sexta-feira, 24 de julho de 2026

A Morte do Demônio: Em Chamas

A Morte do Demônio: Em Chamas
A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn) foi lançado nos cinemas em 9 de julho de 2026 (no Brasil), dirigido por Sébastien Vaniček, que também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard. Produzido por Sam Raimi, Rob Tapert e Bruce Campbell, o filme representa o sexto longa-metragem da franquia Evil Dead. O elenco principal reúne Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar e Erroll Shand. A história acompanha Alice, uma jovem viúva que, após perder o marido, busca conforto na casa isolada de seus sogros. O reencontro familiar rapidamente se transforma em um pesadelo quando uma força demoníaca ligada ao Necronomicon começa a possuir os presentes, transformando um a um em terríveis Deadites. Presa na propriedade e cercada por criaturas violentas, Alice precisa lutar desesperadamente para sobreviver, descobrindo que os votos matrimoniais feitos em vida continuam tendo consequências mesmo após a morte.

Quando estreou, A Morte do Demônio: Em Chamas recebeu uma recepção crítica predominantemente positiva, especialmente entre os fãs do horror extremo. Diversos críticos elogiaram a direção de Sébastien Vaniček por preservar o espírito sangrento da franquia criada por Sam Raimi. As primeiras avaliações destacaram a criatividade das sequências de violência, o clima claustrofóbico da casa isolada e a intensidade da atuação de Souheila Yacoub. Algumas análises, entretanto, apontaram que o roteiro segue uma estrutura relativamente previsível e prioriza o espetáculo gore em detrimento do desenvolvimento dos personagens. Ainda assim, o consenso foi de que o filme entrega exatamente aquilo que os admiradores da série esperam: terror sobrenatural, muito sangue, humor macabro e cenas de impacto visual.

Por ter sido lançado recentemente, A Morte do Demônio: Em Chamas ainda não participou da principal temporada de premiações do cinema. No entanto, o trabalho de maquiagem prática, efeitos especiais e caracterização dos Deadites já vem sendo bastante elogiado. Muitos críticos destacaram que Vaniček conseguiu imprimir sua própria identidade ao universo da franquia sem abandonar os elementos clássicos introduzidos por Sam Raimi. A violência gráfica, considerada uma das mais intensas de toda a série, também chamou atenção da imprensa especializada. Entre os fãs, a recepção inicial foi bastante favorável, com muitos considerando o longa um digno sucessor de A Morte do Demônio: A Ascensão (2023) e um dos capítulos mais brutais da franquia.

Do ponto de vista comercial, A Morte do Demônio: Em Chamas teve um bom início nas bilheterias. Produzido com um orçamento estimado em US$ 20 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 29,5 milhões em seus primeiros dias de exibição mundial, incluindo cerca de US$ 18,1 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Como ainda está em cartaz, esses números continuam crescendo. O público respondeu positivamente à proposta do longa, principalmente os fãs da franquia, elogiando sua atmosfera opressiva, os efeitos práticos e a fidelidade ao estilo ultraviolento que caracteriza a série desde 1981. O desempenho inicial reforçou a confiança do estúdio na continuidade da franquia.

Por ser um lançamento de 2026, ainda é cedo para avaliar seu legado definitivo. Entretanto, A Morte do Demônio: Em Chamas demonstra potencial para consolidar uma nova fase da franquia iniciada por Sam Raimi. A mudança para uma história centrada em uma reunião familiar transformada em massacre demoníaco oferece uma abordagem diferente das produções anteriores, mantendo o equilíbrio entre horror sobrenatural e violência gráfica. O bom desempenho inicial e a recepção favorável dos fãs já alimentam expectativas para os próximos capítulos da série, incluindo o projeto Evil Dead Wrath, anunciado como a continuação da nova fase da franquia.

A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn, Nova Zelândia / Estados Unidos / Canadá, 2026) Direção: Sébastien Vaniček / Roteiro: Sébastien Vaniček e Florent Bernard / Elenco: Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar e Erroll Shand / Sinopse: Após a morte do marido, uma jovem procura refúgio junto à família dele em uma casa isolada, mas uma antiga força demoníaca desperta e transforma o reencontro em uma desesperada luta pela sobrevivência contra os terríveis Deadites.

Erick Steve. 

A Morte do Demônio: A Ascensão

A Morte do Demônio: A Ascensão 
A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise) foi lançado em 21 de abril de 2023, dirigido e roteirizado por Lee Cronin, com produção de Sam Raimi, Bruce Campbell e Rob Tapert, criadores da franquia original. O elenco principal reúne Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher e Mia Challis. Diferentemente dos filmes anteriores, que se passavam em uma cabana isolada na floresta, esta produção transfere a ação para um antigo prédio de apartamentos em Los Angeles prestes a ser demolido. A história acompanha Beth, que visita sua irmã Ellie e seus três filhos. Após um terremoto revelar uma câmara subterrânea, um dos jovens encontra o Necronomicon, o lendário Livro dos Mortos. A leitura de antigos registros desperta forças demoníacas que possuem Ellie, iniciando uma violenta luta pela sobrevivência. O filme combina horror sobrenatural, violência extrema e o humor macabro característico da franquia, modernizando sua ambientação sem abandonar os elementos clássicos da série.

Quando estreou, A Morte do Demônio: A Ascensão recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. A revista Variety afirmou que Lee Cronin entregou uma abordagem "imaginativamente assustadora" para a mitologia da franquia, elogiando sua capacidade de preservar o espírito criado por Sam Raimi enquanto introduzia novas ideias. O The Guardian descreveu o filme como "um sólido novo capítulo" da série, destacando sua violência inventiva e a tensão constante, embora observasse que a produção não deixava um impacto emocional tão duradouro quanto alguns de seus antecessores. A maioria dos críticos também elogiou a mudança da tradicional cabana na floresta para um ambiente urbano claustrofóbico, que trouxe novas possibilidades para o terror. A interpretação de Alyssa Sutherland como Ellie possuída foi apontada como um dos maiores destaques, tornando-se uma das personagens mais memoráveis da franquia. O consenso da crítica foi de que o filme revitalizou a série sem perder sua identidade.

A produção não recebeu indicações ao Oscar, algo comum para filmes de horror, mas conquistou amplo reconhecimento entre críticos especializados e fãs do gênero. No Rotten Tomatoes, o longa estreou com excelente aprovação da crítica, alcançando o selo Certified Fresh, enquanto muitos veículos elogiaram a combinação de violência gráfica, humor sombrio e criatividade visual. O Time Out concedeu quatro estrelas ao filme, destacando que ele encontrava "uma maneira deliciosamente sangrenta de revitalizar a franquia". Muitos especialistas também ressaltaram o excelente trabalho de maquiagem prática, efeitos especiais e design sonoro. Com o passar do tempo, A Morte do Demônio: A Ascensão passou a ser considerado um dos melhores capítulos da franquia desde a trilogia original de Sam Raimi, consolidando Lee Cronin como um dos novos nomes de destaque do cinema de horror.

Do ponto de vista comercial, A Morte do Demônio: A Ascensão foi um grande sucesso. Inicialmente planejado como um lançamento exclusivo para streaming, o filme acabou recebendo distribuição nos cinemas devido à confiança da Warner Bros. em seu potencial. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 19 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 147 milhões nas bilheterias mundiais, sendo US$ 67,2 milhões nos Estados Unidos e US$ 79,9 milhões no mercado internacional. Tornou-se, na época, o maior sucesso comercial da história da franquia Evil Dead. O público respondeu de forma bastante positiva, elogiando a intensidade do horror, a criatividade das cenas de violência e a atuação de Alyssa Sutherland. O excelente desempenho também garantiu a continuidade da franquia com novos projetos cinematográficos.

Hoje, A Morte do Demônio: A Ascensão é considerado um dos melhores filmes de terror da década de 2020 e um dos capítulos mais fortes da franquia iniciada em 1981. Muitos fãs o colocam ao lado de Uma Noite Alucinante (The Evil Dead) e do remake de 2013 entre os pontos altos da série. A mudança para um cenário urbano, a atuação memorável de Alyssa Sutherland e a direção segura de Lee Cronin são frequentemente apontadas como seus maiores méritos. Além disso, o filme demonstrou que a franquia continua relevante mais de quarenta anos após sua criação, abrindo caminho para novas histórias ambientadas no universo do Necronomicon. Seu sucesso de crítica e público consolidou A Morte do Demônio: A Ascensão como um dos grandes clássicos modernos do horror sobrenatural.

A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise, Irlanda / Estados Unidos / Nova Zelândia, 2023) Direção: Lee Cronin / Roteiro: Lee Cronin, baseado nos personagens e conceitos criados por Sam Raimi / Elenco: Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher e Mia Challis / Sinopse: Após a descoberta do Livro dos Mortos em um edifício de apartamentos, uma família passa a ser perseguida por demônios que transformam um reencontro entre irmãs em uma desesperada batalha pela sobrevivência.

Erick Steve. 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Resident Evil 2 - Apocalipse

Título no Brasil: Resident Evil 2 - Apocalipse
Título Original: Resident Evil: Apocalypse
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Constantin Film Ltd., Impact Pictures
Direção: Alexander Witt
Roteiro: Paul W.S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Eric Mabius

Sinopse:
O vírus que transforma seres humanos normais em zumbis está fora de controle em Raccoon City. O resultado é trágico, milhões são contaminados e a humanidade caminha para um desastre de proporções globais. A empresa Umbrella então resolve colocar em prática novos experimentos, transformando Alice (Milla Jovovich) em uma aberração genética, pronta para enfrentar os mortos-vivos que cruzarem seu caminho. Com as alterações genética ela se torna mais forte, sensível aos menores detalhes e extremamente habilidosa em técnicas de combate. A guerra pela sobrevivência está prestes a começar.

Comentários:
Segundo filme da franquia "Resident Evil". Como o primeiro filme fez um sucesso digno de grandes orçamentos a produção dessa segunda parte ganhou bastante em termos de efeitos visuais, cenários e figurinos. É sem dúvida bem superior ao original nesse aspecto. Milla Jovovich continua tão bela como inexpressiva como atriz, o que não fará a menor diferença para os fãs de "Resident Evil" que desejam mesmo é ver o desfile de zumbis sendo trucidados pela heroína improvável (atire a primeira pedra quem nunca achou esquisito uma gata dessas baixando a porrada em um bando de monstros comedores de cérebros!). O destaque vai para as criaturas digitais como aquelas que atacam dentro da igreja, da fuga desesperada da população tentando fugir da cidade infectada e da destruição do prédio onde Milla Jovovich dá uma de Bruce Willis em "Duro de Matar" ao descer do edíficio em chamas. Cinema pop zumbi de qualidade certamente.

Pablo Aluísio.

Resident Evil: O Hóspede Maldito

Resident Evil: O Hóspede Maldito 
Esse é o primeiro filme da franquia. Engraçado, nunca consegui levar essa série de filmes muito à sério, em época nenhuma. Quando o filme saiu em vídeo no Brasil ainda gastei meu dinheiro para conferir, afinal muita gente estava falando sobre ele. Pessoalmente tinha ficado com um pé atrás por vários motivos. O primeiro deles por puro preconceito (admito!). Afinal nunca havia assistido um filme baseado em games que fosse bom! Bastava saber que era baseado em vídeogame para muitas vezes desistir de assistir. Além disso a "atriz" Milla Jovovich nem era considerada uma atriz de verdade. Era uma modelo que começava a fazer carreira no cinema. Coisas diferentes Então tinha assim um filme que não era bem um filme, mas um game, e uma atriz que não bem uma atriz, mas uma modelo ucraniana. Complicado.

Mesmo assim resolvi locar o filme em um daqueles pacotes do tipo alugue 5 filmes e pague 4 (quem lembra disso?). Pois é, no fim de semana você acabava levando um desses para completar o pacote. Depois de conferir vi que meus preconceitos em relação ao filme tinham sido parcialmente comprovados. O roteiro era muito derivativo, aquela velha coisa de zumbis sedentos atrás de cérebros. Para mudar um pouco inseriram um universo high tech na estorinha, com uma empresa multinacional malvada. Outro preconceito que se cumpriu foi com a Milla Jovovich. Ela realmente não era boa atriz. Com papel muito físico (correl pula, salta, luta, etc) ela até conseguiu disfarçar sua falta de talento, enganando muita gente, mas comigo não colou. Essa coisa de modelos tentando ser atrizes... já conhecemos bem essa história. O que salva o filme da pura perda de tempo são seus efeitos especiais, todos ótimos para a época. Fora isso, nada que George Romero já não tivesse feito antes e com muito mais talento e originalidade.

Resident Evil: O Hóspede Maldito (Resident Evil, Estados Unidos, 2002) Direção: Paul W.S. Anderson / Roteiro:  Paul W.S. Anderson / Elenco: Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Ryan McCluskey / Sinopse: Após um apocalipse zumbi poucos são os sobreviventes. A maioria da humanidade foi infectada por um vírus mortal, que transformou todos em mortos-vivos. Por trás de tudo parece existir interesses corporativos de uma grande empresa.

Pablo Aluísio.

Ultravioleta

Título no Brasil: Ultravioleta
Título Original: Ultraviolet
Ano de Produção: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Kurt Wimmer
Roteiro: Kurt Wimmer
Elenco: Milla Jovovich, Cameron Bright, Nick Chinlund, Sebastien Andrieu, William Fichtner, Ryan Martin

Sinopse:
No final do século XXI uma super raça de seres humanos é criada com o objetivo de dominar toda a humanidade. O aparecimento de uma criança pode colocar fim a toda essa raça. E esse menino passa a ser protegido pela guerreira Violet Song Jat (Milla Jovovich).

Comentários:
O filme tem uma estética visual excelente. Os efeitos digitais e tudo mais formam um conjunto dos mais belos aos olhos do espectador. A direção de arte também é de primeira linha. Pena que a criação de todo esse futuro não se sustenta em um bom roteiro. Esse é derivativo demais, aquela velha coisa sobre o surgimento de um predestinado, uma espécie de Messias do futuro. E esse é representado pelo garoto que a protagonista precisa proteger. A modelo Milla Jovovich teve muita sorte na carreira. Além de estrelar a franquia "Resident Evil" ela ainda fez filmes secundários como essa ficção de ação. Isso trouxe uma carreira estável para ela. Coisa que muitas atrizes talentosas não conseguiram. Bela como mulher, fraca como atriz, não consegue convencer em cena. Não que isso venha fazer muita diferença em um filme como esse.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Silent Hill – Revelação 3D

Silent Hill – Revelação 3D
Silent Hill virou franquia, quem diria. O primeiro filme me agradou bastante principalmente pela direção de arte primorosa que realmente jogava o espectador em um universo único, bizarro, sem definição. Apesar das críticas que sofreu achei um filme de terror realmente interessante, nada condizente com o que diziam dele em resenhas raivosas. Agora com o sucesso de filmes em 3D os produtores voltam à tona lançando “Sillent Hill – Revelação 3D”. Seguindo os passos de “Massacre da Serra Elétrica 3D” o filme tenta pegar carona nessa nova moda de Hollywood que investe em filmes de terror em terceira dimensão. Afinal se deu certo uma vez provavelmente dará certo de novo. Na trama acompanhamos Heather Mason (Adelaide Clemens) e seu eterno inferno pessoal. Ela tenta fugir das forças inexplicáveis que rondam sua vida. Sem compreender do que se trata tenta de alguma forma se livrar delas. A coisa piora ainda mais quando se pai desaparece sem explicação nenhuma.

Em busca de respostas acaba retornando ao universo de pesadelos e delírios que a atormentam desde quando era uma simples garotinha. Como se pode perceber em termos gerais o enredo segue os passos do primeiro filme, o que não é de se espantar já que se trata de uma adaptação do famoso game de terror japonês. É o tipo de produto que se destaca mais pelo estilo e visual do que propriamente por aspectos como roteiro, direção ou atuação. De certa maneira me lembra até de outro clássico de terror, “Hellraiser”, pois ambos possuem um estilo único, com personagens que parecem nascer dentro de um universo próprio e singular, sem qualquer semelhança com qualquer outro filme do gênero. A boa notícia é que o “Silent Hill – Revelação” tenta manter a qualidade do primeiro filme, embora seja levemente inferior. A produção também faz bom uso do 3D o que certamente vai agradar aos fãs dessa técnica. Se é fã dos games e do mundo de “Silent Hill” não deixe de assistir.

Silent Hill - Revelação (Silent Hill: Revelation 3D, Estados Unidos, 2012) Direção: Michael J. Bassett / Roteiro: Michael J. Bassett / Elenco: Adelaide Clemens, Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Sean Bean, Radha Mitchell / Sinopse: Garota em busca do paradeiro de seu pai acaba dentro do universo aterrorizante e bizarro de Silent Hill.

Pablo Aluísio.

Terror em Silent Hill

Terror em Silent Hill
Filme de terror que acabou dando origem a uma nova franquia no cinema, para surpresa de muita gente que não colocava muito fé na produção. Como é baseado em um game popular toda a trama soa até bem simples. Veja que enredo básico. Uma mãe sai em uma busca desesperada do paradeiro de sua filha desaparecida, dentro dos limites de uma cidade estranha e desolada, chamada Silent Hill. Conforme ela entra naquele lugar escuro, sombrio e com névoa eterna, ela vai encontrando seres e criaturas bem esquisitas que definitivamente não parecem ser desse mundo. Provavelmente ele atravessou a cortina que separa o universo dos vidos, da dos mortos. O problema é que são entidades perigosas, que habitam as trevas. Sair viva de lá vai ser um grande desafio. "Terror em Silent Hill" é aquele tipo de filme em que você não deve se preocupar muito em termos de roteiro, atuação ou direção. O que vale aqui realmente é agradar aos fãs do jogo de terror e isso, em razão das péssimas adaptações feitas nos últimos anos, era um desafio e tanto a se superar.

Falando sinceramente praticamente quase todos os filmes baseados em games foram ruins. Poucos se salvaram. A boa notícia é que o diretor Christophe Gans conseguiu superar essa barreira. Ele obviamente passou longe de criar uma obra prima do terror, mas em compensação realizou um filme correto, equilibrado, que conta (bem) seu enredo de forma simples e sem exageros desnecessários. Quem diria que isso tudo iria resultar em bom cinema? Agora, o que se sobressai mesmo em "Silent Hill" é a sua maravilhosa direção de arte, figurinos e maquiagem. A sucessão de monstros que desfilam na tela realmente impressiona pela originalidade. São seres bizarros, disformes, sem paralelo. Some-se a isso um filme curto, eficiente e bem feito e você certamente terá um bom divertimento pela frente. "Terror em Silent Hill" é angustiante na medida certa e funciona muito bem para quem deseja ter alguns bons sustos. Vale a recomendação. 

Terror em Silent Hill (Silent Hill, Estados Unidos, 2006) Direção: Christophe Gans / Roteiro: Roger Avary / Elenco: Radha Mitchell, Laurie Holden, Sean Bean / Sinopse: O filme conta a história da trajetória de uma mãe desesperada em encontrar sua filha desaparecida em uma cidade abandonada e sinistra. Filme baseado e adaptado do famoso jogo de vídeogame. Indicado ao prêmio do Fangoria Chainsaw Awards em cinco categorias, entre elas Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Especiais.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A Mulher de Preto

A Mulher de Preto
A Hammer era uma produtora muito famosa nos anos 50 e 60 por causa de seus filmes de terror. Recentemente assisti alguns clássicos deles, como os filmes de Drácula estrelados por Christopher Lee. Aqui encontramos todos os ingredientes que fizeram a fama do estúdio inglês: muito clima, portas rangendo, sombras e sustos, muitos sustos. A premissa dessa estória inclusive tem muito a ver com o próprio Drácula. Tal como acontece no famoso livro de Bram Stoker, aqui temos um advogado chegando a uma antiga casa isolada para acertar certos problemas jurídicos. Claro que no caso de "A Mulher de Preto" não existem vampiros mas sim fantasmas e assombrações. De qualquer forma a estrutura de ambas as estórias são bem semelhantes. Algumas críticas andam reclamando do ator Daniel Ratcliffe no filme afirmando que ele é muito jovem para interpretar o personagem do advogado mas penso que devemos dar um desconto ao rapaz pois ele já demonstrou que é bastante esforçado e quer criar agora uma carreira independente e longe de Harry Potter (que o consagrou e que seguramente vai lhe assombrar até o fim de seus dias como ator).

O roteiro de "A Mulher de Preto" é bem simples, a maior parte dele se passa numa casa isolada e escura, localizada numa ilha, por isso a direção de arte tinha que ser caprichada - e é. Não é simples recriar com eficiência mansões mal assombradas pois ou ficam mal feitas ou falsas demais. Aqui gostei bastante do resultado pois foi bem convincente a ambientação. Não vou criticar o filme por causa de seus clichês - sim ele tem vários clichês. Isso porque é baseado em uma obra relativamente recente escrita por Susan Hill e o que se vê na tela é de certa forma proposital mesmo, uma homenagem ou uma tentativa de recriar os antigos e tradicionais filmes de terror. Textos assim, feitos com essa intenção, geralmente trazem de volta fórmulas que já foram usadas muitas e muitas vezes no cinema, por isso não importa muito que reapareçam aqui - aliás essa parece ter sido a intenção dos roteiristas. No saldo final, apesar de alguns deslizes, gostei do resultado. É um filme de terror atual com cara de velho e como gosto da cultura vintage esse aqui certamente me agradou. Em tempos de gore levar alguns sustos como os que surgem aqui são mais do que bem vindos. A velha tradição de sombras e sustos caiu muito bem. Recomendo.

A Mulher de Preto (The Woman in Black, Inglaterra, 2012) Direção de James Watkins / Roteiro de Jane Goldman baseado no romance de Susan Hill / Elenco: Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Lucy May Barker, Emma Shorey / Sinopse: Jovem advogado (Daniel Radcliffe) é enviado para remota cidade com o objetivo de realizar um inventário de uma antiga casa há muito abandonada.

Pablo Aluísio.

30 Dias de Noite II

30 Dias de Noite II
Tudo muito fraco, tudo muito pobre, produção feia, atores ruins e roteiro banal. Eu até que gostei de "30 Dias de Noite", mas essa sua sequência é realmente indefensável. O grande charme do filme original era a ambientação em uma cidade do Alaska que ficaria 30 dias sem ver a luz do sol. Um prato cheio para o ataque de um grupo de vampiros sanguinários e vorazes. Certamente aquela situação era bem interessante. Porém, para minha decepção, tiraram esse ótimo clima soturno nessa continuação! O que resta depois de uma ideia tão equivocada como essa? Para piorar o que já era bem ruim os roteiristas resolveram escrever uma péssima estória que se desenvolve na ensolarada Califórnia!!! Existe algo mais fora do clima de vampiros do que as praias da Califórnia? Claro que não!

A razão dessa estupidez é até fácil de entender. Sem orçamento  para produzir algo melhor os produtores filmaram tudo no quintal mesmo - em Los Angeles, a pior cidade do mundo para se realizar um filme de vampiros. Para piorar o que já era bem ruim colocaram uma péssima atriz para fazer um péssimo personagem: a rainha vampira, que tem sob comando um "ninho" de seres da noite. Ela quer a todo custo transportar os vampiros de navio para o Alaska, obviamente visando com isso atacar outra cidade como vimos no primeiro filme. Pura bobagem. Não recomendo a ninguém, nem a fãs de quadrinhos, nem a fãs de vampiros e nem muito menos a admiradores de efeitos especiais (a produção é bem fraca nesse sentido, pois não se gastou muito nas cenas, resultando tudo em uma decepção). Enfim, acho que é o fim da franquia. "30 Dias de Noite 2" é ruim de doer, com ou sem caninos salientes.

30 Dias de Noite 2 (30 Days of Night: Dark Days, Estados Unidos, 2010) Direção: Ben Ketai / Roteiro: Steve Niles, Ben Ketai / Elenco: Kiele Sanchez, Rhys Coiro, Diora Baird / Sinopse: Vampiros sedentos de sangue levam o terror a Los Angeles e depois seguem rumo ao Alaska para nova carnificina.

Pablo Aluísio. 

[REC]

[REC]
Jovem repórter e seu cameraman fazem uma reportagem sobre a rotina dos bombeiros quando esses são chamados a um conjunto de apartamentos onde vizinhos ouvem gritos no andar superior. Ao investigar o ocorrido descobrem algo bem mais sinistro. [REC] segue os passos da estética de "A Bruxa de Blair", ou seja, é um falso documentário ou como os americanos gostam de chamar um "Mockumentary". Para quem odiou "Bruxa de Blair" é sofrido saber mas parece que a ideia deu frutos e hoje vários filmes seguem os passos do filme pioneiro. O resultado já sabemos: câmera na mão, gritos, correria, imagens desfocadas ou balançadas e ritmo alucinante. Tudo com cheiro de amadorismo para trazer uma verniz de "realidade". De certa forma os filmes que seguem o estilo "Mockumentary" bebem diretamente da fonte dos chamados reality shows da TV - a ideia é imitar os reality shows na forma de mostrar ou contar ao espectador a estória. [REC] tem um parentesco bem próximo também dos filmes de Romero, até porque deve-se reconhecer que qualquer filme que mostre mortos vivos vai de uma forma ou outra copiar as obras do mestre de terror.

Do ponto de vista originalidade [REC] não traz grandes surpresas. O filme é curtinho - para não saturar - e se concentra basicamente em criar uma situação e explorar ela ao máximo tentando com sua suposta veracidade criar medo no espectador. Nesse aspecto achei que a criação do enredo foi bem melhor do que seu desenvolvimento. A atriz Manuela Velasco que interpreta a jornalista consegue nos passar mesmo a sensação de que é uma quase amadora na profissão. Curiosamente seu cameraman jamais aparece mesmo quando a câmera cai no chão ou ele fica sem controle dela. De resto destaco apenas duas boas cenas na produção: a primeira quando as pessoas que estão em quarentena no prédio descobrem a "velha" no andar de cima e a segunda quando finalmente chegam no apartamento que vai revelar grande parte da trama (embora muita coisa fique mesmo no ar, sem explicação). De maneira em geral [REC] procura inovar de alguma forma no velho tema mortos vivos. Consegue apenas em termos, caindo muitas vezes na banalidade. Vale assistir pelo menos uma vez para conhecer e é só.

[REC] (REC, Espanha, 2007) Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza / Roteiro: Jaume Balagueró, Paco Plaza, / Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Jorge-Yamam Serrano ; Sinopse: Jovem repórter e seu cameraman fazem uma reportagem sobre a rotina dos bombeiros quando esses são chamados a um conjunto de apartamentos onde vizinhos ouvem gritos no andar superior. Ao investigar o ocorrido descobrem algo bem mais sinistro do que poderiam imaginar.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Olhos Famintos: Renascimento

Olhos Famintos: Renascimento
Esse é o quarto filme da franquia Olhos Famintos. Como se sabe, esse monstro aparece de 23 em 23 anos. E quando ressurge, caça durante 23 dias. Caça seres humanos, é claro. Agora ele está de volta e encontra um festival de fãs de contos e filmes de terror. Todo mundo vestido com cosplay de monstros. Assim, ele poderia até mesmo andar no meio daquela gente, sem ser percebido. É claro que o roteiro tira uma boa casquinha desse tipo de situação. E é feito até mesmo um prêmio para os participantes. O vencedor vai passar uma noite na velha casa abandonada, onde no passado essa mesma criatura matou sem piedade. Já deu para perceber para onde o roteiro vai, não é mesmo? A mesma fórmula de sempre, o que não é necessariamente negativo. Jovens indo para o abate para esta criatura alada que parece ser uma mistura de vampiro com gárgula medieval. 

Eu até gosto desses filmes da linha Olhos Famintos. Eu sou da opinião que filmes com monstros sempre devem existir. Faz parte da história do cinema. Basta lembrar dos monstros clássicos da Universal. Esse tipo de filme não pode deixar de ser lançado. É uma tradição cinematográfica. E esses filmes de Olhos Famintos são bem realizados. Entregam tudo que os fãs de terror querem ver nesse tipo de produção. Um monstro com design legal, bem realizado e bem feito. Jovens sem muita perspectiva sendo devorados pelo bichano. E o suspense, que geralmente é bem construído. Para um Olhos Famintos 4, não está nada mal.

Olhos Famintos: Renascimento (Jeepers Creepers: Reborn, Estados Unidos, 2022) Direção: Timo Vuorensola / Roteiro: Sean-Michael Argo / Elenco: Sydney Craven, Imran Adams, Jarreau Benjamin / Sinopse: A criatura alada ressurge das trevas. Ele está na Louisiana, onde um festival de fãs de filmes de terror está celebrando uma noite de halloween. O prato está servido à mesa. E ele está faminto, pois está há 23 anos sem devorar seres humanos.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 6

Título no Brasil: Jogos Mortais 6
Título Original: Saw VI
Ano de Produção: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate, Twisted Pictures
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge

Sinopse:
Após negar a cobertura de um seguro de plano de saúde, um paciente morre de câncer. O agente de seguros acaba sendo levado para uma nova rodada de jogos mortais comandadas pelo psicopata Jigsaw. Porém como isso seria possível já que ele supostamente estaria morto há anos?

Comentários:
Sexto exemplar da série de filmes de terror de sucesso "Jogos Mortais". É incrível como os produtores dessa franquia nem se importam mais pelo fato de que Jigsaw está morto! Afinal os roteiristas sempre dão um jeito. Aqui temos não apenas um seguidor, mas vários deles. Todos seguindo os metódos do criador. Nesse tipo de filme o enredo só se sustenta mesmo pela criatividade que os jogos são bolados. Nesse temos além das máquinas que torturam as pobres vítimas, uma verdadeira roleta russa humana com seis pessoas amarradas em um tipo de carrossel macabro. O corretor de seguros, que foi indiretamente responsável pela própria morte de Jigsaw no passado, tem que escolher salvar apenas duas delas ou caso se recuse a isso, todas morrerão. E assim vão se desenvolvendo os jogos em um verdadeiro banho de sangue com muito gore, algo que certamente agradará aos fãs dos filmes anteriores. E para quem gosta do trabalho do ator Tobin Bell aqui vai uma boa notícia: ele tem várias cenas, todas em flashback. Afinal seu pesonagem está morto... mas continua a causar estragos entre os vivos.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 5

Título no Brasil: Jogos Mortais 5
Título Original: Saw V
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate
Direção: David Hackl
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Scott Patterson, Costas Mandylor, Tobin Bell, Betsy Russell, Meagan Good
  
Sinopse:
Depois de muito tempo finalmente os policiais que passaram anos perseguindo o psicopata Jigsaw (Tobin Bell) se tranquilizam sobre seu paradeiro, pois não restam mais dúvidas, ele realmente está morto. Seus jogos mortais porém parecem seguir em frente! Quem seria o responsável por isso? Teria Jigsaw deixando um herdeiro ou um insano admirador para dar continuidade ao seu legado de terror, sadismo e violência?

Comentários:
Mais saturado do que nunca a franquia Saw (Jogos Mortais) seguiu em frente. Nesse quinto filme não há muito mais a celebrar. A fórmula, completamente desgastada, já não funcionava mais. Aqui a tônica foge apenas um pouquinho do convencional pois o roteiro procura se concentrar em saber e desvendar a imensa rede de traições e conspirações envolvendo os próprios tiras que acabaram com Jigsaw. Quem acaba se dando muito mal é justamente o agente Strahm (Scott Patterson) que de repente acorda e se dá conta que está encurralado em um dos jogos mortais de Jigsaw, com a cabeça presa em um artefato de tortura que mais parece ter saído da idade média. Uma caixa selada que começa a encher de água - algo realmente assustador! Essa armadilha de cabeça, vamos colocar assim, causou muita preocupação no ator Scott Patterson que estava apreensivo com um pequeno acidente que aconteceu quando a estavam usando em um teste na pré-produção. Depois com coragem resolveu encarar o desafio e dispensou o uso de dublês, para surpresa do diretor. Curiosamente essa armadilha foi inspirada no escritor Edgar Allan Poe que em seus macabros escritos descreveu um objeto de tortura bem semelhante. Por fim os roteiristas resolveram colocar um pequeno detalhe que poucos perceberam. São cinco os envolvidos nos jogos, justamente para celebrar o quinto filme da série. No geral eu não considero um bom filme da franquia. A falta de novas ideias, os velhos clichês e as mesmas situações - com pequenas inovações - não salvam o filme de ser apenas mais um caça-níquel do estúdio. O velho Jigsaw já deveria ter se aposentado, vamos convir. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards.

Pablo Aluísio.

Jogos Mortais 4

Título no Brasil: Jogos Mortais 4
Título Original: Saw IV
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan
Elenco: Tobin Bell, Scott Patterson, Costas Mandylor
  
Sinopse:
Dois agentes do FBI são designados para ajudar o detetive Hoffman (Costas Mandylor) a descobrir os próximos passos do psicopata assassino Jigsaw. Um policial está morto e todos querem colocar as mãos no criminoso infame. O problema é que o próprio comandante da corporação, Rigg (Lyriq Bent), acaba sendo sequestrado. Assim os policiais só terão 90 minutos para salvar sua vida em um novo jogo mortal. Filme vencedor do Golden Trailer Awards na categoria Filmes de Terror.

Comentários:
Em relação à franquia de terror "Saw" não há muitas novidades de uma sequência para outra. O primeiro filme acabou determinando praticamente o roteiro de todos os demais, com pequenas e pontuais alterações. Basicamente a estrutura desses roteiros seguem a mesma premissa básica, um grupo de pessoas, jovens em sua preferência, que acabam caindo em jogos mortais elaborados e montados por Jigsaw (Tobin Bell), ou melhor dizendo John Kramer. Ele é um psicopata que transforma a tortura e a morte sangrenta em uma verdadeira obra de arte macabra. O problema é que Jigsaw está morto e a série lucrativa de filmes não, o que dá margem a mais e mais armadilhas pelo meio do caminho. De qualquer maneira o diretor Darren Lynn Bousman acabou sendo um dos mais constantes dentro da série (ele dirigiu as sequências de números 2, 3 e 4) o que de certa forma deu uma coesão ao que vinha se desenrolando dentro da franquia. Além disso caprichou nos ambientes onde os jogos se desenvolvem, com uma bonita e bem elaborada manipulação de cores fortes nos ambientes onde tudo acontece. Fora isso essa quarta continuação segue na média do que vinha sendo apresentado a cada ano. Pelo visto Jigsaw não parecia mesmo disposto a dar adeus.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Backrooms: Um Não-Lugar

Título no Brasil: Backrooms: Um Não-Lugar
Título Original: Backrooms
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24, Atomic Monster
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik e Kane Parsons
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

Sinopse:
Inspirado na famosa lenda urbana digital que surgiu na internet em 2019, Backrooms: Um Não-Lugar acompanha a misteriosa descoberta de um portal para uma dimensão paralela formada por corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e espaços que desafiam toda lógica conhecida. Quando um homem desaparece dentro desse labirinto impossível, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, decide atravessar o portal para encontrá-lo. Conforme avança pelos chamados "Backrooms", ela se depara com ambientes cada vez mais perturbadores, criaturas estranhas e manifestações ligadas às memórias e traumas daqueles que ficaram presos naquele lugar. O que começa como uma missão de resgate transforma-se em uma jornada psicológica pela própria natureza da realidade.

Comentários:
Backrooms: Um Não-Lugar foi um dos filmes de terror mais comentados de 2026 por levar ao cinema uma das creepypastas mais famosas da internet. A produção também chamou atenção pelo fato de ser dirigida por Kane Parsons, criador da série de vídeos que popularizou o conceito dos Backrooms no YouTube quando ainda era adolescente. A crítica americana recebeu o filme de maneira bastante favorável, elogiando principalmente sua atmosfera opressiva e a capacidade de transformar um conceito abstrato em uma experiência cinematográfica envolvente. Diversas análises destacaram que o longa evita depender de sustos fáceis e prefere construir uma sensação constante de desconforto psicológico. O portal espanhol MeriStation descreveu a obra como uma das experiências mais inquietantes do ano, ressaltando a recriação visual dos corredores infinitos que tornaram o fenômeno famoso na internet. O portal brasileiro CinePOP afirmou que o filme combina terror, ficção científica e suspense em uma jornada interdimensional perturbadora. Muitos críticos também elogiaram o trabalho de fotografia e design de produção, que transformam espaços aparentemente comuns em cenários profundamente ameaçadores.

Entre os fãs de terror, a recepção foi ainda mais entusiasmada. Em discussões no Reddit, muitos espectadores relataram que o filme consegue transmitir uma sensação genuína de ansiedade e claustrofobia, algo raro no terror contemporâneo. Alguns comentários destacaram que a experiência funciona melhor justamente por não explicar todos os mistérios do universo apresentado, preservando o sentimento de estranheza que tornou os Backrooms tão populares online. A crítica especializada também observou que o filme representa um marco cultural interessante: talvez seja a primeira grande produção de Hollywood baseada diretamente em um mito nascido da cultura digital moderna. Comercialmente, o longa tornou-se um enorme sucesso, arrecadando muito mais do que seu orçamento relativamente modesto e consolidando Kane Parsons como um dos jovens cineastas mais promissores do gênero. Embora alguns críticos tenham considerado o final excessivamente ambíguo, o consenso geral foi de que Backrooms: Um Não-Lugar conseguiu algo raro: transformar uma simples imagem viral da internet em um filme de terror inteligente, atmosférico e memorável.

Erick Steve. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Pânico 7

Título no Brasil: Pânico 7
Título Original: Scream 7
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass 
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Guy Busick
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Joel McHale, Mark Consuelos, Celeste O'Connor.

Sinopse:
Trinta anos após os acontecimentos do filme original, Sidney Prescott tenta levar uma vida tranquila longe dos horrores que a perseguiram durante décadas. Porém, quando um novo Ghostface surge e passa a ameaçar sua família, especialmente sua filha Tatum, Sidney é obrigada a enfrentar novamente os fantasmas de seu passado. Enquanto novos assassinatos acontecem, antigas conexões com os crimes históricos de Woodsboro voltam à tona, levando a protagonista a uma batalha final contra uma ameaça que parece conhecer cada detalhe de sua vida.

Comentários:
Pânico 7 chegou aos cinemas cercado por polêmicas e expectativas elevadas. A produção marcou a estreia de Kevin Williamson — roteirista do filme original de 1996 — na direção de um longa da franquia. A volta de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott foi amplamente celebrada pela imprensa, sendo considerada por muitos críticos o principal atrativo da produção. O portal Rotten Tomatoes resumiu parte do consenso inicial afirmando que o filme é um thriller eficiente e brutal, sustentado principalmente pela atuação de Campbell, embora excessivamente dependente da nostalgia e de fórmulas já conhecidas. O jornal The Guardian destacou que o longa possui uma abertura forte e algumas mortes criativas, mas observou que a narrativa acaba se tornando excessivamente complicada e dependente de fan service. Muitos críticos elogiaram a trilha sonora, o retorno de personagens clássicos e algumas sequências de suspense, especialmente aquelas envolvendo a família de Sidney.

Entretanto, a recepção crítica geral foi uma das mais divididas de toda a história da franquia. O site RogerEbert.com publicou uma das análises mais duras, classificando o filme como o capítulo mais fraco da série e criticando sua falta de inovação e de impacto emocional. A revista Forbes observou que o filme recebeu uma das menores avaliações críticas da franquia, refletindo a controvérsia gerada durante sua produção e lançamento. O New York Post chegou a descrevê-lo como o pior capítulo dos trinta anos da saga, criticando especialmente o roteiro e a revelação do novo Ghostface. Apesar disso, parte do público reagiu de forma mais positiva, valorizando o retorno ao foco em Sidney Prescott e a abordagem mais madura dos temas relacionados a trauma e sobrevivência. Em comunidades de fãs, surgiram debates intensos: alguns consideraram o filme uma despedida digna para a protagonista, enquanto outros lamentaram a ausência de personagens importantes da fase mais recente da franquia. Comercialmente, o longa teve uma boa estreia e demonstrou que a marca Pânico continua forte junto ao público, mesmo enfrentando uma das recepções críticas mais controversas de sua história.

Erick Steve. 

Pânico VI

Título no Brasil: Pânico VI
Título Original: Scream VI
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass Media Group
Direção: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Jenna Ortega, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Courteney Cox, Hayden Panettiere, Dermot Mulroney

Sinopse:
Após sobreviverem aos acontecimentos de Woodsboro, Sam Carpenter, Tara Carpenter e seus amigos tentam reconstruir suas vidas em Nova York. Porém, a mudança de cidade não é suficiente para escapar do passado. Um novo Ghostface surge mais violento e ousado do que nunca, espalhando terror pelas ruas, becos e estações de metrô da metrópole americana. Enquanto os assassinatos se multiplicam, os sobreviventes percebem que o assassino possui um conhecimento profundo dos crimes anteriores e parece determinado a destruir todos os legados ligados à história de Ghostface. Em meio à perseguição, antigas alianças são testadas e novos segredos vêm à tona.

Comentários:
Pânico VI foi recebido de forma bastante positiva pela crítica americana e consolidou a nova fase da franquia iniciada em 2022. A revista Variety elogiou a decisão de transferir a ação para Nova York, observando que a mudança proporcionou novas possibilidades para as cenas de suspense e perseguição. O jornal The New York Times destacou que o filme consegue ampliar a escala da franquia sem perder a sensação de ameaça pessoal que sempre caracterizou os melhores capítulos da série. Muitos críticos também elogiaram a direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, especialmente pela criação de sequências tensas, como a famosa cena do metrô durante o Halloween, frequentemente citada como uma das melhores da franquia. O consenso registrado pelo Rotten Tomatoes apontou que o longa oferece “mais sangue, mais suspense e uma energia renovada”, mantendo viva a fórmula criada por Wes Craven. A atuação de Jenna Ortega foi particularmente celebrada, com vários críticos considerando-a uma das grandes protagonistas do terror contemporâneo.

Apesar dos elogios, alguns veículos observaram que o filme sacrifica parte do mistério em favor da ação. O site RogerEbert.com comentou que Pânico VI funciona melhor como thriller de sobrevivência do que como história de detetive, embora reconheça sua enorme capacidade de entretenimento. Já o The Hollywood Reporter destacou que a produção abraça plenamente seu papel de blockbuster de terror moderno, oferecendo cenas cada vez mais ambiciosas e violentas. Entre os fãs, a recepção foi extremamente calorosa, especialmente pela forma como o filme homenageia capítulos anteriores da franquia sem depender excessivamente da nostalgia. Comercialmente, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da série nos Estados Unidos, demonstrando que a franquia continuava relevante quase três décadas após seu início. Hoje, Pânico VI é frequentemente citado como uma das melhores sequências da saga, elogiado por sua atmosfera urbana, ritmo intenso e capacidade de renovar a fórmula sem abandonar as raízes que transformaram Ghostface em um dos ícones do cinema de terror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Pânico (Pânico 5)

Título no Brasil: Pânico (Pânico 5)
Título Original: Scream
Ano de Lançamento: 2022
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass Media Group
Direção: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Jenna Ortega, Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Jack Quaid, Marley Shelton

Sinopse:
Vinte e cinco anos após os assassinatos que chocaram Woodsboro, um novo Ghostface surge para aterrorizar a cidade. A jovem Sam Carpenter retorna ao local depois que sua irmã Tara é brutalmente atacada. Conforme novos crimes acontecem, antigos sobreviventes dos massacres anteriores — Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley — voltam a se envolver na investigação. Enquanto o assassino parece ter ligações com os eventos do passado, uma nova geração de personagens descobre que os segredos enterrados em Woodsboro continuam produzindo consequências mortais. A trama mistura suspense, nostalgia e comentários sobre a cultura moderna dos fãs de franquias cinematográficas.

Comentários:
O quinto filme da franquia foi recebido de forma bastante positiva pela crítica americana e representou um desafio enorme: continuar a série sem a direção de Wes Craven, falecido em 2015. O consenso dos críticos reunido pelo Rotten Tomatoes destacou que o filme consegue preservar a tradição metalinguística da série e renovar a fórmula com surpreendente eficiência. A revista Variety observou que a produção transforma a própria discussão sobre fan service em parte da narrativa, enquanto diversas análises elogiaram a forma como o roteiro satiriza o conceito de "requel" — mistura de reboot e sequência. O crítico Brian Tallerico, do RogerEbert.com, destacou que o filme atualiza a conversa iniciada em 1996 para a era do Reddit, das redes sociais e dos fandoms digitais, conseguindo encontrar uma voz própria sem abandonar o legado da franquia. Muitos críticos também elogiaram as atuações de Jenna Ortega e Melissa Barrera, consideradas peças fundamentais para a transição da série para uma nova geração.

Embora tenha recebido elogios pela energia e pelo respeito ao material original, o filme também gerou críticas. O Hollywood Reporter considerou que a produção exagerava em sua autoconsciência, reduzindo parte do impacto dos sustos. Já a revista Vanity Fair argumentou que o excesso de referências aos filmes anteriores prejudicava o desenvolvimento dos novos personagens. Mesmo assim, a recepção do público foi bastante favorável, com índices de aprovação superiores aos de várias sequências anteriores da série. Em fóruns de fãs e comunidades online, muitos espectadores consideraram o longa o melhor capítulo desde Pânico 2, elogiando especialmente a combinação de mistério, humor e violência característica da franquia. Comercialmente, o filme foi um sucesso expressivo, arrecadando mais de US$ 130 milhões em todo o mundo e revitalizando a série para uma nova fase. Hoje, Pânico (2022) é amplamente visto como uma das continuações mais bem-sucedidas da franquia e uma homenagem respeitosa ao legado deixado por Wes Craven.

Erick Steve. 

Pânico 4

Título no Brasil: Pânico 4
Título Original: Scream 4
Ano de Lançamento: 2011
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts, Hayden Panettiere, Rory Culkin, Alison Brie

Sinopse:
Onze anos após os acontecimentos de Pânico 3, Sidney Prescott retorna à cidade de Woodsboro durante a turnê de lançamento de seu livro autobiográfico. Sua visita coincide com o surgimento de uma nova série de assassinatos cometidos por Ghostface. Enquanto antigos sobreviventes e uma nova geração de adolescentes se tornam alvos do assassino, Sidney, Gale e Dewey precisam enfrentar mais uma vez o terror que marcou suas vidas. A investigação revela conexões inesperadas entre os crimes atuais e o passado da cidade, culminando em uma das revelações mais surpreendentes de toda a franquia.

Comentários:
O retorno da franquia após mais de uma década gerou enorme expectativa entre os fãs de terror. A crítica americana recebeu Pânico 4 de forma geralmente favorável, embora sem o entusiasmo reservado ao filme original. A revista Variety observou que o longa entregava boa parte do que o público esperava, ainda que nem sempre com a mesma criatividade dos melhores capítulos da série. O jornal Los Angeles Times elogiou especialmente as cenas de assassinato, o humor ácido e as referências inteligentes à cultura do terror moderno. Muitos críticos destacaram a forma como o roteiro atualizou a fórmula da franquia para a era das redes sociais, dos vídeos virais e da busca obsessiva por fama instantânea. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes apontou que, embora a série já demonstrasse sinais de envelhecimento, o filme representava uma clara melhora em relação a Pânico 3, graças ao retorno do humor metalinguístico e de cenas de suspense mais eficazes.

Com o passar dos anos, a reputação de Pânico 4 cresceu significativamente. Na época do lançamento, alguns críticos consideraram que o excesso de autorreferências enfraquecia parte do suspense, enquanto outros elogiaram justamente a sátira ao culto da celebridade e à cultura digital. Em retrospectivas recentes, muitos fãs e analistas passaram a enxergar o filme como uma das entradas mais inteligentes da série, especialmente por sua crítica à fama obtida através da internet e por seu desfecho ousado. Discussões em comunidades de fãs frequentemente apontam que o longa foi subestimado em seu lançamento e que sua temática se tornou ainda mais relevante com o crescimento das redes sociais na década seguinte. A atuação de Emma Roberts recebeu elogios crescentes ao longo dos anos, e muitos críticos modernos consideram a identidade do assassino uma das melhores revelações da franquia. Além disso, o filme ganhou importância histórica por ter sido o último longa dirigido por Wes Craven antes de sua morte em 2015. Hoje, Pânico 4 é frequentemente citado como uma das produções mais influentes do terror dos anos 2010 e como uma ponte entre a trilogia clássica e a nova fase da série.

Erick Steve.

Pânico 3

Título no Brasil: Pânico 3
Título Original: Scream 3
Ano de Lançamento: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Ehren Kruger
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Parker Posey, Patrick Dempsey, Liev Schreiber

Sinopse:
Em Pânico 3, uma nova onda de assassinatos começa a ocorrer durante a produção de Stab 3, filme baseado nos crimes ocorridos em Woodsboro. Os atores que interpretam os personagens da história original passam a ser mortos na mesma ordem prevista pelo roteiro. Enquanto isso, Sidney Prescott vive isolada, tentando superar os traumas do passado. Quando os assassinatos se aproximam novamente de seu círculo de amigos, ela é forçada a sair do esconderijo para enfrentar mais uma vez o assassino mascarado conhecido como Ghostface. A investigação acaba revelando segredos ocultos sobre a família de Sidney e ligações inesperadas com os acontecimentos dos filmes anteriores.

Comentários:
Pânico 3 encerrou a trilogia original criada por Wes Craven e Kevin Williamson, embora tenha sido recebido de forma mais dividida pela crítica do que seus antecessores. A revista Variety classificou o filme como um encerramento “habilidoso e satisfatório” para a série, elogiando sua capacidade de amarrar as pontas soltas da trama e concluir a história iniciada em 1996. O Los Angeles Times destacou que a produção conseguia ser ao mesmo tempo assustadora e divertida, preservando parte do humor metalinguístico que tornou a franquia famosa. Por outro lado, alguns críticos sentiram falta da originalidade dos dois primeiros filmes. A mudança de roteirista, com a saída de Kevin Williamson, foi frequentemente apontada como um dos fatores que alteraram o tom da série. Ainda assim, a atuação de Parker Posey recebeu elogios quase unânimes, sendo considerada por muitos críticos o elemento mais divertido do longa.

Com o passar dos anos, a reputação de Pânico 3 melhorou consideravelmente entre os fãs da franquia. Na época do lançamento, o crítico Roger Ebert considerou o filme menos inspirado que os anteriores, descrevendo-o como uma sucessão de ironias e sustos previsíveis, além de afirmar que a fórmula já demonstrava sinais de desgaste. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes também apontou que a produção recorria a fórmulas que a própria série havia satirizado anteriormente. Entretanto, análises mais recentes passaram a valorizar aspectos antes subestimados, especialmente a crítica aos bastidores de Hollywood, aos abusos de poder na indústria cinematográfica e ao caráter metalinguístico da narrativa. Muitos fãs consideram que o filme estava à frente de seu tempo ao abordar temas que se tornariam amplamente discutidos anos depois. Embora raramente seja apontado como o melhor da franquia, Pânico 3 consolidou-se como um capítulo importante da saga Ghostface, funcionando como uma despedida digna da trilogia original e mantendo o estilo inteligente e autorreferente que transformou a série em um marco do terror moderno.

Erick Steve.