quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A Condessa

A Condessa
 Bathory (Julie Delpy) é uma condessa húngara que se torna obcecada por beleza e juventude. Tentando a todo modo permanecer sempre jovial e bonita ela começa a se tornar ávida por sangue humano pois acredita ser esse um excelente modo de se manter sempre jovem e bela. Em sua mente perturbada nada seria mais rejuvenescedor do que tomar um grande banho de sangue humano em sua banheira imperial, hábito que logo cultivaria com frequência em seu castelo isolado. Em busca de mais e mais sangue de jovens donzelas ela começa a assassinar jovens criadas de seu próprio quadro de serviçais. Não satisfeita e sem ter mais a quem matar entre sua criadagem, ela começa a sumir com jovens nobres da sociedade. O fato logo chega aos ouvidos do Rei que alarmado envia um nobre de alta estirpe para investigar o caso. Por mais bizarra e surreal que pareça a história da Condessa Bathory esse foi um fato real acontecido no século XVI na chamada Europa Central. Seus crimes se tornaram famosos pois estima-se que a nobre tenha levado à morte mais de 600 jovens mulheres que viviam em seu feudo. O filme é bem fiel aos acontecimentos porém há relatos de que a Condessa real foi ainda mais sanguinária do que a mostrada na tela. Muitos livros históricos afirmam que ela na realidade sofria de uma grave doença mental que a fazia sentir enorme prazer em ver outras pessoas sendo torturadas e mortas ao seu lado. Ela mantinha um calabouço de torturas onde promovia mortes horríveis a todas as jovens que conseguia capturar.

Sua história macabra inspirou várias lendas ao longo dos séculos, inclusive o próprio Drácula dos livros de ficção. Bram Stoker ficou particularmente interessado na sede de sangue da Condessa e por isso trouxe ao seu monstro vampiro a necessidade de sempre se alimentar de sangue humano. Anos depois do sucesso do livro de Stoker a própria nobre húngara recebeu o título de "Condessa Drácula" numa fina ironia do destino. Ao mesmo tempo em que influenciou a criação do personagem foi batizada pelo nome do mais famoso vampiro da história. O elenco em cena está bem inspirado, principalmente William Hurt dando show de interpretação no papel do nobre Gyorgy Thurzo. Em uma época em que a nobreza estava acima da lei ele teve a sensatez de encarcerar a psicótica Condessa em seu castelo até o fim de sua vida. Já Julie Delpy está perfeita como a desequilibrada Erzebet Bathory, uma mulher completamente obcecada pela beleza e juventude eternas que apaixonada por um homem bem mais jovem do que ela não mede esforços para consumar essa relação. A produção é um projeto pessoal de Julie Delpy que não apenas estrelou o filme como também dirigiu e escreveu seu roteiro. O resultado é de excelente nível. Um filme que mostra que a despeito de toda a nossa cultura e civilização ainda existe em certas pessoas uma perversidade intrínseca, que não consegue ser detida. Assista "A Condessa" e conheça um pouco mais sobre o lado mais macabro da alma humana.

A Condessa (The Countess, Estados Unidos, França, Alemanha, 2009) Direção: Julie Delpy / Roteiro: Julie Delpy / Elenco: Julie Delpy, William Hurt, Daniel Brühl, Anamaria Marinca / Sinopse: Erzebet Bathory (Julie Delpy) é uma condessa húngara que se torna obcecada por beleza e juventude. Tentando a todo modo permanecer sempre jovial e bonita ela começa a se tornar ávida por sangue humano pois acredita ser esse um excelente modo de se manter sempre jovem e bela. Em sua mente perturbada nada seria mais rejuvenescedor do que tomar um grande banho de sangue humano em sua banheira imperial, hábito que logo cultivaria com frequência em seu castelo isolado. Em busca de mais e mais sangue de jovens donzelas ela começa a assassinar jovens criadas de seu próprio quadro de serviçais.

Pablo Aluísio.

Romasanta - A Casa da Besta

Título no Brasil: Romasanta - A Casa da Besta
Título Original: Romasanta
Ano de Produção: 2004
País: Espanha, Inglaterra
Estúdio: Fantastic Factory (Filmax)
Direção: Paco Plaza
Roteiro: Alfredo Conde, Elena Serra
Elenco: Julian Sands, Elsa Pataky, John Sharian, Maru Valdivielso
  
Sinopse:
Corpos mutilados são encontrados na zona rural de uma região remota da Espanha no século XIX. Após investigações a polícia chega até Manuel Romasanta (Julian Sands) que afirma não ter culpa pelas mortes. Embora ele esconda parte da verdade não estaria mentindo pois por causa de uma maldição se transforma em um lobisomem em noites de lua cheia, sendo o monstro o verdadeiro culpado pelas mortes em série. Filme indicado nas categorias de Melhor Direção e Melhor Edição no Barcelona Film Awards.

Comentários:
"Romasanta" é mais um filme que tem como tema a antiga mitologia dos lobisomens (para alguns essa lenda seria na verdade parte do folclore de inúmeros países, inclusive o Brasil). Ao longo dos anos essa criatura tem sido tema de inúmeros filmes, alguns deles considerados clássicos hoje em dia. Infelizmente esse parece ser um passado remoto já que atualmente os Licantropos andam sofrendo um bocado nas telas. É uma sucessão sem fim de filmes bem ruins. De todos os monstros clássicos, os lobisomens são os que mais sofrem com produções pobres, roteiros medíocres, maquiagens capengas etc. Virou um nicho bem lucrativo no meio da produção trash de filmes de terror. Só de antemão me lembro de alguns filmes bem ruins enfocando eles, como por exemplo, "Skinwalkers", "Wolvesbayne" entre outros. Nada valendo a pena. Esse "Romasanta" tenta trazer algo de novo ao estilo. Primeiramente é importante citar que o filme foi baseado num fato real ocorrido na Espanha há 200 anos. Houve um serial killer chamado Manuel Romasanta que foi preso e virou objeto de estudo (que acabaria levando a catalogação da doença chamada Licantropia). Ele justificou seus crimes afirmando que se transformava em um lobo. Claro que isso era apenas um distúrbio psicológico já que ele obviamente não virava um lobo. O fato histórico é curioso e mantém o interesse, mas o filme equivocadamente abraça o realismo fantástico, colocando Romasanta como um lobisomem de fato, real. E ai está o grande problema do filme. Se tivesse mantido os pés no chão, apenas retratando o caso de um ponto de vista racional e historicamente correto o filme seria muito mais relevante e interessante. Do jeito que ficou apelou para o sensacionalismo e perdeu pontos. "Romasanta" tem uma produção modesta, problemas de roteiro, mas mesmo assim consegue manter o interesse. Não é dos melhores filmes sobre o tema, mas também não é dos piores. Para quem gosta de conhecer histórias de serial killers do passado pode até mesmo se tornar informativo.

Pablo Aluísio.

Colega de Quarto

Colega de Quarto
Jovem estudante (Laighton Messter) se torna obcecada por sua colega de quarto (Minka Kelly) e começa a interferir de forma violenta em sua vida pessoal. O filme não é tão ruim como eu esperava. Tem coisas boas em um roteiro simples, tipicamente escrito para produções B de suspense. As duas atrizes, Minka Kelly e Leighton Meester, são estrelinhas da tv e não fizeram muito feio. A Leighton já desfila sua cara de "gatinha malvada" no seriado teen "Gossip Girl" e por isso ela de certa forma apenas repetiu os biquinhos e caras de malvadinha do seriado. Já a Minka Kelly faz a garota normal da dupla. Sobrou ponta até para outra estrelinha, Nina Dobrev de The Vampire Diaries.

Completando o elenco um presente para os fãs de Titanic, a presença de Billy Zane, fazendo o papel de um professor de moda que ora aparenta ser gay, ora parece ser "pegador". Um personagem divertido. Enfim, o filme não é nenhuma maravilha do gênero suspense, tem clichês a torta e a direita (até cena de ataque de psicopata no chuveiro como em Psicose tem) e cara de produção que vai parar direto em DVD mesmo, mas consegue manter o interesse por causa do elenco de gatinhas com olhos de mangá! É um "Greek encontra Pânico" no final das contas. Para os que gostam de seriados americanos não deixa de ser no mínimo curioso.

Colega de Quarto (The Roommate, Estados Unidos, 2011) Direção: Christian E. Christiansen / Roteiro: Sonny Mallhi, Nick Bylsma / Elenco: Minka Kelly, Leighton Meester, Cam Gigandet / Jovem estudante (Laighton Messter) se torna obcecada por sua colega de quarto (Minka Kelly) e começa a interferir de forma violenta em sua vida pessoal.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ed Gein

Título no Brasil: Ed Gein
Título Original: Ed Gein - The Butcher of Plainfield
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: North American Entertainment
Direção: Michael Feifer
Roteiro: Michael Feifer
Elenco: Kane Hodder, Adrienne Frantz, Michael Berryman

Sinopse:
Filme baseado na história real do psicopata Ed Gein (1906 - 1984). Esse criminoso se tornou muito conhecido nos Estados Unidos por causa de seus horríveis métodos de tortura e violência que causava em suas vítimas. Criado no meio rural, completamente isolado e reprimido por uma mãe severa e fanática religiosa, Gein deu vazão ao seu lado mais sombrio após seus familiares morrerem de forma natural. Isolado numa fazenda distante e escondida, ele começou a transformar o local em um show de horrores com mortes, mutilações e atos insanos praticados com os corpos das pessoas que matava.

Comentários:
Esse infame psicopata já tinha sido tema de um filme em 2000 chamado "Ed Gein - O Serial Killer" (ainda trataremos futuramente sobre esse filme aqui no blog), quando em 2007 resolveu-se levar sua terrível história novamente para as telas. Ed Gein é um caso curioso porque embora ele tenha servido de modelo para vários psicopatas famosos do cinema (como Norman Bates de "Psicose", por exemplo) nunca ganhou um grande filme retratando sua história real. Aqui novamente temos uma produção de baixo orçamento que a despeito de seus poucos recursos consegue ao menos contar os eventos principais da vida do criminoso com eficiência. Como se sabe Gein virou uma espécie de "modelo" para o FBI pois ele trazia todas as principais características que acabam moldando um assassino serial como abusos na infância, educação repressiva e muito violenta, além de isolamento social. Dizem que após ser preso, Ed virou um detento símbolo de bom comportamento na prisão onde morreu. Ele tinha um temperamento muito tímido e retraído o que mostra como complexa é a mente humana pois quando estava com suas vítimas se comportava como um verdadeiro predador demente e enlouquecido, nada parecido com o prisioneiro pacato e de fala mansa que se tornou atrás das grades. Assim, embora "Ed Gein - The Butcher of Plainfield" não seja um grande filme sob o ponto de vista unicamente cinematográfico, vale ao menos ser assistido pelo menos uma vez  para se conhecer mais de perto esse insano e violento personagem do mundo real.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O Massacre da Serra Elétrica - O Retorno de Leatherface

Temos aqui mais um filme da franquia de terror "Texas Chainsaw Massacre". É de se impressionar como uma linha de filmes que surgiu no distante ano de 1974 ainda desperte interesse dos mais jovens. Agora a produção é assinada pela Netflix. O interessante é que esse filme não é o único mais recente. Eu me recordo de pelo menos outros dois filmes da mesma marca que foram lançados há pouco tempo. E o mais estranho de tudo é que no geral não são filmes ruins, pelo contrário, conseguem manter um certo padrão de qualidade. Esse não foge à regra. Apesar do roteiro simples me senti perfeitamente satisfeito quando o filme chegou ao fim. Ele tem um clima retrô que me lembrou filmes de terror dos anos 80. O Leatherface assusta porque é completamente demente. Inspirado em um serial killer americano chamado Ed Gein, ele usa o rosto das vítimas em sua face! Isso, por si só, já é algo que impressiona ainda hoje o público em geral!

E, para surpresa geral, também tem boas sequências. Aqui eu destaco a cena do massacre no meio da plantação de roseiras amarelas. Para quem não sabe o símbolo do Texas é a rosa amarela. Violento ao extremo, a cena também lida muito bem com o suspense. E aquela "obra de arte" que o Leatherface faz com uma de suas vítimas é simplesmente assustadora! Outra cena que gostei foi a da carnificina no ônibus. Essa tem um diálogo para cair na gargalhada. Quando Leatherface entra no veículo um sujeito, tipicamente um desses riquinhos progressistas, diz a ele: "Veja lá o que você vai fazer hein! Qualquer coisa nos vamos te cancelar na net!". Não deu para segurar a risada depois dessa! Enfim, curti mesmo essa volta do Leatherface, um dos mais doentes psicopatas que já surgiram no cinema. Prepare-se para o banho de sangue e... divirta-se!

O Massacre da Serra Elétrica - O Retorno de Leatherface (Texas Chainsaw Massacre, Estados Unidos,2022) Direção: David Blue Garcia / Roteiro: Chris Thomas Devlin, Fede Alvarez / Elenco: Sarah Yarkin, Elsie Fisher, Mark Burnham / Sinopse: Após a morte de sua cuidadora, uma mulher que o criou desde os tempos de orfanato, Leatherface parte para a vingança sangrenta. O alvo dessa vez é um bando de pessoas da cidade grande, que vieram comprar tudo numa velha cidade abandonada do Texas, a mesma onde o psicopata agora vive, escondido de todos. A matança vai começar!

Pablo Aluísio.

Leatherface

Leatherface
Esse foi um dos últimos trabalhos do cineasta Tobe Hooper, falecido recentemente. Ele não dirigiu o filme, apenas o produziu e deu algumas sugestões ao roteiro. A fita é uma nova tentativa de levar em frente a franquia "O Massacre da Serra Elétrica", só que ao invés de seguir contando a história da infame família assassina, o roteiro volta no tempo, para mostrar as origens de Leatherface, o mais violento e insano membro do clã. Assim somos levados até os anos 1950. A família Sawyer vive em uma pequena fazenda decadente e perdida no meio do Texas. São violentos, sádicos e mentalmente perturbados. Quando o jovem caçula faz aniversário eles levam um ladrão de porcos da região para ser torturado ao lado do bolo com velinhas. Mais alucinado do que isso impossível.

Depois passam dos limites quando matam e torturam a adolescente filha do xerife Hal Hartman (Stephen Dorff). O policial não consegue provas contra todos, mas tem uma vitória ao enviar os dois filhos mais jovens daquela família assassina ao reformatório especializado em jovens criminosos que são diagnosticados com problemas mentais. Jared, o futuro Leatherface, assim cresce nesse manicômio judiciário juvenil. Após dez anos de sua internação há uma rebelião na instituição e ele finalmente ganha a liberdade. Ele foge com outros internos, psicopatas jovens, que logo espalham terror pelas estradas e fazendas por onde passam. Para capturá-los vai novamente o xerife Hartman, só que agora ele pretende matar todos eles, sem se importar com a lei.

Como não poderia deixar de ser o filme é bem violento. Essa franquia nunca foi conhecida pela sutileza, muito pelo contrário, sempre foi sanguinária ao extremo. O problema é que o roteiro não avança muito em sua proposta original. É certo que saber o começo da vida do monstruoso  Leatherface seria algo bem interessante para os fãs de terror, mas aqui eles não conseguiram desenvolver muito esse personagem. Ele, sob supervisão médica, até consegue avanços, se torna uma pessoa melhor, até se apaixona e defende uma jovem enfermeira no reformatório, mas uma vez solto e sem medicação se torna novamente um louco feroz. A volta ao convívio com sua família (uma quadrilha de caipiras insanos) só piora tudo. O clímax acontece justamente quando ele usa pela primeira vez a serra elétrica para trucidar duas vítimas. Poderia ser uma cena de alto impacto, mas achei bem banal. Então é isso, um novo filme que tenta revitalizar uma antiga franquia, com resultados bem modestos.

Leatherface (Estados Unidos, 2017) Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury / Roteiro: Seth M. Sherwood, Tobe Hooper, Kim Henkel / Elenco: Stephen Dorff, Lili Taylor, Sam Strike, Vanessa Grasse, Sam Coleman / Sinopse: Após a morte violenta da adorável filha adolescente do xerife, o jovem Jared Sawyer (Strike) é enviado para um manicômio juvenil onde fica internado por dez anos. Após uma rebelião de internos ele consegue fugir ao lado de outros malucos violentos. Juntos, pelas estradas do Texas, causam terror e massacres sanguinários por onde passam.

Pablo Aluísio.

O Massacre da Serra Elétrica (2003)

Título no Brasil: O Massacre da Serra Elétrica
Título Original: The Texas Chainsaw Massacre
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Kim Henkel, Tobe Hooper
Elenco: Jessica Biel, Jonathan Tucker, Andrew Bryniarski, Mike Vogel, Eric Balfour, R. Lee Ermey

Sinopse:
Depois de pegar carona com um desconhecido, uma jovem traumatizada e outros cinco amigos, são perseguidos e caçados por um psicopata violento e deformado, que usa uma serra elétrica para atacar suas vítimas. Pior do que isso, ele não está sozinho. Na realidade o assassino faz parte de uma família de parentes igualmente psicopatas. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards.

Comentários:
O primeiro filme já é considerado um cult movie do estilo gore. Feito com poucos recursos, acabou marcando época por causa da violência de suas cenas, em uma época em que isso não era comum no cinema. Depois de algumas continuações bem fracas, se decidiu voltar para a história original. E assim foi produzido esse remake em 2003. Esse tipo de filme de terror tem de ser bem mais cru, violento, sujo mesmo. O primeiro filme era de uma brutalidade fenomenal. E também era uma produção classe Z, cheirando a filme feito no quintal, o que trazia ainda mais veracidade para as atrocidades que surgiam na tela. Esse remake é, digamos, muito polido, muito bem produzido, limpinho, enfim. Não é o tipo de produção que agradaria aos fãs desse estilo de horror insano. Por isso devo dizer que os produtores erraram a mão nesse aspecto, fazendo uma nova versão muito clean. Por outro lado, se o espectador não é aquele tipo de fã de nicho mais radical, que adora o lema "quanto pior, melhor", quem sabe pode até gostar. É uma questão de ponto de vista mesmo, baseado no gosto pessoal de cada um. De minha parte achei um filme até interessante, até porque o original hoje em dia já não é tão fácil de encontrar. Para quem deseja conhecer a história do assassino Leatherface pode até ser uma boa opção. 

Pablo Aluísio.

O Massacre da Serra Elétrica 3

Título no Brasil: O Massacre da Serra Elétrica 3
Título Original: Leatherface Texas Chainsaw Massacre III
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Jeff Burr
Roteiro: Kim Henkel, Tobe Hooper
Elenco: Kate Hodge, Ken Foree, R.A. Mihailoff, Viggo Mortensen

Sinopse:
Um grupo de jovens desavisados acabam encontrando uma família estranha formada por caipiras selvagens e um homem mentalmente perturbado que pratica canibalismo com suas vítimas. Terceira parte da franquia Texas Chainsaw Massacre com destaque no roteiro para o infame personagem Leatherface.

Comentários:
O primeiro filme da série "Texas Chainsaw Massacre" é considerado hoje em dia um clássico do cinema de horror dos anos 70, mesmo com toda a sua rudeza e crueza. A sequência foi praticamente uma sátira, com toques de humor, realizado nos anos 80, que pegou carona nos sucessos da época como a franquia "Sexta-Feira 13" e por fim temos esse aqui, a terceira parte, que se tornou apenas uma decepção para os fãs. Chamo atenção para o fato desse filme ter sido produzido nos anos 90. Ora, todo fã de terror sabe que houve uma mudança significativa no gênero na virada dos anos 80 para os 90. Os filmes deixaram o lado mais hardcore para trás, se concentrando em meras reciclagens pops de antigas ideias sangrentas dos mestres do horror. O que surgiu disso foi uma série de fitas com adolescentes bobocas fazendo sátiras em cima dos clichês do gênero. Isso sim era um horror (no mau sentido da palavra). Por isso não havia mais espaço para personagens como Leatherface, afinal ele não se parecia em nada com um mauricinho de shopping center. O que se vê nessa terceira parte é apenas o esgotamento de uma boa ideia. Produção muito fraca com roteiro inexistente e atores medíocres (até o futuro astro Viggo Mortensen arranjou um quebra galho por aqui!). O fim da franquia original estava próxima, ainda tentariam ressuscitar tudo, quatro anos depois, mas a quarta parte conseguiu ser ainda pior! A série estava mesmo com seus dias contados.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno

Título no Brasil: Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno
Título Original: Return to Silent Hill
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos / França / Japão
Direção: Christophe Gans
Roteiro: Christophe Gans, Sandra Vo-Anh e William Josef Schneider
Baseado no jogo: Silent Hill 2, da Konami
Elenco: Jeremy Irvine, Hannah Emily Anderson, Evie Templeton, Robert Strange e Pearse Egan.
Duração: 106 minutos.

Sinopse:
Retorno a Silent Hill acompanha James Sunderland, interpretado por Jeremy Irvine, um homem consumido pela dor e pela lembrança de Mary, seu grande amor, que morreu em circunstâncias traumáticas. Certo dia, James recebe uma misteriosa carta aparentemente escrita por Mary, convidando-o a retornar à cidade de Silent Hill, lugar associado ao passado dos dois. Dominado pela esperança de reencontrá-la, ele parte para a cidade, mas encontra um ambiente completamente transformado pelas forças sobrenaturais que dominam aquele lugar. A névoa, a escuridão e criaturas monstruosas passam a cercá-lo enquanto James procura desesperadamente por Mary. À medida que avança pela cidade, a realidade começa a se fragmentar e suas lembranças passam a se misturar com acontecimentos sobrenaturais. O protagonista precisa enfrentar não apenas monstros como Pyramid Head, mas também os próprios sentimentos de culpa, perda e arrependimento que o perseguem. Inspirado principalmente no célebre videogame Silent Hill 2, o filme procura transformar a história de James em uma experiência de horror psicológico, na qual a cidade funciona como uma manifestação dos seus conflitos interiores.

Comentários:
A recepção crítica de Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno foi predominantemente negativa, embora alguns críticos tenham reconhecido méritos importantes na atmosfera e na recriação visual do universo do jogo. O The New York Times, em crítica de Beatrice Loayza, avaliou o filme com apenas 30/100 e observou que a produção aumenta consideravelmente o nível de caos em relação ao primeiro longa, mas não consegue transformar essa confusão em uma experiência realmente envolvente. A Variety e outras publicações especializadas também identificaram problemas na narrativa e na dificuldade do roteiro em equilibrar fidelidade ao jogo e liberdade cinematográfica. O IGN atribuiu 50/100 e considerou que o filme não consegue fazer aquilo que o material original já realizava de maneira muito mais eficiente. Já a Seattle Times reconheceu que o longa está longe da força do videogame, mas considerou que ainda existem elementos suficientes para justificar uma nova visita à cidade. O RogerEbert.com, por sua vez, foi mais moderado, atribuindo 63/100 e reconhecendo que Christophe Gans recupera parte da atmosfera melancólica e perturbadora do primeiro filme. Entre os aspectos mais elogiados estão a fotografia, os cenários, as criaturas e a tentativa de reproduzir visualmente momentos marcantes de Silent Hill 2. A Little White Lies foi uma das exceções mais favoráveis, atribuindo 70/100 e observando que o filme consegue reproduzir de maneira curiosamente convincente a atmosfera estranha e artificial de um jogo de PlayStation 2.

Entretanto, a maior parte da imprensa americana considerou que a produção não conseguiu transportar para o cinema a complexidade psicológica de Silent Hill 2. O IndieWire foi particularmente severo, classificando o filme com 16/100 e afirmando que a produção desperdiça a oportunidade de adaptar um dos mundos psicologicamente mais sofisticados dos videogames. A Collider deu apenas 30/100, criticando a direção, as atuações e principalmente a aparência artificial de determinadas sequências. A Empire também foi negativa, atribuindo duas estrelas de cinco e afirmando que os fãs mais dedicados poderiam gostar de ver novamente os monstros de Silent Hill na tela grande, mas que o filme dificilmente provocaria medo. O Rotten Tomatoes consolidou essa divisão: o filme aparece com apenas 18% de aprovação da crítica, enquanto a aprovação do público fica em 28%, indicando que nem mesmo os fãs receberam a produção de maneira particularmente calorosa. O Metacritic registra 34/100, classificando a recepção como "Generally Unfavorable". Ainda assim, o retorno de Christophe Gans à franquia, vinte anos depois do primeiro Silent Hill, possui importância histórica, principalmente porque o diretor voltou a trabalhar diretamente com o universo que ajudou a levar ao cinema em 2006. O filme também possui interesse para os admiradores da franquia por reproduzir personagens e criaturas diretamente associados ao segundo jogo, incluindo Pyramid Head. Apesar das críticas ao roteiro, aos efeitos digitais e à falta de profundidade emocional, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno consegue preservar parte da estética nebulosa, decadente e surreal que tornou a série de jogos tão famosa. No fim, porém, prevaleceu entre os críticos a sensação de que a aparência de Silent Hill está presente, mas sua essência psicológica ficou pelo caminho.

Erick Steve. 

O Massacre da Serra Elétrica 2

Título no Brasil: O Massacre da Serra Elétrica 2
Título Original: The Texas Chainsaw Massacre 2
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Films
Direção: Tobe Hooper
Roteiro: L.M. Kit Carson, Tobe Hooper
Elenco: Dennis Hopper, Caroline Williams, Jim Siedow
 
Sinopse:
Durante uma transmissão de rádio da programação local um DJ fica chocado ao receber o telefonema de dois marginais que lhe passam uma gravação do que parece ser a morte de duas crianças pelo psicopata Leatherface, o infame serial killer que matava suas vítimas com uma serra elétrica. O xerife local então decide começar sua investigação para colocar as mãos nos autores da gravação, algo que lhe revelará um mundo doentio e perturbador nos cafundós do Texas. Filme indicado ao prêmio Fantasporto na categoria de Melhor Filme de terror.

Comentários:
No auge do sucesso da Cannon, produtora bem conhecida nos anos 80 por causa de seus filmes de ação com Chuck Norris. a empresa resolveu apostar também no terror, ressuscitando antigas franquias. Foi o que aconteceu com "The Texas Chainsaw Massacre". O primeiro filme havia virado um cult movie nas locadoras, então os produtores entenderam que era uma boa oportunidade de reviver o antigo clima de sangue e tripas nas telas. Pessoalmente não gosto muito dessa continuação porque ela foi afetada por uma modinha da época em se misturar terror com comédia. "A Hora do Espanto" se tornou um grande sucesso de bilheteria e sua fórmula acabou sendo copiada à exaustão, nem sempre com resultado positivos. A piada já começa no poster, onde os personagens sanguinários do filme posam tal como os adolescentes do sucesso de John Hughes, "O Clube dos Cinco". O resto vai pela mesma linha engraçadinha, o que nem sempre dá certo. Dennis Hopper também acaba virando uma caricatura de si mesmo nessa produção. Ator símbolo da contra cultura dos anos 60 ele acabou embarcando no filme sem muita razão de ser, talvez apenas para emprestar seu nome conhecido (o único do elenco) para ajudar na promoção do filme. Há certamente boas cenas de terror, mas no geral não consigo mesmo gostar muito, nem mesmo em revisões mais atuais. O humor aqui estragou parte do potencial da fita. Uma bola fora na filmografia do (quase) sempre correto Tobe Hooper.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A Hora do Pesadelo (2010)

A Hora do Pesadelo (2010)
Freddy Krueger (Jackie Earle Haley) é um assassino de crianças que retorna para atormentar um grupo de adolescentes em seus sonhos. Baseado no famoso filme da década de 80 dirigido por Wes Craven. Quem foi jovem na década de 80 certamente assistiu algum filme da série original no cinema. Freddy Krueger ao lado de Jason de "Sexta Feira 13" foi um dos personagens mais recorrentes do terror oitentista. Claro que após um certo tempo o personagem perdeu todo o aspecto macabro que um dia possuiu, virando apenas um ícone pop como qualquer outro, o que significa que virou mercadoria e produto comercial como bonequinhos, figurinhas, revistas, camisetas etc. Depois de ser saturado por isso o velho Freddy finalmente virou coisa do passado e sumiu definitivamente... até agora! Eu odeio remakes. E remakes de franquias mortas são especialmente um horror (não no bom sentido da palavra, mas no ruim mesmo). Esse A Hora do Pesadelo é um pesadelo realmente. Péssimos atores, roteiro requentando e sem atrativos e efeitos especiais banais e de rotina. Não gostei de quase nada do filme, que não tem personalidade, brilho ou carisma. Não passa de uma tentativa caça níquel de usar o nome de Freddy Krueger para levantar uma grana fácil nas bilheterias. É tão grotesco quanto a razão de sua existência.

Certas franquias já deram o que tinha que dar. Se não estou enganado foram seis ou sete filmes da saga original, mas uma série de TV que explorava os pesadelos criados por Wes Craven. O último filme trazia um encontro com Jason de Sexta Feira 13, em suma, o personagem e o tema já estavam esgotados. Deveriam ter encerrado por aí. Esse Remake é totalmente desnecessário e gratuito. Nem o ator que interpreta Freddy, Jackie Earle Haley, se salva do abacaxi. Sua maquiagem é mal feita e pouco convincente. O elenco jovem também é feio e esquisito e não sabe atuar. Enfim esse Remake não deveria nunca ter sequer existido, nem nos piores pesadelos dos produtores de Hollywood. Tomare que agora em diante deixem o velho Krueger em paz definitivamente.

A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, Estados Unidos, 2010) Direção: Samuel Bayer / Roteiro: Wesley Strick, Eric Heisserer / Elenco: Jackie Earle Haley, Rooney Mara, Kyle Gallner / Sinopse: Freddy Krueger (Jackie Earle Haley) é um assassino de crianças que retorna para atormentar um grupo de adolescentes em seus sonhos. Baseado no famoso filme da décade de 80 dirigido por Wes Craven.

Pablo Aluísio.

Caso 39

Caso 39
Emily Jenkins (Renée Zellweger) trabalha como assistente social e em seu trabalho conhece a triste história de garota de apenas dez anos que sofreu abuso em sua família. O que ela não contava era que na realidade a pequena Lillith Sullivan (Jodelle Ferland) tem muitos segredos a esconder. Hollywood quando não faz remakes assumidos consegue reciclar velhas ideias e produzir remakes "disfarçados". Esse é um caso desses. O filme tem nuances de vários e vários filmes de terror do passado, só para se ter uma ideia da situação imediatamente me lembrei de "A Profecia", por exemplo, pois o argumento é idêntico em (quase) tudo. Dos mais recentes impossível não lembrar de "O Orfanato" e até mesmo de "Deixe Ela Entrar" (embora esse último seja posterior a esse filme).

O filme tem alguns bons sustos mas são poucos. A trama demora um pouco a engrenar, a morte do psicólogo me lembrou muito um filme antigo, clássico, de terror dos anos 70 chamado Dr. Phibes. É tão parecida a cena que se quisessem os produtores daquele filme poderiam até pensar em processar o estúdio desse Caso 39. O negócio cheirou a plágio. De bom tem a Zellwegger de camisola molhada correndo pelas ruas (pena que fugindo do capeta também, o que estraga qualquer clima de sensualidade possível :P) No final o filme prova que Hollywood está com uma falta de criatividade dos diabos! (desculpe, não pude dispensar o trocadilho infame). ;)

Caso 39 (Case 39, Estados Unidos, 2009) Direção: Christian Alvart / Roteiro: Ray Wright / Elenco: Renée Zellweger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Kerry O'Malley, Callum Keith Rennie, Bradley Cooper / Sinopse: Emily Jenkins (Renée Zellweger) trabalha como assistente social e em seu trabalho conhece a triste história de garota de apenas dez anos que sofreu abuso em sua família. O que ela não contava era que na realidade a pequena Lillith Sullivan (Jodelle Ferland) tem muitos segredos a esconder.

Pablo Aluísio.

Apollo 18

Apollo 18
Uma tremenda bobagem. Poderia resumir esse Apollo 18 assim, dessa maneira simples. De todos os formatos que andaram surgindo nos últimos anos esse que chamo de "falso documentário" (existem outras denominações por aí) é um dos piores. É engraçado porque eles geralmente seguem o mesmo caminho: tentam virar hits na internet, semeiam informações falsas e depois tentam vender tudo como se fosse verdade. Na época de "A Bruxa de Blair" isso ainda era uma novidade e tanto (e deu muito certo como demonstra sua bilheteria) mas hoje em dia tentar servir um prato requentado tantas vezes soa desnecessário. 

Além desse aspecto "Apollo 18" tem um sério problema: é muito bobo o roteiro. Para quem cresceu vendo os roteiros bem elaborados da série clássica Star Trek ter que encarar uma bobagem dessas é dose pra leão. Em pouco mais de 60 minutos o filme nos enrola com pseudo papo de cunho técnico fajuto para dar alguma veracidade ao que ocorre na tela. Mas tudo vai por água abaixo, os atores são fracos, as imagens repetitivas logo cansam e o irritante áudio de má qualidade nos enche a paciência. A velha estorinha de ETs do mal já deu o que tinha que dar. Pra falar a verdade teria sido muito melhor se realizassem um documentário real sobre a Apollo 17, essa sim uma missão verdadeira. Já a Apollo 18 foi pura perda de tempo e dinheiro. 

Apollo 18 (Apollo 18, Estados Unidos, 2011) Direção: Gonzalo López-Gallego / Roteiro: Brian Miller / Elenco: Warren Christie, Lloyd Owen, Ryan Robbins / Sinopse: Imagens secretas do governo americano são descobertas mostrando os terríveis acontecimentos com a tripulação da missão Apollo 18.0

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A Franquia Cinematográfica Evil Dead

A Franquia Cinematográfica Evil Dead
A franquia cinematográfica Evil Dead nasceu no início dos anos 1980, quando o diretor Sam Raimi, então um jovem cineasta, transformou uma produção independente de orçamento extremamente reduzido em um dos maiores fenômenos do cinema de horror. O primeiro filme, A Morte do Demônio (The Evil Dead), chegou aos cinemas em 1981 e apresentou Ash Williams, interpretado por Bruce Campbell, além do conceito de um grupo de jovens que encontra o misterioso Livro dos Mortos em uma cabana isolada. A produção chamou atenção pela violência gráfica, pelo humor involuntário e pelo estilo visual inventivo de Raimi. Apesar do orçamento limitado, o filme conseguiu causar forte impacto entre os fãs do gênero e recebeu avaliações bastante positivas de críticos especializados. A atmosfera claustrofóbica e os efeitos artesanais ajudaram a transformar suas limitações financeiras em características marcantes. O sucesso também despertou o interesse de produtores de Hollywood, permitindo que Sam Raimi desenvolvesse uma continuação com recursos maiores. A Morte do Demônio tornou-se, assim, o ponto de partida de uma franquia que combinaria horror, humor negro, violência exagerada e uma identidade visual muito particular.

A continuação surgiu em 1987 com Uma Noite Alucinante (Evil Dead II), novamente dirigida por Sam Raimi e estrelada por Bruce Campbell. Embora tenha sido apresentada como uma sequência, a produção também funciona como uma espécie de releitura dos acontecimentos do primeiro filme, especialmente em sua primeira parte. Raimi aproveitou o orçamento maior para ampliar consideravelmente os efeitos especiais, a maquiagem e as sequências de violência. O filme também acentuou o humor físico e o absurdo, transformando Ash em um personagem muito mais carismático e reconhecível. A recepção crítica foi ainda mais entusiasmada do que a obtida pelo primeiro longa, com muitos críticos destacando a criatividade visual e o equilíbrio entre terror e comédia. O público também respondeu positivamente, e o filme passou a ser considerado um dos grandes clássicos do horror dos anos 1980. O sucesso de Uma Noite Alucinante 2 consolidou Bruce Campbell como ícone do gênero e fez de Ash Williams um dos personagens mais conhecidos do cinema de terror. A produção também estabeleceu definitivamente a mistura de horror e humor que se tornaria uma das principais marcas da franquia.

Em 1992, Sam Raimi levou a série para uma direção ainda mais diferente com Uma Noite Alucinante 3 (Army of Darkness). O terceiro filme abandonou boa parte do terror tradicional das produções anteriores e adotou uma abordagem muito mais próxima da aventura fantástica e da comédia. Ash é transportado para a Inglaterra medieval, onde precisa enfrentar criaturas demoníacas e encontrar uma maneira de retornar ao seu próprio tempo. Bruce Campbell assumiu definitivamente a posição de protagonista absoluto, construindo um Ash mais irreverente, confiante e exagerado. A produção recebeu críticas geralmente favoráveis, principalmente pelo humor, pelos efeitos especiais e pelo desempenho de Campbell. Entretanto, alguns espectadores que esperavam um filme de terror mais convencional ficaram surpresos com a mudança de tom. Mesmo assim, Uma Noite Alucinante 3 conquistou uma legião de admiradores e tornou-se um dos títulos cult mais populares da década. Com o passar dos anos, sua reputação cresceu ainda mais, sendo frequentemente lembrado como uma das aventuras mais divertidas e originais inspiradas pelo cinema de horror. Esse filme encerrou a trilogia original de Evil Dead. Iria se passar anos até a produção de um novo filme.

Depois de décadas sem um novo filme diretamente ligado à série original, a franquia retornou aos cinemas em 2013 com A Morte do Demônio (Evil Dead), dirigido por Fede Álvarez e produzido, entre outros, por Sam Raimi e Bruce Campbell. Dessa vez, a proposta foi abandonar o humor predominante dos filmes anteriores e retornar ao terror brutal, apresentando uma história independente relacionada ao universo do Livro dos Mortos. O longa recebeu classificação indicativa elevada em diversos mercados devido à intensidade de suas cenas de violência e ganhou atenção justamente por seus efeitos práticos e pela disposição de levar o horror até extremos bastante gráficos. A crítica recebeu o filme de maneira geralmente positiva, embora algumas avaliações tenham considerado sua violência excessiva. O público também respondeu bem, especialmente os admiradores do gênero que desejavam uma nova produção com o espírito brutal do original. A Morte do Demônio, versão de 2013, demonstrou que a franquia ainda possuía força comercial mesmo sem Bruce Campbell como protagonista. O sucesso do remake ajudou a manter o interesse pelo universo Evil Dead e abriu espaço para uma nova geração de histórias ambientadas em torno das forças sobrenaturais do Livro dos Mortos.

Ainda assim iria demorar mais 10 anos para o lançamento de uma nova produção. A fase mais recente da franquia começou em 2023 com A Morte do Demônio - A Ascensâo, dirigido por Lee Cronin e produzido por Sam Raimi, Bruce Campbell e Robert Tapert. Diferentemente dos filmes anteriores, a história abandonou a tradicional cabana isolada e transferiu o horror para um prédio residencial em Los Angeles, acompanhando duas irmãs e seus familiares diante de uma nova manifestação demoníaca. O cenário urbano permitiu explorar situações de confinamento, violência doméstica e desespero familiar, mantendo a brutalidade característica da série. O filme recebeu críticas bastante positivas, com elogios especialmente dirigidos à direção de Cronin, aos efeitos práticos, à atmosfera e à intensidade das cenas de horror. O público também demonstrou forte interesse pela produção, que alcançou expressivo desempenho comercial e confirmou a vitalidade da marca. Finalmente, agora em 2026, tivemos o lançamento de mais um filme da franquia chamado "A Morte do Demônio: Em Chamas" que até o momento tem apresentado boa receptividade junto ao público e a crítica. 

Assim temos, em ordem cronológica, a franquia cinematográfica Evil Dead composta pelos seguintes filmes: A Morte do Demônio (1981), Uma Noite Alucinante (1987), Uma Noite Alucinante 3 (1992), A Morte do Demônio (2013), A Morte do Demônio - Ascensão (2023) e A Morte do Demônio Em Chamas (2026). Ao longo de mais de quatro décadas, a série conseguiu sobreviver às mudanças de estilo, reinventar seus personagens e permanecer como uma das franquias mais influentes e cultuadas do cinema de terror. Fica dessa forma o convite para que você conheça todos os filmes. Assista na ordem em que foram lançados e tenha uma boa diversão, além de muitos sustos! 

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

A Morte do Demônio (2013)

A Morte do Demônio (2013)
E a onda de remakes continua. A bola da vez agora é “Evil Dead”, um dos clássicos de terror da década de 80. O filme original era quase amador, feito com recursos mínimos mas que caiu no gosto do público por causa de seu estilo cru e hardcore. O tempo passou, aquele jovem que filmou “Evil Dead”, chamado Sam Raimi, virou um sujeito rico e poderoso dentro da indústria e agora surge produzindo esse remake de sua própria obra. Para dirigir contratou outro jovem, tal como ele era na época, o cineasta Fede Alvarez. A trama continua a mesma: grupo de jovens resolve se isolar numa cabana no meio da floresta. Uma das garotas tem problemas com drogas e o local parece ser o adequado para ela superar seu vicio. Também é um lugar pacato, onde todos podem repensar sobre suas vidas. O cheiro de algo apodrecido porém logo chama a atenção deles. Descobrem que o cheiro ruim vem do porão e decidem investigar. Má idéia. Apesar da escuridão encontram vários objetos que parecem ser de feitiçaria e um livro, que não deve ser aberto e nem muito menos lido. Como não poderia deixar de ser é lógico que um deles se interessará pelo tal livro amaldiçoado.

A estranha obra literária acaba sendo aberta e lida por um dos membros do grupo que para piorar ainda evoca sem saber uma entidade maligna milenar, um “devorador de almas” que logo toma de possessão uma das jovens. A partir daí já sabemos bem o que acontece. Apesar do cinema atual ter muito mais recursos do que na época do “Evil Dead” original, o fato é que essa refilmagem não consegue repetir a qualidade do primeiro filme. Para os que já conhecem os filmes de Raimi não há muita serventia em rever tudo de novo sob a ótica de um cineasta novato. Talvez apenas o público mais jovem, que não viu e nem assistiu o primeiro “Evil Dead”, possa sentir algum impacto com o novo filme. Para quem não conhece e nunca viu nenhum “Evil Dead” é bom saber que se trata de um filme de terror sem concessões, sem piadinhas e nem alívios cômicos. É muito violento, barra pesada e cheio de cenas de revirar o estômago. Talvez por isso seja tão cultuado até hoje. Nessa nova versão sentimos bem o pesar do tempo. Acontece que “Evil Dead” foi tão copiado durante todos esses anos que sua estória acabou virando algo banal. Até porque esse enredo do tipo “grupo de jovens em cabana isolada” vem sendo copiado em centenas de produções. De tão usado acabou saturado. De qualquer maneira para os mais jovens, que nunca viram a trilogia original, o filme pode até mesmo funcionar. Claro que nada do que está em cena vai impressionar aos veteranos fãs de filmes de terror, mas para o público neófito a fita pode servir como introdução a esse universo aterrorizante. Para esses então fica a dica: Arrisque uma sessão e boa sorte! 

A Morte do Demônio (Evil Dead, Estados Unidos, 2013) Direção: Fede Alvarez / Roteiro: Fede Alvarez, Rodo Sayagues, baseados no filme “Evil Dead” dirigido e roteirizado por Sam Raimi / Elenco: Jane Levy, Shiloh Fernandez, Lou Taylor Pucci / Sinopse: Grupo de jovens em cabana isolada evoca sem querer a presença de um demônio, devorador de almas, que necessita de cinco almas para fazer o “céu sangrar”. Agora terão que sobreviver à presença da maligna entidade sobrenatural do mal.

Pablo Aluísio.

Uma Noite Alucinante 3

Título no Brasil: Uma Noite Alucinante 3
Título Original: Army of Darkness
Ano de Produção: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio:  Dino De Laurentiis Company, Universal Pictures
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi
Elenco: Bruce Campbell, Embeth Davidtz, Marcus Gilbert

Sinopse:
Um homem é acidentalmente transportado para 1300 dC, onde ele tem de lutar contra um exército de mortos e recuperar o Necronomicon, o livro dos mortos, para que ele possa voltar para casa. Terceiro e último filme da franquia "Evil Dead" de Sam Raimi.

Comentários:
Terceiro e mais exagerado filme da franquia original "Evil Dead". Aqui Sam Raimi abraça de vez o humor mais galhofeiro, não se importando nem um pouco em transformar sua série de filmes - que havia começado com o aterrorizante "A Morte do Demônio", seguido de "Uma Noite Alucinante" - em uma verdadeira palhaçada. Confesso que nunca gostei desse terceiro filme que considero facilmente o pior de todos, uma ideia que não deu certo em quase nada. Cheio de efeitos especiais ele ainda tem seus defensores mas para quem era fã do primeiro filme da série não deixa de ser uma grande decepção, uma piada de mau gosto bem indigesta. O canastrão Bruce Campbell está mais careteiro do que nunca e completamente perdido em um enredo meio sem pé e nem cabeça, que procura se sustentar na pura megalomania histérica. A produção é mais recheada do que a dos demais filmes, fruto do bom orçamento disponibilizado pelo produtor Dino de Laurentiis mas isso não faz grande diferença. "Uma Noite Alucinante 3" é uma daquelas fitas para realmente se esquecer.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Uma Noite Alucinante

Uma Noite Alucinante
"Evil Dead - A Morte do Demônio" foi um filme quase amador escrito e dirigido pelo jovem Sam Raimi que acabou virando cult ao longo dos anos. O filme foi rodado com um orçamento minúsculo - estimado em pouco mais de 300 mil dólares - e contou com o apoio de amigos e parceiros de Raimi. Com o advento do mercado de vídeo a fita acabou sendo redescoberta por uma nova geração de fãs de terror que começaram a idolatrar o violento e tenso filme. Assim em 1986 Raimi foi procurado por um grande estúdio para rodar a mesma estória, só que com melhores condições técnicas e orçamento bem generoso. O melhor em termos de maquiagem e efeitos especiais foi colocado à disposição do cineasta. Fazer um remake totalmente fiel porém não estava nos planos de Sam Raimi, então ele optou por injetar algo dentro do novo filme que quase não existia no original: humor!

Sim, o diretor entendeu que um pouco de humor negro não faria mal a essa nova produção e assim ele reescreveu e inseriu diversas cenas de puro absurdo gótico para criar uma linha de diálogo mais aberta com o público jovem que iria conferir o novo filme nas telas de cinema. Cenas como um olho voando em direção a boca de um dos personagens ou uma mão decepada com vontade própria ganharam um inédito tom de comédia no filme. Para estrelar o novo Evil Dead Raimi convocou novamente seu parceiro e amigo do primeiro filme, o ator Bruce Campbell. Canastrão assumido, Campbell ajudou muito na nova concepção de Raimi para "Uma Noite Alucinante". A trama era praticamente a mesma do primeiro filme, com algumas modificações. Novamente incautos colocavam as mãos no chamado livro dos mortos liberando demônios das profundezas do inferno. A diferença porém vinha nas cenas absurdamente insanas e na melhor produção, com melhores e mais bem elaborados efeitos especiais. O filme acabou fazendo grande sucesso de bilheteria, se tornando também um campeão de locações no mercado de vídeo depois. Isso acabou abrindo as portas de uma terceira sequência, ainda mais maluca do que essa mas isso é um outra história...

Uma Noite Alucinante (Evil Dead II, Estados Unidos, 1987) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Sam Raimi, Scott Spiegel / Elenco: Bruce Campbell, Sarah Berry, Dan Hicks / Sinopse: Sequência remake do filme "Evil Dead" de 1981. Aqui um jovem desavisado acaba liberando terríveis forças do mal ao colocar as mãos em um livro amaldiçoado perdido em uma cabana isolada no meio da floresta.

Pablo Aluísio.

A Morte do Demônio (1981)

A Morte do Demônio (1981)
Cinco jovens acabam chegando numa cabana abandonada no meio da floresta. O lugar parece estar vazio há muitos anos mas algo chama a atenção de alguns deles. Um velho gravador e um livro chamado "Livro dos Mortos" acabam virando o foco da conversa. Ao ligar o velho gravador eles começam a ouvir uma narração em uma língua estranha que desconhecem. Em pouco tempo entenderão que acabaram de libertar poderosas forças do mal. Pouco a pouco cada um dos jovens começa a ser possuído, exceto Nash, que terá que lutar com as armas que possui contra todas essas manifestações sobrenaturais. Começa assim "Evil Dead" um dos maiores clássicos do terror americano. Filme rodado com produção mais do que modesta que acabou agradando em cheio ao público por causa de sua crueza temática e fortes imagens de possessão e delírio. Claro que por ter sido tão imitado por tantos anos o primeiro filme "A Morte do Demônio" pode ser considerado ultrapassado e datado nos dias de hoje mas isso depende do ponto de vista de cada um.

O curioso é que não apenas os atores eram jovens mas o diretor também. Sam Raimi tinha apenas 22 anos quando começou a filmar "Evil Dead" com apenas 600 mil dólares, uma quantia irrisória para os padrões de Hollywood. Com custo mínimo e contando com a ajuda dos atores - que eram todos seus amigos - ele acabou revolucionando o gênero que andava sem criatividade e ideias inovadoras desde "O Exorcista". Raimi usou ousadas tomadas de cena e levou até as últimas consequências a chamada visão subjetiva, que colocava o espectador praticamente dentro do enredo. O filme causou polêmica em seu lançamento chegando a ser proibido em alguns países europeus, entre eles a Inglaterra, mas ganhou status de cult quando finalmente chegou no mercado de vídeo. Revisto hoje em dia mantém o impacto, tanto que chegou a dar origem a duas sequências e a um remake, mas todos eles empalidecem diante desse "Evil Dead" original que sem dúvida é um grande filme de terror.

A Morte do Demônio (Evil Dead, Estados Unidos, 1981) Direção: Sam Raimi / Roteiro: Sam Raimi / Elenco: Bruce Campbell, Ellen Sandweiss, Richard DeManincor / Sinopse: Cinco jovens acabam libertando terríveis forças do mal em uma cabana isolada no meio da floresta.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

A Morte do Demônio: Em Chamas

A Morte do Demônio: Em Chamas
A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn) foi lançado nos cinemas em 9 de julho de 2026 (no Brasil), dirigido por Sébastien Vaniček, que também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard. Produzido por Sam Raimi, Rob Tapert e Bruce Campbell, o filme representa o sexto longa-metragem da franquia Evil Dead. O elenco principal reúne Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar e Erroll Shand. A história acompanha Alice, uma jovem viúva que, após perder o marido, busca conforto na casa isolada de seus sogros. O reencontro familiar rapidamente se transforma em um pesadelo quando uma força demoníaca ligada ao Necronomicon começa a possuir os presentes, transformando um a um em terríveis Deadites. Presa na propriedade e cercada por criaturas violentas, Alice precisa lutar desesperadamente para sobreviver, descobrindo que os votos matrimoniais feitos em vida continuam tendo consequências mesmo após a morte.

Quando estreou, A Morte do Demônio: Em Chamas recebeu uma recepção crítica predominantemente positiva, especialmente entre os fãs do horror extremo. Diversos críticos elogiaram a direção de Sébastien Vaniček por preservar o espírito sangrento da franquia criada por Sam Raimi. As primeiras avaliações destacaram a criatividade das sequências de violência, o clima claustrofóbico da casa isolada e a intensidade da atuação de Souheila Yacoub. Algumas análises, entretanto, apontaram que o roteiro segue uma estrutura relativamente previsível e prioriza o espetáculo gore em detrimento do desenvolvimento dos personagens. Ainda assim, o consenso foi de que o filme entrega exatamente aquilo que os admiradores da série esperam: terror sobrenatural, muito sangue, humor macabro e cenas de impacto visual.

Por ter sido lançado recentemente, A Morte do Demônio: Em Chamas ainda não participou da principal temporada de premiações do cinema. No entanto, o trabalho de maquiagem prática, efeitos especiais e caracterização dos Deadites já vem sendo bastante elogiado. Muitos críticos destacaram que Vaniček conseguiu imprimir sua própria identidade ao universo da franquia sem abandonar os elementos clássicos introduzidos por Sam Raimi. A violência gráfica, considerada uma das mais intensas de toda a série, também chamou atenção da imprensa especializada. Entre os fãs, a recepção inicial foi bastante favorável, com muitos considerando o longa um digno sucessor de A Morte do Demônio: A Ascensão (2023) e um dos capítulos mais brutais da franquia.

Do ponto de vista comercial, A Morte do Demônio: Em Chamas teve um bom início nas bilheterias. Produzido com um orçamento estimado em US$ 20 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 29,5 milhões em seus primeiros dias de exibição mundial, incluindo cerca de US$ 18,1 milhões nos Estados Unidos e Canadá. Como ainda está em cartaz, esses números continuam crescendo. O público respondeu positivamente à proposta do longa, principalmente os fãs da franquia, elogiando sua atmosfera opressiva, os efeitos práticos e a fidelidade ao estilo ultraviolento que caracteriza a série desde 1981. O desempenho inicial reforçou a confiança do estúdio na continuidade da franquia.

Por ser um lançamento de 2026, ainda é cedo para avaliar seu legado definitivo. Entretanto, A Morte do Demônio: Em Chamas demonstra potencial para consolidar uma nova fase da franquia iniciada por Sam Raimi. A mudança para uma história centrada em uma reunião familiar transformada em massacre demoníaco oferece uma abordagem diferente das produções anteriores, mantendo o equilíbrio entre horror sobrenatural e violência gráfica. O bom desempenho inicial e a recepção favorável dos fãs já alimentam expectativas para os próximos capítulos da série, incluindo o projeto Evil Dead Wrath, anunciado como a continuação da nova fase da franquia.

A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn, Nova Zelândia / Estados Unidos / Canadá, 2026) Direção: Sébastien Vaniček / Roteiro: Sébastien Vaniček e Florent Bernard / Elenco: Souheila Yacoub, Hunter Doohan, Luciane Buchanan, Tandi Wright, George Pullar e Erroll Shand / Sinopse: Após a morte do marido, uma jovem procura refúgio junto à família dele em uma casa isolada, mas uma antiga força demoníaca desperta e transforma o reencontro em uma desesperada luta pela sobrevivência contra os terríveis Deadites.

Erick Steve. 

A Morte do Demônio: A Ascensão

A Morte do Demônio: A Ascensão 
A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise) foi lançado em 21 de abril de 2023, dirigido e roteirizado por Lee Cronin, com produção de Sam Raimi, Bruce Campbell e Rob Tapert, criadores da franquia original. O elenco principal reúne Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher e Mia Challis. Diferentemente dos filmes anteriores, que se passavam em uma cabana isolada na floresta, esta produção transfere a ação para um antigo prédio de apartamentos em Los Angeles prestes a ser demolido. A história acompanha Beth, que visita sua irmã Ellie e seus três filhos. Após um terremoto revelar uma câmara subterrânea, um dos jovens encontra o Necronomicon, o lendário Livro dos Mortos. A leitura de antigos registros desperta forças demoníacas que possuem Ellie, iniciando uma violenta luta pela sobrevivência. O filme combina horror sobrenatural, violência extrema e o humor macabro característico da franquia, modernizando sua ambientação sem abandonar os elementos clássicos da série.

Quando estreou, A Morte do Demônio: A Ascensão recebeu uma recepção crítica amplamente positiva. A revista Variety afirmou que Lee Cronin entregou uma abordagem "imaginativamente assustadora" para a mitologia da franquia, elogiando sua capacidade de preservar o espírito criado por Sam Raimi enquanto introduzia novas ideias. O The Guardian descreveu o filme como "um sólido novo capítulo" da série, destacando sua violência inventiva e a tensão constante, embora observasse que a produção não deixava um impacto emocional tão duradouro quanto alguns de seus antecessores. A maioria dos críticos também elogiou a mudança da tradicional cabana na floresta para um ambiente urbano claustrofóbico, que trouxe novas possibilidades para o terror. A interpretação de Alyssa Sutherland como Ellie possuída foi apontada como um dos maiores destaques, tornando-se uma das personagens mais memoráveis da franquia. O consenso da crítica foi de que o filme revitalizou a série sem perder sua identidade.

A produção não recebeu indicações ao Oscar, algo comum para filmes de horror, mas conquistou amplo reconhecimento entre críticos especializados e fãs do gênero. No Rotten Tomatoes, o longa estreou com excelente aprovação da crítica, alcançando o selo Certified Fresh, enquanto muitos veículos elogiaram a combinação de violência gráfica, humor sombrio e criatividade visual. O Time Out concedeu quatro estrelas ao filme, destacando que ele encontrava "uma maneira deliciosamente sangrenta de revitalizar a franquia". Muitos especialistas também ressaltaram o excelente trabalho de maquiagem prática, efeitos especiais e design sonoro. Com o passar do tempo, A Morte do Demônio: A Ascensão passou a ser considerado um dos melhores capítulos da franquia desde a trilogia original de Sam Raimi, consolidando Lee Cronin como um dos novos nomes de destaque do cinema de horror.

Do ponto de vista comercial, A Morte do Demônio: A Ascensão foi um grande sucesso. Inicialmente planejado como um lançamento exclusivo para streaming, o filme acabou recebendo distribuição nos cinemas devido à confiança da Warner Bros. em seu potencial. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 19 milhões, arrecadou aproximadamente US$ 147 milhões nas bilheterias mundiais, sendo US$ 67,2 milhões nos Estados Unidos e US$ 79,9 milhões no mercado internacional. Tornou-se, na época, o maior sucesso comercial da história da franquia Evil Dead. O público respondeu de forma bastante positiva, elogiando a intensidade do horror, a criatividade das cenas de violência e a atuação de Alyssa Sutherland. O excelente desempenho também garantiu a continuidade da franquia com novos projetos cinematográficos.

Hoje, A Morte do Demônio: A Ascensão é considerado um dos melhores filmes de terror da década de 2020 e um dos capítulos mais fortes da franquia iniciada em 1981. Muitos fãs o colocam ao lado de Uma Noite Alucinante (The Evil Dead) e do remake de 2013 entre os pontos altos da série. A mudança para um cenário urbano, a atuação memorável de Alyssa Sutherland e a direção segura de Lee Cronin são frequentemente apontadas como seus maiores méritos. Além disso, o filme demonstrou que a franquia continua relevante mais de quarenta anos após sua criação, abrindo caminho para novas histórias ambientadas no universo do Necronomicon. Seu sucesso de crítica e público consolidou A Morte do Demônio: A Ascensão como um dos grandes clássicos modernos do horror sobrenatural.

A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise, Irlanda / Estados Unidos / Nova Zelândia, 2023) Direção: Lee Cronin / Roteiro: Lee Cronin, baseado nos personagens e conceitos criados por Sam Raimi / Elenco: Lily Sullivan, Alyssa Sutherland, Morgan Davies, Gabrielle Echols, Nell Fisher e Mia Challis / Sinopse: Após a descoberta do Livro dos Mortos em um edifício de apartamentos, uma família passa a ser perseguida por demônios que transformam um reencontro entre irmãs em uma desesperada batalha pela sobrevivência.

Erick Steve.