme. Seu trabalho me animou tanto que pretendo ver em breve seu filme anterior (Conspiração Xangai). Enfim, "O Ritual" é sem dúvida um filme muito bom, acima da média. 

O Ritual (The Rite, Estados Unidos, 2011) Direção: Mikael Håfström / Roteiro: Michael Petroni baseado no livro de Matt Baglio / Elenco: Anthony Hopkins, Alice Braga, Ciarán Hinds, Rutger Hauer, Chris Marquette, Toby Jones, Franco Nero, Torrey DeVitto / Sinopse: Um seminarista chamado Michael Kovak (Colin O’Donoghue) tem sérias dúvidas sobre sua própria fé até encontrar-se com o Padre Lucas (Anthony Hopkins), um dos sacerdotes autorizados pelo Vaticano para a prática do exorcismo.  

Pablo Aluísio.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Os Estranhos: Caçada Noturna

Os Estranhos: Caçada Noturna
Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night) foi lançado em 9 de março de 2018, dirigido por Johannes Roberts e estrelado por Bailee Madison, Lewis Pullman, Christina Hendricks e Martin Henderson. Continuação independente do filme de 2008, o longa acompanha uma família que viaja durante a noite para um parque de trailers isolado, onde pretende resolver tensões pessoais antes de uma mudança importante. O ponto de partida da narrativa surge quando o local aparentemente vazio revela a presença dos misteriosos invasores mascarados, que passam a perseguir os visitantes de forma implacável. A partir desse encontro, o filme desenvolve uma sucessão de confrontos tensos e perseguições estilizadas, explorando medo, sobrevivência e desintegração familiar sob extrema pressão, sem antecipar os acontecimentos finais.

No momento do lançamento, Os Estranhos: Caçada Noturna recebeu uma reação crítica mista. O The New York Times observou que o filme abandonava parte do minimalismo psicológico do original em favor de uma abordagem mais visual e musical, destacando o uso marcante de canções pop dos anos 1980 para criar contraste com a violência. Já o Los Angeles Times reconheceu a eficiência de certas sequências de suspense, especialmente nas cenas ambientadas em espaços abertos iluminados por neon, embora tenha apontado fragilidades no desenvolvimento dramático dos personagens.

A revista Variety descreveu o longa como um slasher estilizado e consciente de suas referências, comparando sua atmosfera a clássicos do terror oitentista. O The New Yorker comentou que, apesar de menos perturbador que o primeiro filme, a continuação possuía energia visual e senso de ritmo capazes de manter a tensão. Parte da crítica considerou a mudança de tom uma perda de profundidade, enquanto outra parte valorizou o caráter assumidamente cinematográfico e pop. O consenso geral permaneceu dividido, oscilando entre apreciação estética e críticas ao roteiro.

No campo comercial, Os Estranhos: Caçada Noturna apresentou desempenho sólido para o gênero de terror. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 5 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 24 milhões mundialmente. Embora inferior ao sucesso do original, o resultado foi considerado financeiramente positivo devido ao baixo custo de produção. O desempenho confirmou a viabilidade contínua da franquia dentro do mercado de terror de médio porte, especialmente entre fãs de slasher contemporâneo.

Com o passar do tempo, o filme passou por reavaliação moderadamente favorável, sobretudo entre admiradores do terror estilizado. Muitos críticos contemporâneos destacam a famosa sequência na piscina iluminada por luzes coloridas como um momento visualmente icônico do horror recente. A trilha sonora nostálgica e a direção visual mais assumida também ganharam reconhecimento, ainda que o longa continue sendo visto como inferior ao impacto psicológico do primeiro capítulo. Hoje, mantém status de sequência cult dentro do terror moderno.

Os Estranhos: Caçada Noturna (The Strangers: Prey at Night, Estados Unidos, 2018) Direção: Johannes Roberts / Roteiro: Ben Ketai (baseado nos personagens criados por Bryan Bertino) / Elenco: Bailee Madison, Lewis Pullman, Christina Hendricks, Martin Henderson, Damian Maffei, Emma Bellomy / Sinopse: Durante uma parada em um parque de trailers isolado, uma família torna-se alvo de perseguidores mascarados e precisa lutar pela sobrevivência em uma noite marcada por terror e violência.

Erick Steve. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Os Estranhos

Os Estranhos
Os Estranhos (The Strangers) foi lançado em 30 de maio de 2008, dirigido por Bryan Bertino e estrelado por Liv Tyler e Scott Speedman, com participações de Gemma Ward, Kip Weeks e Laura Margolis. Inserido no subgênero do terror de invasão domiciliar, o filme acompanha um casal que se refugia em uma casa isolada após uma noite emocionalmente difícil. O ponto de partida da narrativa ocorre quando batidas misteriosas à porta iniciam uma sequência de acontecimentos perturbadores, revelando a presença de figuras mascaradas que passam a cercar a residência. A partir desse momento, o longa constrói uma atmosfera crescente de medo, silêncio e vulnerabilidade, explorando a sensação de ameaça constante e imprevisível. A história se desenvolve de forma minimalista e claustrofóbica, concentrando-se na experiência psicológica das vítimas sem antecipar os desdobramentos finais do confronto.

No momento de seu lançamento, Os Estranhos recebeu uma reação crítica mista, com elogios ao clima de tensão e críticas à simplicidade narrativa. O The New York Times destacou a eficácia do suspense construído a partir do silêncio e da espera, observando que o filme era “perturbador justamente por sua aparente banalidade”. O jornal ressaltou ainda a atuação contida de Liv Tyler, capaz de transmitir medo genuíno sem recorrer a excessos melodramáticos. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de Bryan Bertino por privilegiar atmosfera em vez de sustos fáceis, embora tenha apontado limitações no desenvolvimento dramático dos personagens.

A revista Variety classificou o longa como “um exercício de tensão eficiente e cruel”, enfatizando que sua força residia na sensação de realismo e na ausência de explicações reconfortantes. O The New Yorker observou que o filme parecia interessado em provocar desconforto existencial mais do que entretenimento convencional, ainda que isso resultasse em narrativa deliberadamente simples. Parte da crítica considerou o minimalismo uma qualidade essencial, enquanto outra parte viu nisso uma limitação estrutural. O consenso geral permaneceu dividido, mas reconhecendo a capacidade do filme de gerar medo intenso com poucos elementos.

No aspecto comercial, Os Estranhos foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 9 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 52 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 80 milhões mundialmente. O forte retorno financeiro demonstrou a viabilidade comercial de produções de terror de baixo custo baseadas em atmosfera e conceito simples. O desempenho também consolidou Bryan Bertino como novo nome do gênero e abriu caminho para continuações e expansão da marca anos depois.

Com o passar do tempo, Os Estranhos conquistou status de terror cult moderno, sendo frequentemente citado entre os filmes mais perturbadores dos anos 2000. Críticos contemporâneos tendem a valorizar ainda mais sua abordagem minimalista, a sensação de realismo cruel e a ausência de explicações sobrenaturais ou morais claras. A obra passou a ser estudada como exemplo eficaz de horror baseado em vulnerabilidade cotidiana e violência aleatória. Mesmo divisivo, o filme mantém forte reputação entre fãs do gênero e influência perceptível em produções posteriores de invasão domiciliar.

Os Estranhos (The Strangers, Estados Unidos, 2008) Direção: Bryan Bertino / Roteiro: Bryan Bertino / Elenco: Liv Tyler, Scott Speedman, Gemma Ward, Kip Weeks, Laura Margolis, Glenn Howerton / Sinopse: Um casal isolado em uma casa de campo passa a ser aterrorizado por invasores mascarados que transformam uma noite comum em uma experiência extrema de medo e sobrevivência.

Erick Steve. 

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Novos Filmes de Terror

No início de janeiro de 2026, o cinema de terror já começou forte, trazendo títulos que misturam horror tradicional e elementos de sobrevivência assustadora. Entre os lançamentos mais marcantes está Primate, um filme que mistura terror com suspense de sobrevivência, em que um animal aparentemente dócil se transforma em ameaça mortal e desencadeia um pesadelo para um grupo de personagens isolados numa ilha americana. A presença de um cenário natural e selvagem amplia o medo visceral do desconhecido e coloca o espectador frente a frente com a ideia de que a natureza pode se tornar inimiga. Esse lançamento marcou uma tendência do gênero para explorar conflitos humanos em ambientes extremos, combinando o terror físico com tensões emocionais. Logo após, 28 Years Later: The Bone Temple continuou a franquia pós-apocalíptica iniciada em filmes anteriores, aprofundando um mundo devastado por vírus e violência. Esta sequência apostou em ação e horror, reforçando como franquias longas ainda conseguem reinventar o medo. O impacto desses filmes no público foi notável, inaugurando o ano com obras que equilibram suspense e terror visceral. A escolha de temáticas variadas já sinaliza a pluralidade do gênero neste início de 2026. Esta fase inicial prova que o horror continua se renovando.

Ainda em janeiro, outros lançamentos ganharam atenção, mesmo que em plataformas de vídeo sob demanda (VOD) ou festivais independentes. Um exemplo é Iron Lung, adaptação do famoso jogo de terror, que trouxe uma atmosfera claustrofóbica em um cenário pós-apocalíptico submarino, onde o protagonista luta contra forças desconhecidas. A proposta de terror sci-fi, unindo elementos de sobrevivência e psicose, agradou fãs de narrativas mais densas e isoladas. Outro título que também circulou foi Send Help, produzido por Sam Raimi, que mistura terror com humor negro enquanto personagens tentam sobreviver em um ambiente hostil após um acidente. Essas obras, embora não tenham tido grande estreia teatral, refletem a força do terror no mercado digital e alternativas de lançamento. Muitos desses filmes exploram a sensação de impotência em ambientes controlados ou isolados. Em janeiro, a variedade de abordagens — desde horror animal até medo psicológico e isolamento — mostrou que o início do ano não deixou a desejar para os aficionados do gênero. A recepção online também teve papel importante na disseminação desses títulos.

Já em fevereiro de 2026, o gênero aterrorizou as grandes telas com títulos de franquias consagradas e novas propostas. Um dos filmes mais aguardados foi The Strangers: Chapter 3, que encerrou a trilogia com uma conclusão sangrenta e atmosférica, trazendo de volta os antagonistas mascarados e sua violência perturbadora. Essa sequência reafirmou a popularidade de filmes de terror que apostam em figuras icônicas e perseguições implacáveis, agradando fãs do estilo slasher clássico. Outro lançamento impactante foi Cold Storage, que combinou horror com elementos de sci-fi e comédia negra ao apresentar um organismo perigoso que escapa em um ambiente aparentemente seguro e causa caos entre os personagens. Esses dois lançamentos representaram o terror mais visceral e enérgico do início de fevereiro. O público foi atraído tanto pela continuidade de universos já conhecidos quanto por novas histórias capazes de misturar gêneros. A crítica também notou como essas produções apostam em sustos intensos e tramas dinâmicas. Assim, fevereiro começou assertivo em trazer terror para os cinemas.

Outro grande destaque de fevereiro foi Whistle, um filme que estreia nos cinemas no começo do mês e explora o medo sobrenatural através de um artefato antigo — o chamado “aztec death whistle” — que, uma vez acionado, desencadeia forças sombrias que perseguem seus protagonistas. Essa obra resgata um tipo de terror mais clássico e sobrenatural, evocando lendas antigas e mistérios arcanos, algo que costuma agradar o público que prefere o horror menos gráfico e mais psicológico. A trilha sonora e o clima opressivo contribuem para sustentar a tensão do início ao fim. Filmes como Whistle mostram que o terror não está restrito apenas a violência explícita, mas também ao medo do oculto e do desconhecido. Esse lançamento exemplifica a preferência por histórias que misturam folclore e perigo iminente. A atmosfera evocativa se tornou um dos pontos centrais de discussão entre espectadores e críticos.

De forma geral, os primeiros dois meses de 2026 revelaram que o cinema de terror encontrava um equilíbrio entre continuações de franquias consagradas, novas abordagens em horror sobrenatural e propostas mais experimentais ou independentes que exploram medo, isolamento e situações extremas. Desde estreias teatrais robustas até filmes de catálogo VOD, o período mostrou a diversidade atual do gênero. Enquanto produções como Primate e The Strangers: Chapter 3 apelam aos sustos físicos e à adrenalina, filmes como Whistle se apoiam no medo psicológico e no desconhecido. Essa combinação atraiu públicos variados, mostrando que o terror continua sendo um dos gêneros cinematográficos mais versáteis e explorados no início do ano. Além disso, a presença de títulos independentes reforça que o horror ainda é espaço fértil tanto para gigantes de Hollywood quanto para realizadores menores. Em suma, janeiro e fevereiro de 2026 foram meses ricos em histórias para quem busca sentir medo na tela grande.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

O Telefone Preto 2

O Telefone Preto 2
O filme O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2) foi lançado nos cinemas em 16 de outubro de 2025 no Brasil e Portugal, e 17 de outubro de 2025 nos Estados Unidos, sendo dirigido por Scott Derrickson e co-roteirizado por C. Robert Cargill, repetindo a parceria que iniciou com o primeiro filme em 2021. O elenco principal traz de volta Ethan Hawke como o sinistro Sequestrador (The Grabber), além de Mason Thames como Finney Blake e Madeleine McGraw como sua irmã Gwen, com Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora e Demián Bichir em papéis de apoio. A narrativa se passa quatro anos após os eventos traumáticos do primeiro longa, quando Finney, já adolescente, tenta seguir em frente após sobreviver ao cativeiro, enquanto sua irmã começa a ter visões perturbadoras e ligações pelo misterioso telefone preto relacionadas a um acampamento juvenil escondido no passado. O ponto de partida da história conjuga terror sobrenatural e obsessão familiar, e como esse novo pesadelo será resolvido.

Quando foi lançado, O Telefone Preto 2 gerou recepção crítica geralmente positiva, porém mais moderada comparada ao primeiro filme, com críticos destacando tanto seus acertos quanto limitações. Alguns críticos elogiaram a ousadia na expansão do universo do original, com atmosfera assustadora e elementos criativos de terror clássico e sobrenatural, dizendo que o filme “minera sustos memoráveis e temas que convidam à reflexão sobre cicatrizes deixadas pelo passado”, conforme compilado em Rotten Tomatoes. A crítica americana do Los Angeles Times comentou ser “um pouco surpreendente que Black Phone 2 resulte tão profundo e até um tanto religioso em sua abordagem”, mostrando que a sequência não tenta apenas repetir fórmulas consagradas.

Por outro lado, algumas análises notaram que a narrativa pode parecer menos eficiente ou mais convencional em certos pontos, com críticas mencionando que a transformação do antagonista em símbolo quase espiritual nem sempre funciona plenamente ou que o equilíbrio entre o novo terror e a continuidade da história deixa a resolução menos impactante. Vários críticos e agregadores apontaram que o filme é eficaz em sustos e atmosfera, mas nem sempre supera o impacto do horror psicológico do primeiro longa. A opinião geral da crítica em conjunto acabou sendo majoritariamente positiva, mas com ressalvas, refletindo um consenso de que a sequência é sólida e assustadora, embora menos memorável do que seu predecessor para alguns observadores.

No aspecto comercial, O Telefone Preto 2 também se saiu muito bem. O filme estreou no topo das bilheterias dos EUA, arrecadando cerca de US$ 26,5 milhões em seu fim de semana de estreia e posicionando-se acima do desempenho de abertura do primeiro filme. Globalmente, como reportado por fontes de mercado, a arrecadação logo ultrapassou US$ 42 milhões, superando o orçamento estimado em cerca de US$ 30 milhões e garantindo lucro sólido ao estúdio. Esse desempenho fez de O Telefone Preto 2 a maior estreia da Blumhouse em 2025 em termos de bilheterias domésticas naquele período, indicando forte apelo do público mesmo em um gênero competitivo.

Atualmente, a opinião sobre O Telefone Preto 2 entre críticos e público continua positiva, embora com divisões quanto à comparação com o filme original. Enquanto muitos apreciam a expansão do universo e o tom mais sombrio e criativo da sequência, outros consideram que o filme não atinge totalmente o mesmo impacto emocional e narrativo do longa de 2021. A média de aprovação em sites agregadores de críticas permanece em torno de 74% a 80% no Tomatometer, com o público dando boas avaliações à combinação de terror e exploração do trauma dos personagens. O filme é frequentemente elogiado por performances fortes, atmosfera genuinamente assustadora e a ousadia em expandir sua mitologia, fazendo dele um dos destaques do cinema de terror lançado em 2025.

O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2, Estados Unidos, 2025) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, Demián Bichir / Sinopse: Vários anos após escapar do Sequestrador, Finney e sua irmã Gwen enfrentam um novo e perturbador mistério quando ligações enigmáticas e visões de um acampamento infantil os puxam de volta a um terror que parecia ter terminado.

Erick Steve. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O Telefone Preto

O Telefone Preto
O filme O Telefone Preto (The Black Phone) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de junho de 2022, com direção de Scott Derrickson, conhecido por seu trabalho no terror contemporâneo, e produção da Blumhouse. O elenco principal é liderado por Mason Thames, em sua estreia como protagonista, ao lado de Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema recente. Ambientado na década de 1970, o filme acompanha um garoto tímido que vive em um bairro marcado por violência e medo, até ser sequestrado por um assassino em série conhecido apenas como “O Pegador”. Preso em um porão à prova de som, o menino encontra um telefone desconectado que, misteriosamente, começa a tocar. A partir desse ponto inicial, a narrativa constrói uma atmosfera de terror psicológico baseada em isolamento, trauma infantil e forças sobrenaturais, sem jamais revelar o destino final dos personagens.

Quando foi lançado, O Telefone Preto recebeu uma reação amplamente positiva da crítica americana, sendo elogiado por sua abordagem atmosférica e contida do terror. O The New York Times descreveu o filme como “um exercício de medo eficaz que se apoia mais na sugestão do que no choque explícito”. O Los Angeles Times destacou a atuação de Ethan Hawke, afirmando que o ator “cria um vilão aterrador mesmo quando permanece parcialmente oculto”. A revista Variety ressaltou que o filme se destacava dentro do catálogo da Blumhouse por seu cuidado narrativo e emocional, apontando que o terror estava profundamente ligado à experiência do crescimento e da vulnerabilidade infantil.

O The Washington Post elogiou o equilíbrio entre horror sobrenatural e drama humano, observando que o filme “usa o medo como metáfora para a perda da inocência”. Já a The New Yorker destacou que o longa se beneficiava da ambientação nos anos 1970, criando uma sensação constante de perigo cotidiano. Embora alguns críticos tenham apontado que o ritmo do terceiro ato poderia ser mais ousado, o consenso geral foi claramente positivo. A maioria das análises reconheceu O Telefone Preto como um retorno de Scott Derrickson ao terror mais pessoal e atmosférico, afastando-se do excesso de sustos fáceis e apostando em tensão psicológica duradoura.

No aspecto comercial, O Telefone Preto foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 18 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 89 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou mais de US$ 72 milhões, alcançando uma arrecadação mundial próxima de US$ 161 milhões. Esses números representaram um excelente retorno financeiro, consolidando o filme como um dos maiores sucessos da Blumhouse em 2022. O desempenho expressivo reforçou o apelo do terror de médio orçamento e abriu caminho imediato para o desenvolvimento de uma continuação.

Atualmente, O Telefone Preto é considerado um dos filmes de terror mais bem avaliados da década de 2020. A obra passou a ser frequentemente citada em listas de melhores filmes de terror recentes, especialmente por sua combinação de atmosfera opressiva, personagens bem construídos e temática emocionalmente pesada. A atuação de Ethan Hawke é vista hoje como uma de suas performances mais inquietantes, enquanto Mason Thames e Madeleine McGraw receberam elogios pela naturalidade e intensidade emocional. Com o passar do tempo, o filme consolidou sua reputação como um exemplo de terror eficaz que vai além do susto imediato, focando em medo psicológico e trauma infantil.

O Telefone Preto (The Black Phone, Estados Unidos, 2022) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Mason Thames, Ethan Hawke, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, James Ransone / Sinopse: Um garoto sequestrado por um assassino em série descobre que um telefone aparentemente desligado pode conectá-lo a vozes do passado, oferecendo uma chance de sobrevivência em meio ao isolamento e ao terror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Invocação do Mal 4

Invocação do Mal 4
O filme Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites) teve seu lançamento comercial em 2025, marcando o encerramento da saga principal do universo criado por James Wan, embora a direção tenha ficado a cargo de Michael Chaves, responsável também pelo terceiro capítulo. O elenco traz o retorno de Patrick Wilson e Vera Farmiga como Ed e Lorraine Warren, acompanhados por Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy e Shannon Kook. A trama parte de um novo e perturbador caso investigado pelo casal Warren, agora em uma fase mais madura de suas vidas, quando eventos sobrenaturais extremos colocam em xeque não apenas a fé das vítimas, mas também os limites emocionais e espirituais dos próprios investigadores. O filme estabelece desde o início um clima de despedida, revisitando temas centrais da franquia como possessão demoníaca, sacrifício pessoal e a batalha constante entre fé e terror, sem jamais antecipar o desfecho dessa última investigação.

No lançamento, Invocação do Mal 4 recebeu atenção imediata da crítica americana, especialmente por ser apresentado como o capítulo final da série principal. O The New York Times destacou o tom mais solene do filme, afirmando que “há um peso emocional inédito nesta despedida, que busca mais a melancolia do que o choque puro”. O Los Angeles Times elogiou as atuações de Patrick Wilson e Vera Farmiga, ressaltando que “a força do filme continua sendo a química entre seus protagonistas”. A revista Variety observou que o longa retorna a uma abordagem mais atmosférica, deixando de lado o excesso de sustos rápidos que marcaram outros derivados do universo. Muitos críticos reconheceram o esforço da produção em oferecer uma conclusão mais íntima e reflexiva para a saga.

Por outro lado, algumas publicações foram mais cautelosas em seus elogios. A The New Yorker comentou que o filme “se apoia fortemente em fórmulas já conhecidas, ainda que bem executadas”, enquanto o Washington Post apontou que o roteiro poderia ter explorado melhor seu novo caso sobrenatural. Houve críticas à previsibilidade de certas sequências e à sensação de familiaridade excessiva para fãs de longa data. Ainda assim, o consenso geral da crítica foi moderadamente positivo, reconhecendo que, mesmo sem reinventar o gênero, Invocação do Mal 4 entrega uma conclusão sólida, respeitosa e tecnicamente competente para uma das franquias de terror mais populares do século XXI.

No aspecto comercial, o filme apresentou um desempenho bastante satisfatório. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, Invocação do Mal 4 arrecadou aproximadamente US$ 115 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa teve forte apelo, especialmente na América Latina e na Europa, elevando sua arrecadação mundial para algo em torno de US$ 260 milhões. Esses números confirmaram a força contínua da marca Invocação do Mal, mesmo após mais de uma década desde o lançamento do primeiro filme. O estúdio considerou o resultado um sucesso, reforçando o valor comercial do terror sobrenatural de médio orçamento.

Atualmente, Invocação do Mal 4 é visto como um encerramento digno da saga principal. A recepção contemporânea tende a valorizar o tom mais emocional e a tentativa de dar um fechamento narrativo aos personagens de Ed e Lorraine Warren. Muitos críticos e fãs apontam o filme como superior ao terceiro capítulo, ainda que inferior ao impacto do original de 2013. Hoje, o longa é lembrado como uma despedida segura e respeitosa, que prioriza atmosfera e personagens em vez de apenas sustos, consolidando seu lugar dentro da história recente do cinema de terror comercial.

Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites, Estados Unidos, 2025) Direção: Michael Chaves / Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick e James Wan (baseado em personagens criados por Chad Hayes e Carey W. Hayes) / Elenco: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Shannon Kook / Sinopse: Ed e Lorraine Warren enfrentam um novo e perigoso caso sobrenatural que desafia suas crenças e limites pessoais, colocando-os diante de forças malignas que testam sua fé e sua união como nunca antes.

Erick Steve. 

sábado, 24 de janeiro de 2026

A Hora do Pesadelo 5

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy
Título Original: A Nightmare on Elm Street - The Dream Child
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Wes Craven, John Skipp
Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox, Kelly Jo Minter, Danny Hassel, Erika Anderson, Nicholas Mele

Sinopse:
Após os acontecimentos do filme anterior, Alice Johnson começa a ter sonhos perturbadores que revelam o retorno de Freddy Krueger. Desta vez, o assassino dos sonhos utiliza o filho ainda não nascido de Alice como portal para invadir o mundo real. À medida que Freddy manipula as mentes de novas vítimas através dos sonhos, Alice precisa enfrentar seus medos mais profundos para tentar destruir o vilão de uma vez por todas.

Comentários:
Apenas um ano depois do lançamento do filme anterior, a New Line se apressou em lançar esse "A Hora do Pesadelo 5". E aqui se confirma a máxima que diz, no melhor estilo sabedoria popular, que a pressa é inimiga da perfeição. Ao contrário do volume 4, que considero até muito bom, esse aqui se perde em ideias ruins e roteiro mal escrito. Quiseram também misturar "O Bebê de Rosemary" com "A Hora do Pesadelo" e tudo ficou bem estranho (e ruim). O diretor Stephen Hopkins era praticamente um novato quando entrou no set de filmagens dessa produção. Sua falta de experiência se revela na tela. Ele, anos depois, iria dirigir filmes bem melhores, com destaque para "O Predador 2: A Caçada Continua" que rodaria apenas um ano depois desse quinto filme com Freddy Krueger. Porém aqui, nesse filme, ele deixou muito a desejar. Filmes da franquia "A Hora do Pesadelo" podem se perder na linha que separa sonhos de realidade. E esse foi justamente o maior problema desse filme. Com roteiro tão confuso, o público simplesmente deixou de se importar. Com isso o filme não foi bem nas bilheterias, rendendo menos da metade do filme anterior. A franquia começava a demonstrar que estava saturada, já na década de 1980.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: A Hora do Pesadelo 5
A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy estreou nos cinemas em 1989 como o quinto capítulo da popular franquia de terror criada por Wes Craven. Dirigido por Stephen Hopkins e estrelado por Robert Englund no papel de Freddy Krueger, o filme continua a saga de Alice (Lisa Wilcox), agora confrontando o vilão enquanto enfrenta seus próprios temores e a inesperada gravidez que se torna alvo das forças de Freddy nos sonhos. O lançamento aconteceu em meio a uma onda de filmes de terror no final dos anos 1980, quando franquias consagradas tentavam se reinventar para manter o interesse do público.

Em termos de bilheteria, A Hora do Pesadelo 5 teve um resultado moderado nas salas de cinema. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 22,1 milhões, números que o colocaram entre os títulos de terror de maior público daquele ano, embora abaixo de algumas das partes anteriores da franquia. Apesar disso, ele ainda se destacou dentro do gênero slasher e marcou um momento em que a série ainda atraía públicos fiéis mesmo com certa saturação do formato.

A recepção da crítica em 1989 foi mista a negativa. Nos principais agregadores de resenhas, o filme atingiu avaliações relativamente baixas — com cerca de 32% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma meta-nota de 54/100 no Metacritic, indicando opiniões divididas entre críticos da época. A crítica especializada observou que, embora o longa tivesse ideias visuais e efeitos especiais elaborados, sua narrativa sofreu com uma mitologia confusa e desenvolvimento irregular de personagens, diminuindo seu impacto como sequência memorável.

Muitos jornais e críticos salientaram que, ao se afastar um pouco do terror mais psicológico e do horror original do primeiro filme, A Hora do Pesadelo 5 caía em elementos repetitivos e em uma mitologia que nem sempre fluía de forma convincente. Publicações como o The New York Times comentaram que o longa “não pretende ser mais do que uma obra do gênero”, enquanto veículos como Variety observaram que o roteiro parecia “mal construído” apesar de momentos visuais impressionantes. Nessa época, parte da imprensa considerava que a franquia precisava de renovação para recuperar seu frescor inicial.

O filme também serviu de ponte para o sexto capítulo da série, Freddy’s Dead: The Final Nightmare, lançado em 1991, no qual Freddy Krueger supostamente encontra seu fim — ainda que a franquia continuasse posteriormente com outros títulos (inclusive Wes Craven’s New Nightmare). Freddy’s Dead teve uma bilheteria de cerca de US$ 34,9 milhões nos Estados Unidos, sendo um dos maiores desempenhos domésticos da série até então, embora tenha sido criticado por seu tom mais lúdico e menos assustador do que os primeiros filmes.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Alien³

Alien³
Uma das seqüências mais complicadas já realizadas em Hollywood. De fato por pouco o terceiro filme da franquia Alien não afundou durante sua própria produção. Vários diretores e roteiristas estiveram envolvidos mas em pouco tempo foram substituídos por novos nomes que estivessem mais de acordo com o que os executivos do estúdio queriam. Afinal era uma das franquias mais bem sucedidas da história e eles definitivamente não queriam arriscar em quase nada. No fundo desejavam apenas mais um filme parecido com os anteriores (e se possível tão lucrativo quanto eles foram). Por essa razão houve muita controvérsia nos bastidores da realização dessa terceira sequência, não sendo rara uma constante troca de farpas entre diretores e chefes do estúdio. James Cameron, o diretor do filme anterior, qualificou o novo roteiro de “um tapa na cara dos fãs de Aliens”. Depois de bater a porta anunciou que nunca mais voltaria a se envolver com a franquia. A atriz Sigourney Weaver também hesitou em voltar. Sua hesitação em aceitar ou não fez com que sua personagem fosse eliminada da trama. Isso provava que o filme seria feito com ou sem ela. Depois de muita negociação entrou em acordo com a Fox e por cinco milhões de dólares de cachê resolveu voltar.

Depois de muitas trocas de cadeiras a direção foi finalmente entregue ao jovem cineasta David Fincher que até aquele momento não tinha muito o que mostrar, uma vez que só havia dirigido pequenos curtas e vídeos, além de um documentário sem grande expressão chamado “The Beat of the Live Drum”. Assim Fincher tentou conciliar suas próprias idéias para o filme com aquilo que o estúdio queria ter em mãos. Não foi fácil. A visão de Fincher era um tanto fora dos padrões, o que elevou o nível de tensão durante as filmagens. De fato é o filme da franquia mais diferenciado de todos, com um clima próprio e soluções singulares para a trama e os personagens. O filme chegou aos cinemas sob uma chuva de críticas negativas, conseguindo apenas uma tímida bilheteria dentro dos EUA (mas se tornando um sucesso pelo mundo afora). Revisto hoje em dia temos que reconhecer que não é um filme de fácil digestão. Alguns pontos funcionam e outros não, mesmo assim merece reconhecimento pela ousadia em seus planos e na narrativa. Isso de certa forma já deixava claro o talento de David Fincher que iria se revelar um dos melhores diretores da nova geração nos anos que viriam.

Alien³ (Alien³, Estados Unidos, 1992) Direção: David Fincher / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance / Sinopse: Durante a fuga a nave de Ripley cai em Fury 161, um distante e esquecido planeta nos confins do espaço sideral, cuja população é formada por perigosos condenados de uma prisão de segurança máxima. O problema é que a criatura Alien também parece ter sobrevivido ao terrível acidente pois não tarda a aparecer vários corpos mutilados com marcas do terrível ser alienígena. Agora Ripley terá que enfrentar o monstro mais uma vez.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Alien³
O filme de ficção científica e terror Alien³ estreou nos cinemas em maio de 1992, marcando o debut de David Fincher na direção de longas-metragens. Terceiro capítulo da consagrada franquia iniciada por Alien, o Oitavo Passageiro (1979), o filme retoma a trajetória de Ellen Ripley, vivida por Sigourney Weaver, que acaba presa em uma colônia penal habitada apenas por homens após um pouso forçado. Desde o lançamento, a produção chamou atenção por seu tom extremamente sombrio e pessimista, rompendo com as expectativas criadas pelos filmes anteriores.

Em termos de bilheteria, Alien³ teve um desempenho comercial razoável, mas abaixo do esperado para a franquia. Produzido pela 20th Century Fox, o filme arrecadou valores sólidos mundialmente, impulsionado pelo peso da marca Alien e pela presença de Sigourney Weaver. Ainda assim, o retorno financeiro foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso de Aliens – O Resgate (1986), especialmente diante de seu alto custo de produção e dos problemas enfrentados nos bastidores.

A reação da crítica em 1992 foi amplamente dividida. O The New York Times descreveu o filme como “opressivo, brutal e deliberadamente desolador”, reconhecendo sua coerência estética, mas questionando suas escolhas narrativas. A revista Time afirmou que o longa era “corajoso em sua recusa ao heroísmo convencional, mas excessivamente sombrio para agradar ao grande público”, destacando o contraste com o tom mais aventureiro do filme anterior.

As atuações receberam avaliações positivas, especialmente a de Sigourney Weaver, cuja interpretação foi descrita por críticos como “intensa, resignada e profundamente trágica”. A decisão de apresentar uma Ripley mais cansada e sacrificial dividiu opiniões, mas muitos jornalistas reconheceram que a personagem ganhava uma dimensão quase messiânica. O elenco coadjuvante, formado por atores como Charles S. Dutton e Charles Dance, também foi elogiado pela densidade dramática que trouxe ao ambiente claustrofóbico da prisão.

Com o passar dos anos, Alien³ passou por uma reavaliação crítica significativa, sobretudo após o lançamento de versões alternativas que refletiam melhor a visão original de Fincher. Já em 1992, alguns críticos apontavam que o filme possuía uma identidade visual poderosa e uma abordagem temática ousada. Hoje, a obra é vista como um capítulo controverso, porém importante da franquia, reconhecida por sua atmosfera sombria, por seu retrato existencial da heroína e por antecipar o estilo visual rigoroso que marcaria a carreira posterior de David Fincher.