sexta-feira, 19 de junho de 2026

Backrooms: Um Não-Lugar

Título no Brasil: Backrooms: Um Não-Lugar
Título Original: Backrooms
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24, Atomic Monster
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik e Kane Parsons
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell e Avan Jogia.

Sinopse:
Inspirado na famosa lenda urbana digital que surgiu na internet em 2019, Backrooms: Um Não-Lugar acompanha a misteriosa descoberta de um portal para uma dimensão paralela formada por corredores intermináveis, salas vazias iluminadas por luzes fluorescentes e espaços que desafiam toda lógica conhecida. Quando um homem desaparece dentro desse labirinto impossível, sua terapeuta, Dra. Mary Kline, decide atravessar o portal para encontrá-lo. Conforme avança pelos chamados "Backrooms", ela se depara com ambientes cada vez mais perturbadores, criaturas estranhas e manifestações ligadas às memórias e traumas daqueles que ficaram presos naquele lugar. O que começa como uma missão de resgate transforma-se em uma jornada psicológica pela própria natureza da realidade.

Comentários:
Backrooms: Um Não-Lugar foi um dos filmes de terror mais comentados de 2026 por levar ao cinema uma das creepypastas mais famosas da internet. A produção também chamou atenção pelo fato de ser dirigida por Kane Parsons, criador da série de vídeos que popularizou o conceito dos Backrooms no YouTube quando ainda era adolescente. A crítica americana recebeu o filme de maneira bastante favorável, elogiando principalmente sua atmosfera opressiva e a capacidade de transformar um conceito abstrato em uma experiência cinematográfica envolvente. Diversas análises destacaram que o longa evita depender de sustos fáceis e prefere construir uma sensação constante de desconforto psicológico. O portal espanhol MeriStation descreveu a obra como uma das experiências mais inquietantes do ano, ressaltando a recriação visual dos corredores infinitos que tornaram o fenômeno famoso na internet. O portal brasileiro CinePOP afirmou que o filme combina terror, ficção científica e suspense em uma jornada interdimensional perturbadora. Muitos críticos também elogiaram o trabalho de fotografia e design de produção, que transformam espaços aparentemente comuns em cenários profundamente ameaçadores.

Entre os fãs de terror, a recepção foi ainda mais entusiasmada. Em discussões no Reddit, muitos espectadores relataram que o filme consegue transmitir uma sensação genuína de ansiedade e claustrofobia, algo raro no terror contemporâneo. Alguns comentários destacaram que a experiência funciona melhor justamente por não explicar todos os mistérios do universo apresentado, preservando o sentimento de estranheza que tornou os Backrooms tão populares online. A crítica especializada também observou que o filme representa um marco cultural interessante: talvez seja a primeira grande produção de Hollywood baseada diretamente em um mito nascido da cultura digital moderna. Comercialmente, o longa tornou-se um enorme sucesso, arrecadando muito mais do que seu orçamento relativamente modesto e consolidando Kane Parsons como um dos jovens cineastas mais promissores do gênero. Embora alguns críticos tenham considerado o final excessivamente ambíguo, o consenso geral foi de que Backrooms: Um Não-Lugar conseguiu algo raro: transformar uma simples imagem viral da internet em um filme de terror inteligente, atmosférico e memorável.

Erick Steve. 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Pânico 7

Título no Brasil: Pânico 7
Título Original: Scream 7
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass 
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Guy Busick
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Joel McHale, Mark Consuelos, Celeste O'Connor.

Sinopse:
Trinta anos após os acontecimentos do filme original, Sidney Prescott tenta levar uma vida tranquila longe dos horrores que a perseguiram durante décadas. Porém, quando um novo Ghostface surge e passa a ameaçar sua família, especialmente sua filha Tatum, Sidney é obrigada a enfrentar novamente os fantasmas de seu passado. Enquanto novos assassinatos acontecem, antigas conexões com os crimes históricos de Woodsboro voltam à tona, levando a protagonista a uma batalha final contra uma ameaça que parece conhecer cada detalhe de sua vida.

Comentários:
Pânico 7 chegou aos cinemas cercado por polêmicas e expectativas elevadas. A produção marcou a estreia de Kevin Williamson — roteirista do filme original de 1996 — na direção de um longa da franquia. A volta de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott foi amplamente celebrada pela imprensa, sendo considerada por muitos críticos o principal atrativo da produção. O portal Rotten Tomatoes resumiu parte do consenso inicial afirmando que o filme é um thriller eficiente e brutal, sustentado principalmente pela atuação de Campbell, embora excessivamente dependente da nostalgia e de fórmulas já conhecidas. O jornal The Guardian destacou que o longa possui uma abertura forte e algumas mortes criativas, mas observou que a narrativa acaba se tornando excessivamente complicada e dependente de fan service. Muitos críticos elogiaram a trilha sonora, o retorno de personagens clássicos e algumas sequências de suspense, especialmente aquelas envolvendo a família de Sidney.

Entretanto, a recepção crítica geral foi uma das mais divididas de toda a história da franquia. O site RogerEbert.com publicou uma das análises mais duras, classificando o filme como o capítulo mais fraco da série e criticando sua falta de inovação e de impacto emocional. A revista Forbes observou que o filme recebeu uma das menores avaliações críticas da franquia, refletindo a controvérsia gerada durante sua produção e lançamento. O New York Post chegou a descrevê-lo como o pior capítulo dos trinta anos da saga, criticando especialmente o roteiro e a revelação do novo Ghostface. Apesar disso, parte do público reagiu de forma mais positiva, valorizando o retorno ao foco em Sidney Prescott e a abordagem mais madura dos temas relacionados a trauma e sobrevivência. Em comunidades de fãs, surgiram debates intensos: alguns consideraram o filme uma despedida digna para a protagonista, enquanto outros lamentaram a ausência de personagens importantes da fase mais recente da franquia. Comercialmente, o longa teve uma boa estreia e demonstrou que a marca Pânico continua forte junto ao público, mesmo enfrentando uma das recepções críticas mais controversas de sua história.

Erick Steve. 

Pânico VI

Título no Brasil: Pânico VI
Título Original: Scream VI
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass Media Group
Direção: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Jenna Ortega, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Courteney Cox, Hayden Panettiere, Dermot Mulroney

Sinopse:
Após sobreviverem aos acontecimentos de Woodsboro, Sam Carpenter, Tara Carpenter e seus amigos tentam reconstruir suas vidas em Nova York. Porém, a mudança de cidade não é suficiente para escapar do passado. Um novo Ghostface surge mais violento e ousado do que nunca, espalhando terror pelas ruas, becos e estações de metrô da metrópole americana. Enquanto os assassinatos se multiplicam, os sobreviventes percebem que o assassino possui um conhecimento profundo dos crimes anteriores e parece determinado a destruir todos os legados ligados à história de Ghostface. Em meio à perseguição, antigas alianças são testadas e novos segredos vêm à tona.

Comentários:
Pânico VI foi recebido de forma bastante positiva pela crítica americana e consolidou a nova fase da franquia iniciada em 2022. A revista Variety elogiou a decisão de transferir a ação para Nova York, observando que a mudança proporcionou novas possibilidades para as cenas de suspense e perseguição. O jornal The New York Times destacou que o filme consegue ampliar a escala da franquia sem perder a sensação de ameaça pessoal que sempre caracterizou os melhores capítulos da série. Muitos críticos também elogiaram a direção da dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, especialmente pela criação de sequências tensas, como a famosa cena do metrô durante o Halloween, frequentemente citada como uma das melhores da franquia. O consenso registrado pelo Rotten Tomatoes apontou que o longa oferece “mais sangue, mais suspense e uma energia renovada”, mantendo viva a fórmula criada por Wes Craven. A atuação de Jenna Ortega foi particularmente celebrada, com vários críticos considerando-a uma das grandes protagonistas do terror contemporâneo.

Apesar dos elogios, alguns veículos observaram que o filme sacrifica parte do mistério em favor da ação. O site RogerEbert.com comentou que Pânico VI funciona melhor como thriller de sobrevivência do que como história de detetive, embora reconheça sua enorme capacidade de entretenimento. Já o The Hollywood Reporter destacou que a produção abraça plenamente seu papel de blockbuster de terror moderno, oferecendo cenas cada vez mais ambiciosas e violentas. Entre os fãs, a recepção foi extremamente calorosa, especialmente pela forma como o filme homenageia capítulos anteriores da franquia sem depender excessivamente da nostalgia. Comercialmente, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da série nos Estados Unidos, demonstrando que a franquia continuava relevante quase três décadas após seu início. Hoje, Pânico VI é frequentemente citado como uma das melhores sequências da saga, elogiado por sua atmosfera urbana, ritmo intenso e capacidade de renovar a fórmula sem abandonar as raízes que transformaram Ghostface em um dos ícones do cinema de terror.

Erick Steve. 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Pânico (Pânico 5)

Título no Brasil: Pânico (Pânico 5)
Título Original: Scream
Ano de Lançamento: 2022
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures / Spyglass Media Group
Direção: Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Jenna Ortega, Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Jack Quaid, Marley Shelton

Sinopse:
Vinte e cinco anos após os assassinatos que chocaram Woodsboro, um novo Ghostface surge para aterrorizar a cidade. A jovem Sam Carpenter retorna ao local depois que sua irmã Tara é brutalmente atacada. Conforme novos crimes acontecem, antigos sobreviventes dos massacres anteriores — Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley — voltam a se envolver na investigação. Enquanto o assassino parece ter ligações com os eventos do passado, uma nova geração de personagens descobre que os segredos enterrados em Woodsboro continuam produzindo consequências mortais. A trama mistura suspense, nostalgia e comentários sobre a cultura moderna dos fãs de franquias cinematográficas.

Comentários:
O quinto filme da franquia foi recebido de forma bastante positiva pela crítica americana e representou um desafio enorme: continuar a série sem a direção de Wes Craven, falecido em 2015. O consenso dos críticos reunido pelo Rotten Tomatoes destacou que o filme consegue preservar a tradição metalinguística da série e renovar a fórmula com surpreendente eficiência. A revista Variety observou que a produção transforma a própria discussão sobre fan service em parte da narrativa, enquanto diversas análises elogiaram a forma como o roteiro satiriza o conceito de "requel" — mistura de reboot e sequência. O crítico Brian Tallerico, do RogerEbert.com, destacou que o filme atualiza a conversa iniciada em 1996 para a era do Reddit, das redes sociais e dos fandoms digitais, conseguindo encontrar uma voz própria sem abandonar o legado da franquia. Muitos críticos também elogiaram as atuações de Jenna Ortega e Melissa Barrera, consideradas peças fundamentais para a transição da série para uma nova geração.

Embora tenha recebido elogios pela energia e pelo respeito ao material original, o filme também gerou críticas. O Hollywood Reporter considerou que a produção exagerava em sua autoconsciência, reduzindo parte do impacto dos sustos. Já a revista Vanity Fair argumentou que o excesso de referências aos filmes anteriores prejudicava o desenvolvimento dos novos personagens. Mesmo assim, a recepção do público foi bastante favorável, com índices de aprovação superiores aos de várias sequências anteriores da série. Em fóruns de fãs e comunidades online, muitos espectadores consideraram o longa o melhor capítulo desde Pânico 2, elogiando especialmente a combinação de mistério, humor e violência característica da franquia. Comercialmente, o filme foi um sucesso expressivo, arrecadando mais de US$ 130 milhões em todo o mundo e revitalizando a série para uma nova fase. Hoje, Pânico (2022) é amplamente visto como uma das continuações mais bem-sucedidas da franquia e uma homenagem respeitosa ao legado deixado por Wes Craven.

Erick Steve. 

Pânico 4

Título no Brasil: Pânico 4
Título Original: Scream 4
Ano de Lançamento: 2011
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Kevin Williamson
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts, Hayden Panettiere, Rory Culkin, Alison Brie

Sinopse:
Onze anos após os acontecimentos de Pânico 3, Sidney Prescott retorna à cidade de Woodsboro durante a turnê de lançamento de seu livro autobiográfico. Sua visita coincide com o surgimento de uma nova série de assassinatos cometidos por Ghostface. Enquanto antigos sobreviventes e uma nova geração de adolescentes se tornam alvos do assassino, Sidney, Gale e Dewey precisam enfrentar mais uma vez o terror que marcou suas vidas. A investigação revela conexões inesperadas entre os crimes atuais e o passado da cidade, culminando em uma das revelações mais surpreendentes de toda a franquia.

Comentários:
O retorno da franquia após mais de uma década gerou enorme expectativa entre os fãs de terror. A crítica americana recebeu Pânico 4 de forma geralmente favorável, embora sem o entusiasmo reservado ao filme original. A revista Variety observou que o longa entregava boa parte do que o público esperava, ainda que nem sempre com a mesma criatividade dos melhores capítulos da série. O jornal Los Angeles Times elogiou especialmente as cenas de assassinato, o humor ácido e as referências inteligentes à cultura do terror moderno. Muitos críticos destacaram a forma como o roteiro atualizou a fórmula da franquia para a era das redes sociais, dos vídeos virais e da busca obsessiva por fama instantânea. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes apontou que, embora a série já demonstrasse sinais de envelhecimento, o filme representava uma clara melhora em relação a Pânico 3, graças ao retorno do humor metalinguístico e de cenas de suspense mais eficazes.

Com o passar dos anos, a reputação de Pânico 4 cresceu significativamente. Na época do lançamento, alguns críticos consideraram que o excesso de autorreferências enfraquecia parte do suspense, enquanto outros elogiaram justamente a sátira ao culto da celebridade e à cultura digital. Em retrospectivas recentes, muitos fãs e analistas passaram a enxergar o filme como uma das entradas mais inteligentes da série, especialmente por sua crítica à fama obtida através da internet e por seu desfecho ousado. Discussões em comunidades de fãs frequentemente apontam que o longa foi subestimado em seu lançamento e que sua temática se tornou ainda mais relevante com o crescimento das redes sociais na década seguinte. A atuação de Emma Roberts recebeu elogios crescentes ao longo dos anos, e muitos críticos modernos consideram a identidade do assassino uma das melhores revelações da franquia. Além disso, o filme ganhou importância histórica por ter sido o último longa dirigido por Wes Craven antes de sua morte em 2015. Hoje, Pânico 4 é frequentemente citado como uma das produções mais influentes do terror dos anos 2010 e como uma ponte entre a trilogia clássica e a nova fase da série.

Erick Steve.

Pânico 3

Título no Brasil: Pânico 3
Título Original: Scream 3
Ano de Lançamento: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Wes Craven
Roteiro: Ehren Kruger
Elenco: Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Parker Posey, Patrick Dempsey, Liev Schreiber

Sinopse:
Em Pânico 3, uma nova onda de assassinatos começa a ocorrer durante a produção de Stab 3, filme baseado nos crimes ocorridos em Woodsboro. Os atores que interpretam os personagens da história original passam a ser mortos na mesma ordem prevista pelo roteiro. Enquanto isso, Sidney Prescott vive isolada, tentando superar os traumas do passado. Quando os assassinatos se aproximam novamente de seu círculo de amigos, ela é forçada a sair do esconderijo para enfrentar mais uma vez o assassino mascarado conhecido como Ghostface. A investigação acaba revelando segredos ocultos sobre a família de Sidney e ligações inesperadas com os acontecimentos dos filmes anteriores.

Comentários:
Pânico 3 encerrou a trilogia original criada por Wes Craven e Kevin Williamson, embora tenha sido recebido de forma mais dividida pela crítica do que seus antecessores. A revista Variety classificou o filme como um encerramento “habilidoso e satisfatório” para a série, elogiando sua capacidade de amarrar as pontas soltas da trama e concluir a história iniciada em 1996. O Los Angeles Times destacou que a produção conseguia ser ao mesmo tempo assustadora e divertida, preservando parte do humor metalinguístico que tornou a franquia famosa. Por outro lado, alguns críticos sentiram falta da originalidade dos dois primeiros filmes. A mudança de roteirista, com a saída de Kevin Williamson, foi frequentemente apontada como um dos fatores que alteraram o tom da série. Ainda assim, a atuação de Parker Posey recebeu elogios quase unânimes, sendo considerada por muitos críticos o elemento mais divertido do longa.

Com o passar dos anos, a reputação de Pânico 3 melhorou consideravelmente entre os fãs da franquia. Na época do lançamento, o crítico Roger Ebert considerou o filme menos inspirado que os anteriores, descrevendo-o como uma sucessão de ironias e sustos previsíveis, além de afirmar que a fórmula já demonstrava sinais de desgaste. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes também apontou que a produção recorria a fórmulas que a própria série havia satirizado anteriormente. Entretanto, análises mais recentes passaram a valorizar aspectos antes subestimados, especialmente a crítica aos bastidores de Hollywood, aos abusos de poder na indústria cinematográfica e ao caráter metalinguístico da narrativa. Muitos fãs consideram que o filme estava à frente de seu tempo ao abordar temas que se tornariam amplamente discutidos anos depois. Embora raramente seja apontado como o melhor da franquia, Pânico 3 consolidou-se como um capítulo importante da saga Ghostface, funcionando como uma despedida digna da trilogia original e mantendo o estilo inteligente e autorreferente que transformou a série em um marco do terror moderno.

Erick Steve. 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Um Sonho de Liberdade

Título no Brasil: Um Sonho de Liberdade
Título Original: The Shawshank Redemption
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos
Estúdio: Castle Rock Entertainment
Direção: Frank Darabont
Roteiro: Frank Darabont
Elenco: Tim Robbins, Morgan Freeman, Bob Gunton

Sinopse:
Andy Dufresne (Tim Robbins) é um mestre em finanças que, acusado de ter cometido um duplo assassinato, é condenado a pena de prisão perpétua numa penitenciária em Shawshank, na Flórida, durante os anos 1940. O lugar é dominado por guardas violentos e diretores corruptos. Logo ele se torna amigo e próximo de outro prisioneiro, Ellis "Red" Redding (Morgan Freeman). Aos poucos Andy começa a trazer alguns benefícios para os presos em troca de favores ao corrupto diretor Samuel Norton (Bob Gunton). A liberdade porém se torna cada vez mais distante.

Comentários:
Baseado no conto "Rita Hayworth and Shawshank Redemption" de Stephen King, esse é seguramente uma das melhores adaptações para o cinema do mestre do terror. O enredo é profundamente humano e conta com maravilhosas interpretações de Tim Robbins e Morgan Freeman, o que me faz arriscar a dizer que sem dúvida é o melhor trabalho de ambos até os dias de hoje. O interessante nesse texto de Stephen King é que ele, pela primeira vez em muitos anos, resolveu mudar o foco de suas estórias, dando dessa vez prioridade em desenvolver psicologicamente todos os seus personagens em um nível que nunca foi comum em seus outros livros. O resultado é realmente excepcional, uma obra prima absoluta da sétima arte durante os anos 1990. Sucesso de público e crítica o filme recebeu sete indicações ao Oscar, inclusive Melhor Filme, Ator (para o sempre digno Morgan Freeman), fotografia e roteiro adaptado (para o próprio diretor Frank Darabont, que foi injustamente esquecido na categoria de Melhor Direção). Também foi indicado ao Globo de Ouro em diversas outras categorias, incluindo Melhor roteiro e ator (novamente para Darabont e Freeman). Em suma, "Um Sonho de Liberdade" é aquele tipo de filme que não fica datado nunca, soando tão inovador e belo como se tivesse sido lançado ontem nos cinemas. Se ainda não viu não perca mais tempo, é uma obra essencial para todo e qualquer cinéfilo que se preze.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Sexta-Feira 13 (2009)

Título no Brasil: Sexta-Feira 13
Título Original: Friday the 13th
Ano de Lançamento: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema 
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift
Elenco: Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Amanda Righetti, Travis Van Winkle, Derek Mears

Sinopse:
O filme Friday the 13th reinventa a clássica história do assassino Jason Voorhees. Após um prólogo que recria os eventos iniciais da série, a trama acompanha um grupo de jovens que visita a região de Crystal Lake sem imaginar que Jason continua vivendo escondido na floresta. Quando pessoas começam a desaparecer brutalmente, Clay Miller chega ao local procurando sua irmã desaparecida e acaba enfrentando o lendário assassino mascarado. Entre perseguições violentas e mortes sangrentas, os sobreviventes tentam escapar do terror imposto por Jason.

Comentários:
Não tem jeito, alguns filmes pertencem a uma determinada época e não adianta tentar "revitalizar" e nem "ressuscitar" velhas franquias. O Jason pertence aos anos 80. Ninguém vai conseguir tirar ele de lá! E depois de 10 filmes não havia mais para onde ir. Saturou completamente, acabou! Só que em Hollywood eles sempre vão tentar trazer algo que no passado foi lucrativo. Assim temos esse reboot que não deu em nada. Não fez sucesso e nem deu origem a uma nova leva de filmes. A crítica malhou de forma impiedosa! Bem feito! Eu assisti na época que saiu com cara de tédio. É a tal coisa, aborreceu quem acompanhou os dez filmes anteriores e não despertou o interesse da nova geração. Jason é coisa do passado. Ele deve ser deixado nos anos 80, bem no fundo de Crystal Lake!

Pablo Aluísio. 

Sexta-Feira 13 - A Franquia

Como hoje é Sexta-Feira 13 nada melhor do que relembrar uma das mais populares séries de filmes de terror de todos os tempos: Friday the 13th. Tudo começou em 1980 quando a Paramount Pictures deu autorização e liberou o orçamento de um novo filme sobre psicopatas. A ideia inicial era realizar uma espécie de "Psicose" mais moderno e com menos papo sobre psicologia e psiconeuroses. Ao invés de criar todo um passado cheio de traumas para justificar o ato do psicopata protagonista do filme o estúdio queria realmente algo bem sangrento, que não perdesse muito tempo com Freud.

Nasceu assim o personagem Jason Voorhees. Como havia sido determinado pelo estúdio seu passado não deveria dominar muito tempo do filme - partindo-se logo para os finalmentes, com adolescentes e jovens sendo trucidados na sinistra região de Crystal Lake. Ele era filho de Pamela Voorhees, cozinheira da estação de turismo local. Por problemas de gestação de sua mãe, Jason nasceu com deformidades físicas e mentais, o que logo o transformou em alvo de bullying das demais crianças que o chamavam de monstro. Tudo mudou até o dia em que dois jovens foram encontrados mortos em Crystal Lake. Quem os teria matado?

Após a morte de sua mãe, Jason continuou vivendo pelas florestas da região, sempre evitando contato com outras pessoas. Complexado por sua aparência jamais se deixou ver e com problemas mentais começou a se vingar daqueles que o zombavam. Assim muitos jovens foram desaparecendo, sendo que a polícia nunca conseguia decifrar completamente os crimes. Isso obviamente abriu margem para uma série tão popular quanto econômica. Os filmes de Jason custavam pouco, rendiam muitos lucros e não contavam em seu elenco com atores caros. Nem o personagem custava muito para a Paramount já que como usava máscara poderia ser interpretado por dublês que eram mudados a cada nova produção.

A franquia original rendeu 10 filmes. O primeiro chamado simplesmente Sexta-Feira 13 foi dirigido pelo cineasta Sean S. Cunningham. Nesse que é considerado um dos melhores o roteiro procurava explicar as origens do psicopata, embora a trama trouxesse novidades e surpresas. O primeiro ator a interpretar Jason foi Ari Lehman. A famosa máscara de hockey não havia surgido ainda. Com o sucesso começaram a surgir as sequências em série. Steve Dash assumiu o personagem e começou a dar a força sobrenatural que caracterizava o assassino. Não importava o que era feito a Jason, ele nunca parecia morrer!

Os filmes seguintes seriam meras imitações dos dois primeiros filmes. Os roteiros eram praticamente os mesmos. Um grupo de jovens ignoravam a lenda de mortes de Crystal Lake e iam para lá acampar. Não demorava muito e as mortes começavam. A única novidade de filme para filme era as maneiras como Jason matava suas vítimas. Conforme os anos iam passando essas cenas com muito sangue iam se tornando cada vez mais exageradas, até caírem completamente no caricato e burlesco. De assustador Jason passou a ser ridículo. O único sobro de inovação veio com a sexta parte que trazia pela primeira vez em anos algumas divertidas mudanças no roteiro.

Os filmes continuaram e foram até o limite. Os orçamentos iam ficando cada vez menores e as bilheterias também. A crítica detestava cada novo lançamento. A Paramount porém não parecia desistir de Jason até que em 2001 a franquia original chegou ao final com o péssimo Jason X, uma mistura mal feita de terror e ficção onde o humor trash definitivamente não funcionava e nem tampouco os efeitos especiais, simplesmente pavorosos. Infelizmente o psicopata Jason parece ter pendurado seu facão. Embora a Paramount tenha tentado renovar Jason no cinema com filmes ruins como "Jason vs Freddy" e o remake mais recente, nada parece dar muito certo. O tempo de Jason passou. Ele foi interessante, principalmente nos anos 80, quando o cinema de terror viveu seu auge criativo. Hoje em dia já não existe mais razão de ser. É hora de finalmente Crystal Park descansar de suas matanças.

1. Sexta-Feira 13 (1980)
Direção: Sean S. Cunningham
2. Sexta-Feira 13 Parte 2 (1981)
Direção: Steve Miner
3. Sexta-Feira 13 Parte 3 (1982)
Direção: Steve Miner
4. Sexta-Feira 13 Parte 4: O Capítulo Final (1984)
Direção: Joseph Zito
5. Sexta-Feira 13 Parte 5: Um Novo Começo (1985)
Direção: Danny Steinmann
6. Sexta-Feira 13 Parte 6: Jason Vive (1986)
Direção: Tom McLoughlin
7. Sexta-Feira 13 Parte 7: A Matança Continua (1988)
Direção: John Carl Buechler
8. Sexta-Feira 13 Parte 8: Jason Ataca Nova Iorque (1989)
Direção: Rob Hedden
9. Jason Vai para o Inferno: A Última Sexta-Feira (1993)
Direção: Adam Marcus
10. Jason X (2001)
Direção: James Isaac
11. Freddy vs. Jason (2003)
Direção: Ronny Yu
12. Sexta-Feira 13 (2009)
Direção: Marcus Nispel

Pablo Aluísio . 

Sexta-Feira 13 - Parte 10 - Jason X

Título no Brasil: Jason X
Título Original: Jason X
Ano de Produção: 2001
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: James Isaac
Roteiro: Victor Miller, Todd Farmer
Elenco: Kane Hodder, Lexa Doig, Jeff Geddis

Sinopse: 
O imortal psicopata Jason Voorhees (Kane Hodder) é levado até o espaço onde cientistas do século XXV pretendem estudar sua natureza violenta. Os planos porém saem dos eixos e Jason retorna para mais um festival de matanças, dessa vez com tecnologia high-tech.

Comentários:
Depois de dez filmes é de se esperar que qualquer franquia vire uma piada, ainda mais "Sexta-Feira 13" cujos roteiros não evoluíram muito ao longo dos anos. Tudo bem a saturação é esperada mas também não precisavam fazer uma paródia tão rasteira e boba como essa. A intenção de fazer um filme propositalmente trash, nonsense, não deu certo. Claro que os fãs de Jason compraram a ideia do filme em ver o manjado serial killer em pleno espaço mas não há como negar a decepção. O roteiro é mal feito, o elenco é de uma nulidade absurda e o clima que imita os filmes B não funciona. O personagem surge em cena com novo visual, mais parecendo um andróide mas quem vai se importar com esse tipo de bobagem? Uma pena que a Paramount tenha repassado os direitos da franquia para a New Line sem se importar com o que fizessem com Jason. No final tudo se resumiu a uma piada sem graça onde quase ninguém riu! Esqueça qualquer esperança de ver algo divertido. Jason X é simplesmente muito ruim e mais nada.

Pablo Aluísio.

Sexta-Feira 13 - Parte 9

Título no Brasil: Sexta-Feira 13 Parte 9 - Jason Vai Para O Inferno - A Última Sexta-Feira
Título Original: Jason Goes to Hell - The Final Friday
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Adam Marcus
Roteiro: Jay Huguely, Adam Marcus
Elenco: John D. LeMay, Kari Keegan, Kane Hodder
  
Sinopse:
O segredo sobre os poderes diábolicos de Jason é enfim revelado. Ele seria o último descendente de uma longa linhagem de familiares malditos, que nunca poderiam ser mortos, mesmo usando de todos os meios de matança possível. Agora tudo está preparado para o último grande duelo de sua existência macabra. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards nas categorias de Melhor Atriz (Kari Keegan) e Melhor Ator Coadjuvante (Steven Williams).

Comentários:
Como hoje é Sexta-Feira 13 vale a lembrança desse nono filme da franquia do psicopata Jason Voorhees. Todo mundo já sabia que lá pela sétima ou oitava fita tudo já havia virado uma mera caricatura sem muita noção. A Paramount tinha esse nome comercial de sucesso e assim lançava uma nova sequência de tempos em tempos. Os filmes eram baratos e lucrativos. O problema é que começaram a ser também constrangedores. De qualquer maneira, mesmo nos piores momentos, a Paramount conseguiu manter um padrão ao menos digno de qualidade, afinal não iria sujar seu nome em troca do lucro fácil. No começo dos anos 1990 a Paramount então decidiu passar os direitos da franquia em frente e a New Line comprou os direitos autorais sobre Jason. Era de se esperar que fosse realizado algo melhor porém o resultado do que vemos aqui é realmente de se lamentar. Usando das novas tecnologias digitais a New Line acabou produzindo um terror boboca, sem novidades e completamente derivativo. Uma sátira sobre si mesmo. Nem a presença de Sean S. Cunningham na produção salvou o filme do desastre completo. Para piorar nem sequer foi o último Sexta-Feira 13 como prometia o sub-título, pois resolveram avacalhar de vez com a franquia no pavoroso (no mal sentido) "Jason X". Em suma, esqueça esse momento menor e vergonhoso de um dos personagens mais conhecidos da mitologia do terror no cinema.

Pablo Aluísio.

Sexta-Feira 13 - Parte 8

Sexta-Feira 13 - Parte 8
A Pluto TV (um serviço de streaming grátis da Paramount) trouxe quase todos os filmes dessa franquia para seu catálogo recentemente. Por mera curiosidade decidi rever essa oitava parte. Provavelmente assisti nos anos 80, mas sinceramente não me lembrava de nada. Então lá fui eu rever essa tranqueira. Não deu outra. Se o filme já era ruim nos anos 80, imagine numa revisão nos dias atuais. Praticamente nada se salva, tudo muito ruim mesmo. O título é exagerado! Sim, Jason vai para Nova Iorque, mas a maior parte do filme se passa dentro de um navio de passageiros, a maioria deles estudantes que estão indo para a grande cidade para um passeio. 

Todos esses personagens são irritantes e rasos. Mera carne fresca para Jason passar seu facão. Até o professor que cuida deles é péssimo, um sujeito afetado, bem vilanesco. Você fica sem saber se ele está ali para proteger aqueles jovens ou para assediar as alunas mais bonitas! (pois é, coisas dos anos 80). Agora ruim mesmo é a forma como Jason retorna do mundo dos mortos. A âncora desse navio passa por cima de sua cova submarina e aí... como numa passe de mágica... eis que Jason se levanta, como um Lázaro com máscara de Hóquei! Depois dessa se você não der uma grande gargalhada dessa presepada, certamente a pessoa com problemas será você, meu caro espectador...

Sexta-Feira 13 - Parte 8: Jason Ataca em Nova York (Friday the 13th Part VIII: Jason Takes Manhattan, Estados Unidos, 1989) Direção: Rob Hedden / Roteiro: Rob Hedden, Victor Miller/ Elenco: Jensen Daggett, Kane Hodder, Todd Caldecott / Sinopse: Jason retorna do mundo dos mortos e "pega carona" em um navio de passageiros até Nova Iorque. Na viagem vai passando o facão nos jovens estudantes que estão na embarcação rumo a grande cidade americana. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

A Casa Silenciosa

A Casa Silenciosa
Jovem garota, seu tio e seu pai vão até uma casa antiga pertencente à sua família com a finalidade de consertar algumas coisas para coloca-la à venda. O local é escuro e está em mal estado. O que eles não contavam é que estranhos acontecimentos rondam a velha construção. Bem interessante esse “A Casa Silenciosa”. Na verdade se trata do remake americano do filme "La casa muda" que conseguiu uma boa repercussão quando foi lançado. Para quem já viu o original nenhuma surpresa porém o filme pode ser uma boa opção para os que não conhecem a estória e nem o mistério que ronda a casa na floresta. Particularmente gostei do desfecho dos acontecimentos pois acabamos descobrindo que nada é o que aparenta ser. O enredo também foge dos velhos clichês de filmes de casas mal assombradas e aposta numa abordagem mais pé no chão, explorando com bastante eficiência o tema do abuso infantil. Comentar mais seria temerário então cesso por aqui os comentários sobre o roteiro e o argumento do filme.

“A Casa Silenciosa” joga muito com os sustos que se encontram na penumbra do ambiente. Não esqueço uma frase muito inteligente do Stephen King afirmando que a raiz de todos os medos do ser humano se acentua muito quando nos deparamos com uma porta entreaberta para um quarto escuro. Ele tem razão e esse filme explora muito bem esse tipo de situação. A garota passa quase todo o tempo indo de quarto e quarto da casa, totalmente escura ou com iluminação insuficiente. Só esse jogo de sombras já equivale a mais da metade do suspense e terror de “Silent House”. Outro aspecto curioso é o fato de que mesmo os clichês são justificáveis pelo estado de terror com que se encontra a garota. Nesse ponto não há trégua, a tensão realmente está presente da primeira à última cena e nada do que surge em cena é gratuito. A Casa Silenciosa foi dirigido pelo casal Chris Kentis e sua esposa Laura Lau. Seu filme mais famoso até o momento é o singular “Mar Aberto”, onde jovens turistas são esquecidos em alto mar, cercados por tubarões famintos por todos os lados. Lembro que essa produção causou reações extremas na época de seu lançamento, sendo que alguns amaram e outros odiaram o resultado. Certamente “A Casa Silenciosa” vai pelo mesmo caminho. De qualquer forma recomendo pois o filme consegue ser eficiente naquilo que se propõe sem ofender a inteligência do espectador.

A Casa Silenciosa (Silent House, Estados Unidos, 2011) Direção: Chris Kentis e Laura Lau / Roteiro: Gustavo Hernández, Laura Lau / Elenco: Elizabeth Olsen, Adam Trese, Eric Sheffer / Sinopse: Jovem garota (Elizabeth Olsen), seu tio e seu pai vão até uma casa antiga pertencente à sua família com a finalidade de consertar algumas coisas para coloca-la à venda. O local é escuro e está em mal estado. O que eles não contavam é que estranhos acontecimentos rondam a velha construção.

Pablo Aluísio.

1408

Título no Brasil: 1408
Título Original: 1408
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Mikael Håfström
Roteiro: Matt Greenberg
Elenco: John Cusack, Samuel L. Jackson, Mary McCormack

Sinopse:
Baseado no conto de Stephen King. O escritor cínico e cético Mike Enslin (John Cusack) ganha a vida escrevendo livros que avaliam fenômenos sobrenaturais em hotéis, cemitérios e outros locais assombrados, geralmente visando desmascarar as crendices e lendas que rondam esses lugares. Para escrever seu novo livro, ele viaja de Los Angeles a Nova York para passar uma noite em um quarto dito como mal assombrado do Dolphin Hotel. O quarto 1408 tem várias histórias envolvendo aparições de entidades sobrenaturais. Segundo algumas lendas mais de 50 pessoas teriam morrido lá ao longo de várias décadas. Enslin porém não acredita em nada disso. Mal sabe ele no que está realmente se metendo ao se hospedar por uma noite no infame local.

Comentários:
Até que começa muito bem. Afinal todos os elementos parecem estar presentes. Só o nome de Stephen King nos créditos já garante o interesse, afinal seus contos e livros de suspense e terror são quase sempre muito bem adaptados para o mundo do cinema. O design da produção, cenários e ambientação também são pontos positivos. O elenco, com dois atores de ponta como John Cusack e Samuel L. Jackson, também aumentam as expectativas. Infelizmente esse é aquele tipo de produção em que tudo parece estar no lugar mas algo não parece estar certo. Acredito que o maior problema seja de roteiro. O conto que deu origem a esse argumento é pequeno, feito para entreter o leitor em poucas páginas. Contos geralmente possuem um ritmo próprio, específico, que se alongados demais acabam criando aquela sensação ruim de que estão enchendo linguiça. É o que aparenta acontecer aqui. Se o filme fosse mais ágil, mesmo sendo um longa-metragem, as coisas seriam diferentes. Infelizmente o roteiro não tem essa qualidade. Mesmo assim, com um pouco de esforço, ainda dá para se divertir, até porque o enredo não é dos mais convencionais e deixará muita gente surpresa com seu desfecho. Na dúvida arrisque!

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Cemitério Maldito

Título no Brasil: Cemitério Maldito
Título Original: Pet Sematary
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Mary Lambert
Roteiro: Stephen King
Elenco: Dale Midkiff, Denise Crosby, Fred Gwynne

Sinopse: 
Pai de família tem que consolar seu pequeno filho após a morte do animal de estimação da família. Seguindo os passos de uma antiga lenda que afirma que todo animal enterrado em um velho cemitério de índios retorna à vida ele leva o cãozinho para lá. O problema é que o animal realmente retorna mas como um ser horrível, em decomposição. Depois disso algo inesperado volta a ocorrer com a família mas a vítima é seu próprio filho. E agora? Terá coragem de levar seu filho morto para o cemitério de animais?

Comentários:
Vem remake novo por aí. Esse aqui tive a oportunidade de assistir no cinema que inclusive hoje em dia não existe mais, virou uma loja de sapatos - que pena! Pois bem, como todos sabemos o texto é do sempre ótimo Stephen King. Como sempre ele foca em uma típica família americana do meio oeste que acaba entrando em contato com eventos fantásticos. No caso o tal Pet Cemitery (ou Cemitério de animais de estimação, muito comuns nos Estados Unidos). O ator Dale Midkiff que faz o pai de família que toma uma decisão muito errada tinha acabado de fazer Elvis Presley na versão do livro "Elvis e Eu" na TV (essa série chegou a ser exibida várias vezes no SBT). O clima do filme em si é dos melhores. King prepara bem seu suspense, criando todo um clima, familiarizando sem pressa todos os personagens para o público que está acompanhado tudo. Na época que o filme foi realizado não havia ainda efeitos digitais e tudo é baseado em maquiagem (muito bem feita por sinal) e efeitos em animatronics. Confesso que sempre gostei muito mais da primeira parte do filme, quando os acontecimentos vão sendo preparados para o terrível grand finale. Em seu lançamento houve quem criticasse por colocar uma criança como um terrível ser do mal mas Stephen King está realmente acima desse tipo de coisa. Hoje em dia "Cemitério Maldito" é um pequeno clássico da obra de King e mostra que não envelheceu. Nem era preciso remake para dizer a verdade. Prefira sempre conhecer esse original.

Pablo Aluísio.

Despertar dos Mortos

Despertar dos Mortos
Um jovem casal se vê diante da maior tragédia de suas vidas quando sua pequena filhinha é atacada e morta por um cão feroz. Desesperados acabam descobrindo que os moradores locais cultuam um estranho ritual que consegue por apenas 3 dias trazer de volta à vida aqueles que já morreram. O problema é que não conseguem seguir á risca todos as regras dessa verdadeira "ressurreição" por prazo certo, o que trará consequências graves para todos os envolvidos. "Despertar dos Mortos" é o novo filme da produtora Hammer no mercado. Quem é fã de filmes de terror há muito tempo já deve ter percebido a enorme semelhança da sinopse dessa produção com a de "Cemitério Maldito", terror baseado em obra de Stephen King que tanto sucesso fez nos anos 80. De fato o argumento é praticamente o mesmo. Uma família sofrendo a perda de um ente querido resolve apelar para as forças sobrenaturais para que tragam de volta do mundo dos mortos seus parentes falecidos. Dessa forma no quesito originalidade esse "Despertar dos Mortos" realmente não traz nenhuma surpresa. É quase um remake de Pet Sematary.

A produção também não é das melhores. A Hammer aqui preferiu deixar os efeitos digitais de lado para se concentrar apenas em jogos de luzes e sombras e uso de maquiagem mais artesanal (ao estilo Ketchup). Nada de errado com essa decisão o problema é que o filme realmente falha na criação do suspense e no clima do terror. O roteiro não consegue causar medo em momento algum e a produção simples como é, ajuda ainda mais a tornar tudo muito banal, batido, sem impacto. Além disso usar crianças como seres sobrenaturais já está mais do que saturado nos filmes do gênero. Os japoneses, por exemplo, já usaram e abusaram desse artifício e tudo soa a prato requentado mesmo. As mortes também são fracas, algumas risíveis e nada é marcante. Em resumo mais uma produção B de terror que não consegue assustar nem criancinha. Se até a Hammer, com toda a sua tradição, não consegue mais nos surpreender então a coisa realmente anda feia no mundo dos filmes de terror. No fundo quem anda precisando despertar do mundo dos mortos mesmo é o próprio gênero, atualmente em franca decadência!

Despertar dos Mortos (Wake Wood, Inglaterra, 2011) Direção: David Keating / Roteiro: David, Brendan McCarthy / Elenco: Aidan Gillen, Eva Birthistle, Timothy Spal / Sinopse: Um jovem casal se vê diante da maior tragédia de suas vidas quando sua pequena filhinha é atacada e morta por um cão feroz. Desesperados acabam descobrindo que os moradores locais cultuam um estranho ritual que consegue por apenas 3 dias trazer de volta à vida aqueles que já morreram. O problema é que não conseguem seguir á risca todos as regras dessa ressurreição o que trará consequências graves para todos os envolvidos.

Pablo Aluísio.

sábado, 2 de maio de 2026

It: Capítulo Dois

It: Capítulo Dois
O primeiro filme foi um grande sucesso de bilheteria. Custou apenas 35 milhões de dólares e faturou nas bilheterias mais de 75o milhões. Um lucro fantástico. Por isso era esperado que uma continuação fosse realizada. E assim chegamos nesse segundo capítulo. Essa sequência foi criticada por dois aspectos básicos. O filme seria muito longo e cansativo e seu roteiro seria repetitivo. Eu tenho uma visão diferente. Sim, o filme é longo. Quase três horas de duração. Porém não me soou cansativo. As pessoas esquecem que o livro original de Stephen King tem mais de mil páginas! Adaptar um livro desse tamanho para o cinema só poderia resultar mesmo em um filme longo. Cansativo porém não achei. Os roteiristas trouxeram o que era essencial para o filme. Como há vários personagens seria mesmo necessário ter espaço para cada um deles demonstrar sua personalidade no filme. Foi isso o que aconteceu. O palhaço Pennywise aparece a cada um deles em cenas individuais onde ele trabalha o lado psicológico dos garotos, seus traumas, seus complexos. Isso está no livro e era necessário trazer também para o filme. Não havia como retirar do roteiro. 

Com isso o segundo filme ficou mesmo longo, não tinha outra saída. Porem cada um desses momentos não é gratuito. O uso de vários flashbacks também foi criticado de forma indevida. Essa é a estrutura do livro, com passagens do passado e presente se intercalando. É uma ferramenta narrativa do próprio Stephen King que os roteiristas utilizaram também aqui. Ficou adequado. A edição é inteligente, mesclando em uma só sequência com passado e presente, tudo feito de forma bem eficaz. O resultado final me agradou bastante. O roteiro brinca até com o fato de que muitos criticam os finais dos livros de Stephen King. Ele inclusive está no filme, numa ponta, como um vendedor de coisas velhas. Pois bem, há que tenha odiado o final, achando simplista demais como os personagens deram fim ao Pennywise. Na minha opinião tudo foi válido e tem seu lugar no filme. A luta entre o palhaço e os protagonistas é no fundo psicológica e uma solução dessa natureza seria o mais adequado para o desfecho do enredo. Do jeito que ficou me agradou bastante. E se você gosta mesmo de Stephen King, então o filme se torna essencial.

It: Capítulo Dois (It Chapter Two, Estados Unidos, 2019) Direção: Andy Muschietti / Roteiro: Gary Dauberman / Elenco: Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Hader, Bill Skarsgård / Sinopse: Vinte e sete anos após os acontecimentos do primeiro filme o palhaço Pennywise está de volta. Crianças começam a desaparecer novamente. Com isso os garotos do primeiro filme (agora todos adultos) resolvem se unir mais uma vez para acabar com as monstruosidades do palhaço.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

It: A Coisa

A obra original escrita por Stephen King é considerada por muitos como o seu último grande livro. São mais de mil páginas, divididas basicamente em duas linhas narrativas, uma no passado e outra no presente, mostrando um grupo de amigos que desde a adolescência precisam lidar com uma estranha criatura maligna que se alimenta de medo e pavor. Já houve uma minissérie no começo dos anos 90 que foi adaptada do livro de King, mas como era de se esperar os recursos tecnológicos da época não conseguiram transpor a trama da literatura para a tela com muito êxito. Agora a New Line (produtora especializada em fitas de terror) trouxe para o cinema, finalmente depois de tantos anos, esse livro de Stephen King, ou pelo menos parte dele. Isso porque nesse filme só temos uma linha narrativa, justamente a passada na adolescência dos personagens, quando eles são apenas garotos que estudam na escola local. A primeira cena, do desaparecimento de um menino que sai em busca de um pequeno barquinho de papel que cai em um bueiro, já é pode ser considerada um pequeno clássico moderno do terror. Aqui fizeram tudo com perfeição. Depois que esse garoto desaparece tudo começa a girar em torno do desaparecimento não apenas dele, mas de várias outras crianças. A cidadezinha do Maine onde tudo acontece (velho instrumento de narração dos livros de Stephen King) surge como um lugar bem bizarro e assustador. Logo as crianças começam a ter pesadelos com "It" (a coisa) que pode assumir as mais diversas formas, mas que parece ter especial apreço pela figura de um palhaço, o Pennywise.

E assim se desenvolve o filme. Muitas pessoas que assistiram a "It - A Coisa" chamaram a atenção para o fato dessa produção se parecer bastante com um filme dos anos 80. Ora, o livro foi publicado originalmente em 1986, então obviamente é sim um produto dos anos 80. Inclusive poderíamos até mesmo defini-lo como uma espécie de "Goonies encontra Pennywise" sem perder muita a essência da estória. No mais é importante dizer que apesar desse novo filme ser muito bom, ele ainda deixa bastante a desejar se formos compará-lo ao livro de King. Os roteiristas não apenas usaram somente uma parte do enredo como também cortaram bastante em relação aos próprios personagens, pois King os definiu com muito mais conteúdo em suas páginas. Era algo normal e previsível de acontecer. Seria impossível mesmo levar um livro de mil páginas para um longa metragem sem ter que cortar muita coisa. De qualquer maneira, mesmo com essas mudanças, não se engane, pois esse "It - A Coisa" é seguramente um dos melhores filmes de terror do ano.

It: A Coisa (It, Estados Unidos, 2017) Direção: Andy Muschietti / Roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga, baseados no best seller escrito por Stephen King / Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard / Sinopse: Um grupo de garotos descobre que uma estranha criatura sobrenatural está aterrorizando sua cidade nos anos 80. Eles a chamam simplesmente de "It" (a coisa). Essa entidade que veio diretamente do inferno parece se alimentar do medo alheio, assumindo as mais diversas formas para espalhar o horror. Filme vencedor do Golden Trailer Awards na categoria de Melhor Trailer do ano - Filme de Terror.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Maldição da Múmia

Título no Brasil: Maldição da Múmia
Título Original: The Mummy's Curse
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Lee Cronin
Roteiro: Lee Cronin
Elenco: Laia Costa, Nicholas Hoult, Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes, Sofia Boutella, Willem Dafoe

Sinopse:
A história acompanha uma equipe de arqueólogos que descobre uma tumba antiga ligada a um culto proibido no Egito. Ao violarem o local sagrado, eles despertam uma entidade ancestral que carrega uma maldição devastadora. À medida que eventos sobrenaturais começam a ocorrer, o grupo percebe que a múmia não é apenas uma criatura física, mas uma força ligada a poderes antigos e vingativos. Enquanto tentam sobreviver, eles precisam encontrar uma forma de quebrar a maldição antes que ela se espalhe para além do deserto.

Comentários:
Lançado em 2026, Maldição da Múmia recebeu críticas mistas a positivas. Veículos como a Variety destacaram a atmosfera sombria e a abordagem mais voltada ao terror do que à aventura, diferenciando o filme de versões anteriores da franquia. Já o The Hollywood Reporter elogiou a direção de Lee Cronin, apontando seu estilo mais intenso e claustrofóbico. Nas bilheterias, o filme teve um bom desempenho, superando expectativas iniciais e ajudando a revitalizar o interesse pelas histórias clássicas de monstros da Universal Pictures. O terror Maldição da Múmia vem sendo visto como um retorno às raízes do terror dentro do universo dos monstros clássicos, sendo comparado a produções modernas que apostam em uma abordagem mais sombria e atmosférica. Rapidamente o filme já começa a ganhar status de favorito entre fãs do gênero, reforçando o potencial de novas produções dentro desse universo.

Erick Steve. 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Jogos Mortais 3

Título no Brasil: Jogos Mortais 3
Título Original: Saw III
Ano de Produção: 2006
País: Estados Unidos
Estúdio: Twisted Pictures, Evolution Entertainment
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Leigh Whannell, James Wan
Elenco: Tobin Bell, Shawnee Smith, Angus Macfadyen

Sinopse:
Jeff (Angus Macfadyen) é um homem angustiado após perder sua família em um terrível acidente de carro. Ele se torna obcecado em vingar a morte de seus parentes contra o motorista irresponsável que as causou. O Dr. Lynn Denlon (Bahar Soomekh) por sua vez tem sérios problemas em seu casamento. Frustrado, se torna um homem à beira da insanidade. Ambos se tornam alvos da psicótica Amanda (Shawnee Smith), uma admiradora de Jigsaw. Jeff é colocado em um jogo mortal de vida e morte e o Dr. Denlon é levado para um armazém abandonado onde precisa manter John Kramer - Jigsaw - vivo acima de tudo! Um colar explosivo é colocado em seu pescoço, ligado aos aparelhos que mantém Kramer vivo. O artefato será acionado caso Jigsaw morra. E que os jogos comecem...

Comentários:
Terceiro exemplar da franquia de grande sucesso "Saw". É a tal coisa, um filme como esse, com orçamento até modesto (custou meros 10 milhões de dólares) se torna facilmente lucrativo por causa da força do nome comercial dos filmes envolvendo o famoso Jigsaw (um dos melhores personagens de filmes de terror e suspense surgidos nos últimos anos, não há como negar). O interessante é que já nessa terceira parte já vamos percebendo uma certa saturação em seu argumento. Fruto provavelmente dos problemas de saúde enfrentados pelo John Kramer - Jigsaw. Um dos erros de roteiro dessa saga em minha opinião veio justamente disso. Jigsaw saiu de circulação cedo demais, fazendo com que os roteiros tivessem que se utilizar de "admiradores" do psicopata como a própria Amanda, que vemos aqui. Mesmo assim ainda conseguimos ter, apesar dos pesares, um bom produto em mãos. Não é nenhuma obra prima mas vale como elo de ligação entre as películas com a marca "Saw".

Pablo Aluísio.